Intimidade é uma sintonia de almas, uma cumplicidade de humores, uma conversa de olhares, um toque que se sente à distância, uma sinfonia plena dos sentidos quando se alcança a pele com alma. É uma energia que se sente, que alimenta, que se multiplica, que não se dá nem se recebe: vive-se. Intimidade não tem eixo de tempo, não nasce do tempo, não morre com o tempo, acontece num momento que surge num tempo qualquer que nenhum relógio conta, prende ou deixa escapar.
Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
03 dezembro 2015
02 dezembro 2015
ahahahahha...
Já sabes, tudo passa, então aproveita e passa lá em casa (com tudo), mas não te passes, sim??
ahahahh
...juro que não ia pôr nada disto, mas cruzei-me com esta pérola e ri-me,
encantou-me digamos - como dizia a minha pequenitates no outro dia quando viu um mocinho fazer "um cavalinho" numa mota tipo aspirador mas com menos velocidades: "mamã... olha!!!.... ele fez aquilo para te encantar!...." ahahah o que eu me ri também, balha-me-deus!!, mas pronto só para dizer que me encantou, fez-me rir, e que os dias andam corridos e cheios e bons, até.
Finalmente há coisas que começo a ver mexer e a saírem-me das mãos, ou pelo menos a ver-se a possibilidade de haver resultados, coisas boas que me saíram da cabeça e do esforço de as querer - aqui sim, lutar por elas - coisas que se fazem, que se argumentam, que se trabalham, de que convencemos os outros e os trazemos para o nosso lado (às vezes porque temos mau feitio; curiosamente há quem goste disso, há quem veja nisso autenticidade, espontaneidade e uma cabeça por onde se pensa, onde não se diz sempre "sim senhor" e o considerem uma qualidade). E tem sido bom. Às vezes cruzamo-nos com pessoas que também têm ideias e ideais e querem as coisas feitas e contribuir para isso (e até têm mau feitio também, dão murros na mesa e quando é preciso chamam os bois pelos nomes). Às vezes cruzamo-nos com boas pessoas (ou que até ver assim parecem). E isso é bom, é uma esperança, em tanta coisa, mas talvez essencialmente na humanidade e na recompensa do esforço.
Bom Dia.
"Cada um luta com as armas que tem", oiço às vezes, e eu não tenho nenhumas, ou se tenho não sei quais são nem como usá-las, não sei lutar para que me queiram. Acho que ninguém teve de lutar para que eu o quisesse, para que eu quisesse fazer tudo para poder ficar com quem queria. Simplesmente acontece. Ninguém lutou, ninguém precisou fazer nada, só existir, só ser o meu colo e o meu riso, só ser e deixar-me ser. Como sou. É isso que muda tudo, esse estar sendo, essa sensação de ser estando, de tal forma que deixa de se conseguir conceber a vida sem esse alguém, porque esse alguém é permitirmo-nos ser. Ninguém lutou por isso, não usaram armas nenhumas para isso, porque é que eu teria de usar, teria de lutar? Nem sei como ou o que fazer... nunca soube lutar por quem quis, só sei lutar por um nós que seja feito de dois, por dois, de duas vontades de estar, de um sentimento que une. Sei dar tudo por quem gosto, talvez essa seja a minha forma torpe de lutar. Talvez amar seja uma forma de luta, mas nunca uma arma.
Boa noite
29 novembro 2015
... Conselhos e apetrechos que acompanharam um chocolate quente de fim de tarde, em companhia querida que ouve e aproveita para vetar conselhos natalícios... Sitios para onde corro (tanto que apanho multas... Raios!!) quando quero parar, sem exigências ou cerimónias, onde o calor não precisa de mantas e a doçura se bebe no olhar ternurento das palavras ditas. Sítios que me fazem pensar que casa é um lugar que temos guardado dentro de algumas pessoas, que nos albergam e abrigam, que dão colo e puxões de orelhas. Que nos gostam (ou disfarçam muito bem, pronto).
E sabe-me tão bem, mas tão bem, dizerem-me "vem" e eu ter a liberdade de ir, assim, sem complicações, sem justificações, sem nada.
Bom dia.
27 novembro 2015
"Somos os laços… aqueles que nos unem a um mesmo lugar, a um lugar em que a distância termina num abraço, em que a saudade morre… num beijo. Somos esse tempo, esses quilómetros que nos afastam mas que fazem intensificar o amor, que nos dão a certeza do sentimento, que nos revelam a força do nosso querer.
Somos as memórias… as histórias que guardamos dentro de nós, os momentos que foram vividos – repartidos num mesmo coração: que se completou nas nossas imperfeições. São esses laços, esses pedaços que não se vêem e que apenas são sentidos. Que são vividos nos braços que seguram, nas promessas que se cumprem, nos olhares que falam: em silêncio.
Nós somos esse silêncio, aquele das quatro paredes do nosso quarto, aquele em que nos fundimos um no outro, em que o tempo parece tão pouco… para vivermos a paixão. Somos a recordação… aquelas canções que ecoam no nosso peito, que nos elevam para um outro estado que passa o do sonho (que sonhamos deitados).
Somos essa vida, essa vida que nos é tão própria, que se agarra à pele, à carne, ao sangue. Somos os destinos… ou então a nossa forma destemida de encarar o sentimento, sempre que nos damos por inteiros, sempre que nos deitamos sobre um chão seguro. E pode parecer uma loucura amarmo-nos como nos amamos, darmo-nos como nos damos mas… só nós entendemos, só nós nos conhecemos nesta nossa forma de sermos loucos.
E são tão poucos, tão poucos os que amam na liberdade do seu próprio ser. E nós temos essa sorte. É nós temos tudo, porque temos o Mundo nestas nossas mãos que não deixam morrer o sentimento… por maior que seja a saudade."
"É nós temos tudo"... Tudo... ou tínhamos. Daqui a nada nem saudades, só esquecimento. O bendito, o tão abençoado, esquecimento, o olvido como melhor, como único, futuro. O desapego, a inexistência de tudo, não sendo um nada que se sinta nada, vazio. Porque o vazio é a noção do que falta num espaço, e então, esquecido, não faltará nada, não haverá saudade. Como nunca alguém se sentirá infeliz se não tiver um dia sido feliz. Que felizes, então, os que nunca foram felizes. Estão livres da infelicidade.
25 novembro 2015
Sou o resultado combinado
Do que não combina
Sou inteira de razão
e toda coração
Sou de cansaços vários
E a que nunca se cansa
Sou adepta da lógica geométrica
E seguidora da surrealista intuição
Sou o meu querer
E o não querer querê-lo
Sou o que digo calada
E o que calo gritando
Sou o que fui
E fui o que sou
Uma combinação
Do que falta combinar
O meio caminho entre dois opostos
Que não se sabem contrariar
...
Boa noite
Do que não combina
Sou inteira de razão
e toda coração
Sou de cansaços vários
E a que nunca se cansa
Sou adepta da lógica geométrica
E seguidora da surrealista intuição
Sou o meu querer
E o não querer querê-lo
Sou o que digo calada
E o que calo gritando
Sou o que fui
E fui o que sou
Uma combinação
Do que falta combinar
O meio caminho entre dois opostos
Que não se sabem contrariar
...
Boa noite
24 novembro 2015
[das coisas que gosto de fazer: fazer rir a quem tenho amor. sempre. será que conta?]
"Quantas coisas fizeste esta semana por amor?
Não conta dar presentes no Natal, e nem nos anos, isso faz, para muita gente, parte das regras implícitas do conviver. E também há quem ache que sair juntos de vez em quando, jantar fora, o dia dos namorados, são tudo coisas do plano da convivência de quem vive uma vida partilhada. Até o sexo.
E o amor? Que é feito do amor? Quantas coisas fez alguém por ti esta semana que te fizesse pensar que te amam? Quantas coisas, por pequenas que fossem, fizeste tu, esta semana, por amor?"
Com saudades de roubar coisas ao Menino...
...que regressou, demorado, às palhinhas blogosféricas, mas sempre a tempo de dizer o que deve ser dito. (Oh Menino que saudades pahhh... engraçado, às vezes é nos regressos que sabemos o tamanho da falta que algumas coisas nos fazem...como se só aferíssemos o tamanho do vazio quando o enchemos,..)
E pergunto-me:
...que regressou, demorado, às palhinhas blogosféricas, mas sempre a tempo de dizer o que deve ser dito. (Oh Menino que saudades pahhh... engraçado, às vezes é nos regressos que sabemos o tamanho da falta que algumas coisas nos fazem...como se só aferíssemos o tamanho do vazio quando o enchemos,..)
E pergunto-me:
Sim, que fizeste tu por amor esta semana?
E gosto sempre tão mais das perguntas que das respostas...
23 novembro 2015
22 novembro 2015
(Fernanda Mello)
... Quero, quero, quero. Quero tão pouco, quase nada: domingos de manhã, cama desarrumada, aquele beijo, o olhar que não cansa... E o quase nada é-me tudo, quero tudo demais. Mas querer não chega para fazer aparecer alguém que queira o mesmo tão pouco, quase nada.
E então não quero querer nada, porque os nós desatam e eu demoro a desatar-me, parece que desaprendi a não querer, leio estas coisas e quero quero quero... Como não querer?
Bom dia.
21 novembro 2015
Dias que teimam em não querer sair da cama. Nem o sol que entra pela janela nos dá vontade de passar para o lado de lá da janela. Arrasta-se o tempo assim, entre luzes e sombras, silêncios e barulhos longínquos. A preguiça entranha-se até nos segundos lentos que gravam sem pressas sorrisos que ninguém vê, doçuras que se guardam por dentro da boca, ternuras que escondemos debaixo da pele. Só a luz do sol, os lençóis e as paredes que me velam a ronha e calam os sonhos que não digo, que já não sei sonhar. Uma voz pequenina lembra-me que o resto do mundo já acordou e a preguiça é uma virtude de fim de semana só de alguns....
Bom dia.
tenho um dói-dói no joelho...
e no avesso do cotovelo, porque dor de cotovelo não se confessa
e no pescoço, e na orelha direita que já nem ouve direito
e no avesso da pele, por dentro do coração que já nem sabe bater e está mais que batido
tenho um dói-dói na boca inteira, por guardar tanta coisa e não guardar beijos suficientes
e nas pálpebras, e até no olhar que já não vê
e dói dói muito.
há cura?
[post antigo que gosto tanto e de que adoro a fotografia...
Hoje não tenho dói-dói, não tenho desculpa que desculpe a vontade de beijos no joelho ou em qualquer lado, talvez para as feridas haja cura, para a vontade de beijos não. De beijos assim, como este parece ser: inteiro, cheio, genuíno.
Parece que há beijos e vontade de beijos que o tempo não cura.]
Hoje não tenho dói-dói, não tenho desculpa que desculpe a vontade de beijos no joelho ou em qualquer lado, talvez para as feridas haja cura, para a vontade de beijos não. De beijos assim, como este parece ser: inteiro, cheio, genuíno.
Parece que há beijos e vontade de beijos que o tempo não cura.]
Boa Noite
20 novembro 2015
19 novembro 2015
Ahahahahah...
Nada como ver uma coisa destas para começar o fim de dia a rir com vontade...
... inglês de praia, é o que é...
e desde que não corra depressa demais, marcha!!
aahhahahahaha
( e hoje apetece-me rir, e muito, é que vê-se cada coisa, cada estupidez,
que só rindo à gargalhada, a sério)
Bom Dia!
18 novembro 2015
16 novembro 2015
Um chá de menta quente e doce, uma manta com vários anos e tantos calores guardados, retalhada de memórias inteiras, uma noite fresca sem ser fria, uma calma que acalenta, a esperança de hoje dormir bem, sem sonhos ou pesadelos, apenas descanso.
Um céu tapado de nuvens, como a minha vida (ainda). Vozes alegres ao fundo, uma pessoa que atravessa a estrada, uma rua que desce que foi subida tantas vezes. Tantas como descida, foi ponte que comunicou mas não uniu. Noites inteiras a que perdi a conta sem sequer contar uma por perdida, passavam tão rápido na lentidão lânguida da pele, na pressa das palavras que se queriam guardar para sempre, no sorriso solto que prendia - que me prendeu.
O chá bebe-se devagar, o doce passeia-se na boca, as nuvens não parecem mexer-se, o céu olha sem ver. Uma vida que passa sem passar, o passado que não chega, o futuro que nao passa. A solidão morna, agora, aqui sentada no degrau da varanda, sem ser sentida como maldição, mas como paz merecida que nada pede.
O último cigarro negociado ao dia como despedida, já sem palavras, num silêncio tranquilo que não espera eco.
Boa Noite
15 novembro 2015
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