Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
25 fevereiro 2016
23 fevereiro 2016
Será?
Disse-me que vou ser a primeira pessoa a quem vai ligar.
E eu derreti-me a fazer de conta que não, mas derreti, rendi-me mesmo sem baixar as armas, por dentro entreguei-me. Não percebo porquê, mas estes pequenos nadas têm este efeito em mim, este estaferminho derrete-me com estas pequenas coisas. Há uns tempos foi o ultimo a ligar-me antes duma coisa muito importante para mim, só para me mandar um beijo, embora já tivessemos falado nesse dia, mas queria talvez ser o ultimo a falar-me, e ligou-me mesmo a queimar o prazo. A primeira frase que me diz, mal eu atendo, foi a dizer-me que estava a ver que já não me apanhava, como quem está aflito, como quem está preocupado em mandar-me um beijo porque me sabia numa situação que não me era confortavel, dolorosa até. Foi até hoje, dos beijos não dados que me deram, o que mais me tocou.
São estes pequenos nadas... são estes pequenos nadas que o fazem grande em mim, parte de mim, que me fazem dele.
Será?
Disse-me que vou ser a primeira pessoa a quem vai ligar.
E eu derreti-me a fazer de conta que não, mas derreti, rendi-me mesmo sem baixar as armas, por dentro entreguei-me. Não percebo porquê, mas estes pequenos nadas têm este efeito em mim, este estaferminho derrete-me com estas pequenas coisas. Há uns tempos foi o ultimo a ligar-me antes duma coisa muito importante para mim, só para me mandar um beijo, embora já tivessemos falado nesse dia, mas queria talvez ser o ultimo a falar-me, e ligou-me mesmo a queimar o prazo. A primeira frase que me diz, mal eu atendo, foi a dizer-me que estava a ver que já não me apanhava, como quem está aflito, como quem está preocupado em mandar-me um beijo porque me sabia numa situação que não me era confortavel, dolorosa até. Foi até hoje, dos beijos não dados que me deram, o que mais me tocou.
São estes pequenos nadas... são estes pequenos nadas que o fazem grande em mim, parte de mim, que me fazem dele.
Será?
26 janeiro 2016
24 janeiro 2016
Hmmmm... Já? Que preguiça... Deixa a luz ficar lá fora, tranca o mundo do lado de lá, fecha a janela aos dias. Anda cá. Deixa-me ficar aqui. Sem tempo, com todo o tempo do mundo. Suspenso. Pendura o tempo do mundo no varal e esquece-te. Lembra-te só de nós, vem para aqui, anda, vem vestir-me das tuas mãos, vem sentir a pele dos sorrisos e ouvir os sons dos beijos sem marés, vem provar a preguiça do meu corpo por acordar, vem ver-te no fundo dos meus olhos assim que acordarem, ou ainda a dormirem...
Anda, que eu estou preguiçosa... Vem acordar-me o amor devagarinho. Devagarinho.
Bom dia
23 janeiro 2016
22 janeiro 2016
18 janeiro 2016
16 janeiro 2016
15 janeiro 2016
14 janeiro 2016
"Muda a tua vida, ou não te serviu de nada tê-la recuperado?" (Salman Rushdie)
Eu só acho que para mim não teria virgula nem ponto de interrogação, apenas muda a tua vida ou não valeu de nada tê-la recuperado. Como que, se nao mudares de vida voltas a perdê-la. Se não mudares voltas a ter de recuperar-te. Se não mudares não é uma outra oportunidade. As pessoas não mudam a essência, mas podem dentro do que são mudar de vida. Uma vida diferente, mais assumidamente nossa, mais para nós e que procuramos, uma de que não tenha de se recuperar, uma oportunidade para não voltar a perdê-la. Uma vida que nao se queira perder. Essencialmente isso.
Bom dia.
13 janeiro 2016
12 janeiro 2016
Ele abre a porta, ela entra à sua frente, a meio do riso que ele a fazia rir. Durante toda a noite lhe mediu o corpo inteiro, percorrendo-o mentalmente com a medida das suas mãos. Cada curva, cada recanto, cada pormenor. Ela ouve a porta fechar ao mesmo tempo que sente duas mãos na cintura, com a medida exacta de firmeza tensa mas delicada que a encosta à parede, que a aperta entre o frio da parede e o calor urgente dum corpo que já não consegue adiar, e que se sente com prazer. Sente aquelas mãos que a agarram, que a querem com a tesão a marcar o tempo nas batidas dum coração desenfreado. Ouve a língua do trinco encaixar e sente a dele a descer-lhe o pescoço sem pressa, o encaixe das vontades nos corpos, o som metálico abafado por aquele rosnar doce e pelo marulhar quente do beijo, acordando a espinha em arrepios que morriam ao fundo das costas. O vestido sobe agarrado à mão que sobe por dentro da coxa, e se demora onde a carne ferve ansiosa por aquela mão. Ela não se vira, deixa-se encaixar no momento e deixa a vontade correr solta com as mãos a servirem de olhos, a trilharem a pele dele como novos mapas de felicidade, como um destino que se abre para receber a vida. Cada respiração um mergulho ansioso no abismo selvagem da vida, acelerado, sedento, incerto. Naquele instante uma luz renasceu nela, o mundo pareceu apagar-se se e toda uma vida ser engolida no vácuo do tempo que se esquece sem nos lembrarmos como.
Nunca mais o som metálico dum trinco que se fecha foi o mesmo. Há portas que têm de ser fechadas, que seja assim, com dois corpos a abrirem-se à paixão, ao desejo, entregues à vontade de amar cada poro, cada som, cada sonho do corpo que esconde a alma onde nos queremos aninhar em paz depois da explosão dos corpos.
A porta fechou-se, deixou o tempo do lado de fora. E toda uma vida passada e não vivida. Nunca mais aquele som foi ouvido sem que algo na sua pele se arrepiasse de calor e lembrasse de que o coração tem compassos sem tempo.
Boa noite
Boa noite
09 janeiro 2016
(Foto @danaethelabel)
"Não tenho resoluções para este ano. Não gosto de resoluções de Ano Novo, assim como não gosto de balanços. Não tenho pressa em fechar anos da minha vida. Na verdade, não lhe devo nada. Os frutos, se é que existem, são apenas um começo. O resto são processos morosos que borbulham no alvoroço subterrâneo que é a nossa vida interior. As melhores sementes são aquelas que crescem devagar e em silêncio. Para mim, desejo apenas saúde e simplicidade. A simplicidade gratuita, que se oculta nas coisas, mas que nos revela um sentido maior, como aquele que encontramos na beleza de uma flor ou num poema de Eugénio de Andrade. Um sentido que, por vezes, não nos leva a lado nenhum, mas apenas a nós mesmos, que nos conduz à nossa vulnerabilidade. Se não habitarmos a nossa vulnerabilidade, não saberemos ser uma casa para os outros. Não saberemos ser solidários e, quem sabe, um pouco mais felizes. Trazemos por viver muitos anos. Tantos quantos a nossa vida nos quiser dar. Mas todos teremos anos suficientes para nos tornarmos na pessoa que nos pode salvar."
Roubado ao Notas de chá escrito pela Miss Smile., onde as coisas simples nos fazem cócegas à alma.
Também não tenho resoluções para este ano, nem tão pouco soluções, mas quero acreditar que "As melhores sementes são aquelas que crescem devagar e em silêncio.", talvez este ano seja tempo desse cultivar, desse silêncio, desse crescimento à sombra dos dias. Esse que nos permitirá tornarmo-nos "na pessoa que nos pode salvar" de nós mesmos.
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