Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

28 março 2014



Perguntaram-me: onde vais?
E não sei onde vou, só sei que tu me prendes.

Geraldo Bessa Victor
in As raízes do nosso amor

[...sem me prenderes, sem te agarrar,sem me quereres agarrar.]

27 março 2014


"Porque nos apaixonamos?

(...)
De cada vez, pensas que estás apaixonado pela mulher, mas depois percebes que estavas apaixonado por outra coisa.
Apaixonas-te pela idéia de estar apaixonado, pela idéia de Amor; pela simplicidade das relações sem compromisso; ou pela imagem que os têm de ti, pelo facto de quase te idolatrarem; por uma sintonia de gostos e de poetas e de autores e de coisas que gostam de fazer; por uma idéia e um conceito e um plano de “família”; por uma afinidade de histórias de vida e pela capacidade de rir juntos.



E um dia percebes que te apaixonaste e desta vez não sabes porquê. Um dia, se tiveres sorte, estás apaixonado sem o saber explicar. Sem perceber porque aconteceu nem como aconteceu, sem conseguir pensar em uma ou em três ou em cinco razões para sentires o que sentes.
E o tempo não te ajuda a perceber razões – porque nessa altura o tempo não te dá distância, apaixonas-te novamente todos os dias.
Talvez as coisas que não têm razões sejam as que são feitas de todas as razões.
Talvez estejas realmente apaixonado por alguém exactamente quando não saibas escolher uma ou duas ou três coisas de que gostas nela. 
Talvez seja mesmo assim quando se ama; não é por causa “disto”, nem apesar “daquilo”."


Já tantas vezes disse isto, do gostar sem razão, gostar sem saber qual a razão, sem saber enumerar as razões, e essa, ser a melhor razão de todas. Aliás, acho que a única quando se fala em estar realmente apaixonado, quando se fala em gostar realmente de alguém. Mas a sério. Gostar a sério.
É por isso que fico tão triste quando me apontam qualidades, quando gostam de mim por isto ou aquilo, porque gostam de estar comigo, porque dizem que nos damos bem, porque comunicamos, porque assim e assado - em vez de dizer "eu gosto dela, ponto final", espraiam-se em razões (que mais parecem justificações) tão gizadas a regra e esquadro, e racionalizam o que se quer selvagem e sem fronteiras definidas, porque quando se gosta, se barreiras havia, desfizeram-se no caminho, caíram por terra. E o que se ergue em força, de pedra e cal, é isso: o gostar, ponto final.
Amar, afinal.

25 março 2014

Sim, voto nisto.
E faço por isso.
E tu?


Um dia,
quando a única regra
for a ternura da manhã
acordarei entre
os teus braços,
a tua pele será
talvez demasiado bela,
e a luz compreenderá
a impossível
compreensão do amor.

Um dia, quando a chuva
secar na memória,
quando o inverno
ficar tão distante,
quando o frio responder
devagar com a voz
arrastada de um velho,
estarei contigo e cantarão
pássaros no parapeito
da nossa janela.

Sim,
cantarão pássaros,
haverá flores,
mas nada disso será culpa minha,
porque eu acordarei
nos teus braços e não
direi nem uma palavra,
para não estragar
a perfeição da felicidade.

José Luís Peixoto

[...quero a minha perfeição da felicidade... e é parecida com esta... "quando a única regra for a ternura".
Não preciso do inverno distante, de pássaros ou flores, ainda que goste, só quero não conseguir distinguir os meus braços dos teus, ou a minha boca do teu sorriso, ou o teu beijo da minha pele. Não distinguir a realidade da felicidade, pelo menos pela manhã e ao anoitecer. Pelo menos todos os dias. Pelo menos.]
Bom Dia!!

24 março 2014


"O amor não tem de cumprir critérios, só tem de nos fazer felizes. Mas se encontras com quem ser pleno, abre-se dentro de ti uma porta que nunca mais vais conseguir fechar: depois de encontrares alguém em quem consigas ver o arco-íris, a escala musical, todas as matrioshkas ao mesmo tempo, nunca mais nada vai ser igual na tua vida, nem nunca mais vais conseguir ver ninguém com os mesmos olhos**.

E esse amor com as notas todas é coisa para te fazer feliz, e é coisa para fazeres durar."

** é o efeito descrito por Platão no livro VII da República, na chamada Alegoria da Caverna


E o Menino sempre a lembrar-me o que quero esquecer que sei, e não consigo. 

Há coisas que depois de sentidas, vividas, não dá para apagar da alma; ficam gravadas, e mesmo o tempo que passa apenas as torna mais esbatidas, mais escondidas em nós, mais ilegíveis aos outros, mas sabemos sempre - pior, sentimos -,o que são aquelas inscrições que nos ficaram gravadas por dentro do código genético da vida, da nossa vida. 
A mais pequena memória afunda-nos em recordações, em comparações sempre perdidas, em sorrisos tristes avessos ao presente, em vontades sempre desfeitas. Deixamos de acreditar que o impossível é possível, porque vivemos esse impossível, porque o conjugamos no passado, e curiosamente, vamos deixando de acreditar nele, mas mais nada nos serve, nos servirá,  "nunca mais nada vai ser igual na tua vida, nem nunca mais vais conseguir ver ninguém com os mesmos olhos". 
E é uma pena, e ao mesmo tempo, hoje em dia, penso ser uma bênção também. 
Aceita-se melhor a vida depois de desistir dela.
O impossível - a plenitude-, rouba-nos todas as outras possibilidades, o possível - o comezinho-, torna-se para nós impossível de viver, torna-se sobrevivência. Mas sobreviver é instinto, viver é vontade. 
É mais fácil sobreviver (ou assim me ando a convencer...).

23 março 2014

"Aquele amor sem libertinagem era para ele qualquer coisa de novo, e que, fazendo-o sair dos seus costumes fáceis, lisonjeava ao mesmo tempo o seu orgulho e a sua sensualidade. A exaltação de Ema, que o seu bom senso burguês desdenhava, parecia-lhe, no íntimo, encantadora, pois se dirigia à sua pessoa. Então, certo de ser amado, deixou de se constranger, e insensivelmente as suas maneiras mudaram.
Já não tinha, como outrora, daquelas palavras tão meigas que a faziam chorar, nem daquelas veementes caricias que a enlouqueciam; de modo que o grande amor em que vivia mergulhada pareceu diminuir no seu íntimo, como a água dum rio que fosse absorvida pelo próprio leito, e Ema avistou o fundo lodoso. Não queria acreditar; redobrou de ternura; e Rodolfo escondia cada vez menos a sua indiferença."

Gustave Flaubert, in Madame Bovary

18 março 2014


— É pecado sonhar?
— Não, Capitu. Nunca foi.
— Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos?
— Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer.

in Dom Casmurro, Machado de Assis

14 março 2014


Ama.
Lavar os dentes ao lado de quem amas.
Apalpar-lhe descaradamente o rabo.
Comer chocolates até te fartares.
Passar a noite a dizer asneiras.
Beijar sempre de língua.
Passar o dia a dizer asneiras.
Mandar o chefe bugiar.
Passar a vida a dizer asneiras.
Deixar declarações de amor escondidas pela casa.

(...)

Beijar incansavelmente.
Não te levares minimamente a sério.
Dispensar quem te chateia.
Tocar um instrumento qualquer.
Perdoar quem é humano.
Desistir do que não te serve.
Lutar pelo direito à parvoíce.
Escrever um livro.
Dar prioridade ao prazer.
Ler um livro.
Nunca desistir de quem amas.
Aprender desvairadamente.
Fazer cadeirinha com quem amas.
Ensinar desvairadamente.
Perder a respiração pelo menos uma vez por dia.
Nascer pelo menos mais uma vez do que as vezes em que morreres.
Viver desvairadamente.
Te.


Pedro Chagas Freitas

[era isto. e mais umas coisas. nossas, só nossas. 'tá bem. Te.
mas nada, nada em ti, para ti, te faz dizer Te. este Te. um Te de ti que seja só meu, só possa ser meu. como o meu Te de ti. namorar-Te. viver-Te. amar-Te. ser-Te.  Te.]

08 março 2014

" O que a exasperava, era que Carlos não parecia ter a mínima suspeita do seu suplício. A convicção em que ele estava de a fazer feliz parecia-lhe um insulto imbecil, e a segurança que afectava, uma ingratidão. 
(...)
Desejaria que Carlos lhe batesse, para poder detestá-lo com justiça, vingar-se dele. Por vezes surpreendia-se com as conjecturas atrozes que lhe vinham ao cérebro; e era preciso continuar a sorrir, ouvir-se a si própria dizer que era feliz, fingir que o era, deixar que os outros acreditassem?
entretanto, repugnava-lhe essa hipocrisia. Assaltavam-na desejos de fugir com Léon para qualquer sitio, muito longe, onde tentaria um novo destino; mas logo na sua alma se cavava novo abismo, cheio de escuridão.
-Afinal, ele já não me ama - pensava ela -; que fazer? Que socorro esperar, que consolação, que alívio?"

Gustave Flaubert, in Madame Bovary

[... e para apaziguar a alma, acalentar o coração, aliviar a angústia, pergunta-se se se perdeu a pessoa??... e depois? ]

"Teriam só aquilo para dizer? Nos olhos de ambos, todavia, desenhava-se um dialogo mais serio; e enquanto se esforçavam por encontrar frases banais, sentiam a mesma languidez invadi-los aos dois; era como um murmúrio da alma, profundo, ininterrupto, que dominava o das vozes. Tomados de espanto por aquela nova sensação de suavidade, não pensavam em comunica-la nem em descobrir-lhe o motivo. As felicidades futuras, como as margens dos rios tropicais, projectam na imensidade que as precede a sua indolência natural, espécie de brisa perfumada, e nessa embriaguez adormecemos, sem nos inquietarmos com o horizonte que ainda se não vê."
(...)
" Quanto a Ema, não perguntava a si própria se o amava. O amor, pensava ela, deveria chegar de repente, no meio de esplendor e fulgurações - tempestade celeste que se abate sobre a vida, a subverte, extirpando as vontades como folhas e arrastando para o abismo os corações. Ema ignorava que, nos terraços das casas, a chuva forma lagos quando as goteiras estão obstruídas; e assim se convenceu de estar em segurança, quando, subitamente, descobriu uma fenda na parede."

Gustave Flaubert, in Madame Bovary

06 março 2014


gostar é estar junto
até quando não.

gostar é estar junto
nem que seja no passado,
o passado presente,
escondido debaixo da pele,
onde o sol não desbota
e a chuva não lava,
onde o fora não chega.

gostar não é precisar,
é não precisar de gostar,
porque se gosta
sem saber precisar como

precisar é subserviente à utilidade
gostar é selvagem,
serve-se a si próprio
e não serve para nada,
não é escravo de nada
senão de si mesmo

as melhores coisas da vida
não servem para nada,
sobrevive-se sem elas,
mas só essas fazem viver.

gostar é estar junto
até quando não se precisa.

14 fevereiro 2014


Eu já sabia o que ia fazer hoje. 
Ia enviar-me fotografada a retalhos... um ombro, a linha do pescoço, a curva da anca, a sobrancelha, aquela curva que segue o contorno onde as costas mudam de nome, as pernas e a boca em beijo... Ia mandar-lhe de quando em quando, pelo telemóvel, pedaços de mim, a preto e branco - sempre a nostalgia melancólica do preto e branco - ia sorrir enquanto o fazia, ia imaginar o momento quando chegasse ao destino e fosse aberto. Ia salpicar o dia assim, de coisas que esperava que gostasses... e que te fizesse esse sorriso lindo e malandro. 
Não fiz, não foi este ano, mas farei ao que for meu próximo namorado. Enviar-me-ei em retalhos fotográficos, a conta gotas, durante o dia, para me dar-lhe inteira ao fim do dia quando lhe cair nos braços à espera que a vontade de me abraçar cada bocadinho daqueles de mim seja tão grande, tão boa e tão doce como aquela que sinto agora por quem nada sente. 
Bem sei que sou tonta, que se calhar não arranjarei um tonto que goste destas tontices, que ache tontices parvas, que diga que não liga ao dia - e eu também não ligo, mas às vezes dá-me desculpa para fazer umas tontices mais tontas (este dia, ou aniversários, ou datas que me marcam por alguma razão, ou só porque me apetece, pronto)... Porque a vontade de abraçar, e querer ser abraçada em cada pormenor, em cada riso e sorriso, ao fim do dia, isso - felizmente, ou não tão felizmente - tenho-a todos os dias. É essa a minha prenda de enamorada todos os dias, o dia do bêbado do cúpido só me dá asas para coisas mais parvas e que não se encontram em lojas.
Dou por mim a pensar, a projectar o fim do dia... quando, finalmente sozinhos, enroscados um no outro em frente à lareira íamos murmurar parvoíces e rir enquanto nos contássemos a tontice do dia na primeira pessoa de cada um. Onde estava quando viu a primeira foto, o que pensou, o que pensei... enfim aquelas coisas parvas que me fazem estar a sorrir feita estúpida agora, antes de fechar a janela do blogger e voltar à vida e à casa vazia, à lareira sem calor junto, aos meus dias e à minha realidade. 
Enfim... um dia a vida acontece. Acontece-me. Um dia. 

P.S. - os telemóveis são um potente aliado do namoro desavergonhado, desde fotos a trocar, a mensagens a trocar para lá de malandras e nos limites da decência de cada um (e cada um tem os seus, e nós tinhamo-los parecidos)...revela-se uma grande invenção se bem aproveitada... foi o que também conclui quando me lembrei de fazer isto... aproveitem!
P.S. 2 - curiosamente nunca penso ou imagino que alguém me pudesse fazer a mim uma tontice deste género, ou doutro, uma brincadeira qualquer... e nunca ninguém (mentira, acho que uma percebeu pelo embrulho brincadeira do meu dia de anos...) percebeu que prendas não me fazem nascer o sorriso de dentro que só me sai pelos olhos. Sou esquisita, ou exigente demais, se calhar.
...eu acho que isto é MESMO assim...
...é lindo, mesmo...
se for assim.


"Houve um ano em que entendi o que é olhares para alguém todos os dias e pensares “eu era capaz de olhar para estes olhos todos os dias da minha vida”. E, ao pensá-lo, isso te preencher de tal forma que a única coisa que te importa é fazer por isso,(...)"

Escrito pelo Menino (bem sei que ando a abusar, sempre a roubar o moço, mas que fazer, quem o manda escrever estas coisas?) e a lembrar-me - a sentir, a reviver - que já me disseram exactamente isto, mas nunca fizeram isso... 
...por isso...
...Só me ocorre dizer asneiras... porra!! $%&@#?&%@#$
...ahhhhh... e mais uma coisinha: QUEM RAIO ANDAR A EMBEBEDAR O MEU CUPIDO HÁ ANOS PARE COM ESSA MERDA SEFAXAVOR!!!, DESINTOXIQUEM O GAJO À FORÇA , AFINEM-LHE A PONTARIA E DÊEM-LHE UNS ÓCULOS, QUE EU 'TOU FARTA DESTA MERDA, SIM??
Agradecida. 
Fico à espera. Sentada para não me cansar, já sei... bahhhhhh

12 fevereiro 2014


"(...) E houve um ano em que entendi que podes levar as pessoas onde quiseres mas não lhes podes pôr amor dentro. Que há, mais que um cansaço, uma atitude existencial por dentro que não consegues tirar com mais mimos ou mais spas que lhe atires contra. Houve um ano em que entendi que há cansaços que não são desculpa para nada e são desculpa para tudo. Houve um ano em que entendi que há cansaços que, no alfabeto de alguém, são anagramas para falta de amor.

Houve um ano em que compreendi pela negativa que o resultado pode ser ortogonal ao esforço. Por mais que faças, não consegues que entendam ou apreciem porque o fazes, ou, mesmo que entendam isso, não interessa nada, porque não te correspondem, acham que não precisam de te corresponder.

Houve um ano em que entendi que as palavras não significam nada. Quem há quem diga amor e ache que isso quer dizer conforto, ou estabilidade, ou acomodamento. Houve um ano em que entendi que um bilhete de avião para ir a Londres on Valentine’s Day ter com alguém não significa nada senão uma oportunidade de passear, e que é possível chegar ao fim do dia cansada e a querer dormir porque no dia seguinte te vais querer levantar cedo para ir às compras. (...)"


Coisas do Menino...

Quanto a mim, houve um ano em que percebi o que é ter-me enganado tantos anos acerca do que é ser amada, porque nunca fui. Um ano em que o dia de S. Valentim me lembra que todos se empolgam por assinalar um dia com grandes coisas, que eu só queria comemorar todos os dias com pequenas coisas, mas que nem vontade para isso agora tenho. Não quero nada. E que, na verdade, é o que tenho: nada. 
É o ano em que recuo à minha adolescência para me lembrar dum beijo a meio dumas escadas enquanto chovia, para depois correr de mão dada e sorriso aberto até ao abrigo mais próximo e aí, acabar  a seco, o beijo molhado e prolongado e colado como todos os primeiros beijos devem ser. Lembro-me dessa paixão que me queimou e me doeu e me matou e me refez, sem nunca se calhar me ter completamente refeito, e que não me deu nada - nem de perto-, do que o amor que dei e senti nos últimos anos, que era Amor, mas era um Amor apaixonado muito doce, muito bom e muito completo, que me fazia sentir inteira e completa.  Lembro-me duma surpresa que fiz, dumas fotografias que tirei para à distância dizer que estava aqui, e que era ainda tua, como sempre. Lembro-me de saber que tudo isso deitaste ao lixo, sem complacência. Lembro-me de pensar há algum tempo que tolice iria eu fazer este ano para te pôr um sorriso nos lábios, que apesar de tudo, quero sempre provocar e regalar-me só a imaginá-lo. Lembro-me como sou triste na minha estupidez tão alegre... lembro-me que tudo é, invariavelmente, um desperdício de vontade e tempo. E que desisti. Lembro-me que desisti e tenho de mo relembrar de tempos a tempos. Desisti.
Lembro-me este ano - principalmente este ano - que tudo acaba e que os dias não são nada. E que não gosto deste dia que aí vem de S. Valentim, lembra-me que as minhas paixões acabam mal e que o Amor não é para mim. 

09 fevereiro 2014

Sabedoria de filme de Domingo (muito) chuvoso à tarde: 
"nunca saberás o que é o amor se não te renderes completamente a ele."
...e esta da banda sonora ficou-me no ouvido...
mais esta (a última do filme):


...can't...

Boa noite...

07 fevereiro 2014

fico só, sabendo
que todos os objectos têm a
forma do teu corpo, e
todos os sons se reconduzem
à tua voz. não deambulo
pela casa – excessiva de ti – fujo-lhe
na ausência de movimento e
no desejo de ficar absolutamente
só. lembro-me de como não gostas
de me ver chorar.

valter hugo mãe

Boa Noite
...hum hum...
...e de que maneira!!!