... E isto lembra-me uma pergunta que eu costumava fazer, e a resposta que dava quando me diziam que não... Sinto falta dessas brincadeiras, dessas, e doutras, de todas... E daquelas mãos, e daquela cara a olhar para mim com olhos a sorrir, enquanto a ponta dos meus dedos, vagarosamente, faziam o reconhecimento daquele território, daquela pele. Decoraram o mapa todo, tenho na ponta dos dedos todos os caminhos onde me perdi, e donde ainda não voltei inteira. Talvez ainda ecoe em mim aquela outra pergunta, parecida com esta, que me faziam, e que nunca deixava de me fazer rir. E não, há tanto tempo que não me dizem nada disso. Tenho saudades, também, de me rir com essa pergunta, mesmo quando era feita para distrair as atenções doutras coisas nada lindas... Ou principalmente nessas alturas.
Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
18 fevereiro 2015
17 fevereiro 2015
Pode ser que dê jeito para quem tiver dúvidas... Ou não queira ver, se está, ou não, apaixonado, essa coisa maluca que acontece para nos fazer felizes (ou não, ou não...)
"Saber se está realmente apaixonado não é tarefa fácil. É uma questão que pode influenciar muitas pessoas e relacionamentos, para a qual obter uma resposta é complicado.

Muitos não sabem ‘ler os sinais’ interiores e, para ajudar, a psicóloga e professora universitária Theresa E. DiDonato fez uma lista de mudanças que ocorrem quando se está apaixonado:
1. Está “viciado” nessa pessoa
Nem toda a gente sabe, mas o amor influencia o cérebro. A euforia que as pessoas costumam sentir, no início de uma relação, é visível através do aumento da actividade neurológica em áreas ricas em dopamina e ligadas ao sistema de recompensas. Segundo o estudo de Aron, Fisher, Mashek, Strong, & Brown (2005), outra das áreas que é afectada é o giro cingular, por norma ligada ao pensamento obsessivo.
À medida que o tempo passa e o relacionamento se vai tornando mais sério, pensar no seu parceiro activa os centros de recompensa e áreas cerebrais relativas às ligações, e não tanto ao pensamento obsessivo.
2. Quer muito que os seus amigos e familiares o conheçam
Estudos recentes demonstram que muitas pessoas precisam do apoio/aprovação das pessoas com quem estão. Outras investigações já demonstraram que o círculo social de uma pessoa tem um papel muito importante no sucesso de um relacionamento.
Precisar da opinião ou aprovação dos seus amigos ou familiares não é algo negativo, quer antes dizer que está cada vez mais ligado ao seu companheiro.
3. Fica contente com as vitórias dessa pessoa (mesmo que você tenha falhado)
Segundo o estudo Lockwood & Pinkus (2014), quando se está apaixonado, a ligação amorosa que existe entre os dois faz com que fique feliz com o êxito da pessoa que está ao seu lado, mesmo que você não tenha conseguido alcançar o mesmo grau de sucesso.
O orgulho no seu companheiro ultrapassa sentimentos negativos ou de inferioridade.
4. Sente muito a sua falta quando estão longe um do outro.
As saudades que sente de alguém reflectem o tipo de relação e de dependência que tem relativamente a essa pessoa. Se tem dúvidas se estará efectivamente apaixonado por alguém, questione-se se sente a sua falta quando não estão juntos.
Estudos referem que a intensidade da saudade está directamente relacionada com o grau de compromisso numa dada relação.
5. Mudou desde que conheceu essa pessoa
Muitas vezes quando estamos apaixonados, temos a sensação que mudámos. Isto é, já não somos a mesma pessoa que éramos. Consciente ou inconscientemente, as coisas pelas quais tínhamos interesse, os nossos hábitos, a forma como ocupamos o nosso tempo mudaram desde que essa pessoa entrou na nossa vida."
Apanhado aqui.
(realmente, não há dúvidas, desapaixonada não estou. Ainda. Ao contrário de tanta gente... E realmente olha pode ser que dê jeito para comprovar o que já se sabe. Confere.)
"Saber se está realmente apaixonado não é tarefa fácil. É uma questão que pode influenciar muitas pessoas e relacionamentos, para a qual obter uma resposta é complicado.

Muitos não sabem ‘ler os sinais’ interiores e, para ajudar, a psicóloga e professora universitária Theresa E. DiDonato fez uma lista de mudanças que ocorrem quando se está apaixonado:
1. Está “viciado” nessa pessoa
Nem toda a gente sabe, mas o amor influencia o cérebro. A euforia que as pessoas costumam sentir, no início de uma relação, é visível através do aumento da actividade neurológica em áreas ricas em dopamina e ligadas ao sistema de recompensas. Segundo o estudo de Aron, Fisher, Mashek, Strong, & Brown (2005), outra das áreas que é afectada é o giro cingular, por norma ligada ao pensamento obsessivo.
À medida que o tempo passa e o relacionamento se vai tornando mais sério, pensar no seu parceiro activa os centros de recompensa e áreas cerebrais relativas às ligações, e não tanto ao pensamento obsessivo.
2. Quer muito que os seus amigos e familiares o conheçam
Estudos recentes demonstram que muitas pessoas precisam do apoio/aprovação das pessoas com quem estão. Outras investigações já demonstraram que o círculo social de uma pessoa tem um papel muito importante no sucesso de um relacionamento.
Precisar da opinião ou aprovação dos seus amigos ou familiares não é algo negativo, quer antes dizer que está cada vez mais ligado ao seu companheiro.
3. Fica contente com as vitórias dessa pessoa (mesmo que você tenha falhado)
Segundo o estudo Lockwood & Pinkus (2014), quando se está apaixonado, a ligação amorosa que existe entre os dois faz com que fique feliz com o êxito da pessoa que está ao seu lado, mesmo que você não tenha conseguido alcançar o mesmo grau de sucesso.
O orgulho no seu companheiro ultrapassa sentimentos negativos ou de inferioridade.
4. Sente muito a sua falta quando estão longe um do outro.
As saudades que sente de alguém reflectem o tipo de relação e de dependência que tem relativamente a essa pessoa. Se tem dúvidas se estará efectivamente apaixonado por alguém, questione-se se sente a sua falta quando não estão juntos.
Estudos referem que a intensidade da saudade está directamente relacionada com o grau de compromisso numa dada relação.
5. Mudou desde que conheceu essa pessoa
Muitas vezes quando estamos apaixonados, temos a sensação que mudámos. Isto é, já não somos a mesma pessoa que éramos. Consciente ou inconscientemente, as coisas pelas quais tínhamos interesse, os nossos hábitos, a forma como ocupamos o nosso tempo mudaram desde que essa pessoa entrou na nossa vida."
Apanhado aqui.
(realmente, não há dúvidas, desapaixonada não estou. Ainda. Ao contrário de tanta gente... E realmente olha pode ser que dê jeito para comprovar o que já se sabe. Confere.)
(o artigo original em inglês tem mais uns pozinhos engraçados... Aqui)
(...) Nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela
despenhada de sua órbita viva.
- Porém, tu sempre me incendeias. (...)
Herberto Helder
- Porém, tu sempre me incendeias. (...)
Herberto Helder
[acordas-me do mundo, incendeias-me de vida, quando tudo que me habita são cinzas. Agora não acordo do mundo e uma brisa espalha-me pelo ar, desfaço-me a cada respiração. Já não espero acordar, já não espero que me incendeies. E eu sou feita de fogo, ou de memórias dele. Ou de memórias de nós, onde faltas tu.]
Apago as luzes pego num cigarro, o último do dia, espero.
Sento-me à janela donde vem luz e movimento, na varanda está demasiado frio para o cansaço que trago nos ombros, para o frio que tenho dentro. Penso nas pessoas que têm um amor tão grande que não lhes cabe nas mãos, que nem sabem dizê-lo, mas sabem estar sempre que é preciso, sabem apoiar, dar e sofrer quando as horas apertam (porque amar é muito - tanto - feito desse estar, dando; desse cuidar, estando; dizê-lo é fácil - é só preciso pronunciar palavras, juntando letras, sons). Pessoas que são muito doces por dentro e endurecidas por fora. A vida, as desilusões, as dores que cicatrizaram em carapaça impenetrável. Mas que guardam amores ternos, verdadeiros, duma generosidade imensa que escaparia aos olhos mais incautos. E é também nestas alturas que me sinto orgulhosa, e agradecida, e tão aquém de quem me está tão próximo, quem me é. E um peso doloroso de culpa imensa por não conseguir ser assim, por não ter em mim tamanha generosidade, para lhe poder aliviar o peso das obrigações que também são minhas, e de que ele não quer partilhar o peso. Poupa todos menos a ele. Hoje em dia é o único homem que me protege. E tenho orgulho nisso, ainda que nunca lho tenha dito. Mas acho que ele sabe.
Agora vou fechar a tela branca e fumar o último cigarro numa paz cansada, e esperar que amanhã seja um dia melhor, mais calmo, menos dorido, mais normal, menos avassaladoramente assustador. Mas se for, acordaremos amanhã para ele. Seja. Até que deixe de ser.
Boa noite.
16 fevereiro 2015
Quatro horas em pé sem cadeiras por perto, sete horas sem comer, e agora dor de pés, pernas e estômago, às voltas na cidade à procura dum sossego que não existe. Paro o carro porque não me apetece casa, não me apetece nada. As mãos vazias sem outras com que se entrelaçarem, sem um ombro que oiça, ou que apenas nos deixe encostar. O silêncio de tudo o que grita por dentro e ensurdece. A vontade de adormecer, só. E as mãos vazias, cheias de tudo o que não podem fazer.
Às vezes olho para estas fotos que vou apanhando e pergunto-me quando será que vou voltar a deixar-me cair num sono tranquilo, depois de um, ou vários, beijos de boa noite.
Quando é que voltarei a adormecer a sentir as minhas costas aquecidas pelo peito que dentro guarda a minha vontade de acordar.
A vontade do amanhã, de acordar e poder dar um beijo de bom dia que faz logo um dia bom.
Às vezes olho e pergunto-me muitas coisas assim. Deve ser por estas e por outras que me dizem que tenho perguntas a mais...
Boa noite
Olha olha deve ser um dia de sorte... Outro filme com o Kevin e agora a moça até é pouco mais velha que eu (acho eu)...Eheh... E ele acabou de fazer uma pergunta que me pôs a rir... Este é daqueles românticos light fast food... Deve ser do que estou a precisar é não deixa pensar, além de contribuir para estupidificar... Só coisas boas, portanto...
15 fevereiro 2015
"Mais triste que estar só,
é ter alguém ao nosso lado a impedir que a solidão nos abandone,
que alguém nos resgate."
João Morgado
[...encontrei esta frase e resume uma parte da minha vida, e a justificação de decisões que tomei. Eu não o diria melhor*. Não queria, não podia, ter ninguém ao lado a impedir-me de poder vir a não estar só. A impedir que alguém me resgatasse da solidão e me fizesse usar de tudo o que me faz, e que sou, na essência. Alguns recantos de mim precisam de alguém que os faça respirar. Descobri que são talvez o melhor de mim, e com que me sinto melhor. Talvez não se trate de ser inteira (ainda que se sintam certas ausências como amputações, do que sendo nosso, de repente deixamos de poder chegar-lhes) apenas quando se tem alguém ao lado que nos acrescenta em tanta coisa, mas de sentirmos a plenitude de nós, do que podemos ser. E isto talvez seja uma coisa que tenho vindo a aprender e a compreender - sozinha, sem estar só, sou inteira, mas não plena. E a diferença, depois de a conhecer, é tremenda. Dá saudades de nós, como dum quarto fechado à chave na casa que habitamos, que é nossa, mas a chave está num bolso que não está em nossa casa, que não temos. Essa chave abre-se em gargalhadas que já não ouvimos, em olhares que falam coisas impronunciaveis, em toques que chegam à alma, em brincadeiras que são a coisa mais séria da vida: vivê-la respirando a nossa essência.]
*há também uma frase de Nietzsche que nunca me esqueci "Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia."
"Ainda bem que quando me olham só podem ver quanto te amo, e não o quanto te desejo; podem ver como me encantas e te admiro como és e por quem és, só não sabem a tesão que tenho ao ver o teu olhar e o teu sorriso. E mesmo que intuam a empatia, que pressintam quão grande é a cumplicidade, ainda bem que não imaginam que penso na tua cona quarenta vezes por dia, que sonho acordado com a tua boca, os teus lábios, a tua língua.
(...)
( (...) Sim, por vezes creio que possam duvidar: que achem que isto que lhes digo, de o amor ser mais por dentro, é coisa fácil de afirmar quando se ama a mais bonita. Se o disserem, não o desminto; apenas penso que ainda bem que o coração não tem janelas, que não podem ver por elas o quanto penso em ti despida, que não sabem que ao reunir-me nas longas mesas polidas só penso em foder-te nelas. Atrai-me o teu feitio, tua perspicácia, inteligência. E deve haver quem não entenda isto – há quem diga “personalidade” e isso queira dizer “mamas”, mas em ti excitam-me as duas, as duas mamas e as duas coisas, todas as coisas em ti, todas as coisas de que és feita.)
(...)
E o sangue das minhas veias, que é finito e limitado, foge-me do cérebro, vai-me para o caralho. E a culpa é tua."
O S. Valentim do Menino... Muito bom, como sempre.
E eu, de todas as culpas que poderia ter, aquela última não me importava nada, nada, de ter
(desde que o destino do sangue for pertença da pessoa que eu quero, entenda-se, e que tivesse por mim uma coisa, pelo menos parecida, com aquilo que o menino descreve - do querer tudo, de não saber distinguir onde começa o de fora e acaba o de dentro, qual apaixona mais. Porque tudo é aquela pessoa, a nossa pessoa.)
Bom, e agora vou ao banho, parece-me que são horas do dia começar com obrigações, chatices e tristezas, além das outras que já temos cosidas por dentro... Mas um banho ajuda sempre, dizem (pelo menos à limpeza e ao cheirinho bom, ajuda, vá...)
.... Nope... E agora tenho aqui o Kevin Kostner à minha frente num filme lamechas, lamechas... Mesmo a combinar com o dia melancólico (vou acabar a maldizer a minha vida, estou mesmo a ver). Sempre gostei deste moço, não é bonito mas tem qualquer coisa de gajo normal, com charme mas sem grandes manias e um ar doce e reservado. Gosto... Enfim não há gajos assim, só a ideia deles na minha cabeça... Ninguém entende os gajos, ou eu não, e ontem comprovei-o mais uma vez.
Enfim...
Bom dia.
14 fevereiro 2015
"Ainda assim, em casa dos seus pais havia uma situação pouco comum para a época: a sua mãe tinha uma profissão. Melhor, uma carreira. A atriz e cantora Maria Clara não era a típica dona de casa, numa altura em que isso era a norma. Como é que o seu pai via isso?
- O meu pai tinha um ouvido catastrófico, como o meu, mas tinha um orgulho extraordinário nela. Tinha 40 anos quando casou com a minha mãe, 14 anos mais nova. E conquistar a atriz de sucesso terá sido, para ele, um feito. Ele tinha fama de pinga-amor, mas foi por ela que se apaixonou perdidamente. Durante anos e anos, quando a minha mãe chegava dos espetáculos em Lisboa, o meu pai esperava-a com um enorme ramo de flores. Apesar de a minha mãe não gostar particularmente de flores. Mas ele não sabia e ela não queria dizer-lhe. O meu pai, como de costume, depois ia para os livros e a minha mãe perguntava-me: «E agora, o que é que eu faço a isto?» "
Ouvia muitas vezes um dos programas de rádio deste senhor, apanhava ao final da tarde e muitas vezes aconteceu, depois, não ser capaz de sair do carro antes de o programa acabar. Lembro-me de num programa o ouvir confessar que tinha tido a sorte de ser um filho que chegava a ter ciúmes do amor que os pais tinham um pelo outro, ao ponto de, mesmo sendo filho, às vezes se sentir um pouco a mais, um pouco intruso, daquele amor. Eu achei delicioso, e secretamente desejei que os meus filhos o pudessem também vir a dizer. Principalmente porque o amor, como modo de vida, é também um exemplo. Um exemplo de como deve ser, ou deveria ser, um mundo muito próprio, uma união muito cúmplice, cosido com respeito, bordado com linhas de ternura e carinho. Para que não se dê o exemplo de que qualquer coisa serve para chamar de amor, que qualquer coisa chega para alimentar a vida.
...porque o tempo está tão murchito
(agora não se pode dizer cinzento, não vão pensar em sombras e afins...)
aqui fica o meu contributo para animar o dia.
...e bom.... pode dar jeito a quem tiver um touro em casa para (se) entreter, sei lá.
E no fim, se ele não se conseguir levantar da cadeira... bom sentem-se vocês - ao colo... eheheheh
E para as pessoas que pensaram isto hoje, ou ontem, ou há alguns dias, ou mesmo que não o digam, olham para o outro e têm a certeza de que a escolheriam sempre e todos os dias de novo, apesar das coisas más, apesar das chatices e algumas zangas... Para vocês que ainda se ilumina um sorriso no rosto quando observam o outro sem ele saber, na sua forma mais pura, mais genuína, e isso dá-vos uma espécie de orgulho misturado com muita vontade de abraçar, agarrar e encher de beijos e risos... Bom, para vocês um bom dia.
(se puderem hoje surpreendam o outro com uma coisa engraçada, ou só parva, ou meia tonta, uma coisa muito vossa, pronto, hoje têm um pretexto para exagerar um bocadinho o que fazem sem dia marcado.... Aproveitem, aproveitem-se.)
Para os outros que andam sozinhos com alguém pela mão, um bom dia dos namorados.
Para os que não se incluem nas hipóteses anteriores: olhem, leiam um bom livro, vão a uma esplanada beber um café... como alguém me dizia ontem... No resto dos dias do ano também ninguém gosta de nós, mesmo. Hoje não é pior, né?
Bom dia para nós, então!!
Há uns anos, já nem sei quantos, a esta hora estava a publicar um post para alguém, sem saber se o iria ver ou não. Viu, e respondeu-me, com o mundo de permeio, que o que viu o emocionou. Estávamos longe como acontecia de tempos a tempos, porque assim alguém (que não eu) escolhia, mas ainda assim eu a esta hora mais ou menos estava a publicar uma coisa a pensar nessa pessoa, como que para chegar a essa pessoa sem saber se chegaria. Só chegaria se o fosse procurar. Não fiz a pensar se iria ter retorno, se alguém o faria por mim, ou a querer que fizessem algo parecido por mim. Não, fiz pelo prazer de o fazer e pelo prazer de fazer feliz quem queremos ver bem, com um sorriso que enche a alma porque nasce na alma. Não pensamos se vão fazer alguma coisa por nós, para nós, parecido, ou não, pensamos - ou nem sequer pensamos, é uma coisa que não se chega a materializar em pensamentos - que só queremos que alguém goste, que fique bem, bem disposto, e que isso nos faz felizes. Muito. Que recebemos com o efeito no outro do que damos.
Hoje olho para trás e percebo que a única coisa que queria, era que o bem de alguém fosse o meu bem, a sua felicidade a minha felicidade. E não, não foi nada assim. Não houve eco, eu queria-o feliz e fazer feliz, e com isso sentir-me (e sentia) feliz, esperando - sim, talvez esperando - que do outro lado houvesse vontade do mesmo: ser feliz tentando fazer-me feliz, fazendo-me estar bem. Com pequenas coisas, com brincadeiras, com gestos, com atitudes, com o querer cuidar, mimar e ver bem, feliz, tratar bem. Amar. Não houve eco, não houve atitudes. Não houve nada, a não ser, afinal, perceber que não, que não conseguia, que não queria. Nada. Abandono, só. Sempre.
E agora estou aqui, e parece que nem o mundo está de permeio, porque não está ninguém do outro lado. E parece-me que, como eu pensei que estava, nunca esteve. Tanto, que só eu vou à procura duma coisa de há anos atrás, só eu fui ver, só eu me lembro disto, só eu.
Hoje olho para trás e percebo que a única coisa que queria, era que o bem de alguém fosse o meu bem, a sua felicidade a minha felicidade. E não, não foi nada assim. Não houve eco, eu queria-o feliz e fazer feliz, e com isso sentir-me (e sentia) feliz, esperando - sim, talvez esperando - que do outro lado houvesse vontade do mesmo: ser feliz tentando fazer-me feliz, fazendo-me estar bem. Com pequenas coisas, com brincadeiras, com gestos, com atitudes, com o querer cuidar, mimar e ver bem, feliz, tratar bem. Amar. Não houve eco, não houve atitudes. Não houve nada, a não ser, afinal, perceber que não, que não conseguia, que não queria. Nada. Abandono, só. Sempre.
E agora estou aqui, e parece que nem o mundo está de permeio, porque não está ninguém do outro lado. E parece-me que, como eu pensei que estava, nunca esteve. Tanto, que só eu vou à procura duma coisa de há anos atrás, só eu fui ver, só eu me lembro disto, só eu.
13 fevereiro 2015
ehehehheh
pois, nem de graça, quanto mais...
e ontem alguém me perguntava dos meus planos para o dia de amanhã,
respondi que não tinha... não me acreditaram,
acham que tenho uma fila de mocinhos à porta...
...e eu só penso que o raio da fila se existe, não anda... empancou, irra!!
(mas o pior mesmo, é que não existe...)
Bom Diqa!
... Depois de meia garrafa de vinho, era o que caía bem...
Mas não pode ser, então, não é,
Ficamo-nos por
uma almofada para nos encostarmos e fecharmos do mundo...
Já que a melhor almofada de sempre foi sequestrada pelo nunca,
e me deixou órfã de mimo, carinho, ternura e colo.
Hoje apetecia-me o cheiro, sim o cheiro, e o calor e o sabor da pele a saber a nós.
Hoje quero sonhar, mas sonhar longe do sonho de te ter perto e sentir-me bem, ao colo, mimada por alguém que não me deixe sempre por herança a fria e dura orfandade.
Alguém que chegue sempre sem partir.
Alguém que não volte por nunca me ter abandonado.
Alguém que me traga dentro e goste, que queira e goste que o traga também por dentro.
Por dentro de mim, dos dias e do sorriso quente sem razão.
E me mime, me acarinhe, me respire, me toque -
que não me prove à colher, mas que lamba os dedos de tanta doçura.
Que me beije com a pele e me ame com a alma toda.
Boa noite.
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