Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

24 julho 2012

O dia está dificil??
Pois está...
...mas há que aguentar firme e hirto que nem uma......prancha de surf!!!
ahahhahaah
Bem, hoje isto está muito mau, por isso vamos espantar os espíritos... comecei o dia a entornar o iogurte no carro, enquanto tentava limpar o possível, vejo um caramelo (não era assim completamente de se deitar fora...) a olhar para mim... levanto a cabeça era um GNR... cabrão!! devia estar a ver o que eu estaria a fazer para ver se dava direito a multa... e depois riu-se!!!...eu aturo cada uma!!...
Já vos disse que isto hoje não está nada bom???
Já?? é que não está, por isso vou já já abrir as hostilidades da parvoeira... hoje não quero dizer nada de jeito, já bastou o Post do menino que me deixou à beira de um ataque de desespero... um ano e oito dias??? porra, onde é que isso já vai... e sinto aquilo assim, não como no primeiro dia, mas como no último, porque entre o primeiro e o último, só senti mais, só melhorou e aumentou o que se sente, e o que dói, dói mais... Tudo tem uma intensidade que marca, e marca há mais de um ano... e o tempo passa, e eu não vejo, e eu não sinto, a não ser quando de repente vejo, leio algumas coisas, paro para pensar, e atinge-me como um raio o tempo que trago às costas tudo isto, isto tudo que tanto tem de bom, ou teve, e tudo o que teve de péssimo e de mágoa. Mas agora chega, que não vale a pena estar triste, não vale a pena estar infeliz quando quem nos põe assim está em festa, está bom e recomenda-se, e ausente.
Assim seja, comecem as hostilidades parvas...
Bom Dia!

23 julho 2012

"Se sexo segurasse homem, as putas estariam todas casadas!!"
Dercy Gonçalves

[não sei quem é, mas tem um bom ponto de vista...eheheheh...só não sei se os homens concordam...]

TAMBÉM QU'EO!!!
Também fiz um dói-dói!!!!
Que'o beijinho... sim? sim?
Foi no pézinho... até preciso de muletas (se calhar)...
Nova etiqueta no tasco... há que animar a malta...
Não me consegui decidir por qual o nome da etiqueta, por isso, a modos que ficou assim...
Olha paciência!!! Vocês entendem de certeza a indecisão...
eheheheheh

Is it hot ,...or is it just me???
Graças a Deus
Graças a Deus
Graças a Deus
Estúpida basta ser uma vez na vida, não é preciso bis... 
aliás, recomenda-se...


22 julho 2012

Já me fiz esta pergunta vezes sem conta, em ocasiões a que já perdi o número. 
Chego sempre à conclusão que para se tentar verdadeiramente, tem de haver vontade real de se conseguir. Querer mesmo e sem dúvidas. Saber o que se quer.
Só assim se tenta, doutra maneira inventam-se apenas maneiras de dizer que se tentou sem se conseguir.
Para se tentar mesmo, tenta-se até se conseguir o que se sabe que se quer quando depende só de nós.
Se não, não se quer. Ponto.

Tive uma boa noticia!!!
Há coisas boas na vida ainda!!!
Tão boas!!
Amizade, risos, conversas, partilha de vidas, desgraças e felicidades...

21 julho 2012

Por muito que não queira, por muito que me esforce por não me lembrar, as coisas aparecem-me na cabeça à minha revelia, lembro-me de como me dizia que mal acordava a primeira coisa que se lembrava era de mim, que à noite era o mesmo. Que por isto e aquilo se lembrava de mim, que pensava muito em mim, a toda a hora. Lembro-me disto, acho que porque não entendo para onde tudo isso foi, como é que se arruma isso tudo numa gaveta, e não se pensa mais nela nem no que lá trancámos dentro? Como se faz isso? E porque é que não o consigo fazer também?
Como é que se faz? Rodeamo-nos de gente? De conversas que às vezes nem ouvimos? Fazemos como? Eu não consigo, e procuro ocupar a cabeça para que ela não funcione contra mim, mas depois olho para qualquer coisa, uns óculos, alguém a mergulhar num sítio em que já o tinha visto, uma frase, alguém que é conhecido dele, qualquer coisa o arrasta para o meu caminho, mesmo para a minha frente, de maneira a ser impossível desviar ou evitar, e tudo, mas tudo, na vida o afasta de mim. Procuro a todo custo racionalizar, dizer que será melhor assim, que se a vida sempre o afasta de mim, se ele sempre escolhe afastar-se de mim, é porque é melhor assim, e que não posso obrigar ninguém a gostar de mim, e quem gostasse, não fazia o que me fez. Ainda assim a minha cabeça trai-me a cada cinco minutos. E não percebo como faz para que isto não lhe aconteça, só pode ser mesmo as coisas serem facilmente ditas, mas dificilmente terem sido sentidas.
Só pode.

20 julho 2012

Aqui, assim com o sol a aquecer, até o mau feitio me passava....
...ou não...
yeahhhh!!!
(só válido para mulheres, para homens, não. 
Gostam de trelas ao pescoço, e fazem bem,
 estou a pensar adquirir um animal de estimação para passear...)
Tenho esta vida 
E não sei o que fazer com ela.
Tenho este momento
De paixão e cinzas,
De escuridão e ruínas.
Estas asas de anjo
Que me ofereceste
Para te abraçar nas margens de um rio.
Estou deitado sobre a tua ausência
E, por vezes, chamo o teu nome
Ainda antes da madrugada assaltar a noite.
Não sei de onde venho,
Mas esta água azul e profunda
De onde partem os navios
Pinta o meu corpo de vermelho e negro
Onde tu viajas, à deriva, silenciosamente.



Paulo Eduardo Campos

19 julho 2012

Pode ler-se aqui a partir de agora para os seres do sexo masculino com intenções, más ou boas, não me interessa. Um homem com intenções é bicho mau, já os sem intenções nunca fazem merda nenhuma. 
Se soubermos isso, que são só assim porque ninguém os mandou ser doutra maneira, porque nem intenções nem vontade têm, também podem ser letais, é preciso ter cuidado, e não nos aproximarmos. 
Podem parecer dóceis, e podem até ser, o que os torna muitíssimo perigosos de tão apetecíveis, 
mas não são realmente homens, são um cruzamento de meninos com marionetas. 
Soooooo... let's tango??
(um dia vou aprender a dançar isto, sério que vou, 
o pior é que preciso de par...porque o resto arranjo, 
tenho guardado, para quando encontrar o dito par...)
Fuck it step???



Was I asleep did you save me from disaster
Wake up and tell me I'm just imagining
Thought I would brave it cause I don't wanna live in doubt

Dreamt of escape but I'm nowhere near the feeling
Fell from a high but I never hit the ground
Can't hold the weight of your words heavy on my mind

So I'm gonna lay my head down on your shoulder and run,
Keep it away from my soul, I'm not holding it all
I'm gonna lay my head down on your shoulder and run,
All that we know will get old, and with you I'll unfold
I'm gonna lay my head down

Open your hand I know your heart line's the deepest
You will replace it a new love you will find
Say all you like but I'll make it better on my own

(...)


[hoje a caminho do trabalho... espelho da alma que trago, e gosto, gosto muito desta música. Da música, da letra, encaixa muito bem em mim. Pena que agora só encaixo em coisas tristes, mas vai chegar a raiva, que vai, e eu sei, vai chegar o desespero do ódio que nunca dura muito muito, e deixa restar apenas o desespero da tristeza e da solidão, da incredulidade, e do sentimento de que nunca valemos nada, nunca somos nada, somos facilmente descartáveis por quem nunca conseguimos descartar, por muito que toda a razão o mandasse, por muito que todas as vozes o dissessem, nunca superou a música que se ouvia no coração, e que não se cala]

18 julho 2012

NOOOO!!
Dono que o deixa vazio...
arranja-se um inquilino que habite e trate bem...
e pronto, fica resolvido!!! 
(até pode virar dono por usucapião...que o dono merece...
...e eu merecia que fosse assim tudo tão fácil, e que eu quisesse resolver assim...)

04 julho 2012


It's early in the morning
I'm laughing at the sun
My mirror disappoints me
Am I the only one?


All I need 
is you smiling at me
All I need
is life, love with you

(Grrrrrrr F*ck, F*ck, F*ck... hoje de manhã aos berros no carro)

03 julho 2012

Porque é que me continuam a apetecer estas coisas?
Porque é que ainda sonho acordada com uma ronha cheia de mimo doce, quando os sonhos trago-os todos amargamente adormecidos pela realidade que só faz ronha?

02 julho 2012

Banda sonora:


















Era o que me apetecia a conduzir a caminho da praia, num descapotável, com as ideias ao vento...

30 junho 2012

Fazer o que se tem a fazer de phones nos ouvidos traz como bónus uns sorrisos...




Em modo aleatório há as combinações mais giras, e mais estranhas às vezes... e músicas que  mexem sempre comigo ...

29 junho 2012

E para entrar no espírito,
 vim a ouvir (aos berros) este Senhor no caminho para o trabalho,
e esta em particular, pus a repetir...
Gosto disto.
O amor é (um) estúpido!

28 junho 2012

ehehheeh...
tem piada...os nomes mais giros são assim mesmo parvos.. alguns
Era isto.
Era disto que eu precisava agora ao final da tarde.
Com o tempo devemos deixar de precisar e querer estas coisas, espero eu.
Com o tempo, chega o passado que esquece.
E depois de estar à distância de um abraço, de um braço que nos toca,
a falta e a vontade dos beijos, é muito, muito pior. 
Custa mais a distância depois de estar perto. 
Depois de estar perto e não apetecer ir embora, 
depois de estar perto 
e perceber que o outro afinal quer estar longe, 
e talvez seja melhor, ou mais fácil...
Ando aqui a deambular pelo passado que não quer ser, no meio de coisas antigas, fotografias, mails, conversas, coisas que fazem rir com vontade de chorar. Não sei já a dimensão do espólio, sei que posso ver coisas de há uns meses ou de há mais de um ano, e que está lá tudo, de bom e de mau. O bom, o que eu vejo de bom, permanece enquanto testemunho de que o tempo não passa, não passava por nós, não passou. O mau também continua, cada vez mais mau, suponho, por que aí sente-se o peso do tempo que não leva a neblina e a escurece cada vez mais, torna-a cada vez mais pesada. Vejo músicas, frases, sussurros, coisas ditas, paixão que arde ainda quando se lê, e quando depois se acorda, se fecha tudo e se percebe que só arde dum lado, o outro sempre foram cinzas doutros fogos. E que eu, deste lado, cinza me torno e me desfaço.

Já acreditei em pessoas sem razão nenhuma, cega pela luz que se sente e pressente.
O que sentia-me vendava-me a razão.
Agora só atitudes me podem dar razão para acreditar.

27 junho 2012


Sou mesmo estúpida, anormalmente burra, só agora percebi, no Domingo não foste atrás de mim, não foste ver se eu estava onde tínhamos estado  a tomar um ameno café há 15 dias atrás. Não foi por isso que lá passaste, foi para controlar outras coisas. Eu não tive nada a ver com isso. Nada, nunca nada. E sim, dá-me raiva ser tão estúpida, fico com raiva, mas nunca dura muito e nunca resta rancor. Pinga dele, nada. 
Não tenho essa capacidade, vejo-o à minha frente e esvai-se tudo. Menos a estupidez e um mundo que não existe.
Raios me partam!!!
Hoje de manhã acordei a minha pequenina, como sempre, com um beijo e umas festinhas na cabeça, a dizer-lhe que tinha o pequeno almoço arranjado. Ela abre os olhitos e diz: leva-me ao colinho mamã...ao que eu respondo que já é muito grande para colinho, que eu já não aguento... e ela, sacaninha: oh mamã mas eu gosto tanto do teu miminho... é tão bom... eu quero!!! Vá láááá
E pronto lá fui eu a alombar com o meu bebé grande até à cozinha e a receber beijinhos doces o caminho todo, e a dar de troca, também... e assim se começa bem um dia!! Com beijinhos e mimo...
Talvez por isso, por ter ficado bem disposta tenha vindo o caminho todo bem depressinha, cvom vontade de deixar tudo o que não vale a pena para trás, tudo o que não me trata bem debaixo do acelerador,  de janelas abertas, tanto, que sequei o cabelo na viagem, cheguei ao escritório com cabelo meio selvagem, apesar da meia penteadela no carro, e cheguei, de certeza, bem arejada!!
Ahhhh e vim a ouvir Muse - Resistance o caminho todo - principalmente esta ouvida em repeat:


(e pus-me a pensar... quem será que vai descobrir os meus desejos outra vez??, ou se voltarei a ter o mesmo desejo a assolar-me a alma sempre, e a toda a hora, que uma presença me inunda de tal forma que só encontro descanso nesse corpo...pus-me a pensar... será? não acredito, mas a vida surpreende muitas vezes, pode ser que algumas, surpreenda pela positiva...)

Bom dia!!... hoje apetece-me dizer com muito vontade e prazer: Que sa foda, tudo!!! Não quero saber!!
Ahhhh e a música e o vento no trombil também são coisas bonitas da vida!!!

26 junho 2012

"Extraí daí esta grande máxima de moral, talvez a única de utilidade prática, que é a de evitar as situações que põem os nossos deveres em oposição com os nossos interesses, e nos revelam o nosso bem no mal dos outros, convencido de que, em tais situações, mesmo que a elas tragamos um sincero amor da virtude, fraquejamos mais cedo ou mais tarde sem dar por isso, e tornamo-nos injustos e maus nas acções sem deixarmos de ser bons e justos na alma."


Jean-Jacques Rousseau, Confissões


Lido AQUI
Para aliviar o negrume do espírito... e para tentar não amargar de vez!!

25 junho 2012

Eh pá, estragaram-me os planos... vi agora a melhor do dia, que pronto até me cai mal dada a altura, mas já se sabe que sou uma gaja sem sorte..."Com a crise instalada e a esperada evolução, estima-se que a curto prazo a miséria chegue ao ponto das pessoas começarem a casar por Amor"... ao que isto chegou!! Francamente!! E logo agora, que já tinha um plano catita de arranjar um gajo com mais uns bons anos que eu, e com mais uns valentes dígitos na conta bancária, em crise meia idade ou de idade completa, tanto faz, assim meio banana, manipulável, e com falta de tomates... a não ser para aquilo... vocês sabem... e aquilo quando eu quisesse, que isto de excesso de oferta diminui o valor do produto... há que manter a escassez na medida certa para manter o interesse... 
Agora que eu estava já mentalizada para me munir de paciência de chinês e estratégia de Maquiavel, porque burra não sou e com prática chegava lá, bastava querer... vêm-me com esta!! Não há direito!!! Não me digam que afinal vou ter de continuar a viver a vida à medida das minhas possibilidades, e com o que eu trabalho!! Não há maneira de me sustentarem o cabeleireiro, a manicure, as roupinhas de marcas menos do povo do que aquelas de que sou cliente, as massagens, os Spas, as viagens, eu sei lá!!
Lá vou eu ter que refazer planos!! 
É por estas e por outras que não gosto de planos estratégias e afins!!! bahhhh
(eu estou-me a esforçar, juro, um esforço hercúleo, porque hoje só me apetece correr tudo o que é gajo à chapada, estou cá com umas ganas... mas pode ser que passe durante a tarde, pode ser, vamos tentar, vamos ver...)

24 junho 2012

"Vou lá passar. Se ela lá estiver vou ter com ela saio do carro agarro-me a ela, digo-lhe o que nunca lhe disse, e nunca mais a largo." O que me vale é ainda me rir da minha própria estupidez. Esta nunca verei em nenhum pacote de açúcar. É demasiado amarga.

22 junho 2012

Apetecia-me ir ao cinema e não ver o filme...
mas só tenho hipótese  de ver um filme e não ir ao cinema...

19 junho 2012


O caminho de manhã faz-se agora com porquês, com comos? com como é que é possível???!! Vêm substituir os adoro-te, os amo-te, que trancava dentro da boca horas depois de teres a tua boca na minha, o meu corpo aninhado nos teus braços, o meu mundo no teu colo, que me roubavam pensamentos, surgiam-me por dentro como agora me surge tanta incredulidade, tanto desnorte, tanta incompreensão. Às vezes chego a pensar que estou doida, que não podes ser assim, que eu nunca amaria alguém tão pérfido, nunca adoraria uma alma tão cruel, e tão desumana, depois penso que doida estou agora por duvidar, que a realidade está à frente dos olhos a queimar-me a vista e o horizonte, que as pessoas são o que são, que não se conhece nunca ninguém, passem os anos que passem, as pessoas são muitas vezes indiferentes aos meios para atingir os seus fins. Ainda assim pergunto-me porque dedilhar a minha alma como fizeste tanto tempo?, porquê enganar-me? porquê? Porquê dizer tanta coisa que não perguntei? Porquê dizer que me adoravas, até que me amavas, falar de tanta coisa que não esperava ouvir, mas que saiu da tua boca sem pedido, sem perguntas, saíram livremente, e eu, tonta, achava que as coisas quando saem livremente são verdade porque não têm uma razão de existir, não são provocadas, são só o libertar daquilo que apertamos tantas vezes por dentro. Estou enganada, devo estar, vi tudo mal, entendi tudo ao contrário, era só uma maneira de alimentar uma coisa que não querias assumir mas também não querias perder. É uma versão do chamado banho-maria, e eu detesto isso. Talvez o erro seja meu, normalmente é, estava demasiado desperta para ouvir tudo o que gostava de ouvir da tua boca e que tantas vezes me surpreendeu, e deixei por ouvir o que dizias no silêncio de tantas respostas, ou apenas no silêncio sem qualquer pergunta, sem nada, como agora.

22 maio 2012

Este post é para ti

Não preciso falar muito porque sei que entendes, sempre nos entendemos nos silêncios, nas pequenas coisas, e nas grandes que suportam os pilares de quem somos. Custa-me muito tudo o que estou e vou fazer, mas é porque sempre me disseste que seria o melhor. O melhor para ti e por isso para nós. Afasto-me, recolho-me, deixo-te o espaço deserto que precisas para que o atravesses e chegues aonde queres. Estou deste lado como sempre, ao teu lado ainda, ainda que não me vejas, contigo na tua ausência para que chegues com a tua presença e possamos repetir todas as brincadeiras, sorrisos, beijos, gargalhadas, festas, mimos, olhares sem fundo e toda uma vida em que sempre encaixámos sem a ter. Fico à espera do teu calor, das tuas mãos, da tua pele colada à minha, do teu carinho e de te poder encher de mimo, de beijos e do amor que me deixares.
Enquanto na memória ficam gravados estes nossos momentos para reviver e sorrir sem saber, cá dentro aperta e desespera a vontade dum abraço assim, de reencontro, de felicidade, de vontade de chegar e ficar.
beijo

ehheheh um dia ainda vou dizer isto....
 mas depois vou-me escangalhar a rir e corta o efeito todo!!!

18 maio 2012

Um beijo fechado a sete chaves...
ternura...paixão...carinho...desejo...doçura...avidez...meiguice
Inacreditavelmente consegue-se juntar tudo, desfazer todas as fechaduras.
Deixamos de conseguir trancar o que seja, há beijos em que estamos inteiros, entregamo-nos completamente e preenchemo-nos nessa entrega que nos encontra no outro.

14 maio 2012

Apetecia-me sol na pele...
praia, areia quente, a música do mar como pano de fundo...
os lábios salgados das gotas de mar que viajam no ar...
pele bem temperada e quente...

13 maio 2012

Deixa lá Charlie Brown, eu também não entendo, deve ser por isso que sou insegura...
tenho sempre medo que fujam porque não uso correntes nem tranco portas a ninguém...
Café numa das esplanadas favoritas. açúcar:"uma noite danço para te seduzir" , mas Não hoje Não é a noite. Gosto de dançar mas nunca o fiz para seduzir ninguém, nem saberia como...

12 maio 2012

Acho que é hoje que me vou deitar cedo!!!
Apetece-me levar um livro e deixar-me adormecer...
Mas está uma noite tão boa que não sei se primeiro vá ler um bocadinho debaixo do magnifico lençol de estrelas...e depois passar para os outros...
Mas o que me apetecia mesmo era isto.
Trocava qualquer umas das hipóteses, ou de outras quaisquer que nem pus porque nem me apetecem, por isto, e poder adormecer na minha almofada favorita...
Boa noite
Chego à conclusão que gosto mais de estar com pessoas mais simples do que com aquelas armadas ao pingarelho, que acham que são alguém por isto ou aquilo, e não por serem alguém, simplesmente. Pus-me a pensar nisto e comecei a tentar perceber se é porque ao pé dos outros me sinto intimidada, ou apenas relegada para a minha insignificância, quase à laia de sentimento de inferioridade; mas não, a questão é que eu me divirto muito mais com as pessoas simples, ainda que com vários erros de português no discurso, ainda que com sinais mais de que evidentes de falta de gosto, são pessoas que se levam menos a sério, normalmente mais humildes, mais amigáveis quase sempre. E chego sempre à conclusão que não só me divirto mais, como facilmente as conversas descambam quer para a bregeirice, quer para as conversas de vida, de que não fogem, e falam abertamente do que pensam, do que aprenderam com a vida, da vida, enfim. Os armados ao pingarelho não gostam de conversas de vida, a não ser que seja da vida dos outros, fogem de conversas de filosofia de vida ou de pensamento, preferem falar de politica, muitas das vezes papagueando o que ouvem sem pensar, parece-me, no que ouvem. Preferem falar de cinema, música, literatura, enchem a boca para dizer a palavra arte, mas sempre de acordo com a crítica, uma crítica, mas não consigo às vezes descortinar o que gostam ou porquê, porque concordam com uma ou outra crítica. Tento perceber o poruqê, sentindo-me ligeiramente estúpida quase todas as vezes, porque não percebo nada, e fico na mesma. Eu só sei dizer se gosto ou não, e porquê, deles não percebo quase nunca nada, e nunca os seus porquês, e as conversas que gosto são sobre as que revelam o que se pensa disto, daquilo ou daqueloutro, porque essas são sempre conversas de vida, da nossa perspectiva de vida, seja na politica, arte, ou o que for,  basicamente são sobre o que as pessoas sentem, têm por dentro, o que são, e a mim parece-me que acham que isso é filosofia, e isso é para os livros, especialmente os fechados. E tornam-se para mim livros fechados, nunca se sabe o que está lá dentro, só podemos avaliar a capa, e isso para mim é só para prateleira.
Eu sempre soube, e sempre estive certa.
Como estou certa quando digo que há coisas que vão mudar para ti, só que não por mim.
E provavelmente já não para mim.
Gostava tantas vezes de estar errada em tanta coisa, ou então, apenas conseguir agir de acordo com aquilo que acho que é a verdade.
Não  consigo. Não consegui até agora.
Os outros é raro ouvirem-me e eu, de certeza, que nunca me oiço.
Depois sofro a razão que sempre tive.

10 maio 2012

Não vou desejar-te que sejas feliz longe, não vou desejar que sejas feliz com outra pessoa.
Não consigo ser tão hipócrita, não quero.
Não vou dizer-te que quero os teus lábios noutra boca, não vou dizer-te que quero a tua pele noutra pele, não vou dizer-te que quero o teu olhar noutros olhos. Não vou, porque não é verdade, porque também não o quero para mim. Quero-te a ti e acho que tu não existes, vejo-te e sinto-te onde não estás. Como sinto os beijos que me deste e que já não me dás. 

08 maio 2012


Devia ir dormir, já devia ter ido, hoje dói-me o corpo, nem sei bem porquê, parece que peso mais do que o peso que tenho, que para andar direita preciso de mais força, não sei, sei que já devia estar na cama, mas vou-me arrastando por aqui, hoje, ontem e tantas vezes, acho que para preencher o tempo, como se dormindo não o preenchesse melhor, mas a esta hora parece-me sempre que não, porque esta hora, como o final da tarde, é sempre pior, dói sempre mais um bocadinho, e se me perguntarem não sei porquê, mas sei que é assim. Ontem, depois de muito enrolar tempo em tempo fui ao mail, ao mail onde tenho guardada a história que não chegou a ser nossa, mas que sinto ainda tão minha, ainda me corre no sangue, e conforme ia desligar sem querer abri um dos mails, e era uma conversa nossa, daquelas intermináveis, que dava para tudo, para rir até doer a barriga, para namorar, para discutir fotografias, para disparatar, para falar de tudo e tantas vezes de nada, mas um nada que era nosso, que nós gostávamos, ou eu gostava, o resto não sei. E essa conversa que acabava perto das seis da manhã, depois de termos rido à gargalhada e percorrido à distância toda a pele que cobria o outro, conversámos como se o futuro fosse amanhã, fosse já ali ao virar da esquina, como  se houvesse futuro afinal, como se outra coisa não pudesse haver, e como seria, o que gostávamos de fazer, o que gostávamos que fossem os nossos pequenos bocadinhos, os jantares sozinhos sempre que desse ao fim de semana ou à semana, o passear a pé, o ir para qualquer lado, cada um munido do seu livro, e ler e namorar nos entretantos, e enroscarmo-nos, o não querermos sair muito à noite e preferirmos ficar em casa à noite enrolados em nós e num filme, ou só com uma garrafa de vinho a meias, a lareira e nós, ou a lua no verão a entrar-nos pela janela aberta. Os jantares na varanda, ou as refeições na cama de que se púdessemos não sairíamos, e na ronha nos deixássemos ficar até fartar, ou até nos fartar a fome. Não sei, sei que dou por mim a ler estas coisas e a não perceber o que não percebi, onde me perdi porque me encontrei, onde fiquei que na curva perdeste-me o futuro, e não chegámos a amanhã, e eu fiquei-me em ontem. Em ontem não, que não me queres saber há tempo, já sei, mas parece-me ontem, há bocado, ou ainda agora. Não há futuro, mas parece que também não há tempo, não o sinto passar e aqui estou eu a enrolar-me nele para ele se ir enovelando e amontoando, mas nunca mais chega amanhã, o meu amanhã.
Até amanhã.

06 maio 2012

Morreste-me.
Eu sabia que tu ias ajudar.
[não, não é que o meu amor tenha acabado, porque o amor sobrevive-te ainda. Não é que vá deixar de escrever o que escrevia até agora, não sei se será diferente, se será igual, o que me for sair pelos dedos, mas tu é que já não existes, tu enquanto minha pessoa. Ficou-me o sentimento por uma pessoa que eu pensava que eras, que te estava dentro e que querias ser, ainda que não meu, diferente do que sempre te deixaste ser, e que não faria certas coisas, não outra vez, que não me desiludiria uma vez mais com as suas estúpidas incoerências e desconsiderações.
O amor preenche-me ainda.
Tu não.
Tu não existes.
Ainda bem, facilita.]

05 maio 2012

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

[li isto e fez-me lembrar o que me acontece ainda, de vir-me o teu nome à boca, de eu não o deixar sair, não deixo que o som te deixe levar, prendo-o por dentro, cerro os lábios, ficas-me dentro da boca, onde guardo os nossos  beijos, na esperança de um dia conseguir engolir tudo e o teu nome deixar de me vir parar à boca sem o chamar, à cabeça, ao corpo, à pele, sempre vindo de dentro, nunca o consigo parar. Não consigo travar as palavras, as imagens, os sons, os cheiros antes de os ver ouvir, sentir, estão-me dentro e assaltam-me. Não é justo, é cruel. Tenho de calar-te primeiro em mim. Pareço impermeável, ninguém entra e ninguém sai.  E devia ser ao contrário devia deixar-te sair, expulsar-te, e convidar alguém a entrar, ou gozar só o teu espaço vazio sem saudade, sem frio]

04 maio 2012



Lido no Fogo Posto, Mia Couto pela mão desta menina , menina esta que qualquer dia tem de ter quota aqui no estaminé, tais são os roubos descarados aos seus escritos... mas tem uma maneira muito particular de me pôr a pensar...e quando há um lugar em nós que é amarmos alguém? 

03 maio 2012


Esta coisa de saber que nem de me saber queres, sabe-me mal.
Sabe-me muito mal, mas nem disso queres saber.

02 maio 2012

Sem desculpas.
Não há que esperar a melhor altura, ou melhores condições, ou o que for,
quando se quer faz-se, com o que se tem, faz-se o que se pode daquilo que se quer.
Humm...pois...
Quer dizer que por lá vou encontrar muita gente...

Beijo os teus seios
e a tarde comove-se como se tocassem sinos.
Levanto a tua cabeça entre os meus dedos
e abro contra o dia os teus cabelos,
e logo as aves do silêncio levantam voo
e dançam loucas em volta dos teus olhos,
e a tua boca aperta-se,
morde
a minha boca
enquanto as minhas mãos vão procurando
nenhum deus à flor da tua pele
por esse caminho branco onde agonizam éguas
vestidas de primavera.
Joaquim Pessoa

01 maio 2012

Estava para acabar o blog ontem, porque nasceu numa altura em que a vida se me baralhou no coração, ou talvez o coração me tenha baralhado a vida, e quando me falta o chão preciso de escrever, de traçar um caminho de letras que me sirva de mapa para fora de mim. Passado pouco tempo percebi que estavas definitivamente em mim, e passou a servir para falar-me de ti, ou contigo sem ti, depois passou a ser uma comunicação à distância com o pano de fundo do silêncio, que tantas vezes me ensurdeceu, e depois, depois não sei, foi uma espécie de diálogo sob um véu com que me cobria.
Agora não sei.
Sei que falo sozinha ainda e sempre, contigo e sem ti.
Como quando me disseste que eu passava noites a escrever sem ti contigo, ou contigo sem ti.
Aqui, só eu e a Lua,
a romper-me pela janela
a corromper-me a pele de luar
a interromper-me o ar fechado

Esta tua Lua
Rompe-me as memórias,
corrompe-me a alma,
interrompe-me a tua ausência.

Aqui onde estou sentada,
Só ela e  eu,
de alma rota
por ti corrompida
na respiração interrompida
de quando aqui,

só eu, tu e a Lua.

Boa noite
[agora posso dizer tudo o que tu não vês]

30 abril 2012


O mapa do meu coração tem sítios a que não quero voltar. Ontem transportou-me a um desses sítios, tirei o pin que o marcava, arranquei uma parte dum sonho, enterrei vontades a que quero perder o rasto. Não quero peregrinações a lugares onde não posso estar, onde não caibo, onde não posso viver, nem de visita. Há muito que o dia de ontem estava marcado como uma porta, em que se passa ou se fecha. Nnguém bateu a essa porta, ninguém entrou. Nem de visita.