Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

29 fevereiro 2016

25 fevereiro 2016

À pessoa que me lê há muito tempo e me deixou aqui um comentário num post que publiquei por engano peço que me mande um mail para o mail do perfil aqui do blogger.

23 fevereiro 2016

Será?
Disse-me que vou ser a primeira pessoa a quem vai ligar.
E eu derreti-me a fazer de conta que não, mas derreti, rendi-me mesmo sem baixar as armas, por dentro entreguei-me. Não percebo porquê, mas estes pequenos nadas têm este efeito em mim, este estaferminho derrete-me com estas pequenas coisas. Há uns tempos foi o ultimo a ligar-me antes duma coisa muito importante para mim, só para me mandar um beijo, embora já tivessemos falado nesse dia, mas queria talvez ser o ultimo a falar-me, e ligou-me mesmo a queimar o prazo. A primeira frase que me diz, mal eu atendo, foi a dizer-me que estava a ver que já não me apanhava, como quem está aflito, como quem está preocupado em mandar-me um beijo porque me sabia numa situação que não me era confortavel, dolorosa até. Foi até hoje, dos beijos não dados que me deram, o que mais me tocou.
São estes pequenos nadas... são estes pequenos nadas que o fazem grande em mim, parte de mim, que me fazem dele.
Será?

26 janeiro 2016



“Tenho o privilégio de não saber quase tudo. 

E isso explica 
o resto.”

Manoel de Barros, Caderno de Aprendiz em Poesia Completa.

Verdade, nisso sou uma privilegiada devo dizer... 
mas também me parece que o resto que explica é pouco...

Bom Dia

24 janeiro 2016


Hmmmm... Já? Que preguiça... Deixa a luz ficar lá fora, tranca o mundo do lado de lá, fecha a janela aos dias. Anda cá. Deixa-me ficar aqui. Sem tempo, com todo o tempo do mundo. Suspenso. Pendura o tempo do mundo no varal e esquece-te. Lembra-te só de nós, vem para aqui, anda, vem vestir-me das tuas mãos, vem sentir a pele dos sorrisos e ouvir os sons dos beijos sem marés, vem provar a preguiça do meu corpo por acordar, vem ver-te no fundo dos meus olhos assim que acordarem, ou ainda a dormirem... 
Anda, que eu estou preguiçosa... Vem acordar-me o amor devagarinho. Devagarinho.

Bom dia 

23 janeiro 2016


... Só depois. Só me interessa depois...
Em certas (muito poucas felizmente) coisas sou assim...
Mas não sou a única, não, de certeza.

Bom dia

22 janeiro 2016


... Para quem gostar de pescoços compridos.
Sempre se tem mais por onde apertar o gasganete... E também combina com quem gosta de enfiar a cabeça na areia... Se calhar não é coincidência...

Bom dia.

18 janeiro 2016


... É abusar da sorte e da boa vontade alheia.

Boa noite

...um dos meus lemas!!
Não gosto de nada forçado...
mais vale um malandro sincero que um sério forçado...

Bom Dia


17 janeiro 2016


... Lentamente de amor
Consumido em paixão 

Boa noite

[foto @ rafafans]
Ela desde sempre tem um aguçado instinto de sobrevivência, sabe o que quer, como quer. O que ela faz com alma é fingir o que não é, isso brota-lhe das entranhas como a lava  fervente dum vulcão em erupção. Só essa força é genuína, é real, é quente, é viva, tudo resto é uma máscara fria, calculada, desalmada.  Até o calor, que se quer humano, é mero teatro, até o beijo é encenado, até o amor é só uma história lamechas que não entende. Onde ela põe a alma toda é na representação calculada do que nunca será a quente, do que nunca foi, ou será, sem máscara. Do que não é. Talvez gostasse de ser, talvez inveje quem o é,  mas ela não é. Nunca será.
Não sabe ser senão o horizonte onde quer chegar, como quer que a vejam, a admirem.
Os olhos faiscam-lhe de gáudio enquanto pisa  aqueles que um dia ousaram olhá-la de frente, apenas para vê-la baixar os olhos temerosos, de frente como ela nunca ousa olhar o espelho. O riso queima apenas de escárnio quando pensa em espezinhar - de longe, só de longe que a cobardia ronda sempre perto - quem afinal teme, quando sonha em fazer arder em humilhação quem ela pensa não conseguir igualar, sente-se maior, poderosa, insuflada (de ar podre mas ninguém vê, e o que não se vê não existe); o fogo está-lhe nos pés quando os faz de atalhos dos seus desígnios, sem olhar a meios ou princípios, pois ela é uma mulher de fins, numa dança pretensamente graciosa, que é apenas pretensiosa, mas que engana os olhos desavisados que se desfazem em elogios, uns enganados, outros ocos e tantos apenas encenados também. Já os cegos ela não engana. O ar podre cheira longe a quem não vê.
Ela só finge com alma o que não tem na alma. Finge a alma que não tem, e é a única coisa genuínamente que sabe fazer: fingir, imitar, copiar. Ela não é o caminho é a força de chegar, não importa como. E chega vazia, como nunca deixou de ser.

16 janeiro 2016


Sejam amigos do planeta... Poupem água, tomem banho juntos.
Huuummmm... 
Pensando bem... 
Ou então não, porque se calhar assim o banho prolonga-se... Digo eu.
Olha, poupem noutras coisas então! 
...Que esta é uma boa maneira de começar um sábado preguiçoso no ritmo certo...
Eheheh

Bom dia!

15 janeiro 2016


"Bom para fazer assim..."
Flashes de coisas acontecidas... mãos atrevidas sempre despertas.
Memórias da pele que aquecem o tempo que congelou nas palavras, 
nos instantes que ficam.

Bom dia

14 janeiro 2016


"Muda a tua vida, ou não te serviu de nada tê-la recuperado?" (Salman Rushdie)
Eu só acho que para mim não teria virgula nem ponto de interrogação, apenas muda a tua vida ou não valeu de nada tê-la recuperado. Como que, se nao mudares de vida voltas a perdê-la. Se não mudares voltas a ter de recuperar-te. Se não mudares não é uma outra oportunidade. As pessoas não mudam a essência, mas podem dentro do que são mudar de vida. Uma vida diferente, mais assumidamente nossa, mais para nós e que procuramos, uma de que não tenha de se recuperar, uma oportunidade para não voltar a perdê-la. Uma vida que nao se queira perder. Essencialmente isso.

Bom dia.

13 janeiro 2016

ahhhhhhhhhh.... então deve ser por causa de publicidades destas,
com gente com a originalidade do Zé do Pedal,
que toda a gente agora resolveu aderir à moda das bicicletas...
caramba e eu que não sabia, não percebia esta onda de repente...
está tudo explicado...
ehehhehehe

Bom dia

12 janeiro 2016

Sim.. tipo reboot.
Há muitas coisas que se resolvem assim, 
pena não sermos máquinas... ou não.

Bom Dia


Ele abre a porta, ela entra à sua frente, a meio do riso que ele a fazia rir. Durante toda a noite lhe mediu o corpo inteiro, percorrendo-o mentalmente com a medida das suas mãos. Cada curva, cada recanto, cada pormenor. Ela ouve a porta fechar ao mesmo tempo que sente duas mãos na cintura, com a medida exacta de firmeza tensa mas delicada que a encosta à parede, que a aperta entre o frio da parede e o calor urgente dum corpo que já não consegue adiar, e que se sente com prazer. Sente aquelas mãos que a agarram, que a querem com a tesão a marcar o tempo nas batidas dum coração desenfreado. Ouve a língua do trinco encaixar e sente a dele a descer-lhe o pescoço sem pressa, o encaixe das vontades nos corpos, o som metálico abafado por aquele rosnar doce e pelo marulhar quente do beijo, acordando a espinha em arrepios que morriam ao fundo das costas. O vestido sobe agarrado à mão que sobe por dentro da coxa, e se demora onde a carne ferve ansiosa por aquela mão. Ela não se vira, deixa-se encaixar no momento e deixa a vontade correr solta com as mãos a servirem de olhos, a trilharem a pele dele como novos mapas de felicidade, como um destino que se abre para receber a vida. Cada respiração um mergulho ansioso no abismo selvagem da vida, acelerado, sedento, incerto. Naquele instante uma luz renasceu nela, o mundo pareceu apagar-se se e toda uma vida ser engolida no vácuo do tempo que se esquece sem nos lembrarmos como.
Nunca mais o som metálico dum trinco que se fecha foi o mesmo. Há portas que têm de ser fechadas, que seja assim, com dois corpos a abrirem-se à paixão, ao desejo, entregues à vontade de amar cada poro, cada som, cada sonho do corpo que esconde a alma onde nos queremos aninhar em paz depois da explosão dos corpos.
A porta fechou-se, deixou o tempo do lado de fora. E toda uma vida passada e não vivida. Nunca mais aquele som foi ouvido sem que algo na sua pele se arrepiasse de calor e lembrasse de que o coração tem compassos sem tempo.

Boa noite