Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

31 maio 2013


Não te rendas

Não te rendas, ainda estás a tempo 
De alcançar e começar de novo, 
Aceitar as tuas sombras, 
Enterrar os teus medos, 
Libertar o lastro,
Retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem
Perseguir os teus sonhos,
Destravar o tempo,
Remover os escombros,
e destapar o céu.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se esconda,
E se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma
Ainda há vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o quiseste e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.

Abrir as portas,
Tirar os ferrolhos,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o repto,
Recuperar o riso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo,
Celebrar a vida e retomar os céus.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma,
Ainda há vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
Porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, porque eu te amo.


MARIO BENEDETTI 
traduzido por Inês Pedrosa

[gosto deste Mario!! Muito!]
Coisas boas...
(de que já desisti, mesmo...bahhhh)

30 maio 2013

Chove tanto nos meus olhos, mas nada pinga.



não quero mentir mais. estou cansado de mentir.
vejo o teu rosto parado numa fotografia e a memória
que guardo de ti é tão diferente da realidade assustadora das fotografias.
mas não vou mentir. estou cansado de mentir.
a minha vida também és tu, o teu rosto parado na minha memória.
a minha vida és tu e todas as mãos que me seguraram e me quiseram,
todos os lábios que me beijaram, todas as línguas que me desenharam figuras
na pele, todos os dentes que me morderam, todas as vozes que me disseram amo-te
e me fizeram acreditar nisso. não quero mentir mais. estou cansado de mentir.
não és quase nada, mas não quero e não vou fingir que nunca exististe.

José Luís Peixoto



[li isto e por momentos achei a tua voz nas palavras, no que as palavras fazem sentir.;podias ter escrito isto, mas a tua voz na minha cabeça, a dizê-las, subscreve-as na perfeição - és tu, é como se fosses, só não tens o meu rosto emoldurado em fotografias, e não sei se estarás cansado de mentir. ]
"Meu "ANJO"lindo." 
Há uns tempos deixaram este comentário anónimo aqui no blog.
Acho que se enganaram, deve ter sido na porta errada, 
deviam andar à procura duma porta que guardasse um anjo destes da foto...
com asinhas e tudo...

Boa Noite

29 maio 2013

Que queriam fazer de mim?

Uma palavra, um gemido obsceno,
Uma noite sem nenhuma saída,
Um coração que mal pudesse
Defender-se da morte,
Uma vírgula trémula de medo
Num requerimento azul, azul,
Uma noite passada num bordel
Parecido com a vida, resumindo
Brutalmente a vida!

A chave dos sonhos, o segredo
Da felicidade, as mil e uma
Noites de solidão e medo,
A batata cozida do dia-a-dia,
O muscular fim de semana,
As sardinhas dormindo,
Decapitadas, no azeite,
O amor feito e desfeito
Como uma cama
E ao fundo – o mar…
Mas defendi-me e agora escrevo
Furiosamente, agora escrevo
Para alguém:

Lembras-te, meu amor, dos passeios que demos
Pela cidade? Dos dias que passámos
Nos braços da cidade?
Coleccionámos gente, rostos simples, frases
De nenhum valor para além do mistério
Também simples do nosso amor,
Inventámos destinos, cruzámos vidas
Feitas de compacta vontade,
De dura necessidade, rostos frios
Possuídos por uma ausência atroz,
Corpos extenuados mas sem nenhum sono para dormir,
Olhos já sem angústia, sem esperança, sem qualquer
Pobre resto de vida!
Seguimos a alegria das crianças, agressiva
Como o carvão riscando uma parede,
Aprendemos a rir (oh que vergonha!...)
Com a gente «ordinária», e calados
Descemos até ao rio – e ali ficámos
A ver!

O amor continua muito alto,
Muito acima, muito fora
Da vida, muito raro
E difícil: maravilhoso
Quando devia ser fiel,
Fiel em cada dia,
Paciente e natural em cada dia,
Profundo e ao mesmo tempo aéreo,
Verde e simples,
Como uma árvore!

Ganhámos juntos o que perdemos separados:
A luz incomparável, esta luz quase louca
Da primavera, esta gaivota
Caída dos ombros da luz,
E a leve, saborosa tristeza do entardecer,
Como uma carta por abrir,
Uma palavra por dizer…


(...)

agora escrevo, Alexandre O'neill


[lembras-te?... de alguma coisa?  lembras-te do que éramos juntos, do que ainda somos se estamos? lembras-te que me ensinaste a rir sem vergonha de rir? não? não te disse que foste tu que me alargaste o riso? se calhar não... lembras-te que me ensinaste que o amor é quieto e calado, mas revoluciona qualquer tempestade, para poder continuar a ser quieto e calado, ou malandro quando lhe dá para isso - que faz tudo para apenas continuar a ser, é um sobrevivente, acima de tudo, é um selvagem sobrevivente. lembras-te? lembras-te quando dizias que me adoravas e não fugias? lembras-te quando as coisas ainda faziam sentido, e tu não eras em mim nem eu em ti? lembras-te de dizer que tudo tinha deixado de ter sentido depois? de que te lembras tu? eu lembro-me que dizias que quando se ama não há como ir dormir sem saber se o outro está bem, sem se assegurar que está, quando dizias que por muito cansaço que o corpo trouxesse do dia, enquanto houver paixão, não há cansaço que não abrace, que não beije com vontade - lembras-te? eu agora lembro, e percebo,  porque é que nunca consigo adormecer tranquila. e tu, como consegues ir dormir?... não te lembras?]


Há muito tempo disseram-me que tinham ganho a lotaria, eu disse que então convinha reclamar o prémio. Há pouco tempo disseram-me que se ganhassem o Euromilhões compravam uma companhia de aviação e se tornavam excêntricos, eu não disse nada. Hoje calhou-me este pacote de açúcar, e achei tudo excêntrico e sem prémio. E disse de mim para mim: merd@!
PROCURA-SE!!
...Kéo café cum cafuné....
Bom Dia!!

28 maio 2013

O tempo não cabe entre nós, passa, mas não fica.
A linha do tempo enfia-se na agulha que nos cose de volta as almas que nunca se descoseram,
junta o tempo que passou com o que falta passar, 
cose-nos com a linha do tempo, e o tempo perde-se. 
Passa, mas não entre nós, cosidos por ele.
Boa Noite
(há dias que gosto de pensar assim:  que ainda não nos descosemos, que há uma linha embrulhada que nos junta)


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Clarice Lispector


[e depois? como se faz depois do abraço para a repôr nos sonhos, se na realidade não tem lugar para nós? ]
True.


(...)
- Sei que existem duas hipóteses. Sei que vão existir sempre duas hipóteses. 
- Quais são?
- Com ela ou sem ela. 
- ...
- E sei que, se formos fazer uma análise profunda, só existe mesmo uma hipótese.
- Como assim?
- Só existe com ela.
- ...
- Se decidir estar sem ela não vou deixar de estar com ela. 

(...)

"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas

[...por isso mais vale estar...mesmo]
Sim!
Sim!!
Sim!!!!
'Bora.... vamos lá!
Bom Dia

...se calhar entornou-se o café, e ele é poupadinho...
sim, senhor! nada de desperdícios...
ehehehhe
Boa Noite 

27 maio 2013

Tu dizes que eu não te sair da cabeça é uma coisa má (jnmabs...). Eu digo que seres, e continuares a ser, o meu pesadelo é o mesmo. Só que tu até nos sonhos me invades sem licença. Não entras nem sais - estás sempre.
...porque o mundo é frio.

[esta mulher é linda que dói...bolas!! devia ser proibido...]

(...) Ele continuará a existir em ti, porque o amor tem o dom de permanecer debaixo da pele e no brilho dos olhos de quem o guarda. 
Só isso se guarda: o amor e as palavras. 
A coragem de os viver por inteiro. 
O amor e as palavras exigem coragem, cariño. Tu sempre o soubeste, como ele.
(...) 


 
Inês Pedrosa (Carta a Pilar del Rio)

[será? será que o o amor permanece debaixo da pele e no brilho do olhar de quem o sentiu e guarda, sentindo ainda? será?]
Bem sei que eu devia era ter uma coisa por maçãs, mas não tenho, 
já cerejas - adoro!!! - e pêssegos também... gosto de frutas muito normais, 
como em tudo basicamente,
 e agora que a fome aperta bem me apeteciam...
o que me lembra que tenho de ir almoçar...



Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele.
E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções…
(...)


Maria do Rosário Pedreira

[...é verdade, hoje sonhei mesmo contigo - é raro, mas hoje aconteceu - já não me lembro como foi o sonho, mas não acordei em soluços a chorar: já é um upgrade. Não deve ter sido tão triste como de outras vezes que me invadiste os sonhos. É raro porque te gasto durante o dia, de tanto te pensar e te sonhar e te amar à distância, à noite não me costumas invadir os sonhos ou os pesadelos, não apareces, embora te reconheça sempre nas sombras... sempre nas sombras nunca ao sol comigo. Isso deve dizer alguma coisa.]
Uiiiiiiii.......que arrepio!!!
ehehehhe
Bom Dia


Boa Noite

26 maio 2013



Algum dia eu haveria de entrar na normalidade dos que te amam. Amo-te. E dói escrevê-lo (que é pior, meu amor, do que dizê-lo). Amo-te absoluta, impossível e fatalmente. E ouço, adolescente, uma música adolescente, para me lembrar de ti, porque lembrar-me de ti é lembrar-me que não consigo esquecer-te. E ouço música porque ouvimos música quando amamos, e tudo, no amor é música, acústica da alma que quer ser devorada, e, neste caso, dor (tão deliciosamente insuportável) de amar sem sequência nem expectativa de contrapartida, amar unicamente o puro objecto que desgraçadamente amamos. Isto é uma carta de amor, e é possivelmente ridícula (prova maior de que é, realmente, uma carta de amor), ou porque perdi o hábito de as escrever, ou porque nunca tive a coragem de as enviar.


(...)

E não, esta carta não pode ter sido escrita por mim. És tu – em mim – que me faz escrever o que eu não escrevo. E isso é – de novo – o melhor de mim.

António Mega Ferreira


[sim, amamos sempre o melhor de nós, e o melhor de nós nunca nos habita, mas sempre num outro que nos traz sem saber, a nossa melhor metade, que amamos porque faz de nós o melhor que podemos ser - felizes. a única coisas que interessa. ]


...tinha coisas para fazer hoje à tarde, depois de espairecer com um café, mas deu-me tal preguiça que estive a ouvir música na varanda enquanto o sol deixou, depois pus-me a ver um filme enquanto lanchava, e finalmente organizei os papeis, mas mais nada... Bahh apetecia-me só preguiçar no sofá enroscadinha no mimo... Porque é que as coisas tão simples são tão difíceis? Não percebo...Tts e não devia, não devia. Que tonta... 
O sol até está bom, a música nos fones também, mas o maldito vento estraga um bocado a coisa. Ponho-me aqui a pensar naquela conversa de ontem; as mulheres são umas parvas sempre a tentar perceber e justificar tudo, a pensar que algum dia vão conseguir perceber a lógica de alguns comportamentos. Os homens agem numa qualquer lógica muito própria, tão própria, que as mulheres não a conseguem perceber, ou sequer chamar-lhe lógica. Aquele meu amigo ontem em dez minutos resumiu toda a minha vida dos últimos anos com uma tal limpeza e clareza que só os homens conseguem; eu calada, não dizia nada e ouvia tudo, não lhe confirmei as suspeitas certíssimas e deixei-o discorrer sobre aquela pessoa. E que não, que não tivesse qualquer espécie de esperança que alguma coisa mudasse, nao tinha porque mudar alguma coisa, está tudo bem. É assim, em dez minutos, limpou-me de todas as pequenas luzes que ainda piscavam remotamente no horizonte. É um amigo doido, mas não é parvo, e é homem percebe a espécie a que não pertenço nem entendo.


...só...
 Parece fácil dito assim...
(e para mim o mais difícil deve ser ter os olhos bem abertos...)
Bom dia
Vamos tomar algo juntos...
um banho, por exemplo...
E depois vamos lavadinhos para a cama...
Tenho de fazer um programa destes...
Boa noite

25 maio 2013

ahahahahahha
estou mesmo a imaginar!!!
isso é que ia ser um trato!!!
(já me fartei de rir sozinha, sou mesmo tonta... mas que era giro, era)

24 maio 2013

Boa Noite
(hoje era isto)


Pode parecer promessa
mas eu sinto que você é a pessoa
mais parecida comigo que eu conheço
só que do lado do avesso

Pode ser que seja engano, bobagem ou ilusão
de ter você na minha
mas acho que com você eu me esqueço
e em seguida eu aconteço

Por isso eu deixo aqui meu endereço
se você me procurar eu apareço
se você me encontrar
te reconheço...


Avesso - Alice Ruiz


[não preciso deixar endereço, mesmo que ele mude, não precisas, é pena, mas é assim. também a mim me apetece desistir por sempre de mim desistirem. também a mim me faltam as forças porque mas sacodem sempre que mas dão. também eu gostava que me encontrassem e me reconhecessem... não me procuras, não me encontras, não te reconheço...desapareço, mas deve ser esse o objectivo.]
Boa Noite
(aiiiiiiii...)

22 maio 2013

Boa Noite
[espero mesmo que o dia de amanhã seja melhor que hoje. aguento pouco mais.]

O que é que se faz para não se precisar?
Não precisar falar, conversar, ver?
Como se faz?

21 maio 2013

Boa Noite


Se antes de abrir a boca
Já está tudo dito
Deverei abrir a boca?
(...)

Onde se acumulam as palavras
Que não foram ditas?

Casimiro de Brito, in "Poesia do mundo".


[acumulam-se nas feridas que não deixam fechar, misturadas com as que foram ditas e encontraram sempre portas fechadas e janelas surdas.]
sim... às vezes,
 depois chamo-me estúpida, muito estúpida, quem não quer, não quer,
 e tento pensar noutra estupidez menos parva...
nem sempre é fácil, nem sempre consigo, mas às vezes resulta.


[ora este, por exemplo, não é giro de morrer mas tem charme suficiente para uma pessoa ter de se tornar espiã profissional, com curso de artes marciais e tudo...]

Ora, encontrei isto, o que vem corroborar esta minha velha teoria... homem giro é um perigo e só dá dores de cabeça, para além de eu ser por demais ciumenta e de me irritar que o curriculum de um gajo giro inclua um numero exacerbado de gajas que lhe passaram pelas mãos (e dessas, 95% serão mais interessantes que moi même, o que é uma porr@ ), ora posto isto, observem, e vejam lá se não tenho razão:

"1-   Vai ser sempre seu:
 A primeira coisa que uma mulher se preocupa é se o cara vai ser fiel. O homem feio tem mais de 90% de chances de ser fiel, se comparado ao homem bonito. O motivo é o óbvio, a concorrência é 90% menor.

2-   Não é só de beleza que vive a relação:  
Os feios podem não se enquadrarem nos padrões da moda, mas com certeza se superam em outros quesitos, afinal nem só de beleza se vive um amor. Com certeza essa pessoa vai ser mais atenciosa, legal e até melhor de cama.

3-  Vai te dar mais atenção:
   Os feios são menos egocêntricos. Vocês já repararam que os bonitões se preocupam mais com o gel que passam no cabelo que com sua namorada? com um feio as menina não vão passar por isso, pois os feios são mais dedicados a você, é aquela coisa, não querer te perder nunca.

4- Relação 100% segura.
 O que é que acontece quando tem uma briga na relação em que o cara é muito bonito? Ele vai no primeiro cabaré que achar, enche a cara de cachaça, e o quarto cheio de piriguetes. Já o feio faz de tudo para a relação voltar ao normal, e  a paz sempre prevalece.

5- Você vai estar sempre feliz: 
   Os feios vão fazer sua auto estima aumentar, pois não importa se você engordou um pouquinho ou um poucão, se está com o cabelo bagunçado, enfim eles sempre vão te achar o máximo.
Viu, não tem porque ter medo de namorar um homem feio, vocês só tem a ganhar."
falta de fazer da pele lençol
falta de fazer de ti a minha almofada preferida
falta de me sentir
Boa Noite

20 maio 2013



... As minhas cores...
Adoro estas cores de fogo do dia a despedir-se.
Ohhhhh...pronto 'tá bem, já que insistes...
ahahahhaah

apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico. apetece-me o doce que tenho no frigorífico...apetece-me o doce que tenho no frigorífico.
(estava a ver se passava a vontade... não resultou!! quando chegar a casa vou-lhe fincar o dentinho como gente grande!! Vou ficar celulitica até dizer chega, mas como diz a minha rica mãezinha "também já não perdes casamento".. e não, já perdi tudo o que tinha perder, não me resta merd@ nenhuma! que s'a fod@ venha o docinho que pelo menos esse não me amarga a boca)
Sou eu em versão com escamas...
uma tristeza... sou logo descoberta: peixinho pequenino e não animal com dentes de tubarão...
bahhhhhh....

Hoje no rádio de manhã... tive mesmo de sucumbir ao sorriso da imaginação...
Há coisas que só se imaginam com quem uma pessoa só consegue ser ela mesma.
Tímida ainda mas doida também, deu-me vontade de brincadeiras destas, de se aproveitar enquanto de pode, nunca se sabe se o homem nos desaparece no dia a seguir...
(e quem não se lembra desta cena no 9 semanas e meia?..)
Bom Dia!!

PS - parece que o senhor faz hoje anos... que voz!!
Há dias em que estou assim esquisita com as entranhas num grande novelo a emaranhar-se ainda mais, a puxar e repuxar ainda mais as pontas mal cosidas à pele. É uma sensação tão estranha e tão ignorante de razoes que às vezes me convenço que não sou eu que estou mal, que és tu e que há uma telepatia qualquer que te passa para mim. Sou doida, eu sei, mas sinto isto muitas vezes; algumas, dantes, vinha a saber que eram verdade, ou então apenas coincidências, não sei. Sei que é estranho e sinto-me estranha e nunca sei o que se passa contigo, nunca sei nada, nem tenho como saber - nao posso, como tu podes, saber o que me vai na alma se quiseres, mas fico com a sensação que és tu e isso mói-me.

19 maio 2013

Esperando boleia para um café com historias que se comem à colher, que eu preciso comer, saber que é possível, que existem, sentir-lhes o cheiro e reconhecer o sorriso que fazem nascer. Não quero perceber que reconheço esse sorriso porque já o tive, porque afinal ainda o tenho quando olho para trás. Em muita coisa reconheço essa pitada extraordinária de felicidade fácil, sem espinhas, das coisas simples - do simplesmente estarmos com quem queremos, com quem gostamos - tanto, que é preciso uma lupa e muita vontade para ver o resto do mundo que foge quando pessoas assim se juntam. E o depois, o sobreviver a essa perda, como se faz? Quando o outro é arrancado de nós sem aviso e sem ser a sua vontade, mas a das coisas, da vida, da morte. E como se faz quando a perda é só nossa por opção do outro?
Boa Noite

(...)
Hoje, aqui, já, neste momento,
Ou nunca mais.
A sombra do alento é o desalento
O desejo o limite dos mortais.

Miguel Torga
[nem hoje nem amanhã, nem aqui nem noutro lugar, é sempre o nunca. sempre o desalento do nunca mais. o nunca mais que queres sempre para sempre]

18 maio 2013



Aparentemente uma espécie em vias de extinção...
Coitadinhas, será que o greenpeace ou assim dava uma mãozinha?
E agora fumar um cigarro e depois ganhar coragem para fazer piscinas carregada de sacos. Não há dinheiro para ginásio por isso umas piscinas com sacos sempre fazem fazer exercício... Bahhhh


E não há maneira de ressuscitar...
Bom dia

17 maio 2013


Na véspera de não partir nunca
Ao menos não há que arrumar malas
Nem que fazer planos em papel,
Com acompanhamento involuntário de esquecimentos,
Para a parte ainda livre do dia seguinte.

Não há que fazer nada
Na véspera de não partir nunca.

Grande sossego de já não haver sequer
De que ter sossego!
Grande tranquilidade a que nem sabe encolher ombros
Por, por tédio, ter passado o tédio
E ter chegado deliberadamente a nada.

(...)

Álvaro de Campos

[chegamos a nada quando não partimos nunca. não precisamos de malas, desarrumamos tudo cá dentro, mas temos tanto peso na alma que sobra nos ossos. É sempre véspera, nunca é véspera, porque nunca nada acontece. nunca se começa a viagem, apenas se encolhem os ombros, já nada se espera, já nada se faz na véspera de não partir nunca.]
Eu bem queria, queria, mas não tenho sorte nenhuma...



...fucking asshole!!!
 ASSHOLE!!!


(...)
E logo ela é só flama, inteiramente.

Com um olhar põe fogo nos cabelos
e com a arte sutil dos tornozelos
incendeia também os seus vestidos
de onde, serpentes doidas, a rompê-los,
saltam os braços nus com estalidos.

Então, como se fosse um feixe aceso,
colhe o fogo num gesto de desprezo,
atira-o bruscamente no tablado
e o contempla. Ei-lo ao rés do chão, irado,
a sustentar ainda a chama viva.
Mas ela, do alto, num leve sorriso
de saudação, erguendo a fronte altiva,
pisa-o com seu pequeno pé preciso. 


Rainier Maria Rilke


[há quem dance Tango apenas a andar, há quem tenha salero no olhar, há quem saiba  rodar a baiana só quando a ocasião o exige. Tudo na vida tem um ritmo a que temos de responder, mas nunca sem o sentir - de dentro para fora. Só assim tem alma que se vê nos gestos mesmo calados, só assim mostramos alma, só assim temos alma. A minha anda apagada, muito apagada, tenho de voltar a pisar o chão com sal, olhar com chama, dançar cheia de Tango dentro. Falta-me qualquer coisa. Qualquer coisa que não é uma coisa...]
Verdade...
os dias passam, as semanas passam, os anos passam
e uma pessoa parada, a querer uma vida que não chega, mas que não depende apenas de si mudar...
e para mudar de vida é preciso querer - querer mesmo - senão ficamos parados.
Eu ainda não quis, na verdade, ainda ninguém quis mudar de vida, e aí é que está o problema.
Estou, continuo,  presa mesmo que sem fios, sem nós, sem nada. 
 Há fios de forças invisíveis que me prendem, que me fazem não querer mudar, e por isso me vou ficando. 
A cismar na vida que queria, na vida que quero, e não chega.
 Não sei até quando.
Qualquer dia é Natal.
Tenho de querer mudar.
(Mudar implica, também,  fechar aqui o tasco, tenho andado a pensar nisso, e só de pensar custa.)




"A vida me deu mais do que pedi e mereci. Não me falta nada. Tenho Zélia e isso me basta."
Jorge Amado

Vinha com uma série de palavras na ponta dos dedos, uma quantidade de pensamentos a chover-me na alma como nos campos, depois li isto, e achei que isto sim é algo a que devemos dar ouvidos, esperar e fazer por encontrar. Conheci há pouco tempo uma mulher que também me fez acreditar que isto é possível, ela viveu-o, ela fala no marido que já não tem como o "meu homem". Quando ela o disse, eu de alguma forma liguei-me a ela como alguém quer agarrar a primavera, houve um pequeno click que encaixou, porque eu já disse para dentro, para mim, aquela mesma expressão, com aquele mesmo sentido e não outro, em frente ao espelho enquanto me penteava e o via no espelho atrás de mim a olhar-me. Era isso não havia outra maneira de o dizer - é o meu homem. Acho que pouca gente poderá entender o alcance, e a profundidade, e a doçura, dessa expressão "o meu homem" - não é posse, ele pode nem ser nada, em nada, nosso, mas é o único que nos tem, mesmo que não tenha, é o único que temos por nosso porque o único que nos tem, de quem queremos, e sentimos, ser. É só isto, é simples mas é tão, mas tão, raro. É uma expressão com conotação pouco bonita, pouco elegante, mas quando a disse, não havia, nem há, outra maneira de a dizer. E é bonito, é o mais bonito que se pode dizer e ter; assim como esta frase do Jorge Amado "Tenho Zélia e isso me basta" - ninguém pode almejar mais, eu pelo menos não, era só o que queria, dizer uma coisa assim: e eu só digo o que sinto, não me saem as coisas da boca, ou dos dedos, levianamente; deve ser por isso que, também há pouco tempo, me disseram intensa. Não sei o que é isso de ser intensa, mas se é pensar e sentir além da superfície, que a chuva lava e molha, devo sofrer desse mal, sim. E ainda bem.
Bom Dia!!

16 maio 2013




Hoje acordei com um pensamento a martelar-me a cabeça, a amarfanhar-me o ser, a fazer-me torcer o nariz à vida. Estranho, não sei porquê, sei que sonhei durante a noite, e deve ter sido o sonho que me abriu os olhos quando abri os olhos de manhã. Já sei porque me respondes que não interessa como estás, já sei porque o silêncio é a tua resposta a tanta coisa: porque a resposta é chata de dar, é incómoda de dar, porque é chato ser sincero, honesto, verdadeiro, porque às vezes magoam-se as pessoas com a verdade; não porque as queiramos magoar, mas porque muitas vezes a verdade magoa, e as pessoas preferem ocultar a verdade atrás do silêncio, continuarem a fazer-se de bonzinhos, a insinuar por meios silêncios, que sim, que gostam, para não magoar ninguém e provavelmente não gostam mesmo é de ninguém. As verdades duras implicam coragem também para quem as diz, por isso os cobardes as calam; por isso, quando te perguntei como andas, como anda a tua vida, não respondeste - tentando uma vez mais queixares-te estoicamente que não te queixas - refugiares-te no silêncio que diz o que se quiser ouvir, porque custa-te dizer que andas bem, que andas muito melhor: que a tua vida sem eu nela é muito melhor, mais calma, mais tranquila, mais pacifica: que tudo voltou ao mesmo na tua vida, mas para melhor - que apenas te faço diferença para melhor com a minha ausência - que é o que tu queres e tens, e foi o que percebi no teu tom de voz ao telefone há dias. Não mo queres dizer porque não queres ser chato, não me queres magoar, e não percebes que quem pergunta, o que quer que seja, tem direito a uma resposta honesta, sincera, verdadeira, pelo menos quando as pessoas em questão já tenham sido (no mínimo)  próximas, acho que merecem esse respeito, merecem essa verdade ainda que dura, porque ninguém pediu para ser poupado à verdade, apenas poupado à mentira. 
Estou chateada, danada, sou uma estúpida, uma burra chapada, uma mulherzinha sem jeito nenhum, sem ponta por onde se pegue. Estou chateada hoje - muito. Porque só percebi tanta coisa agora? porque não quis ver antes, quando mais uma vez me deram silêncio por resposta, quando já me disseram que silêncio é oferecido quando a resposta é dura para quem ouve? Já mo disseram e eu continuo a não ouvir a resposta que o silêncio grita. Porquê?
A culpa é só minha, e talvez por isso, esteja ainda mais chateada, mais danada comigo - desiludida. Sou muito estúpida.

[mirtilos?? amoras?
(são? nem sei...sou muito ignorante)
doce delas... é preciso esmagá-las para o ter,
para o comer.]
Bom Dia