Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

29 novembro 2015




... Conselhos e apetrechos que acompanharam um chocolate quente de fim de tarde, em companhia querida que ouve e aproveita para vetar conselhos natalícios... Sitios para onde corro (tanto que apanho multas... Raios!!) quando quero parar, sem exigências ou cerimónias, onde o calor não precisa de mantas e a doçura se bebe no olhar ternurento das palavras ditas. Sítios que me fazem pensar que casa é um lugar que temos guardado dentro de algumas pessoas, que nos albergam e abrigam, que dão colo e puxões de orelhas. Que nos gostam (ou disfarçam muito bem, pronto). 
E sabe-me tão bem, mas tão bem, dizerem-me "vem" e eu ter a liberdade de ir, assim, sem complicações, sem justificações, sem nada. 

Bom dia.

27 novembro 2015



"Somos os laços… aqueles que nos unem a um mesmo lugar, a um lugar em que a distância termina num abraço, em que a saudade morre… num beijo. Somos esse tempo, esses quilómetros que nos afastam mas que fazem intensificar o amor, que nos dão a certeza do sentimento, que nos revelam a força do nosso querer.

Somos as memórias… as histórias que guardamos dentro de nós, os momentos que foram vividos – repartidos num mesmo coração: que se completou nas nossas imperfeições. São esses laços, esses pedaços que não se vêem e que apenas são sentidos. Que são vividos nos braços que seguram, nas promessas que se cumprem, nos olhares que falam: em silêncio.

Nós somos esse silêncio, aquele das quatro paredes do nosso quarto, aquele em que nos fundimos um no outro, em que o tempo parece tão pouco… para vivermos a paixão. Somos a recordação… aquelas canções que ecoam no nosso peito, que nos elevam para um outro estado que passa o do sonho (que sonhamos deitados).

Somos essa vida, essa vida que nos é tão própria, que se agarra à pele, à carne, ao sangue. Somos os destinos… ou então a nossa forma destemida de encarar o sentimento, sempre que nos damos por inteiros, sempre que nos deitamos sobre um chão seguro. E pode parecer uma loucura amarmo-nos como nos amamos, darmo-nos como nos damos mas… só nós entendemos, só nós nos conhecemos nesta nossa forma de sermos loucos.

E são tão poucos, tão poucos os que amam na liberdade do seu próprio ser. E nós temos essa sorte. É nós temos tudo, porque temos o Mundo nestas nossas mãos que não deixam morrer o sentimento… por maior que seja a saudade."


"É nós temos tudo"... Tudo... ou tínhamos. Daqui a nada nem saudades, só esquecimento. O bendito, o tão abençoado, esquecimento, o olvido como melhor, como único, futuro. O desapego, a inexistência de tudo, não sendo um nada que se sinta nada, vazio. Porque o vazio é a noção do que falta num espaço, e então, esquecido, não faltará nada, não haverá saudade.  Como nunca alguém se sentirá infeliz se não tiver um dia sido feliz. Que felizes, então, os que nunca foram felizes. Estão livres da infelicidade.

25 novembro 2015


Não sei se a música é o melhor conselho, porque esses raramente gostamos de os ouvir... Agora, que neste momento, é a única coisa que me apetece ouvir, lá isso é. E é o que vou fazer atrás dos óculos de sol a caminho de onde devia estar há muito...

Bom dia!

Sou o resultado combinado
Do que não combina
Sou inteira de razão
e toda coração
Sou de cansaços vários
E a que nunca se cansa
Sou adepta da lógica geométrica
E seguidora da surrealista intuição
Sou o meu querer
E o não querer querê-lo
Sou o que digo calada
E o que calo gritando
Sou o que fui
E fui o que sou
Uma combinação
Do que falta combinar
O meio caminho entre dois opostos
Que não se sabem contrariar

...

Boa noite

24 novembro 2015

[das coisas que gosto de fazer: fazer rir a quem tenho amor. sempre. será que conta?]

"Quantas coisas fizeste esta semana por amor?

Não conta dar presentes no Natal, e nem nos anos, isso faz, para muita gente, parte das regras implícitas do conviver. E também há quem ache que sair juntos de vez em quando, jantar fora, o dia dos namorados, são tudo coisas do plano da convivência de quem vive uma vida partilhada. Até o sexo.

E o amor? Que é feito do amor? Quantas coisas fez alguém por ti esta semana que te fizesse pensar que te amam? Quantas coisas, por pequenas que fossem, fizeste tu, esta semana, por amor?"

Com saudades de roubar coisas ao Menino...

...que regressou, demorado, às palhinhas blogosféricas, mas sempre a tempo de dizer o que deve ser dito. (Oh Menino que saudades pahhh... engraçado, às vezes é nos regressos que sabemos o tamanho da falta que algumas coisas nos fazem...como se só aferíssemos o tamanho do vazio quando o enchemos,..)

E pergunto-me:
Sim, que fizeste tu por amor esta semana? 
E gosto sempre tão mais das perguntas que das respostas...

ahahahah... 
exacto, é tudo uma questão de perspectiva e do com o que nos escolhemos comparar...
macaquinho lindo.... cutchi cutchi
[ando a precisar (e a querer) rir-me, desculpem lá...]
Bom Dia!

22 novembro 2015


... Quero, quero, quero. Quero tão pouco, quase nada: domingos de manhã, cama desarrumada, aquele beijo, o olhar que não cansa... E o quase nada é-me tudo, quero tudo demais. Mas querer não chega para fazer aparecer alguém que queira o mesmo tão pouco, quase nada.
E então não quero querer nada, porque os nós desatam e eu demoro a desatar-me, parece que desaprendi a não querer, leio estas coisas e quero quero quero... Como não querer?

Bom dia.

21 novembro 2015

Dias que teimam em não querer sair da cama. Nem o sol que entra pela janela nos dá vontade de passar para o lado de lá da janela. Arrasta-se o tempo assim, entre luzes e sombras, silêncios e barulhos longínquos. A preguiça entranha-se até nos segundos lentos que gravam sem pressas sorrisos que ninguém vê, doçuras que se guardam por dentro da boca, ternuras que escondemos debaixo da pele. Só a luz do sol, os lençóis e as paredes que me velam a ronha e calam os sonhos que não digo, que já não sei sonhar. Uma voz pequenina lembra-me que o resto do mundo já acordou e a preguiça é uma virtude de fim de semana só de alguns.... 
Bom dia.
tenho um dói-dói no joelho...
e no avesso do cotovelo, porque dor de cotovelo não se confessa
e no pescoço, e na orelha direita que já nem ouve direito
e no avesso da pele, por dentro do coração que já nem sabe bater e está mais que batido
tenho um dói-dói na boca inteira, por guardar tanta coisa e não guardar beijos suficientes
e nas pálpebras, e até no olhar que já não vê
e dói dói muito.
há cura?

[post antigo que gosto tanto e de que adoro a fotografia...
Hoje não tenho dói-dói, não tenho desculpa que desculpe a vontade de beijos no joelho ou em qualquer lado, talvez para as feridas haja cura, para a vontade de beijos não. De beijos assim, como este parece ser: inteiro, cheio, genuíno.
Parece que há beijos e vontade de beijos que o tempo não cura.]

Boa Noite

20 novembro 2015

[foto @sesolo_tu]
"A terra pode amolecer por força do amor? 
Só se o amor for uma chuva que nos molha a alma por dentro."

Mia Couto

...que nos acorda a alma, que nos mostra a vida,
que nos ajuda a lavrar os dias, refazer a terra enterrando-lhe dedos feitos amor,
as mãos feitas vontade de amolecer os dias para melhor caminharem os nossos pés.

Bom Dia



19 novembro 2015

Ahahahahah...
Nada como ver uma coisa destas para começar o fim de dia a rir com vontade...
... inglês de praia, é o que é... 
e desde que não corra depressa demais, marcha!!
aahhahahahaha
( e hoje apetece-me rir, e muito, é que vê-se cada coisa, cada estupidez, 
que só rindo à gargalhada, a sério)

Bom Dia!

18 novembro 2015

Dos silêncios com mel
Dos olhares que se declaram
Dos beijos que entregam alma
Das almas que se tocam na pele
Do sossego que se agita
Sem perturbar a paz
Profanar divino
De ser deus e deusa 
Dum nós
Que nunca professámos
Fiel a ti
Fiel a mim
Infieis que somos 
De nós
A nós


Boa noite

16 novembro 2015


[foto @aretizy]

Um chá de menta quente e doce, uma manta com vários anos e tantos calores guardados, retalhada de memórias inteiras, uma noite fresca sem ser fria, uma calma que acalenta, a esperança de hoje dormir bem, sem sonhos ou pesadelos, apenas descanso. 
Um céu tapado de nuvens, como a minha vida (ainda). Vozes alegres ao fundo, uma pessoa que atravessa a estrada, uma rua que desce que foi subida tantas vezes. Tantas como descida, foi ponte que comunicou mas não uniu. Noites inteiras a que perdi a conta sem sequer contar uma por perdida,  passavam tão rápido na lentidão lânguida da pele, na pressa das palavras que se queriam guardar para sempre, no sorriso solto que prendia - que me prendeu. 
O chá bebe-se devagar, o doce passeia-se na boca, as nuvens não parecem mexer-se, o céu olha sem ver. Uma vida que passa sem passar, o passado que não chega, o futuro que nao passa. A solidão morna, agora, aqui sentada no degrau da varanda, sem ser sentida como maldição, mas como paz merecida que nada pede.
O último cigarro negociado ao dia como despedida, já sem palavras, num silêncio tranquilo que não espera eco.

Boa Noite

14 novembro 2015

 
(Foto @melwitharosee)

Que merd@ de notícias, o mundo está louco. Ontem à noite mal vi as notícias, hoje vi que nem tinha visto todas... Caramba, sexta-feira 13 muito negra.
Mais um dia negro no calendário, dia de de luto da humanidade, começam a ser dias demais... E não sei, não faço ideia, como se poderá fazer para mudar este ritmo de desgraças...
Por cá tentemos aproveitar a paz que (ainda) temos banhada por este sol, é o que vou tentar fazer, numa esplanada com um livro e um café, depois de tomar um banho.

Bom Dia

13 novembro 2015

[foto de Don Whitebread]

"Não a enganei com o estafado tudo passa, porque da desilusão e do sofrimento restam sempre cicatrizes. Cicatrizes feias e fundas, as que doem em permanência."

Do grande Rentes de Carvalho no seu Tempo Contado
(Ainda há dias pensava que já tenho saudades de o ler em romance é tenho dois na estante na calha para serem lidos assim acabe os Karamazov... Falta-me aquela sensibilidade lúcida.)

Há quem goste de pensar e convencer-se que com o tempo tudo passa, que quando esse tempo - quanto quer que ele tenha de ser - passar tudo se esquece, tudo se resolve, que tudo fica bem. Que daqui a dez anos seremos todos muitos felizes. Não percebem que quando nos tocam a alma e ela sai ferida, magoada, amachucada, quem a tem guarda-a, mas com cicatrizes. O tempo só torna feridas abertas em cicatrizes que doem como as dores fantasma, de quando em quando de forma permanente. Não passam. Não é pessimismo ou fatalismo, é apenas lucidez, é ver a realidade mesmo que não seja o que gostaríamos de ver, é escolher não fechar os olhos. 
A quem sente a sério e profundamente e se magoa as cicatrizes doem sempre, não desaparecem, mesmo que lhes façamos boas operações estéticas para que ninguém desconfie que ali há cicatrizes fundas, violência profunda, dor latente fria pelo tempo, que não se quer assumir, elas doem. Mas isto é para quem sente. Para quem não sente tudo passa, se arruma, se resolve e se esquece. De olhos fechados.


Nem tudo passa, há coisas que permanecem: umas boas que o tempo, por muito que passe, não consegue estragar; outras que se estragam para sempre, passe o tempo que passar. Há coisas para que o tempo não é dimensao.
                                                  

12 novembro 2015

"Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa."

Carlos Drummond de Andrade

Boa Noite

11 novembro 2015

...quase...
 estou a tentar que deixe as pernas a salvo... para poder fugir!!
... o louco ocupa quase o corpo todo e não conhece limites... 
é um perigo preso dentro do peito, 
e já invadiu quase o corpo todo...
fogem-lhe as pernas para eu fugir da loucura.
O ponto forte do meu signo em termos físicos dizem ser pernas e quadris, da cintura para baixo é o nosso território, o problema é que li há dias que o dom que calhou a este signo de fogo (vai daí uma pessoa andar sempre a queimar-se, deve ser isso..) é Amar... com tanta coisa boa... inteligência, abundância, carinho, autonomia, eu sei lá... não, havia de me calhar Amar!! mas isso serve para quê? humm? para querer fugir a sete pés, né? E não sei quem raio ganhará, se a força das pernas que querem fugir, se esse dom que mais parece maldição de Amar assim, sem limites, a ocupar quase a vida toda...

Bom Dia!! 


10 novembro 2015


Música de hoje de manhã a caminho daqui, música que vou repetir de noite, sem sol, com o volume alto e um cigarro no caminho. Adoro o tom da música, ainda que nem sempre tranquila, gosto da ideia doce de poder encostar a cabeça no fim do dia, e isso soa-me mais ou menos assim, hoje pelo menos.
Eheheh
... Exactamente...
Porque será que de manhã se dorme muito melhor, hum? Nunca percebi...

Bom dia.

09 novembro 2015


 


"(...) subimos o morro do desconhecido
onde o beijo encerra o dia
pra fazer nascer a dúvida."

Apanhado aqui: Letras Mofadas...Mais um para seguir de perto...

[há beijos que fazem nascer a dúvida se depois será possível duvidar deles, da vida, da existência. Depois de nos tremer o chão ou a pernas, depois de sentir o paladar da alma nos lábios, depois de nos faltar o ar para melhor respirar um ar que não se conhecia.
Esses beijos estão sempre no cimo escondido do desconhecido improvável.
Há beijos que dividem a vida em antes de "o beijo" e depois de "o beijo".
Espero que haja mais do que um.
Quero outro depois de "o beijo", que fique e não duvide. ]

Bom Dia.

07 novembro 2015

Ronhaaaaa... 
Doce, sem pressas, feita de risos e olhares que sorriem, de pele e de alma, de calor que aconchega, de cama desfeita e sonhos perfeitos. 
Queria uma ronha destas... a minha é quase só preguiça... Bahhhhh

Bom Dia

04 novembro 2015

...humm, está visto que a minha é uma caloteira, uma agarrada...
fica com tudo e não me devolve coisa nenhuma... 
hum. 
Será que dá para cobrar juros depois?
Ou passamos logo para processo executivo?... 
se calhar o processo executivo não era mal pensado... 
sempre dá ideia de execução de alguma coisa, de se fazer alguma coisa...
vou ponderar...

Bom Dia