Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
16 fevereiro 2015
Quatro horas em pé sem cadeiras por perto, sete horas sem comer, e agora dor de pés, pernas e estômago, às voltas na cidade à procura dum sossego que não existe. Paro o carro porque não me apetece casa, não me apetece nada. As mãos vazias sem outras com que se entrelaçarem, sem um ombro que oiça, ou que apenas nos deixe encostar. O silêncio de tudo o que grita por dentro e ensurdece. A vontade de adormecer, só. E as mãos vazias, cheias de tudo o que não podem fazer.
Às vezes olho para estas fotos que vou apanhando e pergunto-me quando será que vou voltar a deixar-me cair num sono tranquilo, depois de um, ou vários, beijos de boa noite.
Quando é que voltarei a adormecer a sentir as minhas costas aquecidas pelo peito que dentro guarda a minha vontade de acordar.
A vontade do amanhã, de acordar e poder dar um beijo de bom dia que faz logo um dia bom.
Às vezes olho e pergunto-me muitas coisas assim. Deve ser por estas e por outras que me dizem que tenho perguntas a mais...
Boa noite
Olha olha deve ser um dia de sorte... Outro filme com o Kevin e agora a moça até é pouco mais velha que eu (acho eu)...Eheh... E ele acabou de fazer uma pergunta que me pôs a rir... Este é daqueles românticos light fast food... Deve ser do que estou a precisar é não deixa pensar, além de contribuir para estupidificar... Só coisas boas, portanto...
15 fevereiro 2015
"Mais triste que estar só,
é ter alguém ao nosso lado a impedir que a solidão nos abandone,
que alguém nos resgate."
João Morgado
[...encontrei esta frase e resume uma parte da minha vida, e a justificação de decisões que tomei. Eu não o diria melhor*. Não queria, não podia, ter ninguém ao lado a impedir-me de poder vir a não estar só. A impedir que alguém me resgatasse da solidão e me fizesse usar de tudo o que me faz, e que sou, na essência. Alguns recantos de mim precisam de alguém que os faça respirar. Descobri que são talvez o melhor de mim, e com que me sinto melhor. Talvez não se trate de ser inteira (ainda que se sintam certas ausências como amputações, do que sendo nosso, de repente deixamos de poder chegar-lhes) apenas quando se tem alguém ao lado que nos acrescenta em tanta coisa, mas de sentirmos a plenitude de nós, do que podemos ser. E isto talvez seja uma coisa que tenho vindo a aprender e a compreender - sozinha, sem estar só, sou inteira, mas não plena. E a diferença, depois de a conhecer, é tremenda. Dá saudades de nós, como dum quarto fechado à chave na casa que habitamos, que é nossa, mas a chave está num bolso que não está em nossa casa, que não temos. Essa chave abre-se em gargalhadas que já não ouvimos, em olhares que falam coisas impronunciaveis, em toques que chegam à alma, em brincadeiras que são a coisa mais séria da vida: vivê-la respirando a nossa essência.]
*há também uma frase de Nietzsche que nunca me esqueci "Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia."
"Ainda bem que quando me olham só podem ver quanto te amo, e não o quanto te desejo; podem ver como me encantas e te admiro como és e por quem és, só não sabem a tesão que tenho ao ver o teu olhar e o teu sorriso. E mesmo que intuam a empatia, que pressintam quão grande é a cumplicidade, ainda bem que não imaginam que penso na tua cona quarenta vezes por dia, que sonho acordado com a tua boca, os teus lábios, a tua língua.
(...)
( (...) Sim, por vezes creio que possam duvidar: que achem que isto que lhes digo, de o amor ser mais por dentro, é coisa fácil de afirmar quando se ama a mais bonita. Se o disserem, não o desminto; apenas penso que ainda bem que o coração não tem janelas, que não podem ver por elas o quanto penso em ti despida, que não sabem que ao reunir-me nas longas mesas polidas só penso em foder-te nelas. Atrai-me o teu feitio, tua perspicácia, inteligência. E deve haver quem não entenda isto – há quem diga “personalidade” e isso queira dizer “mamas”, mas em ti excitam-me as duas, as duas mamas e as duas coisas, todas as coisas em ti, todas as coisas de que és feita.)
(...)
E o sangue das minhas veias, que é finito e limitado, foge-me do cérebro, vai-me para o caralho. E a culpa é tua."
O S. Valentim do Menino... Muito bom, como sempre.
E eu, de todas as culpas que poderia ter, aquela última não me importava nada, nada, de ter
(desde que o destino do sangue for pertença da pessoa que eu quero, entenda-se, e que tivesse por mim uma coisa, pelo menos parecida, com aquilo que o menino descreve - do querer tudo, de não saber distinguir onde começa o de fora e acaba o de dentro, qual apaixona mais. Porque tudo é aquela pessoa, a nossa pessoa.)
Bom, e agora vou ao banho, parece-me que são horas do dia começar com obrigações, chatices e tristezas, além das outras que já temos cosidas por dentro... Mas um banho ajuda sempre, dizem (pelo menos à limpeza e ao cheirinho bom, ajuda, vá...)
.... Nope... E agora tenho aqui o Kevin Kostner à minha frente num filme lamechas, lamechas... Mesmo a combinar com o dia melancólico (vou acabar a maldizer a minha vida, estou mesmo a ver). Sempre gostei deste moço, não é bonito mas tem qualquer coisa de gajo normal, com charme mas sem grandes manias e um ar doce e reservado. Gosto... Enfim não há gajos assim, só a ideia deles na minha cabeça... Ninguém entende os gajos, ou eu não, e ontem comprovei-o mais uma vez.
Enfim...
Bom dia.
14 fevereiro 2015
"Ainda assim, em casa dos seus pais havia uma situação pouco comum para a época: a sua mãe tinha uma profissão. Melhor, uma carreira. A atriz e cantora Maria Clara não era a típica dona de casa, numa altura em que isso era a norma. Como é que o seu pai via isso?
- O meu pai tinha um ouvido catastrófico, como o meu, mas tinha um orgulho extraordinário nela. Tinha 40 anos quando casou com a minha mãe, 14 anos mais nova. E conquistar a atriz de sucesso terá sido, para ele, um feito. Ele tinha fama de pinga-amor, mas foi por ela que se apaixonou perdidamente. Durante anos e anos, quando a minha mãe chegava dos espetáculos em Lisboa, o meu pai esperava-a com um enorme ramo de flores. Apesar de a minha mãe não gostar particularmente de flores. Mas ele não sabia e ela não queria dizer-lhe. O meu pai, como de costume, depois ia para os livros e a minha mãe perguntava-me: «E agora, o que é que eu faço a isto?» "
Ouvia muitas vezes um dos programas de rádio deste senhor, apanhava ao final da tarde e muitas vezes aconteceu, depois, não ser capaz de sair do carro antes de o programa acabar. Lembro-me de num programa o ouvir confessar que tinha tido a sorte de ser um filho que chegava a ter ciúmes do amor que os pais tinham um pelo outro, ao ponto de, mesmo sendo filho, às vezes se sentir um pouco a mais, um pouco intruso, daquele amor. Eu achei delicioso, e secretamente desejei que os meus filhos o pudessem também vir a dizer. Principalmente porque o amor, como modo de vida, é também um exemplo. Um exemplo de como deve ser, ou deveria ser, um mundo muito próprio, uma união muito cúmplice, cosido com respeito, bordado com linhas de ternura e carinho. Para que não se dê o exemplo de que qualquer coisa serve para chamar de amor, que qualquer coisa chega para alimentar a vida.
...porque o tempo está tão murchito
(agora não se pode dizer cinzento, não vão pensar em sombras e afins...)
aqui fica o meu contributo para animar o dia.
...e bom.... pode dar jeito a quem tiver um touro em casa para (se) entreter, sei lá.
E no fim, se ele não se conseguir levantar da cadeira... bom sentem-se vocês - ao colo... eheheheh
E para as pessoas que pensaram isto hoje, ou ontem, ou há alguns dias, ou mesmo que não o digam, olham para o outro e têm a certeza de que a escolheriam sempre e todos os dias de novo, apesar das coisas más, apesar das chatices e algumas zangas... Para vocês que ainda se ilumina um sorriso no rosto quando observam o outro sem ele saber, na sua forma mais pura, mais genuína, e isso dá-vos uma espécie de orgulho misturado com muita vontade de abraçar, agarrar e encher de beijos e risos... Bom, para vocês um bom dia.
(se puderem hoje surpreendam o outro com uma coisa engraçada, ou só parva, ou meia tonta, uma coisa muito vossa, pronto, hoje têm um pretexto para exagerar um bocadinho o que fazem sem dia marcado.... Aproveitem, aproveitem-se.)
Para os outros que andam sozinhos com alguém pela mão, um bom dia dos namorados.
Para os que não se incluem nas hipóteses anteriores: olhem, leiam um bom livro, vão a uma esplanada beber um café... como alguém me dizia ontem... No resto dos dias do ano também ninguém gosta de nós, mesmo. Hoje não é pior, né?
Bom dia para nós, então!!
Há uns anos, já nem sei quantos, a esta hora estava a publicar um post para alguém, sem saber se o iria ver ou não. Viu, e respondeu-me, com o mundo de permeio, que o que viu o emocionou. Estávamos longe como acontecia de tempos a tempos, porque assim alguém (que não eu) escolhia, mas ainda assim eu a esta hora mais ou menos estava a publicar uma coisa a pensar nessa pessoa, como que para chegar a essa pessoa sem saber se chegaria. Só chegaria se o fosse procurar. Não fiz a pensar se iria ter retorno, se alguém o faria por mim, ou a querer que fizessem algo parecido por mim. Não, fiz pelo prazer de o fazer e pelo prazer de fazer feliz quem queremos ver bem, com um sorriso que enche a alma porque nasce na alma. Não pensamos se vão fazer alguma coisa por nós, para nós, parecido, ou não, pensamos - ou nem sequer pensamos, é uma coisa que não se chega a materializar em pensamentos - que só queremos que alguém goste, que fique bem, bem disposto, e que isso nos faz felizes. Muito. Que recebemos com o efeito no outro do que damos.
Hoje olho para trás e percebo que a única coisa que queria, era que o bem de alguém fosse o meu bem, a sua felicidade a minha felicidade. E não, não foi nada assim. Não houve eco, eu queria-o feliz e fazer feliz, e com isso sentir-me (e sentia) feliz, esperando - sim, talvez esperando - que do outro lado houvesse vontade do mesmo: ser feliz tentando fazer-me feliz, fazendo-me estar bem. Com pequenas coisas, com brincadeiras, com gestos, com atitudes, com o querer cuidar, mimar e ver bem, feliz, tratar bem. Amar. Não houve eco, não houve atitudes. Não houve nada, a não ser, afinal, perceber que não, que não conseguia, que não queria. Nada. Abandono, só. Sempre.
E agora estou aqui, e parece que nem o mundo está de permeio, porque não está ninguém do outro lado. E parece-me que, como eu pensei que estava, nunca esteve. Tanto, que só eu vou à procura duma coisa de há anos atrás, só eu fui ver, só eu me lembro disto, só eu.
Hoje olho para trás e percebo que a única coisa que queria, era que o bem de alguém fosse o meu bem, a sua felicidade a minha felicidade. E não, não foi nada assim. Não houve eco, eu queria-o feliz e fazer feliz, e com isso sentir-me (e sentia) feliz, esperando - sim, talvez esperando - que do outro lado houvesse vontade do mesmo: ser feliz tentando fazer-me feliz, fazendo-me estar bem. Com pequenas coisas, com brincadeiras, com gestos, com atitudes, com o querer cuidar, mimar e ver bem, feliz, tratar bem. Amar. Não houve eco, não houve atitudes. Não houve nada, a não ser, afinal, perceber que não, que não conseguia, que não queria. Nada. Abandono, só. Sempre.
E agora estou aqui, e parece que nem o mundo está de permeio, porque não está ninguém do outro lado. E parece-me que, como eu pensei que estava, nunca esteve. Tanto, que só eu vou à procura duma coisa de há anos atrás, só eu fui ver, só eu me lembro disto, só eu.
13 fevereiro 2015
ehehehheh
pois, nem de graça, quanto mais...
e ontem alguém me perguntava dos meus planos para o dia de amanhã,
respondi que não tinha... não me acreditaram,
acham que tenho uma fila de mocinhos à porta...
...e eu só penso que o raio da fila se existe, não anda... empancou, irra!!
(mas o pior mesmo, é que não existe...)
Bom Diqa!
... Depois de meia garrafa de vinho, era o que caía bem...
Mas não pode ser, então, não é,
Ficamo-nos por
uma almofada para nos encostarmos e fecharmos do mundo...
Já que a melhor almofada de sempre foi sequestrada pelo nunca,
e me deixou órfã de mimo, carinho, ternura e colo.
Hoje apetecia-me o cheiro, sim o cheiro, e o calor e o sabor da pele a saber a nós.
Hoje quero sonhar, mas sonhar longe do sonho de te ter perto e sentir-me bem, ao colo, mimada por alguém que não me deixe sempre por herança a fria e dura orfandade.
Alguém que chegue sempre sem partir.
Alguém que não volte por nunca me ter abandonado.
Alguém que me traga dentro e goste, que queira e goste que o traga também por dentro.
Por dentro de mim, dos dias e do sorriso quente sem razão.
E me mime, me acarinhe, me respire, me toque -
que não me prove à colher, mas que lamba os dedos de tanta doçura.
Que me beije com a pele e me ame com a alma toda.
Boa noite.
12 fevereiro 2015
11 fevereiro 2015
A viagem de manhã não é a mesma se não for no nosso carrinho, as coisas que são nossas fazem-nos falta, é verdade. Até entendo isso. Não entendo que se sobreponha a coisas mais importantes, eu não teria de pensar muito no assunto. Mas hoje à noite já a música será minha e o motor aquele que já me conhece os pés. E isso, parecendo que não, é uma coisa boa, não fosse a parte de ter ficado com a carteira tão mais leve... Enfim é a minha sorte...
E se nós pensarmos o dia inteiro em alguém?
e sorrismos e tudo, também...
(às vezes também lhe partimos os dentinhos todos,
mas talvez não interesse muito referir essa parte... digo eu)...
... essa pessoa é nossa?
Não??...
pois também me parecia...
e sorrir, até devem sorrir, e muito,
só não por se lembrarem que eu existo, quanto mais pensarem em mim...
Bahhhh...
Bom Dia
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