Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
13 julho 2010
12 julho 2010
08 julho 2010
Daquelas para que se olha e nunca se vê
Tal é a altura do muro que constroem à sua volta
Muros robustos levantados com o tempo
Onde se põem as pedras do caminho
E de argamassa usam-se as mágoas mastigadas
Que cuspidas juntam a solidez das pedras
Muros feitos à prova de tempestades,
Terramotos e à dureza da vida.
Surpreendentemente não resistiram
à leveza duma suave brisa,
morna, com cheiro doce
Não derrubou o muro
Não funciona à força
Esgueira-se por entre os espaços
que não sabia existirem
Entranha-se
E de repente vejo-me presa
duma brisa fechada entre muros.
07 julho 2010
Medo e saudades.
Saudades e medo de ter para sempre saudades.
Medo do hoje e do amanhã
Do viver hoje sem o amanhã,
Sem o amanhã de todos os dias.
É viver de noite sem lua pendurada no céu
Nem estrelas a lembrarem pirilampos
que nos acendem um sorriso.
Uma e outra vez,
Tão perto, que os poderia agarrar e levar para casa
Se eles sorrissem também.
06 julho 2010
05 julho 2010
Há quem não precise destes truques estranhos, como se se tirasse férias de sentir, férias dos cheiros que se cheiram sem entrarem pelo nariz, dos toques que não tocam mas arrepiam a espinha, dos olhos que não se vêem mas que não conseguimos fechar em nós. Este emaranhado de sentidos sem sentir como desemaranha-los...
Só não percebo se são saudades, porque essas apaziguam-se na chegada, e isto que tenho não tem paz, não me dá paz. Sinto-me sempre como se me faltasse alguma coisa, o que deixa sempre aquele travo amargo de ânsia faminta não sei bem de quê, sedenta do que não sei se há. Assim me sinto hoje... Talvez com fome de tempo e sede de afecto.
04 julho 2010
03 julho 2010
José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"
22 junho 2010
17 junho 2010
14 junho 2010
E não não sou injusta, sei que não gostas de escrever, mas sei que só quando estou ao pé de ti é que sinto qualquer coisa que não calas, só aí pressinto coisas que não dizes, mas essas a distância apaga, faz das recordações meras miragens muito, mas muito, enganadoras, mentirosas, sem palavras mentidas.
Só o estar à procura de alguma coisa que me ampute deste vazio, é já tão sintomático da distância que se impõe, da escuridão que se entranha, do silêncio que logo se instala, do frio que estala, que me estala. E isso diz muito, diz o que a balança diria, se lhe perguntassemos. Shhhhhhh
12 junho 2010
diabrete,
sereia,
malvada,
diabo,
fera,
selvagem,
miúda,
bruxinha,
beleza estonteante,
jibóia,
criatura deliciosa,
serpente demoníaca,
princesa...
Ahhh... sim, e biscoito
Alguém tem livro de instruções para seres que chamam a uma mulher estas pérolas???
É que eu fico baralhada!!! Muito.
Não sei se goste, se não goste. Mas rio-me, lá isso rio. E as respostas que arranjo também me fazem rir... às vezes só a mim. :)
10 junho 2010
Espero que faças boa viagem.
Espero que aproveites estes dias para descansar.
Espero que não te esqueças de mim, que tenhas algumas saudades, mesmo que poucas.
Espero que venhas segunda feira e não tragas muitas novidades.
Espero que, se as trouxeres, me digas.
Espero que saibas a falta que me fazes.
Espero que me leias antes de ir.
Espero por ti.
08 junho 2010
04 junho 2010
02 junho 2010
Não sei porquê,
Nem donde nasceu,
Mas aquele olhar assaltou-me
Analfabeta para o ler,
Senti-o aconchegante,
Duma doçura quente
Apeteceu-me entrar nele
Fazê-lo a nossa casa,
O meu lar.
Deitar-me nos seus sonhos,
Embalar-me nas suas músicas,
Encostar os meus medos,
Beber toda a sua ternura
Comer o seu desejo
Descansar a realidade,
Adormecendo na sua luz.
Mergulhar na escuridão
Lançando-me no abismo...
Será tudo isto este olhar?
Ou será apenas
O vazio
A reflectir o meu?
(??)
01 junho 2010
I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt
He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms
And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms
And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candle burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms
31 maio 2010
30 maio 2010
