Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
26 outubro 2013
O amor não tem partes. Não negoceia. É um risco. Vale tudo. O amor é obsessivo, tenaz, caprichoso. Arrasa casas, incendeia tudo por onde passa, não mostra qualquer compaixão. Nada perdoa. Não faz concessões. É demente de uma exigência total, monstruosa. O amor é monstruoso. Mostra quem somos frente a frente sem espelhos nem máscaras.
Pedro Paixão
in Fica um pouco mais, O mundo é tudo o que acontece
[o amor.... o amor é um estúpido!]
25 outubro 2013
Não dormi nadinha de jeito... deitei-me cedo e enrolei-me toda a noite com pesadelos.
queroooooo dormiiiiiirrrrr!!!!
Tenho de arranjar uma casa portátil - tipo esta - só que não dá para pendurar nas árvores...
deve ser bom ser pássaro...
será que sonham?
ou que têm pesadelos?
ou que sofrem de frustrações todos os dias?
que têm medo de desiludir os outros e encararem-se a si mesmos no que não são, no que não têm e lhes falta irremediavelmente?
será que têm medo do futuro, e se lembram do passado a cantar?
será que cantam de felicidade, ou é a sua maneira de respirar o mundo que não vivem?
será que me lembrei disto tudo porque tu adoras o cantar dos pássaros?
será que eu queria ser pássaro?
Bom Dia.
23 outubro 2013
"Sabes, dei por mim a pensar na importância dos factos passados - não do passado como um todo, mas de cada facto, de cada episódio, de cada período.
A verdade é que à medida que vais vivendo vais acumulando experiências e sensações, e o universo do que sabes, do que sentes e do que sentiste torna-se a cada dia maior.
E com isso, o peso, a relevância de cada episódio das tuas memórias diminui, proporcionalmente, de tamanho. A memória de um dia tem mais peso, se vista no contexto de uma semana, que no contexto de uma vida.
Mas os dias não são iguais e as memórias não são iguais. Há dias que recordarás sempre, que serão sempre enormes, por maior que seja o contexto. Há pessoas que recordarás sempre, e lugares, e cheiros, e sabores. Lembrar-te-ás sempre de momentos da tua infância, da tua adolescência, das aventuras com os amigos e as amigas e de achar, como acha cada nova geração, que tinham inventado a pólvora, a liberdade, o amor.
Há beijos que recordarás sempre. E corpos. E pessoas inteiras, ou partes delas, e sorrisos. Há sorrisos cuja memória dura uma vida.
Mas quanto mais vives e quanto maior é o que tens por dentro, menos pesa cada parte. O que cresce dentro de ti, o que continua a crescer dentro de ti, é o presente, é quem és hoje, é com quem estás, é o que fazes, é o que és, não o que foste.
Apenas isto cresce todos os dias - o resto vai progressivamente minguando, pontilhado aqui e ali pelas memórias que não fogem. Mas as memórias tornam-se estrelas no céu da noite - sempre visíveis, mas incapazes de te alumiar os passos.
No entanto ninguém apaga a memória. Podes cobri-la de nuvens, mas ela permanece, à espera de outros dias. Não a queiras reprimir. E se abrires os olhos verás de quem não a precisas de esconder.
Afinal o teu céu será sempre o teu céu e terá sempre as tuas estrelas, como o meu céu será sempre o meu céu e as estrelas dele serão as minhas.
E havemos de construir memórias juntos, e algumas delas serão estrelas no teu céu, e no meu céu, e teremos em conjunto uma constelação pequena, ou uma galáxia, ou um universo de trazer por casa.
Mas galáxia alguma apaga o que já há - pode tirar-lhe o brilho, mas nem por haver lua cheia o céu se apaga de estrelas. Tu sabe-lo, e eu sei-o. E nas estrelas há memórias, e às vezes há lá sorrisos.
E se te falar, a ti que és a minha lua e tantas das minhas estrelas, se te falar de estrelas minhas quando nadarmos à noite, sabe que o faço pelos sorrisos e não só. Faço-o para que saibas, pelo mapa das minhas estrelas, os lugares onde estive. Não é o lugar onde estou - esse é ao teu lado, e no mar em que nadamos navega-se ao tacto e à vista, porque na verdade interessa menos onde estamos e onde vamos do que o facto de irmos juntos."
A falta e a saudade que eu tinha de falar por palavras, que não minhas, mas que dizem o que gostaria de dizer. Assim.
22 outubro 2013
21 outubro 2013
20 outubro 2013
Está sol!!
O dia começou-me com uma frase boa que ouvi da boca dum amigo que me é querido, que se afastou por eu me ter afastado de quem lhe é querido. Perguntei numa de brincadeira se ele também achava que eu tinha mau feitio... e a resposta parou-me o instante da realidade só um bocadinho: não tens bom feitio, mas tem outra coisa, tens muita dignidade.
E eu fiquei concerteza com cara de parva e a pensar naquilo, não sei porque o diz, mas apeteceu-me muito abraça-lo e dar beijinhos, mas fiquei só contente por dentro e a saber que quando me viu a primeira coisa que me disse era que sentia falta das nossas conversas, do debate de ideias, que tinha saudades, eu fiquei a sentir que o dizia sinceramente, a sentir mesmo emcima de todo aquele alcool que lhe saltava no corpo...
Está sol!!!
Bom Dia!
19 outubro 2013
...apetecia-me continuar na ronha...
O tempo convida a ronha e muito mimo, mas eu sou suspeita não preciso do convite do tempo para nenhuma das duas...
Bom dia!
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Ronha...
...gosto!!
...your name on the top of my tongue...
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Música
18 outubro 2013
...verdade!!!
e sem qualquer sentido de humor, e sempre prontos a provocar, e depois fazerem-se de vítimas...
jazuzzzz... ando a ficar farta de certa e determinada pessoa, por muito que o ache boa pessoa - que acho - começo a ficar sem pachorra para tanta estupidez... a sério!!!
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Tonta...
tenho um dói-dói no joelho...
e no avesso do cotovelo, porque dor de cotovelo não se confessa
e no pescoço, e na orelha direita que já nem ouve direito
e no avesso da pele, por dentro do coração que já nem sabe bater e está mais que batido
tenho um dói-dói na boca inteira, por guardar tanta coisa e não guardar beijos suficientes
e nas pálpebras, e até no olhar que já não vê
e dói dói muito.
há cura?
17 outubro 2013
Finalmente encontrei a música, aquela que acho que é tão, mas tão, a minha música, e talvez hoje seja bem mais minha do que quando a ouvin pela primeira vez. O ritmo, a sonoridade, a letra, a voz. Tudo.
Sempre adorei a música, hoje é mais eu ainda, hoje...
is it alright to breath now??
is it alright for me to breath now??
'Cause I can't hold it back much longer...
........
holding back the thought that you actually could be my eternity
......
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Música
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