Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

09 fevereiro 2014

Sabedoria de filme de Domingo (muito) chuvoso à tarde: 
"nunca saberás o que é o amor se não te renderes completamente a ele."
...e esta da banda sonora ficou-me no ouvido...
mais esta (a última do filme):


...can't...

Boa noite...

07 fevereiro 2014

fico só, sabendo
que todos os objectos têm a
forma do teu corpo, e
todos os sons se reconduzem
à tua voz. não deambulo
pela casa – excessiva de ti – fujo-lhe
na ausência de movimento e
no desejo de ficar absolutamente
só. lembro-me de como não gostas
de me ver chorar.

valter hugo mãe

Boa Noite
...hum hum...
...e de que maneira!!!

06 fevereiro 2014


Iupiiii!!!! Ye ye ye!!!!
Consegui!!!
Lá lá lá...
(as vezes não sou tao burra como pareço... Estou contente eh eh)
... Já tenho signo!!
Sou Sagitário, está visto!!
Só pode!!

...com raiva, sim.
Talvez...
Nunca experimentei.
Talvez experimente um dia destes, 
com raiva de ti, mas não contigo...
(sim, irritou-me, deu-me raiva, nunca é comigo. nada.)

Boa Noite


04 fevereiro 2014

"(...) Aqui, a olhar para ti, os teus ombros, os teus pés, as tuas mãos.
A ti que te amo porque me olhas nos olhos e és da minha altura. A ti que te amo porque quando damos as mãos é como iguais e a tua mão busca a minha tantas vezes como procuro a tua. A ti que te amo por milhares de razões minúsculas que somadas são maiores que o mundo. 
A ti, que sei que te amo por este facto tão simples que é saber que me apetece ser velho ao teu lado.
E quando te olho adormecida és ao mesmo tempo tudo o que és, princesa e loba, demónio e anjo, senhora dos meus castelos, guerreira indomável e sempre menina em meus braços.
(Murmuro em silêncio palavras antigas que nunca me ouviste, e falo a coisas antigas dos meus braços à tua volta, meu coração atado ao teu, amar-te, honrar-te, proteger-te do mal.) 
É aqui, a olhar para ti, que percebo que a minha respiração se acertou pela tua.
E dou por mim a pensar que nunca ergueria por ti um Taj Mahal. O meu amor, não quero que o recordem, mas sim que o sintas e que o saibas. Noite a noite, dia a dia, beijo a beijo, mão na mão."

Perfeito para dizer o que penso, o que sinto, o que gostaria de saber dizer assim. Como amo e como gostava que me amassem.

Boa Noite

03 fevereiro 2014

...porque hoje precisava muito de me sentir perto dum qualquer amor que me fizesse sentir bem, protegida, amparada, volto às papoilas da minha infância, e à mão que procurava para agarrar a minha, uma mão forte, quente, cheia de ternura e protecção. Não eram mãos bonitas - de tão esquisita sou com as mãos -, mas eram umas mãos que me faziam sentir bem, mãos que tantas vezes espreitei, de soslaio, noutras mãos que me faziam lembrar essas, que me levavam no tempo até elas, mas também essas já cá não estão, e toda a segurança, a protecção, o sentir que às vezes há mãos que se podem procurar para nos agarrar e não nos deixar cair, tudo isso acabou. Alguém me devia ter avisado que eu devia ter crescido antes disto. Procuro nessas mãos da memória a memória duma segurança que não tenho, e que preciso tanto. E colo, esse colo que me ampara e repara de todos os males, porque os faz num passe de magia desaparecer de mim enquanto semeia de dentro um sorriso que já não sei sorrir.
Tenho saudades, saudades de tudo, de tanta coisa que é o meu tudo, de tantas pessoas que me são e que me faltam... tenho saudades de estender a mão e procurar uma mão como a minha filha procura a minha quando caminhamos lado a lado, e mesmo sem qualquer perigo aparente, ela procura a minha mão, e encontra-a, e segura-a. 
Eu também quero estender a minha mão, mas ninguém ma segura.
Alguém me devia ter avisado que eu devia ter crescido quando as papoilas morreram naquele canteiro.

Bom Dia

01 fevereiro 2014


"Não é preciso mais desculpas. Há que encarar os factos. Chega o dia em que o amor acaba. Finito. The end. E essa sim, é a verdadeira razão para o término das relações. Não é por surgir alguém mais interessante, por irmos viver para outra cidade a km de distância, nem tão pouco por querermos estar sozinhos nesta nova etapa da vida. Todas estas desculpas que damos a nós próprios - estejamos nós em que papel estivermos na relação que agora finda - são apenas uma, ou várias, das muitas desculpas para a verdadeira realidade - a morte do amor. Talvez porque o amor seja um saldo que se esgote, talvez porque as relações necessitem de um esforço mútuo contínuo, talvez porque as pessoas por quem nos apaixonamos - ou a imagem que construímos delas - acabam um dia por morrer. E com elas, o amor. 
Não ocorre de um dia para o outro, não. Também ninguém se apaixona de um momento para o outro. O desejo sim, nem sempre; a mim excitam-me as pessoas inteligentes, por isso talvez goste de pessoas caladas. E com óculos, mas isso talvez seja por querer que me vejam melhor. Também o amor quando morre vai desfalecendo, um sufoco imperceptível, sou eu que não quero perceber os sinais - já não me olha nos olhos quando diz que me ama, agora já nem diz, o sexo tornou-se numa actividade mecânica, marcada pelo compasso do relógio à espera que algo aconteça como que por milagre, a cumplicidade deixa de existir nos pequenos gestos, há quanto tempo não me deixas escrito um bilhete dentro da minha pasta?
O amor morre. Não tenhamos medo, não arranjemos mais desculpas para o nosso fracasso, o excesso de trabalho, o nascimento dos filhos, a boazona do decote pronunciado, o colega carente e mal fodido.
Foram precisos... dez? dez anos para meter na cabeça que o amor acaba. Finalmente posso terminar aquele dia de Setembro (ou foi Agosto?) - talvez antes até, eu estava de manga curta, sem mangas, sem roupa, sem ti, o meu mundo tinha acabado e eu tinha tido o meu primeiro grande desgosto de amor. Hoje, volto a casa, a outra casa, nunca conhecerás esta casa. Deito-me na cama, sei que me deixaste de amar. Apago a luz e sei que já nada disso me importa."


Pergunto-me como se recuperam dez anos que se demoram a perceber o que não quisemos perceber logo, mas estava já percebido. Há tempo demais na constatação das coisas mais óbvias - aliás acho que, quando doem, quanto mais óbvias mais se demora, para tentar adiar o que na verdade já foi. Tentar ver um futuro  diferente no que já é passado. Só o recomeço se adia, mais nada.

31 janeiro 2014

Às vezes apetecia-me começar o dia a dizer isto.
E acabar a dizer o mesmo.
Ainda que calada.

Bom Dia

29 janeiro 2014

...chegaste?
... ou estás de partida?

Boa Noite

...está mesmo um frio do caraças!!
...se ao menos não tivesse tanta preguiça de ir buscar lenha...
Tenho mesmo de arranjar um lenhador....
que só as meias, para aquecer, não chegam...
ehehheheh



Espero-te
Mas conto apenas até dois
Receio o depois
Dizer três
E não chegares
Perder-te de vez.

José Gabriel Duarte

Boa Noite

28 janeiro 2014


(...) o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces –

o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém – longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.
Se me abraçares, não partas.

Maria do Rosário Pedreira

[... o sorriso que chamas meu, só obedece ao teu chamar, não é meu: é teu. Começa e acaba em ti. Esse sorriso que dizes gostar, e que nunca ninguém mais viu, é teu, já te disse. É o meu espelho de ti. E, sim, é do "tamanho do medo de te perder", porque o sorriso não sou eu: és tu. Não é meu: é teu, como eu. Não sei se já te disse.]


...ia já para aqui.
Dois ou três dias...
Vinha como nova.
mais nova, vá...
... e com menos um livro na fila dos "para ler".
Maravilha, era mesmo isto.
...houvesse verba!!

Boa Noite

27 janeiro 2014

"O silêncio é uma outra maneira da palavra viver, 
porque há coisas que não podem ser ditas de outra maneira"

Mia Couto

[Há silêncios que são vida, silêncios cheios de vida. Silêncios que dizem coisas que as palavras não sabem dizer, coisas que se sentem sem palavras, que nos deixam sem palavras. Depois há coisas que dão sentido à vida, que, se se vivem, não se conseguem silenciar. Aí, quando alguém se remete ao silêncio é porque não as vive, não as sente, estão-lhe silenciadas, mudas por dentro do que não existe, trancadas no vácuo de coisa nenhuma. É um silêncio sem vida, é o silêncio que pode até ser falado de todas as maneiras, não dizendo nada, é só vazio, como a vida que não nos fala, como quando não sentimos, não precisamos da voz do outro. A sua ausência não nos fala, e nós nada dizemos. Deixamos vazio o vazio, e silencioso o silêncio que não pode ser dito doutra maneira, senão com a ausência (até das palavras).]

Boa Noite 

25 janeiro 2014


... Quando acordo e sem aviso te espreito a espreitares-me desavisado. E aviso-me que te gosto cada vez mais, fecho os olhos ao sono com um sorriso meu de ti.
Bom Dia!