Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

17 julho 2013

Hoje a mariquinhas sou eu!!
Não me chateiem, mão me mostrem nada, não me digam nada...
Gastei as palavras todas no caminho de não as dizer, nem querer dizer.
 Gastei os olhos a chorar pelo que não quero ver e a fechar os olhos ao que há para ver.
Gastei-me  de alma a ouvir o que não quero, nem mereço ouvir.
Quero distância de mim, sou um perigo auto imposto, uma dor auto infligida.
Dizem que a minha auto estima está nas lonas, é verdade, ando há muitos anos a deixar que me arrasem de todas as maneiras e feitios. 
Estou cada vez mais perto do abismo dos erros conhecidos, ou seja, estou a poucos passos de seguir uma burrice conhecida, mas às vezes a necessidade de sentir que gostam de nós é avassaladora. 
Às vezes precisamos que nos façam sentir bem.
 Às vezes precisamos de sentir que gostam, não apenas porque nós gostamos, mas porque não conseguem deixar de nos querer e nos gostar: mesmo assim, sem nós gostarmos. 
Às vezes precisamos de ver no outro o olhar raso de admiração, de gostar sentido e de vontade de se dar a nós, e sentir o nosso olhar só de embevecimento, desse gostar que nos preenche o vazio, e não o contrário. 
Às vezes queremos sentir que recebemos, sem ser apenas em retribuição. 
Às vezes precisamos mesmo que gostem de nós. 
Eu hoje preciso. 
A minha auto-estima precisa.
Disso, e de educar o corpo, porque não sei fazer isso: fazê-lo obedecer à cabeça, criar-lhe vontades na razão. 
Não sei fazer isso. Ainda. 
Mas, às vezes, há coisas que se aprendem, e eu tenho tempo, se esperarem um pouco pode ser que aprenda.
Entretanto, hoje, não me chateiem, não me mostrem nada, não me digam nada.

Já percebi.
Tenho de o resolver.
Aqui o problema é mesmo só meu.
Boa Noite

15 julho 2013


(...)
Uma relação sem ciúme é uma ralação. Uma tremenda seca. Alguém que é capaz de se entregar a outro sem temer, nem por um segundo, que esse outro não o retribua só a si é alguém que não ama; é alguém, isso sim, que grama. Que grama estar acompanhado, que grama saber que tem alguém ao lado, que grama o conforto de uma relação. Mas quem grama não ama. Gramar é o exacto oposto de amar. Amar é ser do amor. Ser só do amor. Ser aquilo que o amor é. Ser aquilo que o amor manda. Ser amor. Ser só amor. Amar não pode ser gramar porque gramar suporta. E amar importa. E importa-se. Importa-se com tudo que possa criar obstáculo ao amar. Ao só amar. Quem ama não grama. E acima de tudo não grama quem grama. Quem ama não é gramável. Nem sequer é amável. Quem ama ama. Simplesmente isso: quem ama ama. E está-se nas tintas para quem não o grama.

Quero defender o ciúme. Defendê-lo até à exaustão. Defender o ciúme que não se deixa pisar pelo politicamente correcto, o ciúme que não se esconde na capa de um sorriso, o ciúme que se mostra com orgulho em toda a sua pujança, o ciúme que não se apaga só porque leu numa revista no consultório dentário que ter ciúmes não se faz. Mas faz-se. Ter ciúmes faz-se. E faz-te. Faz de ti mais amor, mais realidade, mais verdade. Ter ciúme é ser inseguro. E só quem é inseguro oferece segurança. Quem é inseguro sabe que acaba, sabe que um dia acorda e não consegue acordar, sabe que um dia quer e já não pode (até com “f”), sabe que um dia sonha ir e já não dá para ir. Quem é inseguro sabe que o que existe vai deixar de existir. E existe. Quem é inseguro existe. Existe em pleno. Existe no que é. E luta pelo que é e quer manter como é. Quem é inseguro ama com urgência. E só se ama com urgência. Só se ama como se numa ambulância, como se no último respiro, como se no último afago. Só se ama com urgência. Só se ama como se acabasse no segundo seguinte. E por isso o segundo, este, exactamente este, é o segundo final. E amar só é, só tem de ser, uma sequência de segundos finais, uma interminável (mesmo que terminável) sucessão de segundos finais entre quem se ama. Amar é inseguro, amar é ciúme, amar é urgente. Amar – quando é amar - é-te tudo. E é tudo. (...) 

Pedro Chagas Freitas


[não entendo as pessoas que dizem que não têm ciúme, não entendo a falta de medo de que alguém veja na pessoa de quem gostam o mesmo que eles viram, e que não tenham insegurança nenhuma no poder perder o que supostamente gostam. não entendo, mas isto sou eu que sou estúpida, e que gosto das pessoas e acho que facilmente outras pessoas podem gostar...]

Não, obrigado.
Eu apanho o próximo.

Boa Noite.

14 julho 2013

Na ronha na cama há já não sei quanto tempo, entre pequenos sonos soltos e curtos pensamentos lúcidos. Às vezes já sabemos tudo e continuamos sem saber nada, sem querer saber o que sabemos sem querer. E depois tanta coisa para que não tenho resposta... Porque é que há sorrisos que não se transformam em vontades que só nascem por dentro do sorriso de sorrir por dentro? Porque é que pessoas que admiramos, onde reconhecemos qualidades boas, não nos fazem sentir o melhor que podemos ser? Porque é que não trazem nas mãos o nosso olhar mais puro, mais nosso, mais nós? A gargalhada mais fresca, o gesto mais límpido de querer, o desejo mais naturalmente avassalador, a ternura mais indomável? Talvez a vida seja para ser vivida à defesa, afinal, talvez não seja suposto estar com quem nos despe de nós, quem nos vê a alma de dentro para fora. Um despir que é nudez profunda e confortavelmente natural, e não falta do que nos vista, despindo-nos do que realmente somos. Se calhar a vida é escondermo-nos, fugirmos dela fazendo de conta que a vivemos como se corrêssemos atrás. Estou cansada desta vida sem vida, mas cada vez mais habituada ao cansaço de não viver.
Vou deixar a ronha e correr atras do dia que nunca sai do sítio. Nem eu, por muito que corra.
Bom dia!

13 julho 2013

...amanhã nada mais que ressaca.

"De repente o amor acabou. Cigarros acesos e copos com uísque sobre a mesa. As palavras eram desnecessárias, a tua embriaguez e o meu estado de torpor dispensavam qualquer outro gesto, nada era mais claro do que o desejo de ir embora. Não era o começo de uma nova história, mas todas as fases atropeladas do nosso caso antigo. Uma garrafa, um cinzeiro e desejos calados ao nosso redor. O amor era veneno, era tortura a cada tragada. O amor naquela noite era insensatez, era passar horas em claro esperando amanhecer, por não saber como sair, não ter para onde ir… Era não aceitar o fim que estava ali escancarado. Nossas mãos estavam distantes e não queriam se entrelaçar; os pensamentos também. Acabou, acabou! O amor em todas as suas substâncias se foi, só para não nos deixar dormir. Era tormento encarar o tic-tac do relógio, e o barulho do meu salto era pesadelo… Era querer acordar da realidade e ao mesmo tempo querer encará-la. Era paradoxo. Nosso amor se dissolveu no conteúdo etílico, virou fumaça nas nossas bocas.
As únicas coisas que podíamos compartilhar naquele momento eram a mesa de centro e a solidão, tão certa quanto as vinte bitucas que contei enquanto o tempo passava. Um copo se quebra para mexer no silêncio quase intacto. Eu tento juntar os cacos e me corto. Meu dedo sangra. Você se levanta e, sem nada a dizer, prepara outro drink, enquanto eu faço um curativo. O amor corta, e não há o que fazer a não ser esperar a próxima dose. O amor se estilhaça no chão e deixa seu líquido impregnado no tapete que ninguém quer trocar. A nódoa permanecerá ali, os vidros despedaçados também, e eu não vou querer tocar em nada, vou pedir para alguém limpar, dedetizar tudo, tirar o teu amor da minha sala de estar, pensei. Eu queria me retirar dali, mas estava em minha casa. Como me livrar da tua presença? Seria indelicadeza da minha parte te expulsar. Eu desejava te deixar ir quando ninguém acordasse, pois eu sei que passaríamos a noite com os olhos abertos, como se já tivéssemos previamente pactuado isso entre nós; era parte do nosso tácito acordo. Já era quase dia, faltava apenas uma palavra e a coragem de te botar para fora. Adeus era suficiente.
Subo as escadas, vou ao meu quarto… o amor não estava lá. Nem no banheiro, nem no corredor. Desço até a cozinha, vou até a área de serviço, mas não, o amor não habitava mais nenhum cômodo da minha casa, nem mesmo se escondia. Só havia vestígios nos nossos copos e na minha sala. Ele não queria ficar. Precisava, definitivamente, migrar dali. Mas você continuava no mesmo lugar, deitado no meu sofá, fedendo à tabaco, com a cara inchada e os olhos vermelhos. Seis horas da manhã, já bebemos demais, já nos intoxicamos, ficamos silentes por muito tempo. Ninguém morreu de overdose, porque amor não mata. Um dia apenas deixa de surtir efeito, de tanto que insistimos. Resta-nos a procura por outras drogas, outros vícios, porque sabemos que o nosso sentimento era plenamente substituível, que era droga barata. Então, você calçou os sapatos e nos despedimos com um último brinde, um último trago, a última dose de sentimento que não se ressente. Hoje estamos embriagados, completamente empanturrados de amor amargo. E amanhã, nada mais do que ressaca."

[ressaca e amargura e mais outro dia para o mesmo? parece que sim...]

12 julho 2013

Olá Bonitonas!
Olá Bonitões!
ehehhehehe
Bom Dia!

Vim fumar o ultimo cigarro à varanda, está frio, sento-me cá dentro, queixo nos joelhos em frente à porta aberta para o ar da noite. Regresso a muitos anos atrás, quando em casa dos meus pais, no meu quarto, noite dentro abria a janela para o fumo do cigarro escondido escapar. Volto a esse tempo por momentos e penso que somos feitos de cicatrizes, somos uma manta retalhada de cicatrizes, umas feitas a sorrir de felicidade, outras de dor que se chorou, algumas que ainda choram baixinho, outras que fazem ainda sorrir. Cicatrizes são prova de que algo foi além da superfície. Penso nisto enquanto vejo o fumo indeciso na sua direcção incerta, e passo os dedos pela cicatriz que deixaste no soalho, mesmo ao pé donde estou sentada. Penso que muitas vezes irei fazer o mesmo gesto, umas vezes a sorrir, outras a chorar por dentro, mas a cicatriz fica para o futuro: no soalho e na alma que se vai costurando no tempo. Hoje não sorrio. Mas a cicatriz permanece, amanha é outro dia, ela está lá para poder olhá-la, para senti-la nos dedos. Para ser real. Ficou marcada, e eu gosto de pensar que é assim, que o nosso mapa é feito do que marca, e que isso nos faz, e nos dá uma direcção que o fumo do cigarro que agora acabo não tem, nem sabe.

10 julho 2013


Estou mais perto de ti porque te amo.
Os meus beijos nascem já na tua boca.
Não poderei escrever teu nome com palavras.
Tu estás em toda a parte e enlouqueces-me.

Canto os teus olhos mas não sei do teu rosto.
Quero a tua boca aberta em minha boca.
E amo-te como se nunca te tivesse amado
porque tu estás em mim mas ausente de mim.

Nesta noite sei apenas dos teus gestos
e procuro o teu corpo para além dos meus dedos.
Trago as mãos distantes do teu peito.

Sim, tu estás em toda a parte. Em toda a parte.
Tão por dentro de mim. Tão ausente de mim.
E eu estou perto de ti porque te amo.

Joaquim Pessoa, in 'Os Olhos de Isa'


[porque não há nada a acrescentar. porque parece falar por mim, porque traz em letras o que guardo em sons, imagens, sons sorrisos e tanta saudade. porque diz tudo. porque tu estás em mim mas ausente de mim, e eu estou sempre perto do amor que te tenho, de ti.]
...quero-me ir embora!!!!!
...sem mapa nem destino...
...preciso do longe e do depois de amanhã, que teima em não chegar...



"Dizem que o tempo do pleno verão já se anuncia, é possível. Não sei. Que as rosas já ali estão, no fundo do parque. Que às vezes não são vistas por ninguém durante o tempo da sua vida e que ficam assim ali no seu perfume esquartejadas durante alguns dias e que depois se deixam cair. Nunca vistas por esta mulher solitária que esquece. Nunca vistas por mim, morrem.

Estou num amor entre viver e morrer. É através desta ausência do teu sentimento que reencontro a tua qualidade, essa, precisamente, de me agradares. Penso que apenas me interessa que a vida não te deixe, outra coisa não, o desenvolvimento da tua vida deixa-me indiferente, não pode ensinar-me nada sobre ti, só pode tornar-me a morte mais próxima, mais admissível, sim, desejável. É assim que permaneces face a mim, na doçura, numa provocação constante, inocente, impenetrável.

E tu não sabes."

Marguerite Duras


[há rosas que nunca são vistas em toda a sua vida, e há rosas que são vistas mas que se finge que não se viram. Olha-se para o lado e continua-se a vida como se não houvesse rosas, como se não as cheirássemos mesmo quando lhes viramos a cara.]
..era, não era??
pois... não há!!
Nem doce, nem roubo, nem aperto em lado nenhum!

Bom Dia!

09 julho 2013

...dizem que está solteiro!!!
ohhh que pena... também eu!!
Podemo-nos juntar... que achas?

... estou à espera!!
O Verão já cá canta, cadê o resto?
Bom Dia!!

08 julho 2013

... a modos que isto hoje está assim...

"Mas eu não te ensinei nada! Ninguém nos ensina nada, talvez, minha amiga. Só se consegue aprender o que nos não interessa. Porque o mais, o que é do nosso fundo destino, somo-lo: se alguém no-lo ensinou, não demos conta disso. Ensinar então é só confirmar."
Vergilio Ferreira, in Aparição.

[ acho exactamente isto. Há coisas que não se aprendem, nem se compreendem, porque nos explicam, nos dizem. Nós apenas ouvimos e reconhecemos o que na verdade já sabíamos. Reconhecemo-nos e vemos verdades que já eram verdade, e que nós no fundo já sabíamos, mas só as reconhecemos se, e quando, no-las dizem. Como que acordamos para o que tínhamos guardado, escondido nas sombras mais cómodas de nós.]

06 julho 2013

ui uiiiii

Ui ui...
muito haveria a dizer sobre isto...
mas não me apetece.
Tenho mais que fazer agora...

Jantar ao ar livre. O ar quase não corre, parece que não se respira. Janta-se de bikini, paciência (a companhia não se importa, acho que até agradece...). E não é marisco, nem lá perto, nem ameijoas (que adoro), nem conquilhas, nem porr@ nenhuma dessas. Para sobremesa e para melhorar e disposição e piorar a causa: um gelado novo para experimentar. Que se fod@!! Já não tenho grande merd@ a perder mesmo!! (pardon my exquisite french)
(Data prevista para o meu desencalhanço = data prevista para o regresso de D. Sebastião à gloriosa pátria, camuflado por uma manhã de nevoeiro - para ele ter tempo de se arrepender e bater em  retirada rapidamente e sem ser detectado...)

Neurastenias

Que neura senhores.... Acho que o grande erro foi vestir o bikini em frente ao espelho... Erro crasso. Tenho realmente de arranjar alguém urgentemente que me faça voltar a gostar de mim, que goste de mim ( muito) e me faça sentir bem. Também é certo que eu tenho de querer e deixar. Mas estou farta de andar sempre mal, sempre de rastos, sempre a fazer comparações e a dar razoes a quem só devia ter a razão de gostar ou não gostar de mim. Mais nada. Estou neura, já disse?

Querido... mudei o header

(acho que já ouvi/vi isto em qualquer lado... deve ter sido a ursa...)
Está-se tão bem cá fora a fumar um cigarro e a ouvir música... "sweet love of mine... You know a million tears are gonna fall..." - sweet love hangover...
 Um dia destes habituo-me mesmo a ser só. Acho que aí deixamos de nos sentir sozinhos... Ou deixamos de sentir simplesmente.

05 julho 2013

... e agora tenho de voltar à base 
sem conseguir voltar ao antes.
O antes perdi-o e não ganhei nenhum depois.

love and rockets



A ouvir isto no quente da varanda.
Gosto. Mas apetece-me dizer mal, muito mal da vida.

Boa Noite

Tsssss Tssssss....

É por isso que nunca me acontece nada de bom... vejo alguém postar uma foto de uma falésia, e ,muito profundamente, legenda a coisa com um:
 "parte de mim"
...aiiiiiiiiiiiii.... 
e eu só me apetece perguntar: 
"....é calhau??"
.... e só parte??  será pedra nos rins?? 
mas é capaz de ser muito grande... se bem que às vezes isso podia explicar algumas coisas...
tssss tssssss....
Xôôô sarcasmo inbejoso...
 és tão má Eva, a vida nunca te vai sorrir, vai-te é continuar a castigar....pahhhh, mas pronto, já te riste sozinha com a profundidade da alma, ou do calhau, alheio...
( e, como os jogadores de futebol, já falo de mim na terceira pessoa - se bem que, pronto, aqui não sou eu, é meu alter-ego, vá...)

miudagens

Ehhhh pááá´...apetecia!!!!

Estou aqui... ...em sonhos!!
Aqui está um calor que não se pode...
Bom Dia!!

justiças platónicas...

Será??...
Não me parece.
Boa Noite


Hoje acordei com a dor das árvores;
estou de pé e o meu tronco sustém
o vazio e a solidão dos ramos
côncavos de espera,
impacientes de ternura.
(...)

Lília Tavares


[dizem sempre que as árvores morrem de pé. nunca dizem que morrem sempre de secura ou de veneno, em agonia altiva até ao fim; ou apenas apunhaladas para lhes esquartejarem a altivez aparente de não sentirem o que sentem.] 


04 julho 2013

...devagar.


Alegria é este pássaro que voa
da minha boca à tua. É esse beijo.
É ter-te nos meus braços toda nua.
Sentir-me vivo. E morto de desejo.

Alegria é este orgasmo. Esta loucura
de estar dentro de ti. E assim ficar.
Como se andasse perdido e à procura
de possuir-te.

E possuir-te devagar...
Joaquim Pessoa


[tão devagar que nunca acabe... que tu me tenhas, que eu te tenha, sem fim. como uma noite que não começou nunca chegue ao fim.]

Boa Noite

True... 
...mesmo que não queiram ver, ou assumir, é assim. 
A nossa reacção transforma a realidade, a nossa realidade. 
Não somos os mesmos depois de algo a que reagimos, ficamos, pelo menos, com mais passado.

03 julho 2013

...suas cheganças

...ver-te chegar seria bom.
...chegar-te seria melhor.
Bom Dia
(As coisas que valem a pena na vida são mesmo estas. A maneira como o país está só me dá mais razões para pensar assim; tudo muda, tudo cai, nada se pode planear, com nada seguro se pode contar, o nosso único refúgio, equilíbrio, necessidade, é o que sentimos, sentirmos bem, e sentirmo-nos bem, termos ao lado quem nos segura e equilibra, conforta, isso é que é preciso para poder enfrentar qualquer noticia menos boa. Este país preocupa-me cada vez mais, para quem achava que estávamos mal, e se queixava já, temo que de espanto, daqui a não muito tempo deixará até de se conseguir queixar. Agora vamos acabar com a crise, a miséria vai definitivamente começar.)

...

...ao tempo que isto não me acontecia... Cortar a noite a meio sem saber como ou porquê... Perder a tesoura das noites e nunca encontrar cola ou agulha e linha que a cosa de volta a tempo duma noite tranquila... Há quem pense demais, quem pense de menos, quem consiga não pensar e quem não consiga deixar de pensar...

02 julho 2013

as coisas que só cabem dentro dum coração...

[de: redmer hoekstra]

Coisa mai'linda...

ahahahahhahaha
muito boa!!!
(o pior é que há muita gente assim... e se calhar estão certos. 
conseguem, normalmente, o que querem... e o contrário do post abaixo...)

Mais ou menos

Não é mais ou menos isto: é isto mesmo, sem tirar nem pôr!!

Boa Noite

01 julho 2013



As palavras que trocavam eram tão físicas como todo o amor que se fizesse.

Pedro Paixão
Não, hoje não me chateiem... estou sem pavio!!
Já me chega de gente a fazer-me sentir uma merd@, ainda por cima transparente, tanto, que continuam a pisar sem qualquer problema... assim sendo, amigos que nos venham chamar totó, adolescentes, inseguras, cheia de chavões, e a preto e branco, e que a vida ainda me vai ensinar...já não serei eu a responder: é a carabina!! Em alternativa ao vai à merd@, que já não me contenta, e ainda por cima, arriscava-me a encontrá-los por lá...
Não há pachorra!! Já sei que não valho grande coisa, graças a deus passam a vida a relembrar-mo, por comparação e agora também por enumeração, mas amigos que também tenham esta carinhosa maneira de pôr as coisas, e me apontar os defeitos, serão postos na ordem e à distância!!!... ao tiro!!
Depois não se queixem!!
É da adolescência, e da insegurança, paciência!! 
...deixem-me no meu canto que estou melhor sozinha...
Bahhhhh não há pachorra!!!!

Quero fugir, ir para bem longe, onde ninguém me encontre, onde ninguém me falte...
onde nem eu esteja, onde vá o corpo e me esqueça do resto.
Estou a precisar muito de me livrar de mim, de me esquecer da minha existência... é tão fácil para certas pessoas esquecerem-se que existo, que se calhar, se eu tentar, 
também facilmente consigo esquecer-me de mim.
Eu agradecia. 
Preciso tanto de ir para longe de tudo!!
Bom Dia

30 junho 2013

Cheers... darling!!
cheers...
(gosto muito deste Damien Rice, gosto,
esta não é a melhor dele mas tem um espírito, uma sonoridade, que se cola a mim muitas vezes.)

28 junho 2013

Boa dieta esta...
doce e bom...
lembra-me aquela música... lips like sugar
Bom Dia!

27 junho 2013

Sentada num cadeirão aquecida por um manto de estrelas, sem estar de lua, só a gozar o calor das noites quentes... É bom. Ainda há coisas boas. Podia adormecer aqui de tão cansada, embalada pelos barulhos da cidade. Pode-se querer muito mais, eu queria só o que me falta aqui para me enroscar melhor neste silêncio e despir a solidão. Ainda assim, hoje e mundo está mais calmo, ou eu mais calma com ele. Uma leve brisa refresca-me o sorriso solto, e uma janela com luz, mesmo ao lado, traz memórias pela mão. Tento não pensar o quanto sou estúpida e lembrar-me que os estúpidos são sempre tão mais felizes, esses e os que só vêem o que querem. Fecho os olhos. Boa noite.
E com o dia a acabar, resto eu, resto-me eu, e não resta nada. Ou não vejo o que possa restar. Fico-me aqui a pensar em tudo, o que queria, o que gostava, o que nao queria ter de lidar, ao que não consigo escapar e me escapa. Não sei o que dizem os meus olhos, mas acho que deixaram de saber lê-los, de saber ver neles o que eles sempre disseram e dizem, mesmo que debaixo de tanta mágoa, preocupação, e vida embrulhada em nós vários. Aqui onde olho para o lado e ainda te sinto, ainda te vejo, te oiço, te cheiro quase, quase tudo pareceria mais fácil se um dos nós se tivesse desembrulhado e fossemos nós aqui juntos, e eu não estivesse a escrever isto, e tu me estivesses a ler nos olhos o que sempre disseram e dizem e já não lês. Nós, que queria e precisava. Não tenho. Então escrevo.

26 junho 2013

E quando se pensava que havia alguns assuntos chatos resolvidos e encerrados, mesmo que temporariamente... Eis que nos espetam pela cabeça abaixo o belo do balde de água gelada... Que com este calor até podia saber bem, mas não é o caso, não é mesmo, o caso. Que bela vida esta, só vos digo... É também nestas alturas que muito me falta alguém que me ouça ao fim do dia e me dê colo enquanto se conversa da vida. Não resolve, mas ajuda, e isso ajuda a resolver, e a ter forças para o que se resolve. Portanto tudo cada vez mais maravilhoso...

25 junho 2013

Mesmo sem dentinhos... 
assim é o Amor...
desdentado...


Olhámo-nos.
Eu olhei e senti que me olhava.
Dificil de resistir aquele olhar..
Uma delícia difícil de resistir...
Não resisti.
Comemo-nos.
Tinha de ser.
Mas não ali...
O peso da culpa...
não devia, sei que não devia......
Mas mandei partir em três e embrulhar, aquela delícia havia de cair bem com o café a todas as três, e pelo mesmo preço, adoçava três bocas... menos culpa!!
E estava uma delícia!!!!!
Ahhhh se estava!!!!... quem resiste a massa folhada com doces de ovos???
Eu não!!!
Há coisas que, simplesmente, olhamos e (se pudermos) temos mesmo de comer... que fazer?

(ehehehehe)

Bom Dia!!

22 junho 2013

Há dias em que me apetece esconder, esconder de mim mesma, como que para não pensar, para não me ver por dentro, com todas as barbaridades que me roem as estruturas. Hoje apetecia-me enfiar debaixo duma pedra qualquer, onde nao pudesse ver o brilho dos outros, onde não percebesse o brilho que me falta, onde não me fizesse falta o orgulho de alguém em mim, onde não me fizesse falta o não me ver brilho nenhum para se orgulharem. E queria nao saber que para nos orgulharmos de alguém, mais do que o que é realmente feito, o orgulho é só porque se gosta, e por mais nada. Quando se gosta o acto mais vulgar pode ser o orgulho vivo  de quem gosta, como o orgulho que se sente por observar o outro no dia a dia, só e tão simplesmente isto, e gostar do que vê, da maneira como fala e trata os outros, da maneira como faz rir e se safa sorrateiro, cheio de golpes de charme e de sorriso nos lábios, de problemas menores. Queria não pensar, queria não ver, queria não ser, porque penso demais, vejo muito pouco e não sou nada.
(e ainda antes de acabar de escrever isto mais uma noticia triste, enfim, que seja tudo duma vez e depois apanhe outra maré de mais sorte e mais feliz. Aguenta-te)
Leio, releio e volto a ler, para ver se vejo o que não vi. Cada vez dói mais, cada vez vejo mais o que vejo, cada vez me deixa menos espaço para respirar. Esmaga-me o peito por dentro como se toneladas eu tivesse em cima do meu cada vez mais frágil esqueleto. Dói, dói muito, dói demais e já nao sei o que fazer a tanta dor, onde arrumar tanta magoa, como esquecer tanto engano a costurar-me o passado. Quero sossegar. Mas há sossegos que só sossegam na companhia que nos sossega a vida e o olhar sobre a vida. A nossa companhia certa.

21 junho 2013

c u r i o s i t y:  innocence killed - check
o v e r t h i n k i n g:  happiness killed - check
i n s e c u r i t i e s :  self esteem killed - check check check!!
l i e s:  trust killed - CHECK!!
stereotypes - not yet
judgements : in construction...



...exactamente...
-...Próximo, se faz favor!!!
ehehehheh

Bom Dia!

19 junho 2013


Como hoje...
O tempo não cura nada: pode anestesiar a dor por habituação, 
pode tirar essa for do centro da nossa vida, mas não cura nada. 
Nada. 

18 junho 2013



Desejei-te ontem, de mais, e hoje também. Todos os dias são o mesmo dia quando te desejo assim. Só penso em ti. És inigualável. De olhos fechados consigo encontrar-te noutros corpos, mas só o teu amo de olhos abertos. Quando te escrevo tu não foges das minhas páginas. Quando te escrevo tu ressuscitas a minha alma. Acompanho o teu sorriso de longe e de perto, meu príncipe das trevas, lindo. Guardo comigo o teu olhar e sei que te recordas do meu corpo a tentar convencer-te que o meu amor é inteiro, embora nunca o seja bastante. É bom desconfiar do amor porque ele às vezes é traiçoeiro, metamorfoseia-se em reles sentimentos, eras tu que mo dizias. 

Eu não concordo.

via Pedro Paixão
in Príncipe, Asfixia


[será que se pode mentir desejo? o desejo será só uma espécie de fome indiscriminada de algo e não de alguém? como é que se sabe que o desejo é de nós, e que não servimos apenas para encontrarem outros corpos no nosso? como? onde está a prova dos nove do desejo, e já agora do amor?]

17 junho 2013


"Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:

Iludindo-se menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."

Carlos Drummond de Andrade

[isto faz-me tanto, mas tanto, sentido hoje em dia... mas sei que arriscar é-me cada vez mais dificil, mais custoso, mais arriscado... a dor é inevitável e traz pela mão o medo de mais dor. talvez o sofrimento opcional de não se lutar pela felicidade seja menos gravemente profundo nas consequências para a alma. ]
Finalmente parece que o dia acaba, com restos de vidros nos pés e alguns piropos à mistura para melhorar o dia. Agora falta a noite... O que será que ainda hoje está reservado para mim? Agora um bocadinho de música e carro até casa. Vai-me saber bem se o telefone não tocar... Se tocar nao será coisa boa, agora quando toca nunca é coisa boa... E agora penso em todas estas peripécias e ninguém com quem partilha-las, só aqui, a falar sozinha. E ninguém para gostar de eu ser como sou; às vezes sinto falta daquela vaidade que se tem no outro, por ele ser como é, exactamente como é, como aqueles olhares que se apanham a olhar para nós por acidente e em que se sente isso por dentro do olhar, e depois na cumplicidade do olhar de resposta, e se gostar disso, uma espécie de orgulho de aquela pessoa ser nossa, nem que seja só um bocadinho. Sinto falta disso.... E de tantas outras coisas!! Bom, aqui vou eu...

14 junho 2013

...e a lua continua a cair na minha janela, 
e eu, aqui sentada, sozinha com ela do outro lado do vidro,
 também continuo a cair.

07 junho 2013


"Conheceram-se. Ele conhecera-a e conhecera-se, pois na verdade nunca se tinha conhecido. E ela conhecera-o e conhecera-se, porque, apesar de sempre se ter conhecido, nunca antes se havia reconhecido assim."

Italo Calvino, Il Barone Rampante (O Barão Trepador)


"(...) Um dia encontrarás alguém que te dará uma visão de ti que ao mesmo tempo te surpreenderá e te parecerá certa, sem saberes porquê. Não se trata do que te dirão - trata-se de como te sentirás, exposto e em diálogo com o outro. Não será necessariamente uma visão elogiosa. Um dia encontrarás alguém que te fará ver-te a ti mesmo com outros olhos. Alguém que ao te permitir ver-te te permitirá mudar-te, ou ficar na mesma, mas daí em diante até a imobilidade será diferente.

Nem toda a gente encontra alguém assim. Nem toda a gente reconhece alguém assim. Nem toda a gente aceita o facto de ter encontrado alguém assim.

Mas se encontrares, pensa, e se o entenderes, reconhece, aceita. Às vezes mudar não é ceder, é evoluir. Às vezes é ser feliz."

Escrito pelo Menino e roubado indecentemente... mas tinha de ser...
AHAHAHAHAHAHH....
Muito boa!!
Bom Dia!!

06 junho 2013


... nope, só eu mesmo!
Por isso não vale.
Nunca estamos juntos.
Nem existe "nós", nem nunca existiu.
São precisos dois, e quando um não quer, dois não brincam...


Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim 
A segunda é ver o outono 
A terceira é o grave inverno 
Em quarto lugar o verão 
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda


[não quero tantas coisas, quero convencer-me que sou feliz sem o que quero.
Que só precisamos do que temos. O resto é bónus a que nem todos têm direito, e eu não sou das contempladas. Só quero uma coisa: não querer mais do que tenho, e querer tudo o que tenho. Era só isto. E assim tu não estarias contemplado. E eu poderia ser feliz, como se nunca me tivessem tocado.] 
Vim almoçar com o oceano banhado de cheiro a mar. Apetecia-me despejar nesta acalmia o mar revolto que trago dentro. Despejar-me do sal e das ondas que vão, vêm e me levam sem nunca ficarem comigo, mas que sempre ficam em mim. Gosto de tudo no mar, da cor, da luz reflectida, da força, do seu respirar em ondas, da vastidão em alcance e profundidade. Até do medo que me dá tanto horizonte e força. Vou ficar aqui a rouba-lo um bocadinho e a tentar afogar o meu mar nele.

...estamos quando viermos, não estamos quando formos.
Se vieres quando fui, não coincidimos.
A vida é um constate encontro de desencontros.
Só a felicidade duma coincidência faz os encontros falharem o desencontro.

Bom Dia!!

05 junho 2013

ahahahhahaha
conheço alguém que deve ter ouvido isto muitas vezes!!!...
e ficou sempre no mesmo lugar... só não sei se apanhou mais ou menos por isso!!!
eheheheh


Quando te vi amei-te já muito antes: 
Tornei a achar-te quando te encontrei. 
Nasci pra ti antes de haver o mundo. 
Não há cousa feliz ou hora alegre 
Que eu tenha tido pela vida fora, 
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
(...)

Fernando Pessoa


[quando achei que te vi, reconheci-te a alma.
 quando te encontrei achei que me tinha encontrado, 
nasci para o futuro contigo, em ti, 
tudo te previra menos eu, de tudo andava prevenida menos de ti, 
da vida que me trazias, que era minha antes de eu saber que era a vida que queria,
 e agora, agora tenho de adormecer o futuro e anestesiar a alma. 
sinto no futuro um abismo, 
 ou caio no abismo, ou ficou petrificada onde estou,
 fechada, calada, quieta e sem futuro, 
mas sem abismo.]
Se eu fosse assim será que seria mais feliz???
Às vezes acho que sim, outras acho que não... 
de certeza que de quem eu gostasse teria mau gosto e gostaria duma outra gaja qualquer a quem eu não conseguiria achar piadinha nenhuma... haveria de ter outras coisas quaisquer muito melhores do que eu...
acho que isto da vida é mais uma questão de sorte... ou de azar!!


(...)

E vem aqui pra cá
Porque eu quero te beijar na sua boca
Que coisa louca
Vem aqui pra cá
Porque eu quero te beijar na sua boca
Oh, que boca gostosa
(...)


Hoje a caminho do trabalho de manhã, a tentar começar o dia sem o fio dos dias anteriores, a tentar começar o mais que pudesse numa folha em branco, depois da noite extenuante que tive, de pesadelos seguidos, de acordar durante a noite ofegante, de sonhar que estava num hospital psiquiátrico e sentir-me pela primeira vez, em sonho, mas como se fosse real (acho que é mesmo esse o objectivo dos sonhos fazer-nos sentir o que não deixamos quando estamos conscientes), completamente fora de controlo, completamente fora de mim, a ter ataques de não sei o quê, que não consigo explicar, que nunca tive na realidade, mas que guardo agora na memória sentida ainda que não vivida, é uma sensação estranhíssima, uma coisa de doidos mesmo... ainda que ainda não o esteja oficialmente; mas dizia eu, tentava começar o dia como pessoa normal a tentar esquecer os últimos dias, e começa a tocar esta música na rádio... comecei-me a rir, a sério, comecei a rir como uma louca que finalmente reconhece na vida outra louca, com um requinte de malvadez em forma de ironia sarcástica!! A put@ da vida não pára de me surpreender, pena que seja quase sempre para o mal, porque já cansa. Quero paz. Mas sim, a put@ da vida tem coincidências, ironias, o que quiserem chamar, que para o bem e para o mal é o que a fazem valer a pena, e fazem perguntar o que virá a seguir... já dei comigo a pensar que se não fosse tão grande a minha curiosidade face à capacidade que a vida tem de dar voltas e voltas, e surpreender, e massacrar, e fazer rir quando menos espero, e já estaria de certeza no fundo dum rio, ou desistido da vida e a ter ataques num hospital psiquiátrico, onde todos devem ser mais sãos do que eu estou neste momento.
Pois bem... aqui fica (para ti meu querido) essa bela passagem da boca gostosa que tanto gostas... aproveita. Eu que até gostava da música, e bastante, tem uma sonoridade que combina comigo, já não a posso ouvir sem me achar uma merd@, mas também, hoje em dia quase tudo tem esse efeito, mais música, menos música, é indiferente.

E para todos os que são loucos pela loucura da vida e conseguem não perceber nada do que aqui escrevi, um BOM DIA!!
(ainda há esperança para vocês...)