Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

17 junho 2013


"Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:

Iludindo-se menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."

Carlos Drummond de Andrade

[isto faz-me tanto, mas tanto, sentido hoje em dia... mas sei que arriscar é-me cada vez mais dificil, mais custoso, mais arriscado... a dor é inevitável e traz pela mão o medo de mais dor. talvez o sofrimento opcional de não se lutar pela felicidade seja menos gravemente profundo nas consequências para a alma. ]
Finalmente parece que o dia acaba, com restos de vidros nos pés e alguns piropos à mistura para melhorar o dia. Agora falta a noite... O que será que ainda hoje está reservado para mim? Agora um bocadinho de música e carro até casa. Vai-me saber bem se o telefone não tocar... Se tocar nao será coisa boa, agora quando toca nunca é coisa boa... E agora penso em todas estas peripécias e ninguém com quem partilha-las, só aqui, a falar sozinha. E ninguém para gostar de eu ser como sou; às vezes sinto falta daquela vaidade que se tem no outro, por ele ser como é, exactamente como é, como aqueles olhares que se apanham a olhar para nós por acidente e em que se sente isso por dentro do olhar, e depois na cumplicidade do olhar de resposta, e se gostar disso, uma espécie de orgulho de aquela pessoa ser nossa, nem que seja só um bocadinho. Sinto falta disso.... E de tantas outras coisas!! Bom, aqui vou eu...

14 junho 2013

...e a lua continua a cair na minha janela, 
e eu, aqui sentada, sozinha com ela do outro lado do vidro,
 também continuo a cair.

07 junho 2013


"Conheceram-se. Ele conhecera-a e conhecera-se, pois na verdade nunca se tinha conhecido. E ela conhecera-o e conhecera-se, porque, apesar de sempre se ter conhecido, nunca antes se havia reconhecido assim."

Italo Calvino, Il Barone Rampante (O Barão Trepador)


"(...) Um dia encontrarás alguém que te dará uma visão de ti que ao mesmo tempo te surpreenderá e te parecerá certa, sem saberes porquê. Não se trata do que te dirão - trata-se de como te sentirás, exposto e em diálogo com o outro. Não será necessariamente uma visão elogiosa. Um dia encontrarás alguém que te fará ver-te a ti mesmo com outros olhos. Alguém que ao te permitir ver-te te permitirá mudar-te, ou ficar na mesma, mas daí em diante até a imobilidade será diferente.

Nem toda a gente encontra alguém assim. Nem toda a gente reconhece alguém assim. Nem toda a gente aceita o facto de ter encontrado alguém assim.

Mas se encontrares, pensa, e se o entenderes, reconhece, aceita. Às vezes mudar não é ceder, é evoluir. Às vezes é ser feliz."

Escrito pelo Menino e roubado indecentemente... mas tinha de ser...
AHAHAHAHAHAHH....
Muito boa!!
Bom Dia!!

06 junho 2013


... nope, só eu mesmo!
Por isso não vale.
Nunca estamos juntos.
Nem existe "nós", nem nunca existiu.
São precisos dois, e quando um não quer, dois não brincam...


Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim 
A segunda é ver o outono 
A terceira é o grave inverno 
Em quarto lugar o verão 
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda


[não quero tantas coisas, quero convencer-me que sou feliz sem o que quero.
Que só precisamos do que temos. O resto é bónus a que nem todos têm direito, e eu não sou das contempladas. Só quero uma coisa: não querer mais do que tenho, e querer tudo o que tenho. Era só isto. E assim tu não estarias contemplado. E eu poderia ser feliz, como se nunca me tivessem tocado.] 
Vim almoçar com o oceano banhado de cheiro a mar. Apetecia-me despejar nesta acalmia o mar revolto que trago dentro. Despejar-me do sal e das ondas que vão, vêm e me levam sem nunca ficarem comigo, mas que sempre ficam em mim. Gosto de tudo no mar, da cor, da luz reflectida, da força, do seu respirar em ondas, da vastidão em alcance e profundidade. Até do medo que me dá tanto horizonte e força. Vou ficar aqui a rouba-lo um bocadinho e a tentar afogar o meu mar nele.

...estamos quando viermos, não estamos quando formos.
Se vieres quando fui, não coincidimos.
A vida é um constate encontro de desencontros.
Só a felicidade duma coincidência faz os encontros falharem o desencontro.

Bom Dia!!

05 junho 2013

ahahahhahaha
conheço alguém que deve ter ouvido isto muitas vezes!!!...
e ficou sempre no mesmo lugar... só não sei se apanhou mais ou menos por isso!!!
eheheheh


Quando te vi amei-te já muito antes: 
Tornei a achar-te quando te encontrei. 
Nasci pra ti antes de haver o mundo. 
Não há cousa feliz ou hora alegre 
Que eu tenha tido pela vida fora, 
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
(...)

Fernando Pessoa


[quando achei que te vi, reconheci-te a alma.
 quando te encontrei achei que me tinha encontrado, 
nasci para o futuro contigo, em ti, 
tudo te previra menos eu, de tudo andava prevenida menos de ti, 
da vida que me trazias, que era minha antes de eu saber que era a vida que queria,
 e agora, agora tenho de adormecer o futuro e anestesiar a alma. 
sinto no futuro um abismo, 
 ou caio no abismo, ou ficou petrificada onde estou,
 fechada, calada, quieta e sem futuro, 
mas sem abismo.]
Se eu fosse assim será que seria mais feliz???
Às vezes acho que sim, outras acho que não... 
de certeza que de quem eu gostasse teria mau gosto e gostaria duma outra gaja qualquer a quem eu não conseguiria achar piadinha nenhuma... haveria de ter outras coisas quaisquer muito melhores do que eu...
acho que isto da vida é mais uma questão de sorte... ou de azar!!


(...)

E vem aqui pra cá
Porque eu quero te beijar na sua boca
Que coisa louca
Vem aqui pra cá
Porque eu quero te beijar na sua boca
Oh, que boca gostosa
(...)


Hoje a caminho do trabalho de manhã, a tentar começar o dia sem o fio dos dias anteriores, a tentar começar o mais que pudesse numa folha em branco, depois da noite extenuante que tive, de pesadelos seguidos, de acordar durante a noite ofegante, de sonhar que estava num hospital psiquiátrico e sentir-me pela primeira vez, em sonho, mas como se fosse real (acho que é mesmo esse o objectivo dos sonhos fazer-nos sentir o que não deixamos quando estamos conscientes), completamente fora de controlo, completamente fora de mim, a ter ataques de não sei o quê, que não consigo explicar, que nunca tive na realidade, mas que guardo agora na memória sentida ainda que não vivida, é uma sensação estranhíssima, uma coisa de doidos mesmo... ainda que ainda não o esteja oficialmente; mas dizia eu, tentava começar o dia como pessoa normal a tentar esquecer os últimos dias, e começa a tocar esta música na rádio... comecei-me a rir, a sério, comecei a rir como uma louca que finalmente reconhece na vida outra louca, com um requinte de malvadez em forma de ironia sarcástica!! A put@ da vida não pára de me surpreender, pena que seja quase sempre para o mal, porque já cansa. Quero paz. Mas sim, a put@ da vida tem coincidências, ironias, o que quiserem chamar, que para o bem e para o mal é o que a fazem valer a pena, e fazem perguntar o que virá a seguir... já dei comigo a pensar que se não fosse tão grande a minha curiosidade face à capacidade que a vida tem de dar voltas e voltas, e surpreender, e massacrar, e fazer rir quando menos espero, e já estaria de certeza no fundo dum rio, ou desistido da vida e a ter ataques num hospital psiquiátrico, onde todos devem ser mais sãos do que eu estou neste momento.
Pois bem... aqui fica (para ti meu querido) essa bela passagem da boca gostosa que tanto gostas... aproveita. Eu que até gostava da música, e bastante, tem uma sonoridade que combina comigo, já não a posso ouvir sem me achar uma merd@, mas também, hoje em dia quase tudo tem esse efeito, mais música, menos música, é indiferente.

E para todos os que são loucos pela loucura da vida e conseguem não perceber nada do que aqui escrevi, um BOM DIA!!
(ainda há esperança para vocês...)

04 junho 2013


(...)
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.

Joaquim Pessoa, in "Os Dias da Serpente".


[é por o meu sol me faltar, que todos os meus dias são cinzentos; por muito luminosos e quentes que sejam os dias de toda a gente, o frio entranhou-se-me nos ossos, este frio que é teu, que verteste em mim, e que trago sombria por dentro do sol que não me dás.]
Gooooooooto deste moço... é que gosto mesmo!!
Despenteadinho então, ainda melhor... 
só lhe tirava aquela coisa das mãos, com tanta coisa para ter entre mãos... ai ai, está mal...

...quanto mais não seja para exercitar a capacidade de sonhar...
(coisa que não me anda a ser possível... agora só pesadelos e realidade, que anda a ser, também, um pesadelo, que se tenta enganar com risos e gente que gosta de nós)
Bom Dia.

03 junho 2013

Deve ser da família do meu... 
são tão parecidos!!!... que só pode!!

eheheheheh...
realmente há alturas na vida duma mulher em que temos que nos virar para os gatos...
M(iii)aaaaauuuuuu!!

....Xiiiiiiiiii....
reparei agora, já passámos as 100.000 visitas!!
Inacreditável - este tasco, montado que foi para servir de muro de lamentações, muito privado e anónimo, e ao mesmo tempo de ponte do não dito para uma única pessoa, chega a este número de visitas!!... nunca pensei, nem nunca achei que alguém (além dessa pessoa destino único das palavras que aqui escrevo e de mim) tivesse interesse em ler o que aqui escarrapacho... é uma surpresa, principalmente nesta altura em que penso seriamente fechar o tasco, e penso não ser sequer para balanço, mas por falência do negócio, mesmo.
 A vida tem destas coisas....Ironias!!

Vinha a ouvir isto no carro. 
Sempre adorei esta letra. Lamechas, sim, podem dizer isso e muito mais, mas gosto. 
E acho que é porque gostava muito que me amassem assim...
...tenho tantas saudades de me sentir amada, amada a sério não ao engano. Tenho muitas saudades e agora só quero deixar de ter saudades, evaporar tudo isto de mim para que nem saudades restem... porque tudo o que sinto é verdadeiro, não sei fingir que gosto, que sinto, que tenho saudades, quando tenho, tenho mesmo. E não quero. Quero só que tudo desapareça. 
Até eu.
(o que é que eu fiz de tão errado, de tão mal a alguém que mereça tanta merd@?)
Verdade, grande erro em que caio sempre.
Não esperem dos outros aquilo que lhes dão, esperem que se aproveitem sempre que possam, e que enganem sempre que julguem não ser descobertos. É a lei da selva, o remédio é ser selvagem também!!!
Viver e aprender, é um facto!!
Bom Dia!!

31 maio 2013


Não te rendas

Não te rendas, ainda estás a tempo 
De alcançar e começar de novo, 
Aceitar as tuas sombras, 
Enterrar os teus medos, 
Libertar o lastro,
Retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem
Perseguir os teus sonhos,
Destravar o tempo,
Remover os escombros,
e destapar o céu.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se esconda,
E se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma
Ainda há vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o quiseste e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.

Abrir as portas,
Tirar os ferrolhos,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o repto,
Recuperar o riso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo,
Celebrar a vida e retomar os céus.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma,
Ainda há vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
Porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, porque eu te amo.


MARIO BENEDETTI 
traduzido por Inês Pedrosa

[gosto deste Mario!! Muito!]
Coisas boas...
(de que já desisti, mesmo...bahhhh)

30 maio 2013

Chove tanto nos meus olhos, mas nada pinga.



não quero mentir mais. estou cansado de mentir.
vejo o teu rosto parado numa fotografia e a memória
que guardo de ti é tão diferente da realidade assustadora das fotografias.
mas não vou mentir. estou cansado de mentir.
a minha vida também és tu, o teu rosto parado na minha memória.
a minha vida és tu e todas as mãos que me seguraram e me quiseram,
todos os lábios que me beijaram, todas as línguas que me desenharam figuras
na pele, todos os dentes que me morderam, todas as vozes que me disseram amo-te
e me fizeram acreditar nisso. não quero mentir mais. estou cansado de mentir.
não és quase nada, mas não quero e não vou fingir que nunca exististe.

José Luís Peixoto



[li isto e por momentos achei a tua voz nas palavras, no que as palavras fazem sentir.;podias ter escrito isto, mas a tua voz na minha cabeça, a dizê-las, subscreve-as na perfeição - és tu, é como se fosses, só não tens o meu rosto emoldurado em fotografias, e não sei se estarás cansado de mentir. ]
"Meu "ANJO"lindo." 
Há uns tempos deixaram este comentário anónimo aqui no blog.
Acho que se enganaram, deve ter sido na porta errada, 
deviam andar à procura duma porta que guardasse um anjo destes da foto...
com asinhas e tudo...

Boa Noite

29 maio 2013

Que queriam fazer de mim?

Uma palavra, um gemido obsceno,
Uma noite sem nenhuma saída,
Um coração que mal pudesse
Defender-se da morte,
Uma vírgula trémula de medo
Num requerimento azul, azul,
Uma noite passada num bordel
Parecido com a vida, resumindo
Brutalmente a vida!

A chave dos sonhos, o segredo
Da felicidade, as mil e uma
Noites de solidão e medo,
A batata cozida do dia-a-dia,
O muscular fim de semana,
As sardinhas dormindo,
Decapitadas, no azeite,
O amor feito e desfeito
Como uma cama
E ao fundo – o mar…
Mas defendi-me e agora escrevo
Furiosamente, agora escrevo
Para alguém:

Lembras-te, meu amor, dos passeios que demos
Pela cidade? Dos dias que passámos
Nos braços da cidade?
Coleccionámos gente, rostos simples, frases
De nenhum valor para além do mistério
Também simples do nosso amor,
Inventámos destinos, cruzámos vidas
Feitas de compacta vontade,
De dura necessidade, rostos frios
Possuídos por uma ausência atroz,
Corpos extenuados mas sem nenhum sono para dormir,
Olhos já sem angústia, sem esperança, sem qualquer
Pobre resto de vida!
Seguimos a alegria das crianças, agressiva
Como o carvão riscando uma parede,
Aprendemos a rir (oh que vergonha!...)
Com a gente «ordinária», e calados
Descemos até ao rio – e ali ficámos
A ver!

O amor continua muito alto,
Muito acima, muito fora
Da vida, muito raro
E difícil: maravilhoso
Quando devia ser fiel,
Fiel em cada dia,
Paciente e natural em cada dia,
Profundo e ao mesmo tempo aéreo,
Verde e simples,
Como uma árvore!

Ganhámos juntos o que perdemos separados:
A luz incomparável, esta luz quase louca
Da primavera, esta gaivota
Caída dos ombros da luz,
E a leve, saborosa tristeza do entardecer,
Como uma carta por abrir,
Uma palavra por dizer…


(...)

agora escrevo, Alexandre O'neill


[lembras-te?... de alguma coisa?  lembras-te do que éramos juntos, do que ainda somos se estamos? lembras-te que me ensinaste a rir sem vergonha de rir? não? não te disse que foste tu que me alargaste o riso? se calhar não... lembras-te que me ensinaste que o amor é quieto e calado, mas revoluciona qualquer tempestade, para poder continuar a ser quieto e calado, ou malandro quando lhe dá para isso - que faz tudo para apenas continuar a ser, é um sobrevivente, acima de tudo, é um selvagem sobrevivente. lembras-te? lembras-te quando dizias que me adoravas e não fugias? lembras-te quando as coisas ainda faziam sentido, e tu não eras em mim nem eu em ti? lembras-te de dizer que tudo tinha deixado de ter sentido depois? de que te lembras tu? eu lembro-me que dizias que quando se ama não há como ir dormir sem saber se o outro está bem, sem se assegurar que está, quando dizias que por muito cansaço que o corpo trouxesse do dia, enquanto houver paixão, não há cansaço que não abrace, que não beije com vontade - lembras-te? eu agora lembro, e percebo,  porque é que nunca consigo adormecer tranquila. e tu, como consegues ir dormir?... não te lembras?]


Há muito tempo disseram-me que tinham ganho a lotaria, eu disse que então convinha reclamar o prémio. Há pouco tempo disseram-me que se ganhassem o Euromilhões compravam uma companhia de aviação e se tornavam excêntricos, eu não disse nada. Hoje calhou-me este pacote de açúcar, e achei tudo excêntrico e sem prémio. E disse de mim para mim: merd@!
PROCURA-SE!!
...Kéo café cum cafuné....
Bom Dia!!

28 maio 2013

O tempo não cabe entre nós, passa, mas não fica.
A linha do tempo enfia-se na agulha que nos cose de volta as almas que nunca se descoseram,
junta o tempo que passou com o que falta passar, 
cose-nos com a linha do tempo, e o tempo perde-se. 
Passa, mas não entre nós, cosidos por ele.
Boa Noite
(há dias que gosto de pensar assim:  que ainda não nos descosemos, que há uma linha embrulhada que nos junta)


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Clarice Lispector


[e depois? como se faz depois do abraço para a repôr nos sonhos, se na realidade não tem lugar para nós? ]
True.


(...)
- Sei que existem duas hipóteses. Sei que vão existir sempre duas hipóteses. 
- Quais são?
- Com ela ou sem ela. 
- ...
- E sei que, se formos fazer uma análise profunda, só existe mesmo uma hipótese.
- Como assim?
- Só existe com ela.
- ...
- Se decidir estar sem ela não vou deixar de estar com ela. 

(...)

"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas

[...por isso mais vale estar...mesmo]
Sim!
Sim!!
Sim!!!!
'Bora.... vamos lá!
Bom Dia

...se calhar entornou-se o café, e ele é poupadinho...
sim, senhor! nada de desperdícios...
ehehehhe
Boa Noite 

27 maio 2013

Tu dizes que eu não te sair da cabeça é uma coisa má (jnmabs...). Eu digo que seres, e continuares a ser, o meu pesadelo é o mesmo. Só que tu até nos sonhos me invades sem licença. Não entras nem sais - estás sempre.
...porque o mundo é frio.

[esta mulher é linda que dói...bolas!! devia ser proibido...]

(...) Ele continuará a existir em ti, porque o amor tem o dom de permanecer debaixo da pele e no brilho dos olhos de quem o guarda. 
Só isso se guarda: o amor e as palavras. 
A coragem de os viver por inteiro. 
O amor e as palavras exigem coragem, cariño. Tu sempre o soubeste, como ele.
(...) 


 
Inês Pedrosa (Carta a Pilar del Rio)

[será? será que o o amor permanece debaixo da pele e no brilho do olhar de quem o sentiu e guarda, sentindo ainda? será?]
Bem sei que eu devia era ter uma coisa por maçãs, mas não tenho, 
já cerejas - adoro!!! - e pêssegos também... gosto de frutas muito normais, 
como em tudo basicamente,
 e agora que a fome aperta bem me apeteciam...
o que me lembra que tenho de ir almoçar...



Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele.
E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções…
(...)


Maria do Rosário Pedreira

[...é verdade, hoje sonhei mesmo contigo - é raro, mas hoje aconteceu - já não me lembro como foi o sonho, mas não acordei em soluços a chorar: já é um upgrade. Não deve ter sido tão triste como de outras vezes que me invadiste os sonhos. É raro porque te gasto durante o dia, de tanto te pensar e te sonhar e te amar à distância, à noite não me costumas invadir os sonhos ou os pesadelos, não apareces, embora te reconheça sempre nas sombras... sempre nas sombras nunca ao sol comigo. Isso deve dizer alguma coisa.]
Uiiiiiiii.......que arrepio!!!
ehehehhe
Bom Dia


Boa Noite

26 maio 2013



Algum dia eu haveria de entrar na normalidade dos que te amam. Amo-te. E dói escrevê-lo (que é pior, meu amor, do que dizê-lo). Amo-te absoluta, impossível e fatalmente. E ouço, adolescente, uma música adolescente, para me lembrar de ti, porque lembrar-me de ti é lembrar-me que não consigo esquecer-te. E ouço música porque ouvimos música quando amamos, e tudo, no amor é música, acústica da alma que quer ser devorada, e, neste caso, dor (tão deliciosamente insuportável) de amar sem sequência nem expectativa de contrapartida, amar unicamente o puro objecto que desgraçadamente amamos. Isto é uma carta de amor, e é possivelmente ridícula (prova maior de que é, realmente, uma carta de amor), ou porque perdi o hábito de as escrever, ou porque nunca tive a coragem de as enviar.


(...)

E não, esta carta não pode ter sido escrita por mim. És tu – em mim – que me faz escrever o que eu não escrevo. E isso é – de novo – o melhor de mim.

António Mega Ferreira


[sim, amamos sempre o melhor de nós, e o melhor de nós nunca nos habita, mas sempre num outro que nos traz sem saber, a nossa melhor metade, que amamos porque faz de nós o melhor que podemos ser - felizes. a única coisas que interessa. ]


...tinha coisas para fazer hoje à tarde, depois de espairecer com um café, mas deu-me tal preguiça que estive a ouvir música na varanda enquanto o sol deixou, depois pus-me a ver um filme enquanto lanchava, e finalmente organizei os papeis, mas mais nada... Bahh apetecia-me só preguiçar no sofá enroscadinha no mimo... Porque é que as coisas tão simples são tão difíceis? Não percebo...Tts e não devia, não devia. Que tonta... 
O sol até está bom, a música nos fones também, mas o maldito vento estraga um bocado a coisa. Ponho-me aqui a pensar naquela conversa de ontem; as mulheres são umas parvas sempre a tentar perceber e justificar tudo, a pensar que algum dia vão conseguir perceber a lógica de alguns comportamentos. Os homens agem numa qualquer lógica muito própria, tão própria, que as mulheres não a conseguem perceber, ou sequer chamar-lhe lógica. Aquele meu amigo ontem em dez minutos resumiu toda a minha vida dos últimos anos com uma tal limpeza e clareza que só os homens conseguem; eu calada, não dizia nada e ouvia tudo, não lhe confirmei as suspeitas certíssimas e deixei-o discorrer sobre aquela pessoa. E que não, que não tivesse qualquer espécie de esperança que alguma coisa mudasse, nao tinha porque mudar alguma coisa, está tudo bem. É assim, em dez minutos, limpou-me de todas as pequenas luzes que ainda piscavam remotamente no horizonte. É um amigo doido, mas não é parvo, e é homem percebe a espécie a que não pertenço nem entendo.


...só...
 Parece fácil dito assim...
(e para mim o mais difícil deve ser ter os olhos bem abertos...)
Bom dia
Vamos tomar algo juntos...
um banho, por exemplo...
E depois vamos lavadinhos para a cama...
Tenho de fazer um programa destes...
Boa noite

25 maio 2013

ahahahahahha
estou mesmo a imaginar!!!
isso é que ia ser um trato!!!
(já me fartei de rir sozinha, sou mesmo tonta... mas que era giro, era)

24 maio 2013

Boa Noite
(hoje era isto)


Pode parecer promessa
mas eu sinto que você é a pessoa
mais parecida comigo que eu conheço
só que do lado do avesso

Pode ser que seja engano, bobagem ou ilusão
de ter você na minha
mas acho que com você eu me esqueço
e em seguida eu aconteço

Por isso eu deixo aqui meu endereço
se você me procurar eu apareço
se você me encontrar
te reconheço...


Avesso - Alice Ruiz


[não preciso deixar endereço, mesmo que ele mude, não precisas, é pena, mas é assim. também a mim me apetece desistir por sempre de mim desistirem. também a mim me faltam as forças porque mas sacodem sempre que mas dão. também eu gostava que me encontrassem e me reconhecessem... não me procuras, não me encontras, não te reconheço...desapareço, mas deve ser esse o objectivo.]
Boa Noite
(aiiiiiiii...)

22 maio 2013

Boa Noite
[espero mesmo que o dia de amanhã seja melhor que hoje. aguento pouco mais.]

O que é que se faz para não se precisar?
Não precisar falar, conversar, ver?
Como se faz?