Depois do jantar de amigos, não sei quantos copos de vinho e algumas gargalhadas, aqui volto para despejar o que já não comporto, não me importa que não me comporte, queria agora fechar-me do mundo e fechar-me no nosso. Queria essa sua boca para mim, e puxa-lo e chegar-me a si e ficar-me, queria essas mãos onde a imaginação não chega, queria deitar-me, chegar-me, encaixar-me e deixa-lo desenhar-me as costas, os ombros e as curvas que encontrasse, queria olha-lo no fundo desses olhos sem fim e encontrar-me lá, intacta, cheia de amor, ternura e carinho para lhe dar, e que não aprendi a dar a mais ninguém assim. Queria esquecer a cabeça e toda a razão que me sobrevive, queria esquecer-me de mim e deixar-me morrer em si, porque é a melhor maneira de viver a vida que trago ainda dentro. Queria sabe-lo meu e sua, e aproveitar a vida que todos os dias começa, mas que só sinto começar a viver nos seus braços, no seu mimo, no seu beijo carregado de ternura ou desejo, nos seus braços que me endoidecem, protegem, e abarcam os sonhos que tenho medo de sonhar. A realidade pode ser tão melhor que os sonhos sonhados, como renegar o que é óbvio? Como não ver o que se sente? como não sentir o que se nos crava na alma mais que na pele? Como deixa-lo quando já me deixou?... sem norte, sem vida, sem vontade, sem o seu abraço, sem a sua voz meiga e gargalhada desconcertante? Como viver, morrendo a cada dia o que nos faz acordar? O que nos faz esperar algo da vida, o que lhe dê sentido? A vida só tem sentido se a sentirmos, e sentimo-la mais quando se nos escapa. Quando nos escapou o sonho por entre as frestas crueis da realidade. Como agora. Como roubar a vida ainda não vivida que nos escapou? Como compensar o que não se teve, se o tivemos na mão? Como justificar um dia, quando os olhos se nos fecharem de cansaço que a vida que tivemos nos braços, não vivemos, não a sentimos ou aproveitámos como podíamos, como é dever de quem alguma vez a encontra? Há tantas obrigações, mas a quem daremos contas, quando um dia tivermos de justificar a obrigação de viver a nossa vida e passarmos ao lado? A quem?
Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
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25 setembro 2010
Depois do jantar de amigos, não sei quantos copos de vinho e algumas gargalhadas, aqui volto para despejar o que já não comporto, não me importa que não me comporte, queria agora fechar-me do mundo e fechar-me no nosso. Queria essa sua boca para mim, e puxa-lo e chegar-me a si e ficar-me, queria essas mãos onde a imaginação não chega, queria deitar-me, chegar-me, encaixar-me e deixa-lo desenhar-me as costas, os ombros e as curvas que encontrasse, queria olha-lo no fundo desses olhos sem fim e encontrar-me lá, intacta, cheia de amor, ternura e carinho para lhe dar, e que não aprendi a dar a mais ninguém assim. Queria esquecer a cabeça e toda a razão que me sobrevive, queria esquecer-me de mim e deixar-me morrer em si, porque é a melhor maneira de viver a vida que trago ainda dentro. Queria sabe-lo meu e sua, e aproveitar a vida que todos os dias começa, mas que só sinto começar a viver nos seus braços, no seu mimo, no seu beijo carregado de ternura ou desejo, nos seus braços que me endoidecem, protegem, e abarcam os sonhos que tenho medo de sonhar. A realidade pode ser tão melhor que os sonhos sonhados, como renegar o que é óbvio? Como não ver o que se sente? como não sentir o que se nos crava na alma mais que na pele? Como deixa-lo quando já me deixou?... sem norte, sem vida, sem vontade, sem o seu abraço, sem a sua voz meiga e gargalhada desconcertante? Como viver, morrendo a cada dia o que nos faz acordar? O que nos faz esperar algo da vida, o que lhe dê sentido? A vida só tem sentido se a sentirmos, e sentimo-la mais quando se nos escapa. Quando nos escapou o sonho por entre as frestas crueis da realidade. Como agora. Como roubar a vida ainda não vivida que nos escapou? Como compensar o que não se teve, se o tivemos na mão? Como justificar um dia, quando os olhos se nos fecharem de cansaço que a vida que tivemos nos braços, não vivemos, não a sentimos ou aproveitámos como podíamos, como é dever de quem alguma vez a encontra? Há tantas obrigações, mas a quem daremos contas, quando um dia tivermos de justificar a obrigação de viver a nossa vida e passarmos ao lado? A quem?
21 setembro 2010
O amor não se repete
Sentimos sempre diferente, o amor não se repete. Tem razão.
Não se repete porque não há duas pessoas iguais, e o que sentimos é também diferente. Quem gosta é uma só pessoa, mas nunca gosta da mesma maneira, porque na verdade o sentimento é nosso mas é parte do outro, são bocadinhos que roubamos ao outro e guardamos em nós. Eu roubei tanto de si que guardo mais de si do que mim, aliás, não sei já qual a parte de mim que é minha, e qual a parte de mim que não sou eu. Mas sei que há partes de mim que só conheci porque o conheci, e que agora valorizo tanto. Olho-me dentro e vejo o quão incompleta teria ficado, desconhecida de mim, sem si. Nada mais houvesse e saberia que não escolheria nunca uma vida mais pobre por um caminho mais fácil, menos doloroso, mas que me mostrou cores, cheiros, emoções e uma vontade de me dar que não conhecia, de que nem me sabia capaz. Gosto mais de mim agora pelo bocado de si que me ficou dentro e que agora é meu, que agora também sou eu.
Está em mim mas sinto-lhe a falta. Tanto.
02 setembro 2010
Não, não percebes, eu sei.
Não percebes o que digo, não percebes o que se conjugou para dar o que deu.
Se calhar nem sabes o que deu.
O que me deu.
O que eu sinto por dentro.
Não chegas lá.
Porque não sentes e porque não se explica,
Não se explica o labirinto em que me perco,
Em que me abandono de mim, para te encontrar
E me encontro sem me entender.
Não percebes as saudades que ainda são depois de terem sido.
Não percebes as saudades que já são antes de o serem. E tanto.
Não percebes como se tentam matar saudades atrasadas.
E ao mesmo tempo as já antecipadas
Só se pode entender por dentro, sentindo.
E tu nunca vais entender, e vais fugir-me.
Por isso a ansiedade de ti
Por isso a vontade de nós
Deste nós que nunca me chega
E a que nunca chegas
Não percebes o que digo, não percebes o que se conjugou para dar o que deu.
Se calhar nem sabes o que deu.
O que me deu.
O que eu sinto por dentro.
Não chegas lá.
Porque não sentes e porque não se explica,
Não se explica o labirinto em que me perco,
Em que me abandono de mim, para te encontrar
E me encontro sem me entender.
Não percebes as saudades que ainda são depois de terem sido.
Não percebes as saudades que já são antes de o serem. E tanto.
Não percebes como se tentam matar saudades atrasadas.
E ao mesmo tempo as já antecipadas
Só se pode entender por dentro, sentindo.
E tu nunca vais entender, e vais fugir-me.
Por isso a ansiedade de ti
Por isso a vontade de nós
Deste nós que nunca me chega
E a que nunca chegas
29 agosto 2010
Para que o quero?
Quero-o para fintar o destino, para me provar empiricamente que felicidade é ter mais e melhores momentos felizes que fazem suportar tão melhor os maus e os assim assim que nos invadem os dias.
Quero-o para falar e para ouvir, e para os silêncios cheios de tudo.
Quero-o para o fazer rir e gargalhar, e sentir a alma nova de cada vez que o faço.
Quero-o para me desvendar com esse seu olhar de que não consigo fugir, onde me perco, sem o conseguir ler por dentro, mas sem me cansar de tentar.
Quero-o para me aquecer os pés e o resto à noite, para me enroscar e me chamar de jiboia, para adormecer e acorda-lo com um beijo que não sente, mas que me faz sorrir.
Quero-o para partilhar conversas à lareira ou o sol na varanda, para sentir o silêncio da lua no seu calor, ou só para o sentir.
Quero-o para sermos nós. Para nós podermos ser um nó cego para os outros, mas apenas certo e muito apertado para nós.
Quero-o para tudo e para todos os nadas.
Quero-o para fintar o destino e ganhar uma vida que não se arrepende de viver, de querer, de sentir.
Chega??
Quero-o para fintar o destino, para me provar empiricamente que felicidade é ter mais e melhores momentos felizes que fazem suportar tão melhor os maus e os assim assim que nos invadem os dias.
Quero-o para falar e para ouvir, e para os silêncios cheios de tudo.
Quero-o para o fazer rir e gargalhar, e sentir a alma nova de cada vez que o faço.
Quero-o para me desvendar com esse seu olhar de que não consigo fugir, onde me perco, sem o conseguir ler por dentro, mas sem me cansar de tentar.
Quero-o para me aquecer os pés e o resto à noite, para me enroscar e me chamar de jiboia, para adormecer e acorda-lo com um beijo que não sente, mas que me faz sorrir.
Quero-o para partilhar conversas à lareira ou o sol na varanda, para sentir o silêncio da lua no seu calor, ou só para o sentir.
Quero-o para sermos nós. Para nós podermos ser um nó cego para os outros, mas apenas certo e muito apertado para nós.
Quero-o para tudo e para todos os nadas.
Quero-o para fintar o destino e ganhar uma vida que não se arrepende de viver, de querer, de sentir.
Chega??
24 agosto 2010
Sinto-te a falta, pois sinto, mas sinto mais a da esperança.
Só não sei o que queria esperar, se te olhar e não ver nada, se que me olhasses e visses tudo. Tudo o que não vês, ou não queres ver.
Vens amanhã ou depois, ditas que racionalizemos a mente que nos mente a cada fuga do pensamento, a cada curva da memória, mas apenas porque não queres racionalizar-te doutra razão, que mais razão não é, do que sentir sem qualquer razão. Sentir. Só e tanto.
Tenho esperança de não o ver nos teus olhos a dançar e a convidar os meus para um tango mudo que não podemos dançar. A razão não te toca o sentir, ou o sentir não te muda a razão, e são precisos dois sentires sem razão para fazer essa música. Para dançar esse tango, que convidas e recusas.
Só não sei o que queria esperar, se te olhar e não ver nada, se que me olhasses e visses tudo. Tudo o que não vês, ou não queres ver.
Vens amanhã ou depois, ditas que racionalizemos a mente que nos mente a cada fuga do pensamento, a cada curva da memória, mas apenas porque não queres racionalizar-te doutra razão, que mais razão não é, do que sentir sem qualquer razão. Sentir. Só e tanto.
Tenho esperança de não o ver nos teus olhos a dançar e a convidar os meus para um tango mudo que não podemos dançar. A razão não te toca o sentir, ou o sentir não te muda a razão, e são precisos dois sentires sem razão para fazer essa música. Para dançar esse tango, que convidas e recusas.
14 junho 2010
Estou aqui há não sei quanto tempo à volta das nossas cartas, a reler, na verdade, a ver se alguma coisa que me tapa um bocadinho este vazio que me enche e transborda, alguma coisa que me console e aconchegue, qualquer coisa que me tenhas escrito que me encha um bocadinho o espirito.. mas nada... só fico pior quando vejo, quando constato o tanto que digo, de todas as maneiras e feitios, e que o que obtenho, são respostas tão pragmaticamente dirigidas, coisas ocas de substracto que me apazigue o que não sei que trago dentro. E é triste que seja assim. As únicas linhas que me falam, que me dizem alguma coisa, alguma coisa de ti para mim, do que vês, do que sentes, foram as que me enviaste antes de voar para meio do Atlântico, altura em que já não separavas bem as aguas, e eu de ti... de resto nada, é filho unico, e provavelmente, órfão. Solitário.
E não não sou injusta, sei que não gostas de escrever, mas sei que só quando estou ao pé de ti é que sinto qualquer coisa que não calas, só aí pressinto coisas que não dizes, mas essas a distância apaga, faz das recordações meras miragens muito, mas muito, enganadoras, mentirosas, sem palavras mentidas.
Só o estar à procura de alguma coisa que me ampute deste vazio, é já tão sintomático da distância que se impõe, da escuridão que se entranha, do silêncio que logo se instala, do frio que estala, que me estala. E isso diz muito, diz o que a balança diria, se lhe perguntassemos. Shhhhhhh
E não não sou injusta, sei que não gostas de escrever, mas sei que só quando estou ao pé de ti é que sinto qualquer coisa que não calas, só aí pressinto coisas que não dizes, mas essas a distância apaga, faz das recordações meras miragens muito, mas muito, enganadoras, mentirosas, sem palavras mentidas.
Só o estar à procura de alguma coisa que me ampute deste vazio, é já tão sintomático da distância que se impõe, da escuridão que se entranha, do silêncio que logo se instala, do frio que estala, que me estala. E isso diz muito, diz o que a balança diria, se lhe perguntassemos. Shhhhhhh
10 junho 2010
Espero que o jantar tenha corrido bem.
Espero que faças boa viagem.
Espero que aproveites estes dias para descansar.
Espero que não te esqueças de mim, que tenhas algumas saudades, mesmo que poucas.
Espero que venhas segunda feira e não tragas muitas novidades.
Espero que, se as trouxeres, me digas.
Espero que saibas a falta que me fazes.
Espero que me leias antes de ir.
Espero por ti.
Espero que faças boa viagem.
Espero que aproveites estes dias para descansar.
Espero que não te esqueças de mim, que tenhas algumas saudades, mesmo que poucas.
Espero que venhas segunda feira e não tragas muitas novidades.
Espero que, se as trouxeres, me digas.
Espero que saibas a falta que me fazes.
Espero que me leias antes de ir.
Espero por ti.
08 junho 2010
Não gosto que me trate como uma desgraçadinha. Então acha que estou sozinha e abandonada??
Pois bem, não, não estou abandonada. Estou como escolhi estar. Como decidi estar, não deixo as decisões da minha vida em mãos alheias. Sozinha sim, abandonada, não.
Posso não ter muita saída, posso não ser muito atirada, posso não ser nada de especial, mas se quisesse mesmo e qualquer coisa servisse, se calhar arranjava companhia. Ou não, mas de facto vendo a coisa dessa perspectiva dá para perceber muita coisa.
Obrigadinha, faltava-me esta.
Eu oiço cada uma!!
Mais nenhuma perola?
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