Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

28 novembro 2013

27 novembro 2013

[foto de: Kerstin Joesson]

Não vejo nadita!!
...Mas ao menos tenho os miolos quentes!!
eehhehehehhe
Que belo penteado!! Eu acordo, mais ou menos, assim de manhã... 
mas com menos cabelo... aliás estou quase careca!!! 
...mas ainda uma despenteada mental... uma tristeza!!
Bom Dia!!

21 novembro 2013


Era engraçado porque,
toda vez que ela
me fazia sorrir ou rir,
eu sentia uma vontade
incontrolável de explicar
pra ela o quanto eu a amava.

Caio Fernando Abreu

[...incontrolável, não, graças a deus...
...e gostava quando ouvia a meio duma conversa parva um "adoro-te" saído de jacto na pressão da vontade, ou um beijo bem assente de repente para calar as tontices e intercalar as gargalhadas... é bom sentir isso.]

Boa Noite
ehehehheheh
Um dia .... vai haver fogo de artifício!!
Bom Dia!!

Lembro-me de me dizeres que me amaste, ao longo do tempo, de muitas maneiras diferentes. Ponho-me a pensar que então nunca me amaste da maneira certa: da maneira certa para ti, que tornasse tudo certo. Nunca me amaste escolhendo amar-me, então foram todas maneiras erradas de amar, e até de não amar. Talvez de certa maneira me tenhas amado: não da maneira certa: certo de que me amavas. 
Eu sempre estive certa: amo duma única maneira: amando, mesmo quando quero escolher não te amar.
Errado é eu estar tão certa.

Boa Noite

19 novembro 2013

É isto. Só, e tudo, isto.
Boa Noite

...pois!!
bem precisava...
mas com menos malas!!

... ontem estava frio, muito frio, e vai daí eu resolvi acender a lareira pela primeira vez este ano...
e lá fui eu, de mini-saia, botas de salto alto e lanterna na mão, à lenha... um mimo!!
Ora então, quando estou a pôr a lenha no cesto para levar para casa lembro-me duma amiga que refila como marido porque - vejam lá bem isto!! - ele traz a lenha suja para casa!!!! Por muito que eu lhe tente fazer ver que ter um mocinho que até traz a lenha para casa, e acende a lareira, é uma benção e um miminho bom... nada!!! É irredutível, aquilo só traz lixo e bicharocos para casa!!!... Inadmissível,deviam sacudir a lenha antes de entrar!!!...ehehehhe (é certo que ela reconhece que é um exagero, mas ainda assim refila...mulheres) ora vai daí, eu lembrei-me disto e comecei a rir-me sozinha, porque a lenha estava cheia de teias de aranha e afins... pega no telemóvel e mando a seguinte sms: "lembrei-me de ti, fui à lenha e está cheia de teias de aranha... achas que aspire???" ahahahhaha e por causa desta brincadeira toda, hoje a B manda-me este mocinho lenhador - com ar de quem racha lenha muito bem, e depois a transporta cheio de carinho para nos aquecer...- e diz-me que já resolveu o meu problema!! Espero que sim... que não se tenha enganado e dado a morada dela em vez da minha...
ehehehhehe
Bom Dia!!

18 novembro 2013


"(...) Por isso realmente não sei se consigo dar a volta, porque cada vez que o tento ou me aproximo levo com isto ou outra treta do género pelas trombas.

Beijo para ti entregue por aqui já que parece que pelo meio normal está cada vez mais difícil de acontecer e com muita pena minha acredita."
16/12/2012

...acredito sim senhor!! Realmente acredito mais nisso que noutras coisas que gostaria de acreditar... Foi esta frase, ou a ideia desta frase, que me veio à cabeça enquanto tentava que a água me lavasse dos pesadelos da manhã... quando finalmente consegui dormir, depois de acordar sem razão aparente, e sem razão alguma não conseguir dormir... antes não tivesse conseguido. Os pesadelos que se seguiram deixaram-me exausta, sem forças, descorçoada de todo... e depois, depois, no banho isto, lembrar-me desta frase, da grande pena de ser cada vez mais difícil entregar o beijo - tão desejado, tão querido, tão cheio de vontade- pelas vias normais... e depois ver a data disto, e o tempo que passou, e o tanto que falta para tudo isto passar, para me passar... e dou por mim a prender-me naquele penúltimo parágrafo... cada vez que tento dar a volta, levo com qualquer coisa pelas trombinhas abaixo... como ir à procura precisamente desta frase, esta frase que me assaltou a alma enquanto a água me escorria pela pele, e dar-me de caras, outra vez, com isto, com mais isto:  

"(...)mas preferia um beijo bem assente e agarrares-me com força, Preferia um olhar em que te conseguisse ver a alma, preferia um olá terno, preferia poder chegar ao pé de ti e aconchegar-te em mim e beijar-te os olhos e a testa com todo o mimo e ternura que tenho por ti, mostrar-ta e sentir que era isso que tu querias. O tempo que tenho à frente já é curto e acho que se não for agora já não será mais. Não quero perder os últimos anos da minha vida enquanto vida nesta amargura que tem sido os últimos anos, sempre a perder-te(...) Adoro-te, sempre te adorei , foste e és a mulher da minha vida e, não posso viver mais assim,(...). Do não saber de ti. Não sei o que fazer."

Há coisas que conseguem ser mais pesadelos que os já pesados pesadelos que me assolam as noites seguidas de insónia... há coisas que vão para lá de tudo o que pensei, do que pensei poder sentir, há coisas que me pergunto... e continuarei a perguntar, sem ter resposta. Sem sentir a resposta. E banhos que me sujam a alma sem aviso. Como hoje.

Bom Dia... 


14 novembro 2013



"O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por isso".

Henry David Thoreau

[quanta vida se está disposto a trocar pela paz? pelo Amor? pelo respeito, pela harmonia?
tudo se pesa, mesmo que não se dê conta.
 todas as decisões, por pequenas que sejam ou pareçam, têm um custo, 
e esse custo é sempre de vida. oportunidade de vida.
 em cada sim há um não que o contrabalança. 
em cada não há um sim de que prescindimos.]

13 novembro 2013



O Homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos. 
Por isso longo é o caminho através de regras e normas,

curto e eficaz através do exemplo. 


Séneca

[há homens peludos, mas a foto não é uma provocação... 
é só porque era uma ternura, e está a tapar os olhos... a antítese do escrito... 
ou então é um céptico, não quer acreditar em nada!!.... eheheh]


eheheheh...
pois, tudo bem explicadinho!!, não há cá "nims",
 ou dizer só penso muito em ti... ou penso sempre em ti.... 
há que especificar horários!!... e os sins têm de ser directos e os nãos inteirinhos!!!
Vamos lá a ver!!!!.... hum.
Bom Dia!!


"...Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
...E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços"

Alexandre O´Neill


Boa Noite

10 novembro 2013

Boa Noite


.... Verdade!!
Bom dia!
...às vezes é saudade nem se sabe de quê. 
É uma falta que se sente e não tem nome, mas que parece ter cheiro, calor e rosto, de tão familiar e íntima. 
Uma sensação de plenitude que falta, uma saudade que arrepia a alma de inquietação.
Que nunca sei apaziguar.

Boa Noite 

09 novembro 2013


... A melhor coisa para passar um dia destes... Em frente à lareira ou no sofá enrolados numa manta... Bem me apetecia... Um programa destes e um certo e determinado mocinho destes...
Bom dia!
Boa Noite

07 novembro 2013


(...)
Tu não me pertenceste - e, se uma vez acreditei que
acontecias dentro do meu corpo, das outras vi-te abraçar a
solidão com tanto ardor que concluí ser a memória quem
te mantinha vivo. O meu coração, contudo, sempre

te pertenceu - e a mão desesperada que o procura não
sente bater longe do teu peito. E mesmo os poemas todos
que escrevi não me pertenceram, porque essa vida
que pulsava no papel levaste-a tu contigo na hora
em que te foste - e a que tenho agora é mais
branca e vazia do que a morte, não é vida nem nada

que eu queira alguma vez que me pertença.

Maria do Rosário Pedreira


[não tenho nada do que queria que me pertencesse.
 a mim pertence-me a solidão e a vida que não tenho escolha viver, é a que acorda comigo todos os dias, cada dia que nasce quando os olhos se me abrem, e pareço andar com eles fechados o dia todo, a vida toda. Abri-os uns momentos, vivi, mas depois vieram as tuas mãos e fecharam-mos. 
O que vejo hoje são meros reflexos do que se passa à minha frente. Nada parece chegar cá dentro. Por dentro os olhos fecharam-se. Por dentro já nem pareço respirar. Por dentro, parece que são apenas palavras conjugadas - por dentro de mim é um sítio que já não existe. Morreu. Morreu em ti.]
[mais um descapotável, mais uma viagem que não viajo...]

Depois de dizer que não estou virada para esse lado, depois de dizer que abracinhos e beijos de "amigo" são coisas que não me encaixam na situação... Depois de me explicar - porra, 'tou farta de me explicar!!...em tudo e de tudo, ninguém entende uma linha do meu silêncio nem um parágrafo inteiro do meu discurso...- agora vem um convite para ir a qualquer lado, um fim de semana, Sevilha talvez, eu que escolha que tanto faz, o que interessa é a companhia... 
Sevilha, porra, Sevilha: o pronunciar desta palavra na minha cabeça reme-te para um mail de há muito tempo onde me descreviam um fim de semana para passar a dois. Pegar no carro e ir. Odeceixe, Odiaxere, Tavira, Sevilha.... as noites de Sevilha, coisa muito gira, diziam-me. Eu ia gostar, de certeza. Era a minha cara... 
E eu dou comigo a gargalhar sozinha de puro desespero!!!!... de tudo, por tudo. Desespero do mais puro, por tudo me ser tão duro por dentro: os dias, os últimos dias, todas as noites, algumas em particular particularmente excruciantes, os últimos meses, o último ano. Tudo e tanta coisa que não devia ser tudo, mas que me é tudo.
Depois, por momentos, no meio da minha extrema carência, dou por mim a agradecer - talvez até roçar o gostar -, que alguém me queira, o mostre e o diga, para passar uns dias, um fim de semana, um concerto que seja: qualquer coisa. Porque lhe apetece estar comigo, porque parece-lhe que valho a pena, que está disposto a fazer kms por mim, para um jantar e uns copos, conversa, companhia... Que tenho uma energia boa, que lhe faz bem, que se sente bem ao pé de mim... 
E eu... eu dou por mim realmente, e verdadeiramente, a agradecer, mas a não conseguir deixar de dispensar... 
Por que raio está tudo ao contrário? Quando é que eu volto a aprender a gostar de quem gosta de mim?? e ganho amor próprio? Tenho de vender a alma? Se ao menos tivesse como e a quem... Acho que já me tinha livrado dela... Porque ela já se desfez de mim há muito tempo, está numas mãos que não me pertencem, e que me desfizeram em coisa nenhuma.

Have a nice day...
Vim com a cabeça cheia de coisas, tanta coisa para dizer, tantas perguntas sem resposta, tanta vida por viver, tanta tristeza por purgar... mas não me apetece, estou farta de me explicar, e explicar como vejo as coisas, como elas não deveriam ser. Estou cansada de me magoar, de tentar desfiar a mágoa para a fazer desaparecer, e de tentar explicar o que me magoa e porquê, como se isso servisse de alguma coisa, como se isso importasse a alguém, como se isso fizesse com que evitassem magoar-me. Não, nada. Mas não obrigo ninguém a nada, por princípio, e depois até por hábito. Não acho que alguém fazer o que eu gostaria que fizesse porque eu obrigo, ou porque o faço sentir-se obrigado a isso, valha de alguma coisa, tenha em si alguma valor que me acalente, não me agrada, não me satisfaz: ou se faz o que se faz por vontade, ou então sou eu que fico sem vontade alguma de trazer alguém atrás obrigado... não, obrigado, não me serve. 
Deixo que decidam, que tomem as suas opções, que tenham as atitudes que em entendem em consciência dever ter, mas depois terão de perceber que se magoam os outros - ainda para mais conscientemente-, há que assumir as consequências e a mudança eventual das atitudes dos outros. É a vida, desejo-lhes a todos um óptimo dia e melhores noites, passadas e futuras... mas francamente, às vezes só me apetece mandar tudo e todos.... para bem longe...para não dizer outra coisa...

06 novembro 2013

Boa Noite

Quero pirar-me desta vida, correr para outra, parar, gostar e ficar.
E quero ir de descapotável. Mesmo se chover. Quero o sol e quero a chuva.
E quero rir com gargalhadas genuínas, e chorar quando me doer forte. 
Quero que o meu olhar dispute com o meu falar quem mais diz do que sinto.
 Quero ser eu, quero uma vida em que eu consiga ser eu, e possa ser eu.
 Quero a minha vida. Não quero a minha vida de volta, quero a vida que encontrei em mim, novinha em folha, mas quero vivê-la à vontade e com vontade, com um sorriso nos olhos e uma mão na minha,
 feita de olhares cúmplices, beijos, ternuras, brincadeiras, conversas, paixão e um caminho todo para percorrer lado a lado.
Apetece-me ligar o carro e arrancar uma vida nova.

Bom Dia

05 novembro 2013

04 novembro 2013

...ahhhhhhhh....
já se comia, já!!!
... e massa e tudo.... ui ui que bom!!

..eu devo ser mesmo estranha.
Há dias em que este vestido é a minha cara (sem o cinto, ou fita, ou lá o que é...)
...há outros em que não.
Em que não chega nem perto...
Como é que eu consigo ser tantas pessoas sem nunca deixar de ser ninguém?
nunca chegar a ser gente para algumas pessoas?


tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía
si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos


Mario Benedetti
"Talvez também lhe houvesse entrado na cabeça pela primeira vez que a posse não significa nada quando não nos podemos entregar."

Henry Miller, in Sexus

01 novembro 2013


descalço-me de sombras para chegar a ti
as linhas do meu rosto são claríssimas
nelas não vês o velho, a criança, o adulto
vês apenas o traço comum
que é onde eu procuro a tua mão
na transparência da minha palavra inteira.

Vasco Gato


Boa Noite

- Está a falar a sério? – perguntou-lhe.
– Desde que nasci – disse Florentino Ariza – não disse uma única coisa que não fosse a sério.
O comandante olhou Fermina Daza e viu em suas pestanas os primeiros pingos de um orvalho de inverno. Depois olhou para Florentino Ariza, o seu domínio invencível, o seu amor impávido, e se assustou pela suspeita tardia de que é a vida, mais que a morte, que não tem limites.
– E até quando acredita o senhor que podemos continuar nesse ir e vir do caralho? – perguntou-lhe.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada havia cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com todas as suas noites.
– Toda a vida – disse.

Gabriel Garcia Márquez
in «O Amor Nos Tempos de Cólera»


[as últimas linhas do livro. li-o num ápice. 
não há amores assim; e se não for assim, não é amor. ambivalências. ]
...Às vezes sinto que o meu dia começa assim: 
com um café tomado sobre os escombros duma guerra, 
mas esta não mundial 
(como esta foto tirada nos escombros dos bombardeamentos em Inglaterra na IIGM),
apenas minha, interna, que só eu sei, vejo, e sinto.
Mas se os outros vissem, acho que seria isto que viam e sentiam.
Não é bonito 
(...até porque não me favorece o lenço na cabeça...)

Bom Dia