Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

30 novembro 2010

-esses olhos mostram um coração gigante...
-hummmm ainda bem.. espaçoso, é? optimo assim cabe lá muita gente...ehehheh... tipo coração T7 ou T8....
-#$@&%#@

26 novembro 2010

-Já alguém a convidou para dançar esta música??
-Não...
[e isso também não mudou, meu cabeça de abobora, mas tenho a certeza que já fez o convite a alguém... &%#@%&#@]

28 outubro 2010



- A Eva beija como se gostasse...
... como se gostasse tudo num beijo.
[é nestas alturas que eu dou graças a deus pelos copos a mais que fazem dizer estas coisas...]

24 outubro 2010



"You, you still have all the answers
and you, you still have them too
and we, we live half in the day time
and we, we live half at night
(...)"

21 outubro 2010


À musica faltar-lhe-ia o tacto
À imagem, a terceira, quarta e quinta dimensão
Ao toque faltaria a essência do cheiro
Ao cheiro faltaria textura
O brilho dum olhar não chegaria
Todas as palavras do mundo não conseguiriam descrever
Que às vezes o mundo pode caber numa cabeça de alfinete
E outras em que não há lugar no mundo onde a cabeça de alfinete caiba
Apenas a memória abarca tudo
Recordações com cheiro, tacto, paladar e banda sonora
Com emoções como linha que tudo liga
Que a tudo dá sentido
E que um alfinete prende

18 outubro 2010



There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise
Was he

And then one day
A magic day he passed my way
And while we spoke of many things, fools and kings
This he said to me
“The greatest thing
You’ll ever learn
Is just to love
And be loved
In return”


We can talk in circles
Going round in a million ways
And never understand

17 outubro 2010



What a lovely way to burn...


Maybe thtat's the reason...

Quando nos ligam a dizer que precisam de nos dizer uma coisa, e dizem que tomaram uma decisão, que dizem definitiva, parece que algo não encaixa, soa-nos a estranho pela maneira que nos é contado, mas o que é certo é que o dizem, e dizem-no definitivo, mas pedem espaço e tempo, não nos querem ver nem falar. Assim é.
Horas depois essa decisão definitiva torna-se, não só não definitiva, como contrária. Nem por um momento se pensa na pessoa a quem se transmitiu a suposta decisão, nem por um momento se pensa que se lhe foi transmitida em determinados moldes, era porque afinal alguma coisa tocava a essa outra vida. Não, nada, não teve, nem tem importância alguma. E isto sabe-se quando, vários dias depois, se pergunta como está tudo, porque nos apartaram da vida, nos excluiram dela e do que nela corre, a resposta é não tenho nada para dizer, não vou dizer nada agora. Consistente de facto, obviamente a pergunta é uma intrusão, mas mais à frente na conversa, afinal fica-se a saber que a decisão definitiva, com a qual deveria ter a ver porque foi transmitida e pedido afastamento, foi mudada, mas aí, já sem nada a dizer ou anunciar com pompa e circunstância.
Realmente eu não devo ser deste mundo, porque não percebo esta gente que me rodeia, não percebo como podem achar tão pouco das outras pessoas que lhes querem bem e que nunca as desconsideraram assim. Talvez não se apercebam, mas se pensarem, apercebem-se de como as pessoas são tão egoistas, tão à volta do seu umbigo, que se esquecem que existe o resto do mundo, e algumas pessoas em cujo mundo entram, mas só quando lhes dá jeito, porque elas se dão, sem pompa ou circunstância.

14 outubro 2010

Gostava de acreditar quando diz que precisa de mim, para dormir, para se sentir em paz, para conversar, para dar um aolá, mas não consigo, não acho que precise de mim para nada. Mas percebo algumas coisas, a necessidade quando satisfeita cria uma habituação cómoda, trocam-se necessidades e a vida vai passando sem necessidade premente de nada. Este tipo de troca deve ser prática, e cria uma dependência funcional donde não há vantagem em desintoxicar, porque tudo está bem. As pessoas precisam-se mutuamente para as coisas mais prosaicas, e então dá jeito ter ali à mão quem está ao pé. E assim podem-se levar vidas desligadas mas dependentes, porque é chato deixar de ter à mão quem nos dá jeito, quem nos dá um jeito às necessidades. De facto eu prezo a minha liberdade e a minha independência e o não precisar de ninguém para fazer o que quero, é que eu preciso dos outros para ser quem sou, para viver bem, para partilhar, mas não para trocar, não, eu dou assim tu dás assado, tu fazes-me isto porque eu te fiz aquilo.
Por isso as mulheres aparentemente fortes, independentes, com necessidade sim da sua liberdade e do seu espaço, e que não precisam de homem para fazer o que lhes apetece são encaradas com desconfiança, porque a ligação com base na necessidade, numa certa subjugação, não existe, ou aparenta não existir, o que cria uma imensa insegurança. Hoje em dia as mulheres já não são dependentes do homem, nem financeiramente nem em qualquer outro aspecto (nem mesmo para mudar lampâdas, que aquilo não tem instruções mas é bastante intuitivo), e a única razão porque deveriam estar juntos era não porque são dependentes um do outro, mas porque querem e gostam de estar juntos. Têm prazer nisso, porque estão muito melhor do que com qualquer outra pessoa, ou até mesmo sozinhos, mas em que não servem apenas para preencher a solidão.
Ele não precisa de mim, e eu não preciso dele para adormecer, não preciso dele para comer, não preciso dele para sair, mas preciso dele, muito, para fazer tudo isto muito melhor, para me sentir muito melhor, mais completa, preciso dele para fazer a vida valer a pena, porque essa no fim não se troca.

Gestos que não se têm
Palavras que não se dizem
Um beijo para que não nos inclinamos
O abraço que não damos
Sentimentos que esquecemos de sentir
Distâncias que lembramos de alongar
Tudo fora do lugar
Tudo guardado, fechado, escondido
Negado,
Tão negado que se torna imenso no existir
Fingindo não ser
Pesa-nos o ser
Sonhando não querer
...com quem as conversas inevitavelmente resvalam para a parvoeira, divertida umas vezes, atrevida outras, de picardias de parte a parte e muitos risos à mistura. Conversas salpicadas tantas vezes de mimo e envolvidas em saudades que se procuram esquecer ou substituir por presenças ausentes, mas faladas.
E depois desliga-se, liga-se o modo lúcido e vemo-nos caídos de novo no mesmo remoínho que não controlamos, onde não sabemos como ou onde entrámos, e não sabemos como sair. E apesar de tudo isto, voltamos a dormir bem, finalmente o sono novamente restabelecedor e o espírito mais leve, embora sempre desconfiado do que espreita na próxima curva do tempo. E tem-se medo de tudo outra vez, de saber que se vai passar, algures num futuro perto, tudo outra vez. O vazio, o escuro, o silêncio, o peso dos dias e da vida nos olhos a quererem-se fechar.

12 outubro 2010

-Está a ver para que serve uma cerveja? Para impedir coisas rápidas demais.
-É. Tipo limitador de velocidade...

10 outubro 2010

>>Ja te disseram hoje que es linda e maravilhosa? :)
>> Beijos
Não, mas soube bem. A intenção soube muito bem.

- Não, neste caso é só mesmo bem-me-quer, mal-me-quer.
-ahahah.. esta miúda tem piada, tem cada uma! Tonta.
A minha cabeça
Um emaranhado de nós
Nós cegos
Nós apertados
Nós deslaçados
Do desfeito nós

Traz-me a alma numa casca de noz
A memória da sua voz
Esmaga-me o eu entre pesadas mós
E desfaz-me em coloridos pós
Dum só nós
Cujos nós não quis apertar