Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

31 dezembro 2015


Preparem-se a rigor para receber o novo ano!! 
Que 2016 vos apanhe lind@s e maravilhos@s!!
(os óculos escuros suponho que sejam uma previdência para o futuro a curto prazo... e não será por haver um sol estonteante, digo eu...)
Divirtam-se!

Beijos e até já...

[foto @thebeecreative]
Um bom 2016 para todos!!
Na viragem do ano formulem os vossos desejos para o ano que nasce à meia noite.
Eu desejo aos que aqui vêm por bem e me vão lendo, que os que queremos perto continuem por perto e os que queremos longe não se aproximem, que tenham muita saúde e amor para dar e receber, e paz, muita paz, para aproveitar tudo isto. 

Bom Ano!!

30 dezembro 2015


Coisa boa, esta.
Fez-me lembrar um verbo (tão bem) inventado para algo entre o namorar com amor, ou amar namorando, do que resultou "amorar"... Dos tais vocabulários próprios e íntimos, que surgem assim, sem se saber como, mas que ficam. A mim ficaram, e agora com isto lembrei-me duma viagem feita só com coisas assim, parecidas com esta. 
Que se recordem e guardem as coisas boas, mesmo que não sejam para usar com mais ninguém. Só têm piada e significado quando são autênticas e agarradas de histórias que são pedaços de quem as faz. E é por isso que ficam, ficam em nós, e ainda bem.

Bom dia
...Hummm isto sim era programa!!... 
Mas também pode ser sem chocolate quente, não faz mal, e se em vez de conduzir se passear a pé ou ficarmo-nos mesmo pelo sofá, também não é problema... Só das conversas parvas e do resto é que não prescindia. Mesmo. Qualquer noite com esse programa é uma boa noite, digo eu, que obviamente nunca perceberei nada disto, como é fácil de perceber... Mas agora ia mesmo a calhar.

Boa noite

29 dezembro 2015


Onde é que é o recreio da vida... o intervalo? O tempo de descanso que nos faz esquecer o que dentro da sala de aula se passa? Onde puseram a corda de saltar de sonho em sonho, e a bola que de redonda ninguém a agarra, nem quer, é para rodar e fugir duns para outros pés.
Onde está o professor que nos ensina e nos indica o caminho certo mesmo que difícil? Que nos ampara as quedas e trata os joelhos esmigalhados na rasteira do salto?
Onde está?...e eu, onde estou?

Bom Dia


Deparo-me com esta imagem e sinto-me bem por ainda poder acreditar, por ainda poder sonhar e querer isto. Por não estar trancada num vazio que só pode crescer para dentro dum vazio maior, por não estar presa a um sentimento sem ar, sem confiança, sem os gestos espontâneos onde se bebe carinho e desejo, sem a cumplicidade ora ternurenta ora malandra, sem banda sonora própria, sem o vocabulario íntimo que nasce dum nós feito de brincadeiras que perduram, de sorrisos recorrentes, de momentos que se eternizam em palavras, expressões, olhares, toques, tudo linguagem dum amor feito à medida do nós.
Vejo esta fotografia e sinto-me abençoada por a minha vida ser uma porta aberta por onde posso deixar entrar alguém que me faça rir assim, sentir assim, tocar assim, beijar assim, dar-me assim... viver. Assim: entre sorrisos espontâneos, brincadeiras à solta a qualquer hora e de todas as maneiras, momentos que fazem história para uma eternidade que não tem de ser apagada, que quer ser vivida, partilhada, amada num nós que é amado e amor.
Assim.
Com ar puro a cada respiração. Com vida, que, de tanto se querer dar, volta em dobro sem querer.

Boa noite

28 dezembro 2015


... Tu queres ver que o próximo é pirotécnico?... Bom, vai ter de ter uma certa queda para brincar com o fogo, isso é certo, e espero que para brincar no fogo também... É que o frio parece que chegou e sempre se aquecia... Brrrrrr

Bom dia!

27 dezembro 2015


Oh dear deer... Deer, dear, 
já podes voltar para as tuas férias até ao próximo ano... As nossas acabam agora, ou as minhas, pronto. Agora é preparar a saída do ano, e trabalhar no próximo. Ontem alguém me dizia que a sorte tinha um caminho tortuoso para mim, que tinha de trabalhar muito para a sorte me encontrar, mas que tinha tudo para encontrar. Disseram que a minha mão era linda pelo que se lia lá (às vezes o álcool é simpático...e a imaginação prodigiosa, mas acertaram na mouche em três coisinhas que me deixaram pasmada.). 
Ontem disseram-me coisas muito engraçadas, na verdade, talvez tenham vindo em boa altura para encarar o próximo ano com melhores olhos.

Bom dia.

24 dezembro 2015



Feliz Natal a todos.
... Que o frio não chegue aos laços.
... Que as doçuras não se fiquem pelo açúcar.
... Que o Natal esteja nos gestos e nos sorrisos.
E será feliz de certeza.

Bom dia.

"do antes e do depois. À busca do que se não acha chama-se esperança. À busca do que se perdeu chama-se falta. Da primeira vive-se. Da segunda não. E é quando esta mudança ocorre em nós que se percebe afinal o que é isso do amor."

O Menino diz que o amor é mais ou menos isto...



Saber ao que sabe isso do amor vale de pouco. Senti-lo num abraço, num toque, num olhar, vale tudo (ou quase...)

Boa noite

23 dezembro 2015



A lua está linda que dói. Às vezes a beleza de algumas coisas é tão grande que dói a pequenez da alma, falta-nos outra, também nossa, para a abarcar toda por dentro e embalar-nos.
E pronto só me apetece mexer para dizer isto...Só tenho pena de aqui me faltar colo, apagar a luz e deixar-me entrar neste luar em que só faz sentido amar, mesmo a quem não se sente amada. Afinal, é tão melhor amar que ser amada. E não percebem isto. A lua, por exemplo, mais do que ser amada, ama. É por isso que brilha assim: sem medo do frio, da distância ou da escuridão. Ama e brilha, porque está sempre a olhar para o Sol e o seu sorriso reflecte-o. Ela ama. E eu gosto dela assim.

Boa noite

21 dezembro 2015


Ahahahah....
...pois, tenho ouvido dizer que o álcool facilita algumas coisas...
Talvez não fique bem é dizê-lo... digo eu, sei lá... 
mas a sinceridade é uma coisa muito bonita, também temos de convir... 
e essa aparece mais quando o álcool deixa falar (ou escapar),
 ou seja, o álcool realça a beleza da sinceridade em detrimento de outras falsas belezas...

Bom Dia!
... Teimosa como a mãe.
(E como o pai também...)

Boa noite

20 dezembro 2015



Café quente num dia que traz o frio agarrado. Gosto deste mês de Dezembro, este ano gosto mais por ser sinal deste ano estar a acabar, como se um número diferente mudasse alguma coisa... Mas quem muda alguma coisa somos nós, haver um novo ano é só para dar uma sensação de recomeço. Apenas sensação, porque não há recomeços apenas continuações.

Bom dia também para os que não andam com a cabeça na lua...

19 dezembro 2015


Bom dia, preguiça...
... Ora assim é que eu não saía da cama... A preguiça com a pessoa certa, torna a ronha num tempo divino, num paraíso na Terra... Onde o pecado é não pecar por preguiça.

Bom dia
... Há quem queira as pernas para correr, ou ir atrás, de alguém, há quem queira as pernas para passear sem destino, há quem as queira para chegar onde pretende... Eu gosto mais delas para abraçar quem eu quero, quem eu quero puxar para mim, a quem quero colar o corpo ao meu, e sentir as almas fugir e fundir, sem espaço entre os dois para razões ou motivos, que não a fome desse nós - esse abraço que nos prende os sentidos no sentir.

Boa noite

18 dezembro 2015


Ahahah... 
Someone, eventually,
 not me, certainly.

Bom dia
Sinto falta das declarações de amor à vida, 
que são declarações de amor ao amor.
Que são declarações não declaradas
Gosto das silenciosas,
Que têm por língua os sentidos 
que as palavras mais sentidas não sabem dizer.
São declarações que se sentem
Que se ouvem
Que se declaram
Que amam

Boa noite
Viram o doodle de hoje?
Ou melhor, de ontem, que celebra o aniversário de Beethoven? Espectacular!!

16 dezembro 2015


[foto de Sebastião Salgado]
"Talvez não haja nada melhor que uma gloriosa derrota porque, por muito grandes que sejamos, acabaremos sempre derrotados. Quevedo disse-o: "serei pó, mas pó apaixonado". Becket tinha razão: errar, errar melhor.

Meu Deus ajuda-me a errar melhor. Goethe sustentava que é o não chegar que faz a nossa grandeza. Morrer à vista da Terra Prometida sem conseguir tocar-lhe. Se Deus, como penso, existe de facto, gostaria de acabar assim. Quase lá, a centímetros do que quereria dizer, olhando a areia em que não chego a tocar. Isso me basta: ficar a centímetros da areia em que não chego a tocar, de boca aberta, sem olhos e, no entanto, vendo."


Antonio Lobo Antunes

"sem olhos e, no entanto, vendo" ... o que nos falta, o quão próximos (ou afastados) estamos, sem nunca chegar, como um horizonte que só não se afasta se não nos mexermos.
A grandeza de cada um, parece-me, é o regressarmo-nos sempre, e de lá, desse sítio onde nos (re)encontramos - onde nos reconhecemos, cheiramos e tocamos, onde somos inteiros, de alma, sonhos e ossos, ainda que partidos - voltarmos a levantar o olhar ao horizonte, desejá-lo, querer alcançá-lo de novo, atrevermo-nos a sair novamente de nós, e, pé ante pé, passo após passo, fazermos o caminho, mesmo sabendo que o horizonte sempre nos foge, mas que é o crer em querê-lo que nos faz andar. De quando em quando forçamo-nos (ou forçam-nos) a parar para, depois, continuarmos inteiros e convictos de que o nosso horizonte é o destino para que queremos caminhar. Que é ali que queremos ir, que aquele caminho somos nós. Que aquele horizonte é, mais que tudo, o nosso olhar de olhos fechados.
Errar, errar melhor, errar com paixão. Desfeitos, mas vivos no horizonte onde nos queremos, mesmo sabendo que não o chegaremos a tocar.
O caminho certo é o nosso quase tocar, quase chegar, visto por dentro dos olhos fechados abertos à alma.

Uma gloriosa derrota pode ser a vitória da paixão.

14 dezembro 2015


Camas que se desfazem toda a noite
Chão do amor  que se fez
Que se desfez em sons, em cheiros,
em toques que desfazem a pele
e mancham o tempo de prazer.
Bocas de comer beijos que querem engolir almas 
Camas desfeitas o dia inteiro
Com chilreio de beijos e gargalhadas tontas de paixão
O veneno da memória
que adoece os dias e corre nas veias 
Indo e vindo do coração.
Um folhado e um sumo, com esta vista quente que não queima, uma música que queima coisas por viver ao som da Garota de Ipanema, e a chuva do outro lado do vidro, à minha frente, sinto-a sem que me molhe mas me encha de conforto bom. 
Engolir qualquer coisa rápida e depois tudo isto travar o tempo, alongá-lo, dar-lhe tempo... Tudo o que é impossível. 

Bom dia
... Mesmo, só isso.

Boa noite

13 dezembro 2015

... Substituam-se as caminhadas pelo olhar para a lareira e hoje é o programa perfeito... 
Finalmente Dezembro a assumir o nome de família, as raízes, a essência do cheiro a lareiras no ar, ao nariz frio debaixo dos agasalhos que aconchegam, das mantas dos dias lentos, da vontade de casa e sofá e mimo e preguiça que se estica e estende pelo dia acompanhada com chá ou café... E um amor puro, doce, quente. Dos que aquecem os invernos e despem os verões. 

Bom Dia

12 dezembro 2015

... Quase no Natal e a varanda ainda inundada de sol, coberta por um céu azul, imaculado, onde se ouve pássaros que cantam e o café que se bebe devagar, mastigando pensamentos lentos sem acordar a preguiça do corpo...

Bom dia

11 dezembro 2015

... a música que se dá 
depende das cordas que nos tocam 
e como as tocam.
Se tocam...

Bom Dia

09 dezembro 2015

Ahhhhhh....
... porr@...e só agora é que avisam!!
Uma informação deste calibre, desta clarividência, desta relevância
para quem usa estes termos, e só agora é que avisam o público em geral??
É prenda de Natal, será isso?
Por acaso foi coisa que nunca me chamaram 
(acho eu, e por acaso também não acho que seja por acaso...) 
mas assim receberia o elogio com outro conhecimento de causa... 
bom, bem vistas as coisas isto para mim ainda vem a tempo...
mas acho que isto deveria ser do conhecimento público há mais tempo, 
por isso aqui fica, em jeito de serviço público 
(escusam de agradecer que estamos cá também para isso, pois claro)
Até apetece aquela coisa do "já alguém a chamou b.i.t.c.h. hoje?"
 muito mais original que o habitual "já alguém lhe disse que é linda hoje?"...
 b.i.t.c.h. é MUITO mais completo pahh...

Bom Dia
[bem, realmente, acho que já percebi porque nunca me chamaram tal... está tudo explicado....bahhhhh]

... E que entretanto desapareceu da prateleira onde sempre o encontravam quando queriam.

Boa noite

08 dezembro 2015


Ahahahah... 
Típico eu num dia que queira moer cabeças, 
fazer beicinho só porque sim, 
e acabar a rir.

Bom dia

07 dezembro 2015

Há pequenas coisas que fazem grandes diferenças... o que faz toda a diferença.
É nos detalhes, nas pequenas coisas, que se vêem e sentem as grandes coisas.
Porque nos saem naturalmente nos gestos do quotidiano se as tivermos dentro, surgem da espontaneidade do sentir genuíno, aquele que não se pensa nem programa. E sente-se quando é espontâneo, genuíno, ou apenas uma tentativa humilhante em parecê-lo.
Escolhi esta desta série de desenhos, é das que mais gosto. Estive indecisa entre esta e o beijo na testa, que me delicia e derrete, pelo carinho, pela ternura por ser feito (ou eu assim o entender...) de afecto puro. Acabei por optar por esta porque tem o pormenor de ela ter os tomates num frasco, e isso não é irrelevante, ou eu ri-me (muito, diga-se, quando me apercebi desta particularidade) com a ideia, e achei que realmente há grandes coisas coisas ditadas por coisas pequenas...
(mas isto já foi uma associação de ideias que nada tem a ver com a série de desenhos, que na verdade, retratam momentos que me são familiares, doces, próximos)


Bom Dia

06 dezembro 2015

[foto @theselittlesquares]

Era a mais matutina de todos, por incrível que possa parecer. Gostava da casa em silêncio, ia para a sala e entretinha-me a ver bonecos na televisão ou pegava nos álbuns de histórias de pessoas que conhecia bem, ou algumas misteriosas que não sabia quem eram. Abria aqueles álbuns recheados de momentos vezes sem conta, vi as mesmas fotografias não sei quantas vezes. Gostava mais dos livros com histórias a preto e branco, eu nunca aparecia. Vi tantas vezes as fotografias do casamento dos meus pais que teimava inocentemente com quem me dissesse que não tinha estado lá. Lembro-me como se à estivesse agora à ver a minha frente, uma fotografia dos meus pais já casados, dentro do carro, o meu pai a dar um beijo na testa da minha mãe de olhos fechados, tímida de tanta ternura, e de sorriso tão feliz como nunca lhe vi sem ser em fotografias antigas.
Gostava daquelas manhãs sozinha, acompanhada da imaginação que voava, do tempo que passava dengoso, até que a casa acordava e seguiam-se aqueles pequenos almoços, que eram verdadeiros almoços, que não sendo pequenos eram diferentes. Enchia-se a mesa de tudo: cerelac, leite, compotas, chocolate para o leite, pão, fiambre, ovos, queijo para quem gostava, fruta. Pedia à minha mãe "pão aos bocadinhos com manteiga", não era o mesmo que pegar num pão e pôr manteiga, comendo à dentada, nso, não era. Não sei porquê, mas não sabia ao mesmo, e ela lá ia arrancando bocadinhos ao pão, punha manteiga e eu ia comendo, a ver aqueles bocadinhos alinharem-se à minha frente quais saídos duma linha de produção do mais tradicional que havia naquela casa.
Agora, aqui, a tomar café ao sol, percebo que me ficaram essas manhãs preguiçosas, sem pressa do dia acordar, entre histórias imaginadas, sabores simples que se gravam na nossa história, carinhos que alimentam uma vida inteira para ainda aqui estarem, depois de almoçar na varanda, com este sol e a minha pequenita, ainda as duas de pijama, sem saber se a ela lhe ficará alguma coisa parecida. Nunca me pediu "pão aos bocadinhos com manteiga".

Bom dia

05 dezembro 2015


Ao sol: cheiro a café quente, sabor a canela que já se adivinha, frases doces que fazem sorrir. O sossego, a paz, o fechar os olhos e deixar o sentir por dentro, fechado, meu. Tão sentido, tão simples, tão meu.
Há poucas coisas na vida como a tranquilidade de ser. Simplesmente ser,e isso ser, para nós, tranquilo. 
Tenho a noção que se lesse isto há uns tempos, escrito por alguém, não ia perceber o alcance das palavras que agora sinto quando o escrevo. 

Bom dia

04 dezembro 2015

...pois.
É pena. 
É o resumo possível da semana. 


Meu amor, meu Amado, vê... repara:
Pousa os teus lindos olhos de oiro em mim,
- Dos meus beijos de amor Deus fez-me avara
Para nunca os contares até ao fim.

Meus olhos têm tons de pedra rara
- É só para teu bem que os tenho assim -
E as minhas mãos são fontes de água clara
A cantar sobre a sede dum jardim.

Sou triste como a folha ao abandono
Num parque solitário, pelo Outono,
Sobre um lago onde vogam nenufares...

Deus fez-me atravessar o teu caminho...
- Que contas dás a Deus indo sozinho,
Passando junto a mim, sem me encontrares?

Florbela Espanca

[...das contas que um dia se farão, desfazendo-se num destino por ser.]

Bom dia

03 dezembro 2015


Intimidade é uma sintonia de almas, uma cumplicidade de humores, uma conversa de olhares, um toque que se sente à distância, uma sinfonia plena dos sentidos quando se alcança a pele com alma. É uma energia que se sente, que alimenta, que se multiplica, que não se dá nem se recebe: vive-se. Intimidade não tem eixo de tempo, não nasce do tempo, não morre com o tempo, acontece num momento que surge num tempo qualquer que nenhum relógio conta, prende ou deixa escapar.

02 dezembro 2015

ahahahahha...
Já sabes, tudo passa, então aproveita e passa lá em casa (com tudo), mas não te passes, sim??
ahahahh
...juro que não ia pôr nada disto, mas cruzei-me com esta pérola e ri-me,
encantou-me digamos - como dizia a minha pequenitates no outro dia quando viu um mocinho fazer "um cavalinho" numa mota tipo aspirador mas com menos velocidades: "mamã... olha!!!.... ele fez aquilo para te encantar!...." ahahah o que eu me ri também, balha-me-deus!!, mas pronto só para dizer que me encantou, fez-me rir, e que os dias andam corridos e cheios e bons, até. 
Finalmente há coisas que começo a ver mexer e a saírem-me das mãos, ou pelo menos a ver-se a possibilidade de haver resultados, coisas boas que me saíram da cabeça e do esforço de as querer - aqui sim, lutar por elas - coisas que se fazem, que se argumentam, que se trabalham, de que convencemos os outros e os trazemos para o nosso lado (às vezes porque temos mau feitio; curiosamente há quem goste disso, há quem veja nisso autenticidade, espontaneidade e uma cabeça por onde se pensa, onde não se diz sempre "sim senhor" e o considerem uma qualidade). E tem sido bom. Às vezes cruzamo-nos com pessoas que também têm ideias e ideais e querem as coisas feitas e contribuir para isso (e até têm mau feitio também, dão murros na mesa e quando é preciso chamam os bois pelos nomes). Às vezes cruzamo-nos com boas pessoas (ou que até ver assim parecem). E isso é bom, é uma esperança, em tanta coisa, mas talvez essencialmente na humanidade e na recompensa do esforço. 

Bom Dia.



"Cada um luta com as armas que tem", oiço às vezes, e eu não tenho nenhumas, ou se tenho não sei quais são nem como usá-las, não sei lutar para que me queiram. Acho que ninguém teve de lutar para que eu o quisesse, para que eu quisesse fazer tudo para poder ficar com quem queria. Simplesmente acontece. Ninguém lutou, ninguém precisou fazer nada, só existir, só ser o meu colo e o meu riso, só ser e deixar-me ser. Como sou. É isso que muda tudo, esse estar sendo, essa sensação de ser estando, de tal forma que deixa de se conseguir conceber a vida sem esse alguém, porque esse alguém é permitirmo-nos ser. Ninguém lutou por isso, não usaram armas nenhumas para isso, porque é que eu teria de usar, teria de lutar? Nem sei como ou o que fazer... nunca soube lutar por quem quis, só sei lutar por um nós que seja feito de dois, por dois, de duas vontades de estar, de um sentimento que une. Sei dar tudo por quem gosto, talvez essa seja a minha forma torpe de lutar. Talvez amar seja uma forma de luta, mas nunca uma arma.

Boa noite

29 novembro 2015




... Conselhos e apetrechos que acompanharam um chocolate quente de fim de tarde, em companhia querida que ouve e aproveita para vetar conselhos natalícios... Sitios para onde corro (tanto que apanho multas... Raios!!) quando quero parar, sem exigências ou cerimónias, onde o calor não precisa de mantas e a doçura se bebe no olhar ternurento das palavras ditas. Sítios que me fazem pensar que casa é um lugar que temos guardado dentro de algumas pessoas, que nos albergam e abrigam, que dão colo e puxões de orelhas. Que nos gostam (ou disfarçam muito bem, pronto). 
E sabe-me tão bem, mas tão bem, dizerem-me "vem" e eu ter a liberdade de ir, assim, sem complicações, sem justificações, sem nada. 

Bom dia.

27 novembro 2015



"Somos os laços… aqueles que nos unem a um mesmo lugar, a um lugar em que a distância termina num abraço, em que a saudade morre… num beijo. Somos esse tempo, esses quilómetros que nos afastam mas que fazem intensificar o amor, que nos dão a certeza do sentimento, que nos revelam a força do nosso querer.

Somos as memórias… as histórias que guardamos dentro de nós, os momentos que foram vividos – repartidos num mesmo coração: que se completou nas nossas imperfeições. São esses laços, esses pedaços que não se vêem e que apenas são sentidos. Que são vividos nos braços que seguram, nas promessas que se cumprem, nos olhares que falam: em silêncio.

Nós somos esse silêncio, aquele das quatro paredes do nosso quarto, aquele em que nos fundimos um no outro, em que o tempo parece tão pouco… para vivermos a paixão. Somos a recordação… aquelas canções que ecoam no nosso peito, que nos elevam para um outro estado que passa o do sonho (que sonhamos deitados).

Somos essa vida, essa vida que nos é tão própria, que se agarra à pele, à carne, ao sangue. Somos os destinos… ou então a nossa forma destemida de encarar o sentimento, sempre que nos damos por inteiros, sempre que nos deitamos sobre um chão seguro. E pode parecer uma loucura amarmo-nos como nos amamos, darmo-nos como nos damos mas… só nós entendemos, só nós nos conhecemos nesta nossa forma de sermos loucos.

E são tão poucos, tão poucos os que amam na liberdade do seu próprio ser. E nós temos essa sorte. É nós temos tudo, porque temos o Mundo nestas nossas mãos que não deixam morrer o sentimento… por maior que seja a saudade."


"É nós temos tudo"... Tudo... ou tínhamos. Daqui a nada nem saudades, só esquecimento. O bendito, o tão abençoado, esquecimento, o olvido como melhor, como único, futuro. O desapego, a inexistência de tudo, não sendo um nada que se sinta nada, vazio. Porque o vazio é a noção do que falta num espaço, e então, esquecido, não faltará nada, não haverá saudade.  Como nunca alguém se sentirá infeliz se não tiver um dia sido feliz. Que felizes, então, os que nunca foram felizes. Estão livres da infelicidade.

25 novembro 2015


Não sei se a música é o melhor conselho, porque esses raramente gostamos de os ouvir... Agora, que neste momento, é a única coisa que me apetece ouvir, lá isso é. E é o que vou fazer atrás dos óculos de sol a caminho de onde devia estar há muito...

Bom dia!

Sou o resultado combinado
Do que não combina
Sou inteira de razão
e toda coração
Sou de cansaços vários
E a que nunca se cansa
Sou adepta da lógica geométrica
E seguidora da surrealista intuição
Sou o meu querer
E o não querer querê-lo
Sou o que digo calada
E o que calo gritando
Sou o que fui
E fui o que sou
Uma combinação
Do que falta combinar
O meio caminho entre dois opostos
Que não se sabem contrariar

...

Boa noite

24 novembro 2015

[das coisas que gosto de fazer: fazer rir a quem tenho amor. sempre. será que conta?]

"Quantas coisas fizeste esta semana por amor?

Não conta dar presentes no Natal, e nem nos anos, isso faz, para muita gente, parte das regras implícitas do conviver. E também há quem ache que sair juntos de vez em quando, jantar fora, o dia dos namorados, são tudo coisas do plano da convivência de quem vive uma vida partilhada. Até o sexo.

E o amor? Que é feito do amor? Quantas coisas fez alguém por ti esta semana que te fizesse pensar que te amam? Quantas coisas, por pequenas que fossem, fizeste tu, esta semana, por amor?"

Com saudades de roubar coisas ao Menino...

...que regressou, demorado, às palhinhas blogosféricas, mas sempre a tempo de dizer o que deve ser dito. (Oh Menino que saudades pahhh... engraçado, às vezes é nos regressos que sabemos o tamanho da falta que algumas coisas nos fazem...como se só aferíssemos o tamanho do vazio quando o enchemos,..)

E pergunto-me:
Sim, que fizeste tu por amor esta semana? 
E gosto sempre tão mais das perguntas que das respostas...

ahahahah... 
exacto, é tudo uma questão de perspectiva e do com o que nos escolhemos comparar...
macaquinho lindo.... cutchi cutchi
[ando a precisar (e a querer) rir-me, desculpem lá...]
Bom Dia!

22 novembro 2015


... Quero, quero, quero. Quero tão pouco, quase nada: domingos de manhã, cama desarrumada, aquele beijo, o olhar que não cansa... E o quase nada é-me tudo, quero tudo demais. Mas querer não chega para fazer aparecer alguém que queira o mesmo tão pouco, quase nada.
E então não quero querer nada, porque os nós desatam e eu demoro a desatar-me, parece que desaprendi a não querer, leio estas coisas e quero quero quero... Como não querer?

Bom dia.