Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

14 novembro 2015

 
(Foto @melwitharosee)

Que merd@ de notícias, o mundo está louco. Ontem à noite mal vi as notícias, hoje vi que nem tinha visto todas... Caramba, sexta-feira 13 muito negra.
Mais um dia negro no calendário, dia de de luto da humanidade, começam a ser dias demais... E não sei, não faço ideia, como se poderá fazer para mudar este ritmo de desgraças...
Por cá tentemos aproveitar a paz que (ainda) temos banhada por este sol, é o que vou tentar fazer, numa esplanada com um livro e um café, depois de tomar um banho.

Bom Dia

13 novembro 2015

[foto de Don Whitebread]

"Não a enganei com o estafado tudo passa, porque da desilusão e do sofrimento restam sempre cicatrizes. Cicatrizes feias e fundas, as que doem em permanência."

Do grande Rentes de Carvalho no seu Tempo Contado
(Ainda há dias pensava que já tenho saudades de o ler em romance é tenho dois na estante na calha para serem lidos assim acabe os Karamazov... Falta-me aquela sensibilidade lúcida.)

Há quem goste de pensar e convencer-se que com o tempo tudo passa, que quando esse tempo - quanto quer que ele tenha de ser - passar tudo se esquece, tudo se resolve, que tudo fica bem. Que daqui a dez anos seremos todos muitos felizes. Não percebem que quando nos tocam a alma e ela sai ferida, magoada, amachucada, quem a tem guarda-a, mas com cicatrizes. O tempo só torna feridas abertas em cicatrizes que doem como as dores fantasma, de quando em quando de forma permanente. Não passam. Não é pessimismo ou fatalismo, é apenas lucidez, é ver a realidade mesmo que não seja o que gostaríamos de ver, é escolher não fechar os olhos. 
A quem sente a sério e profundamente e se magoa as cicatrizes doem sempre, não desaparecem, mesmo que lhes façamos boas operações estéticas para que ninguém desconfie que ali há cicatrizes fundas, violência profunda, dor latente fria pelo tempo, que não se quer assumir, elas doem. Mas isto é para quem sente. Para quem não sente tudo passa, se arruma, se resolve e se esquece. De olhos fechados.


Nem tudo passa, há coisas que permanecem: umas boas que o tempo, por muito que passe, não consegue estragar; outras que se estragam para sempre, passe o tempo que passar. Há coisas para que o tempo não é dimensao.
                                                  

12 novembro 2015

"Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa."

Carlos Drummond de Andrade

Boa Noite

11 novembro 2015

...quase...
 estou a tentar que deixe as pernas a salvo... para poder fugir!!
... o louco ocupa quase o corpo todo e não conhece limites... 
é um perigo preso dentro do peito, 
e já invadiu quase o corpo todo...
fogem-lhe as pernas para eu fugir da loucura.
O ponto forte do meu signo em termos físicos dizem ser pernas e quadris, da cintura para baixo é o nosso território, o problema é que li há dias que o dom que calhou a este signo de fogo (vai daí uma pessoa andar sempre a queimar-se, deve ser isso..) é Amar... com tanta coisa boa... inteligência, abundância, carinho, autonomia, eu sei lá... não, havia de me calhar Amar!! mas isso serve para quê? humm? para querer fugir a sete pés, né? E não sei quem raio ganhará, se a força das pernas que querem fugir, se esse dom que mais parece maldição de Amar assim, sem limites, a ocupar quase a vida toda...

Bom Dia!! 


10 novembro 2015


Música de hoje de manhã a caminho daqui, música que vou repetir de noite, sem sol, com o volume alto e um cigarro no caminho. Adoro o tom da música, ainda que nem sempre tranquila, gosto da ideia doce de poder encostar a cabeça no fim do dia, e isso soa-me mais ou menos assim, hoje pelo menos.
Eheheh
... Exactamente...
Porque será que de manhã se dorme muito melhor, hum? Nunca percebi...

Bom dia.

09 novembro 2015


 


"(...) subimos o morro do desconhecido
onde o beijo encerra o dia
pra fazer nascer a dúvida."

Apanhado aqui: Letras Mofadas...Mais um para seguir de perto...

[há beijos que fazem nascer a dúvida se depois será possível duvidar deles, da vida, da existência. Depois de nos tremer o chão ou a pernas, depois de sentir o paladar da alma nos lábios, depois de nos faltar o ar para melhor respirar um ar que não se conhecia.
Esses beijos estão sempre no cimo escondido do desconhecido improvável.
Há beijos que dividem a vida em antes de "o beijo" e depois de "o beijo".
Espero que haja mais do que um.
Quero outro depois de "o beijo", que fique e não duvide. ]

Bom Dia.

"Uma voz de homem disse: «O Senhor Santomé? Oiça está a falar com o tio de Laura. Uma má noticia, senhor. Uma noticia verdadeiramente má. A Laura faleceu esta manhã.».
No primeiro momento, não quis entender. Laura não era ninguém, não era Avellaneda. «Faleceu», algo tão insuportavelmente fácil como isso. Estaria certamente a encolher os ombros. E isso também era um nojo. Foi por isso que cometi um acto tão horrível. (...) «Porque é que não vai à merda?». Nessa altura, tiraram-me o telefone e falaram com o tio.
(...)
Não se preocupe menina, o seu papá está perfeitamente. Sabe o que aconteceu? Faleceu uma colega e ele impressionou-se muito. E com razão, porque era uma rapariga extraordinária». Também ele disse: «Faleceu». Bom, talvez o tio, o Muñoz, e os outros façam bem ao dizer «faleceu», porque isso soa tão ridiculo, tão frio, tão distante de Avelleneda, que não a pode ferir, não a pode destruir.
(...) mexi os lábiosn para dizer: «Morreu, a Avellaneda morreu», porque a palavra é morreu, morreu é a derrocada da vida, morreu vem de dentro, traz a verdadeira respiração da dor, morreu é o desespero, o nada frigido e total, o simples abismo, o abismo. "

"Então, quando mexi os lábios para dizer: «Morreu», então vi a minha imunda solidão, aquilo que havia ficado em mim, que era bem pouco.  (...) Ela começara a entrar em mim, a transformar-se em mim, como um rio que se mistura demasiado com o mar e por fim se torna salgado como o mar. Por isso, quando mexia os lábios e dizia «Morreu», sentia-me atravessado, despojado, vazio, sem mérito. Agora alguém chegara e decretara: «Despojem este tipo de quatro quintos do seu ser». E haviam-me despojado. O pior de tudo é que esse saldo que agora sou, essa quinta parte de mim mesmo em que me converti, continua, no entanto, a ter consciência da sua exiguidade, da sua insignificância. Comigo ficou uma quinta parte dos meus bons propósitos, dos meus bons projectos,, das minhas boas intenções, mas a quinta parte da minha lucidez que ficou comigo chega para me dar conta de que isso não serve. A coisa acabou, simplesmente."

Mario Benedetti, in A Trégua 

Sempre pensei assim sobre a notícia da morte, nunca o tinha visto escrito, mas li e disse para mim: finalmente alguém me entende!
A mim as pessoas não me falecem, as pessoas morrem-me. Falecer soa-me a um amenizar diplomático para a morte, um suavizar para não ferir, um termo mais domesticado, menos agreste, menos duro.  Como se a morte pudesse não ser dura, como se pudesse não ferir, como se pudesse aparecer sem nos arrancar uma parte, sem cerimónias, à dentada de carne quente. As mortes, as nossas mortes, aquelas que nos gritam e nos roubam por dentro, que desarrumam tudo, que deitam tudo abaixo, são duras, são violentas, fazem nascer outras tantas mortes a seguir de que não desconfiávamos, com que nunca contámos. A vida tem ligações tão estranhamente diversas, intrincadas e delicadamente discretas que algumas só se notam quando acabam, quando são rompidas, e então percebemos que as havia e o que as sustentava - o que nos sustentava.  Falecimento não é morte que nos morra, é morte de que tomamos ou damos conhecimento, é morte que nao nos toca, não está tão próximo que apunhale, que fira, que mate, que morra. É um tiro limpo, rápido, duma vida acabada hermeticamente. Morrer, morrer-nos alguém, dura para sempre, entranha-se o vazio por baixo da pele, habita-nos o olhar tempos sem fim: o tempo que a morte dura. Morrer-nos alguém que gostamos, que nos faz, é arrancarem-nos um bocado que não sabíamos que não era nosso, mas o vazio que fica torna-se nosso para sempre. Enchemo-lo de saudades e de passado que queremos presente, sempre, e não deixa - nunca - de ser vazio. 

07 novembro 2015

Ronhaaaaa... 
Doce, sem pressas, feita de risos e olhares que sorriem, de pele e de alma, de calor que aconchega, de cama desfeita e sonhos perfeitos. 
Queria uma ronha destas... a minha é quase só preguiça... Bahhhhh

Bom Dia

04 novembro 2015

...humm, está visto que a minha é uma caloteira, uma agarrada...
fica com tudo e não me devolve coisa nenhuma... 
hum. 
Será que dá para cobrar juros depois?
Ou passamos logo para processo executivo?... 
se calhar o processo executivo não era mal pensado... 
sempre dá ideia de execução de alguma coisa, de se fazer alguma coisa...
vou ponderar...

Bom Dia

29 outubro 2015


" (...) talvez um dia quem sabe o destino
volte a ter novos contornos e nos olhe de frente
e ainda sobre tempo para reaprender a soletrar correctamente
todas as palavras que admitiam ter nascido
do teu corpo da tua voz do sabor da tua boca
tempo para povoar de novos sons os velhos discos de vinil
e sonhar com mundos à espera de serem salvos
pelas nossas palavras

tempo para nos olharmos e encontrarmos
sem remorsos
a maneira de nos perdermos de novo nos caminhos
que levam ao coração absoluto da terra

talvez um dia quem sabe eu volte
a faltar às aulas para esperar por ti"

Alice Vieira

O que está perdido, tempo nenhum devolve. O que está perdido não se recupera. Uma mesma curva não se curva de forma igual nem por duas vezes, à segunda vez já a conhecemos.
O meu olhar de hoje não olha como olhava ontem. O meu olhar de hoje viu coisas que ontem ainda não tinha visto.
Hoje não sou igual a ontem,mas sou a mesma.Continuo a mesma -a faltar a umas coisas para não perder as que realmente me fazem falta. Hoje, como ontem, como amanhã são sempre frutos de escolhas, que são prioridades, as nossas prioridades.
O tempo não se perde, mas perdem-se para sempre as coisas que deixámos de fazer, trocadas por outras, que feitas nesse mesmo tempo, não se perderam.
O que deixámos de fazer, está perdido, tempo nenhum devolve. Fazer ontem não é o mesmo que fazer hoje. Fazer hoje e não ontem é uma escolha,  já não podemos fazer hoje, da mesma maneira, o que poderíamos ter feito ontem. O nosso olhar não é o mesmo, já viu que ontem a escolha foi não fazer, foi trocar por fazer uma outra coisa. 
Hoje já não seria como ontem, amanhã já não será como hoje
No entanto nada muda. Tudo na mesma, ainda que nada igual.




A esta hora já estou exausta, cansada. Discussões a mais para problemas que não vejo. Coisas que dificilmente consigo entender. A única coisa que entendo, hoje e agora, é a minha falta de capacidades para estar onde estou, como estou, a fazer o que faço. Não tenho perfil, não tenho jeito, só pode ser isso, mas resta saber para o que terei jeito. Deve ser um talento tão escondido, sobre alguma coisa tão desconhecid, que ou nunca existiu ou morreu asfixiada... à nascença. E fazer o quê da vida? Pois, não sei...
E acordei tão bem disposta, mas, a esta hora, já parece que o dia inteiro, pesado, aflito, me desabou pela cabeça abaixo.
Preciso realmente de me formatar, só pode.

28 outubro 2015


Há pessoas em que é notória a falta de companhia, e não entendo isso, as pessoas que têm pavor de ficar sozinhas, estar sozinhas, de serem vistas sozinhas. Eu não padeço desse mal, prefiro estar sozinha a estar na companhia de quem não a faz, de quem nem me expulsa da solidão nem ma deixa gozar no pleno das suas faculdades. Em nome de quê? Duma solidão que fere mais cada vez que se ouve a voz, a respiração, o riso de alguém que faz numero mas não faz par? Irrita-me isso, isso é que não me deixa à vontade. Eu, em podendo escolher, escolho estar à vontade, e isso ou é partilhando o tempo com quem gosto, ou estando sozinha. Talvez, para mim, seja tudo uma questão de intimidade, de cumplicidade, de bem estar. Para fretes e obrigações já basta os restantes departamentos da vida.

Ontem a minha mãe dizia-me "filha o que vai ser de ti quando não estivermos cá? vais ficar sozinha? quem te ajuda, com quem conversas, partilhas, resolves os problemas? Se calhar não te devias ter separado... afinal toda a gente tem defeitos, não há ninguém perfeito, e ele até tinha algumas qualidades... se calhar és muito exigente..."; e eu respondo que prefiro sozinha do que com uma companhia com quem não me sinta melhor do que sozinha. Só deixo de estar sozinha para estar melhor do que sozinha, não pior, até porque cada vez tenho menos pachorra para as pessoas. 

Depois fiquei a pensar naquela cena e o que me ocorreu foi que devia ter respondido que quando eu encontrar alguém que a minha mãe, ou quem quer que seja, até encontre defeitos, se calhar muitos, mas defeitos que eu possa entender, assimilá-los como parte dum todo que não se duvida de tão positivo, de tão bom. Que eu, conhecendo-os, diga que não faz mal, que defenda a criatura mesmo sabendo que até tem mais defeitos (uma vez disseram-me que quando se ama defende-se quem se ama, e hoje de manhã no banho lembrei-me disso a propósito de outra coisa, mas agora volto a recordá-lo aqui), mas que gosto dele, que estou melhor com ele do que sozinha, que pode não ser perfeito mas que me faz sentir perfeitamente bem. Faz-me sentir perfeita para ele, e isso torna-o perfeito para mim. Isto sim, vale a pena para partilhar a vida, o tempo e o que vier. Venha o que vier. Venha quem vier.

[talvez tenha razão, talvez seja demasiado exigente, mas pelo menos por enquanto é isto que sinto e penso]
Estava a ouvir uma entrevista ao Lobo Antunes e aquele homem é extraordinário. Mesmo. É uma delícia de ouvir e bruto sempre que pode. Tive vontade de parar o que estava a fazer para escrever frases que me punham a sorrir atrás dos óculos escuros, onde ninguém vê, mesmo que não os traga. Falava da beleza, do que pode ser para ele, ou para qualquer um, a beleza, o sentir-se atraído, e ele dizia que toda a gente falava de beleza interior, mas e o que era isso de beleza interior? que toda a gente parecia falar e usar, e ele não sabia. Para ele atraente, como uma casa, era aquilo ou quem nos dava vontade de habitar, mais, que sabíamos poder habitar, onde nos sentíamos confortáveis, em casa. Esta foi uma das frases que me ficou "a mulher que eu possa habitar". Houve mais, muitas mais, que ficaram perdidas naquele sítio em que sorrio sem se ver, sem me verem. E eu que não queria escrever nada no silêncio que me habita, o António Lobo Antunes obrigou-me a gravar o que me deu hoje, há pouquinho mesmo. A vida é assim mesmo, sem planos ou só de planos furados, também ele o dizia e lembro-me agora que também ele dizia que uma pessoa apaixona-se verdadeiramente quando verdadeiramente não dá jeito nenhum... A vida não deixa fazer planos, e é isso que assusta, e isso que lhe dá gosto, que a faz valer a pena. Eu acho, mas não dá jeito nenhum.

Post original publicado a 28/10/2012 

Post publicado há três anos neste dia, por curiosidade fui ver o que se publicava aqui por essas alturas, deparei-me com isto e lembro-me perfeitamente do dia em que no carro ouvi esta entrevista, de manhã, num dia em que o sol obrigava a óculos escuros, o que hoje de manhã não aconteceu. O resto continua o mesmo, continuo a gostar do homem, do que diz, da sua doçura que enxota à bruta. Fica aqui e inaugura uma nova etiqueta "REpost". Gostei da recordação, de me lembrar como se fosse hoje. Sem esta publicação isso não seria possível, é também talvez por isso que gosto tanto deste blog, tenho aqui os registos do que fez a minha vida, e do que a vida me fez, nos últimos anos.

Bom Dia

27 outubro 2015


ahahahah...
Dei uma gargalhada das boas quando pus os olhos nisto.
A resposta foi em termos imobiliários, pois é verdade que gosto muito do meu andar, espaçoso, mais do que suficiente para mim e meu rebento, com uma varanda que me descansa o olhar numa vista razoável. Estranho é dizer tal coisa sem o conhecer... ehehheh
Deu para entrar bem no dia - valha-nos isso e o saber desconversar, para fugir a temas que não queremos aprofundar...
Fiquei a pensar o que verá nesse andar alguém que diz tamanha taralhoquice... penso, e fico com a certeza que não me vê. Não é o observador certo, por certo.
Não sei porquê volta e meia as pessoas fazem comentários à minha forma de andar, uns positivos outros negativos, é conforme os gostos, como tudo na vida. Há quem diga que tenho passo firme de personalidade e pise com o calcanhar, ou que tenho um andar desenvolto e rápido, e há quem diga que me abano ou que sou desengonçada... Mas uma coisa é certa, a minha maneira de andar, de pôr os pés no chão, de pisar os caminhos que faço, fala de mim, do meu estado de espírito, da minha disposição, tal como o olhar, o sorriso, cada gesto que emudeço e cada movimento que deixo escapar. Chamam-me expressiva e nisso acho que têm razão, uma boa observação denuncia-me cada recanto  do estado de alma. Felizmente há poucos verdadeiramente bons observadores, e acabo sempre camuflada entre os instantes do dum dia e outro, entre uma gargalhada que rompe e uma lágrima que vou a tempo de recolher. 
Tento esconder a alma sempre que posso, protegê-la, mas sai-me toda pelo corpo.

[apaguei obviamente o nome do remetente e o segundo borrão é o nome aqui do burgo]



Esta lua despudorada, clara, límpida, com um magnetismo que nos cola o olhar no tecto da noite sem telhados, de fel é que não é... Mas se calhar depende do olhar da alma de cada um... a minha, agora, parece querer espreguiçar-se noite adentro.

Boa Noite