Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)
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07 agosto 2015


E agora, ao fim do dia feito, ia um banho assim... Não, não é preciso água, um banho de luar em beijos, em que não comparecendo a lua, ficam os beijos pela noite dentro. Banho de imersão. 

21 julho 2015


A manhã acordou-me com boca de beijo.

Apetecia-me um beijo: aquele beijo lento que devagar se emaranha na alma, que saboreia a ternura quente dos lábios, que cozinha a lume brando o desejo ao ponto de urgência explosiva.

Apetecia-me um beijo de mãos, mãos que percorressem a pele levemente mas sem cerimónias. Mãos que docemente partissem dos tornozelos e fizessem caminho pernas acima, com gosto pela viagem, a parar para apreciar cada recanto, por trás dos joelhos, no interior das coxas, sem pressa de chegadas, apenas tornando tudo num beijo longo, quente, demorado.

Beijos que eriçam ardentemente o desejo, que tornam o devagar em intenso, a pele em alma, o momento prolongado à eternidade.

[Hoje acordei assim, talvez por causa disto que li ontem, não sei, sei que tinha de o despejar em algum sítio... não encontrei uma boca à altura...]

Bom Dia

23 fevereiro 2015

Boa Noite.
(que traga um bom dia... que não traga mais coisas más e tristes,
 e nos ensine a lidar melhor com as que temos... se não for pedir muito...)

12 fevereiro 2015

E quando nos beijávamos......
E eu perdia a respiração e, entre suspiros, perguntava: Em que dia nasceste? E me respondias com voz trémula:
Estou nascendo agora...

Mia Couto
[...e agora morrendo por cada um que demos, e não tenho, e me falta. Tanto ainda.]

11 novembro 2014

Beijos que falam
Com palavras que não faltam
No silêncio que se ouve 
Por dentro dum beijo que diz tudo

Boa Noite.

04 fevereiro 2014

"(...) Aqui, a olhar para ti, os teus ombros, os teus pés, as tuas mãos.
A ti que te amo porque me olhas nos olhos e és da minha altura. A ti que te amo porque quando damos as mãos é como iguais e a tua mão busca a minha tantas vezes como procuro a tua. A ti que te amo por milhares de razões minúsculas que somadas são maiores que o mundo. 
A ti, que sei que te amo por este facto tão simples que é saber que me apetece ser velho ao teu lado.
E quando te olho adormecida és ao mesmo tempo tudo o que és, princesa e loba, demónio e anjo, senhora dos meus castelos, guerreira indomável e sempre menina em meus braços.
(Murmuro em silêncio palavras antigas que nunca me ouviste, e falo a coisas antigas dos meus braços à tua volta, meu coração atado ao teu, amar-te, honrar-te, proteger-te do mal.) 
É aqui, a olhar para ti, que percebo que a minha respiração se acertou pela tua.
E dou por mim a pensar que nunca ergueria por ti um Taj Mahal. O meu amor, não quero que o recordem, mas sim que o sintas e que o saibas. Noite a noite, dia a dia, beijo a beijo, mão na mão."

Perfeito para dizer o que penso, o que sinto, o que gostaria de saber dizer assim. Como amo e como gostava que me amassem.

Boa Noite

23 outubro 2012

Tantos momentos, o mesmo carinho, a mesma ternura, a mesma vontade. Tu.
Boa noite.


14 setembro 2012

O que me apetecia agora era isto... e um jantar calmo depois dum duche,
 e depois isto outra vez, ou mimo, ou um filme enroscadinho, ou enroscadinho sem filme nenhum na varanda debaixo do manto de estrela e a luz duma vela...
 (sim, porque eu não tenho jardim em casa, nem lamparinas dependuradas.. é uma pobreza...)

21 julho 2012

Por muito que não queira, por muito que me esforce por não me lembrar, as coisas aparecem-me na cabeça à minha revelia, lembro-me de como me dizia que mal acordava a primeira coisa que se lembrava era de mim, que à noite era o mesmo. Que por isto e aquilo se lembrava de mim, que pensava muito em mim, a toda a hora. Lembro-me disto, acho que porque não entendo para onde tudo isso foi, como é que se arruma isso tudo numa gaveta, e não se pensa mais nela nem no que lá trancámos dentro? Como se faz isso? E porque é que não o consigo fazer também?
Como é que se faz? Rodeamo-nos de gente? De conversas que às vezes nem ouvimos? Fazemos como? Eu não consigo, e procuro ocupar a cabeça para que ela não funcione contra mim, mas depois olho para qualquer coisa, uns óculos, alguém a mergulhar num sítio em que já o tinha visto, uma frase, alguém que é conhecido dele, qualquer coisa o arrasta para o meu caminho, mesmo para a minha frente, de maneira a ser impossível desviar ou evitar, e tudo, mas tudo, na vida o afasta de mim. Procuro a todo custo racionalizar, dizer que será melhor assim, que se a vida sempre o afasta de mim, se ele sempre escolhe afastar-se de mim, é porque é melhor assim, e que não posso obrigar ninguém a gostar de mim, e quem gostasse, não fazia o que me fez. Ainda assim a minha cabeça trai-me a cada cinco minutos. E não percebo como faz para que isto não lhe aconteça, só pode ser mesmo as coisas serem facilmente ditas, mas dificilmente terem sido sentidas.
Só pode.

28 junho 2012

Era isto.
Era disto que eu precisava agora ao final da tarde.
Com o tempo devemos deixar de precisar e querer estas coisas, espero eu.
Com o tempo, chega o passado que esquece.

25 junho 2012

(eu estou-me a esforçar, juro, um esforço hercúleo, porque hoje só me apetece correr tudo o que é gajo à chapada, estou cá com umas ganas... mas pode ser que passe durante a tarde, pode ser, vamos tentar, vamos ver...)

22 junho 2012

Apetecia-me ir ao cinema e não ver o filme...
mas só tenho hipótese  de ver um filme e não ir ao cinema...

18 maio 2012

Um beijo fechado a sete chaves...
ternura...paixão...carinho...desejo...doçura...avidez...meiguice
Inacreditavelmente consegue-se juntar tudo, desfazer todas as fechaduras.
Deixamos de conseguir trancar o que seja, há beijos em que estamos inteiros, entregamo-nos completamente e preenchemo-nos nessa entrega que nos encontra no outro.

10 maio 2012

Não vou desejar-te que sejas feliz longe, não vou desejar que sejas feliz com outra pessoa.
Não consigo ser tão hipócrita, não quero.
Não vou dizer-te que quero os teus lábios noutra boca, não vou dizer-te que quero a tua pele noutra pele, não vou dizer-te que quero o teu olhar noutros olhos. Não vou, porque não é verdade, porque também não o quero para mim. Quero-te a ti e acho que tu não existes, vejo-te e sinto-te onde não estás. Como sinto os beijos que me deste e que já não me dás. 

01 maio 2012

Aqui, só eu e a Lua,
a romper-me pela janela
a corromper-me a pele de luar
a interromper-me o ar fechado

Esta tua Lua
Rompe-me as memórias,
corrompe-me a alma,
interrompe-me a tua ausência.

Aqui onde estou sentada,
Só ela e  eu,
de alma rota
por ti corrompida
na respiração interrompida
de quando aqui,

só eu, tu e a Lua.

Boa noite
[agora posso dizer tudo o que tu não vês]