Boa Noite
Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
03 fevereiro 2013
02 fevereiro 2013
...não terei muito para oferecer, mas a lareira ainda aquece se mantivermos o fogo; vinho também tenho, do que me trouxeste, que só poderá ser bebido por nós (esperará, como eu, até que assim seja). Não tenho muito mais a oferecer, mas era precisamente isto que me apetecia, e gostaria de oferecer, porque vem recheado de conversas com os olhos, sussurros ao ouvido, calor, mimo, e tudo o que agora me completava e me presenteava uma...
...Boa Noite.
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Boa noite
01 fevereiro 2013
31 janeiro 2013
30 janeiro 2013
29 janeiro 2013
"O que é pra ser, acha caminho.
Pula o muro.
Atravessa a cidade.
Telefona.
Sai da nuvem, da imaginação.
Cola no chão, no rosto, nas mãos.
O que é pra ser não angustia, porque sabe que vai ser, porque sabe que é vontade que faz acontecer.
O que é pra ser, constrói vias.
Propõem trilhas, escapadas.
Encontra a coragem, despistas as reticências e vai.
Destemido, vai.
Vai ser.
Vai ser, porque tem que ser.
Vai ser porque verdadeiramente é."
Ludi
(não conheço este autor mas adorei este poema)
Bom Dia!!!
28 janeiro 2013
27 janeiro 2013
Hoje de manhã, na ronha, peguei no livro que andava a ler e acabei-o. Este livro custou-me entrar nele, ao início não foi fácil, depois, não sei quando, nem como, ganhou-me. Tanto que passagens que gostei, que me fizeram pensar por momentos, para logo depois me embrenhar de novo nas palavras, não foram marcadas como costume, de modo que andei agora para trás e para a frente à procura de algumas que me lembrava. É um livro sombrio que nos revela também o lado sombrio do ser humano, e que vemos em tanto lado disfarçado, não assumido, até sinceramente mentido porque não é aceitável, mas no meio do fim mundo, onde tudo é selvagem, também os seres se tornam menos humanos, ou menos diplomaticamente humanos, como os queremos. Por muito bem que falem, por muito eloquentes que sejam, o seu lado sombrio revela-se quando ninguém, daqueles que se consideram seres humanos evoluídos, está a ver. É isto, é mergulhar no ser humano com tudo de putrefacto e até violento (ainda que não haja violência física alguma no livro) todos temos e não assumimos. O instinto talvez? no seu lado mais puro, mais em bruto? Talvez...
"A terra parecia não ser deste mundo. Estamos habituados a ver a forma agrilhoada de um monstro vencido, mas ali... ali víamos uma coisa monstruosa e livre. Era sobrenatural, e os homens eram... Não, não eram inumanos. Compreendem, isso era o pior de tudo, essa suspeita de que eles não eram inumanos. Tomávamos lentamente consciência dela. Eles urravam e saltavam e giravam, e faziam caretas horrorosas; mas o que nos emocionava era precisamente o pensamento da sua humanidade - como a nossa -, o pensamento do nosso remoto parentesco com aquele tumulto selvagem e desenfreado. Hediondo. Sim, era de facto hediondo; mas quem é suficientemente homem não pode deixar de admitir, para consigo mesmo, uma leva reacção, ainda que muito ténue, à terrível franqueza daquele ruído, uma vaga suspeita da existência nele, de um significado que nós - nós, tão distantes da noite dos primeiros tempos - podíamos compreender. E porque não? A mente do homem é capaz de tudo: porque ela contém tudo, todo o passado, assim como todo o futuro. O que havia ali, afinal? Alegria, medo, mágoa, afecto, valentia, raiva - quem poderia sabê-lo?-, mas havia certamente verdade, sim, havia verdade despida do manto do tempo."
Joseph Conrad, in O Coração das Trevas
(afinal é só um trecho, que estou preguiçosa...)
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