" "Contudo, tenho de lhe falar", disse para consigo; "é uso confessar tudo ao homem amado." E então, para cumprir um dever, e com uma ternura que estava bem mais nas palavras de que se servia do que no tom da voz, contou as diversas resoluções que tomara a seu respeito(...)"
Stendhal, in Vermelho e negro
Nunca está nas palavras, nem nas mais lindas e perfeitas e adequadas. Não ... A ternura está num gesto de um olhar que fala. A ternura fala pelo toque que nos chega à alma.
A ternura está no carinho que pomos na voz, no toque que mergulha além da pele, no olhar que respira como vemos o outro.
A ternura fala sempre muda, só a ouve quem a sabe falar.
Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
14 agosto 2014
13 agosto 2014
Eu vou tirar do dicionário
A palavra você
Vou trocá-la em miúdos
Mudar meu vocabulário
e no seu lugar
vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais
da minha pele
Tirar seu cheiro
dos meus lençóis
O seu rosto do meu gosto
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos “nãos” se faz um sim
Eu vou tirar o sentimento
do meu pensamento
sua imagem e semelhança
Vou parar o movimento
a qualquer momento
Procurar outra lembrança
Eu vou tirar, vou limar de vez sua voz
dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
o dito pelo não tido
Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos “nãos” se faz um sim
Alice Ruiz
[ahhh eu vou!!...]
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Maçãs alheias
“Dançava como um títere, tendo os cordéis dentro dela, atados na alma. Depois tomou-me nos seus braços e, sem pedir, desapegou-me das roupas. De todas as roupas. Colocou-me a outra coroa e convidou-me para dançar com ela, os dois nus. O meu corpo não tinha cordéis na alma, apenas acanhamento; sentia-se vazio de música. Mas ela pegava-me nos braços, endemoninhava-me o corpo, arrastava-me no seu bailado revolto. E ria. Um sorriso que se media a palmos como se mede o diâmetro do mundo, redondo, grávido, imenso. E eu entrei dentro desse sorriso, onde coube nu e sem vergonha. E dancei com ela como dança um louco, como se não houvesse amanhã, como se o hoje fosse pouco. E quando os nossos corpos caíram na cama, despidos e cansados, dormimos como dormem as flores, caídas umas sobre as outras, a partilhar o calor, a dividir o luar. Só quando tudo dormia já, senti que havia música dentro de mim. Finalmente. Música…”
João Morgado
[...lembro-me de dizeres que eu beijava como quem gosta, lembro-me de dizeres que gostavas quando tinha pressa na vontade, quando a força do desejo se notava nos gestos, lembro-me de dizeres que gostavas de tudo em mim e de ficares a olhar para mim a dizer que eu era linda, lembro-me de dizeres que até da minha gargalhada gostavas e de ficares muitas vezes a olhar para a minha boca enquanto falava, lembro-me de a meio duma conversa qualquer me calares com um "adoro-te" ou com aquele "olá" da praxe que faz recomeçar tudo e começar pelo beijo que faltava, lembro-me de quando me querias desconcertar perguntares-me se hoje já alguém me tinha dito que sou linda, lembro-me de me chamares fera e bruxinha e cobra porque te enrolava nas minhas pernas, mesmo a dormir, lembro-me de dizeres que sabia dançar, que usava cada músculo como queria, lembro-me das conversas à lareira, ou com a porta da varanda aberta a ver o céu que restava para nós, lembro-me de dançar contigo à luz de copos de vinho, sentados no chão enquanto o teu braço nos fazia um só corpo e o balançar era o nosso silêncio a dizer o que as palavras não sabem.
Lembro-me ainda de tanta coisa, tanta coisa onde coubemos sem vergonha e inteiros (ou só eu), como se não houvesse amanhã, porque só havia o agora, e o agora era o nosso mundo, e a música era o silêncio dos olhares que conversavam, e em que as almas que se entendiam.
Quando é que o mundo acabou se ainda há música dentro de mim, mas o agora já era?
...não me lembro... ]
Boa Noite
[...lembro-me de dizeres que eu beijava como quem gosta, lembro-me de dizeres que gostavas quando tinha pressa na vontade, quando a força do desejo se notava nos gestos, lembro-me de dizeres que gostavas de tudo em mim e de ficares a olhar para mim a dizer que eu era linda, lembro-me de dizeres que até da minha gargalhada gostavas e de ficares muitas vezes a olhar para a minha boca enquanto falava, lembro-me de a meio duma conversa qualquer me calares com um "adoro-te" ou com aquele "olá" da praxe que faz recomeçar tudo e começar pelo beijo que faltava, lembro-me de quando me querias desconcertar perguntares-me se hoje já alguém me tinha dito que sou linda, lembro-me de me chamares fera e bruxinha e cobra porque te enrolava nas minhas pernas, mesmo a dormir, lembro-me de dizeres que sabia dançar, que usava cada músculo como queria, lembro-me das conversas à lareira, ou com a porta da varanda aberta a ver o céu que restava para nós, lembro-me de dançar contigo à luz de copos de vinho, sentados no chão enquanto o teu braço nos fazia um só corpo e o balançar era o nosso silêncio a dizer o que as palavras não sabem.
Lembro-me ainda de tanta coisa, tanta coisa onde coubemos sem vergonha e inteiros (ou só eu), como se não houvesse amanhã, porque só havia o agora, e o agora era o nosso mundo, e a música era o silêncio dos olhares que conversavam, e em que as almas que se entendiam.
Quando é que o mundo acabou se ainda há música dentro de mim, mas o agora já era?
...não me lembro... ]
Boa Noite
12 agosto 2014
Cansa-me ser quem serei
Porque em tudo esse outro
Se parece com o que sou.
Cansa-me o adeus de quem nasce.
E a viagem, à nascença, morre de fadiga.
Só a tua lava me lava.
Resto eu em ti
Terra ardendo,
Chão de água e fogo
Abraça-me.
Abrasa-me.
Mia Couto
[Terra ardida,
chão de cinzas que não voam.
Cansa-me ser, cansa-me ainda ser,
Carvão onde era ardente a brasa que me queimou.
Cansa-me já o futuro que serei.
Cansa-me ser a todas as horas,
Cansa-me até o que fui já
e nunca cheguei a ser,
Sou o cansaço que respira
o que não se viveu.]
Boa Noite
11 agosto 2014
Durante o sono retiraram-me uma costela
Ficou-me no peito um vazio que não consigo preencher
Custa-me a respirar
Eu quero de volta a minha costela
quero de volta todas as costelas
Quero de volta o paraíso
quero de volta o silêncio rumorejante
quero de volta as poluições nocturnas
e diurnas
Quero uma mulher
feita de chuva
e vento
e fogo
e neve
e luz
e breu
e não de argila
como eu.
Jorge de Sousa Braga
[... dou-te a minha costela se me levares para o tempo antes do paraíso, e da maçã e de eu ser uma costela tua, de eu ser tua. Antes de tudo, antes de mim; porque o depois é sempre tarde, e é vazio, e torna-se - e torna tudo - em nada.]
... e dito isto, deslarga-me sim??
Dispenso os telefonemas a desejar um bom dia e semana de trabalho, dispenso as mensagens cheias de salamaleques que me irritam e basicamente toca-te pahhh.... a sério é que um dia destes sou gaja para me passar, e isso raramente é uma coisa boa de se ver....
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Tonta...
Melhor dormir se o tempo se faz sem ti
e guardar-te em sonho
até tu mesmo seres noite.
Mia Couto
[Melhor dormir, sim...guardar tudo em sonho até o sonho anoitecer noite cerrada.
Coisa difícil, essa da noite cerrada, quando no céu habita uma lua que hoje dizem mais cheia de si do que o seu costume. Mais altiva e majestosa. Ironia para quem quer cerrar sonhos mergulhando-os na escuridão da noite. Mas escuridão é apenas todo o tempo que se faz sem quem queremos e queremos querer, quem nos faz ser lua brilhante em noite cerrada.]
Boa Noite
09 agosto 2014
..esteve-se bem aqui, com a areia nos pés e o sol a aquecer a pele. Os pés já salgados e bem no chão.
A conversa pára uns instantes, e a olhar o ir e vir do mar pertinho de mim, penso que o que me vai custar é perdoar-me, é desculpar a minha estupidez, a minha crença, o sentir que me sentiam duma forma parecida com o que eu sentia. Devia ter sempre sabido que não era possível, não aquela pessoa e não por mim. Devia sempre ter tido a certeza e nunca duvidado, mesmo quando naqueles silêncios em que os olhares falavam, a pele sussurrava e os lábios mudos gritavam pela outra boca, em ternura ou em desejo, havia de tudo. Mesmo aí, devia saber que era coisa só minha, porque nunca houve atitudes que sequer fizessem adivinhar o contrário, pelo contrário, bem pelo contrário.
E agora com os pés no chão, com tudo o que tenho sabido e visto, saber que tudo era mentira, tudo foi sempre uma qualquer mentira com o propósito apenas de tentar trazer alguém a outro alguém que nunca a pareceu querer realmente, até achar que tudo era um jogo e não podia perder. Há pessoas que se têm em tão grande conta que não podem perder em nada porque são o máximo em tudo, principalmente no que sempre acharam controlado. E afinal sempre acharam bem, não se enganaram, comprova-se. Por outro lado temos alguém que não se importa, e até gosta ao que parece, de o quererem apenas como troféu, como prova irrefutável para toda a gente que se continua e sempre foi, vitorioso. A mim o que me custará é perceber que fui demasiado inocente, demasiado ingénua e sempre demasiado genuína. Fui fraca e burra. Fui apanhada no meio dum jogo que não sabia que se estava a jogar e não teria outra maneira de sair senão mal, magoada e com uma imagem de mim mesma tão fraca, tão enganada. O difícil vai ser perdoar-me, não por quem eu queria não me ter querido o que é o risco de toda a gente que gosta e se entrega, mas por me ter enganado tanto com alguém. Alguém que não se importa de me ter magoado, ou de me continuar indirectamente a magoar, escudado naquele seu egoísmo, do estar a fazer pela vida e os outros que se danem. E nesta história os outros que se danem fui sempre eu. Nunca me deram folga do papel.
Penso isto, e de repente percebo que a conversa já tinha retomado e eu nem ouvia o que me diziam. E agora chego aqui e lembro-me disto mas não da conversa.
08 agosto 2014
...por acaso nunca gostei desta expressão "ele não te merece" ( e se estou farta de a ouvir, senhores!!!... apetece-me logo disparatar, até me fartei de a ouvir na primeira pessoa: "não a mereço"... haja pachorra...), porque na verdade estou-me a marimbar para o que ele merece, o que me interessa é o que eu mereço - sim, sou uma sacana duma egoísta, apedrejem-me - e eu mereço ser feliz;
e se é com aquela pessoa que eu me sinto feliz quero lá saber se tem muitos defeitos
(se gosto dela é porque não me metem muita comichão esses defeitos, só gosto é de os conhecer sob pena de não conhecer a pessoa...),
quero lá saber se quem está de fora acha que eu faço mais por ele que ele por mim, quero lá saber se gosto mais dele que ele de mim
(ninguém ainda parece ter percebido que a melhor parte cabe a quem ama mais, a quem tem a certeza que está ao lado da pessoa da sua vida, que não duvida, e a quem dá tudo, e só por poder dar tudo à pessoa que quer e ama não há nada melhor. Gostar um pouco menos é dar menos, e dar menos é ser menos feliz. Ou eu vejo assim)...
...O que me interessa é que sou feliz ali e ali sinto ser o meu lugar, e quero estar ali, e porra eu mereço.
Se ele merece ou não, são lá contas da vida dele...ele que se amanhe com elas, se não merece faça por merecer, ou perceba duma vez que quem faz a outra feliz merece-a sempre.
... mas espero que venhas a ter o que mereces.
E eu também.
Era bom o mundo se cada um tivesse o que merece.
Muito bom, porque justo.
07 agosto 2014
Estou apaixonada por este Mario Benedetti, pela maneira como sente, a maneira como pensa o que sente, e a maneira como nos escreve o que sente. Está decidido, o meu próximo livro na calha das leituras, espero que a começar ainda antes de férias seja um romance dele que comprei na feira do livro. É rara a tradução da obra dele para português, agora vou ver se é bom em romance, mas nada doce assim pode ser mau. E eu não quero amargar. Mesmo que tenha de cometer erros inadiáveis, como este de que ele fala. Ou talvez o verdadeiro erro seja termos alguém no coração que não nos sai da cabeça, quando esse alguém não nos tem, ou alguma vez teve, no seu. Se calhar é isso.
...farto-me de ouvir... "homens há muitos!!"
"Anda para a frente, ele não te merece..."
já ouvi isto mais vezes do que conseguiria contar o que quer que fosse...
e realmente a foto comprova... homens parece que há muitos..
mas porra!!! onde é que estão eles??
...e mais assim, deste calibre? onde se escondem, e estão todos juntos, é?
Para não terem frio, ou o raio?
Também, verdade seja dita, que destes todos só gosto mesmo do do meio, os outros parecem uns miúdos,
e segundo me constou ele está como eu, gosta de gajos.... 'tá tudo tramado neste mundo, é o que é...
Valha-nos agradar aos olhinhos, pronto...
E um dia cruzarmo-nos com um espécime, que não sendo tão..
...tão... como dizer... bom, o melhor é não dizer, pronto...
...nos possa fazer sentir que nós seríamos sempre a preferida, se não por ser boa todos os dias - ou mesmo só aos fins de semana e feriados e férias -, somos quem os faz sentir bem, temos as parvoeiras certas que divertem os dois e criam a vontade de se estar junto a fazer o que quer que seja, somos o apoio quando apoio é preciso, somos o carinho e a ternura na paz da intimidade que nos regenera e refaz todos os dias, e não sendo boas como as capas de revista, damos-lhes vontade de nos encostarem à parede e eles a nós.
Dizem que homens há muitos... também o outro dizia... "chapéus há muitos, seu palerma"....
é isso, a palerma aqui devo ser eu...
...de resto noutras paragens a fila já andou...
Bom Dia!!
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Bom Dia,
Tonta...
"Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não para fugir, mas para descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira."
Marla de Queiroz
Boa Noite
Marla de Queiroz
[...sim dormir para descansar do mundo de fora e tentar calar o de dentro. Dormir e estar com quem nos faz rir, nos faz bem, nos faz sentir bem e que gosta de nós e de quem gostamos. Entre conversas e risos o passado pesado vai caindo por entre os dedos, mas, às vezes, a meio duma gargalhada, surpreende-nos ainda, e parece que fechamos as mãos para não nos escapar, como se estivéssemos a perder algo valioso, algo nosso. Depois percebemos que estamos só a tentar guardar o que nos apodrece e deixamos de fazer força, e deixamos que livremente o que tiver de cair, caia. Afinal nenhuma mão segura a nossa, para que juntas, em cima desse passado que se guardaria preciosamente embrulhado em amor, construíssem um abraço que não se desfazeria, sem precisar forçar a força da união, deixando apenas cair o que tivesse de cair e nascer o que fosse para nascer. E depois percebemos que o que nos escapa por entre os dedos é também isso, viver o que seria para viver.
Sim, às vezes é preciso dormir - e eu bem preciso - e é o que agora vou tentar fazer, esperando escapar por entre os dedos dos sonhos que não me deixam e me agarram com força há semanas, como se também os sonhos não me quisessem perder, não me libertassem. Mas são meus, e eu é que me perco neles e por eles. Eles sou eu e eu sou eles. Só escaparei deles quando escapar de mim, quando deixar de fechar as mãos para não perder o que nunca foi meu. Às vezes é preciso deixarmo-nos adormecer, entregarmo-nos ao que vier, abrir as mãos e fechar os olhos. Dormir.]
Boa Noite
06 agosto 2014
ahahahhaha..
tá certo, tenho muito que pedalar então,
e primeira mulher... só se for tão mentiroso como o último...
mas está bem apanhada sim senhor!!
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Tonta...
Yes... I think I'm the one...
the one for me!!
Sem perigo de me tirarem o lugar.... não vou ser trocada, traída, ou humilhada,
nada disso, o meu posto está seguro, só vos digo!!
É uma relação a sério esta!!
E mais.... ninguém se mete no meio, essa é que é essa!!!
bahhhhhhh
Bom Dia!!
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Tonta...
05 agosto 2014
Eu a modos que sou uma pijama person, tanto de Verão como de Inverno. De Inverno calças compridas e manga comprida, no Verão calções curtos e coisas de alças... mas o certo é que tenho percebido que há quem aprecie as camisas de dormir e que são mais arejadas e coiso, mais femininas e tal, e vai daí ultimamente meio sem dar conta fui começando a usar afora com o tempo mais quente... e de facto há que concordar é muito arejado, tanto que de manhã acordo com aquilo a fazer de cachecol enrolado quase no pescoço... mas é que de cachecol não preciso com este calor.... o pessoal que é adepto disto é só para ver não é? e para quem usa, ou não se mexe durante toda a noite ou tem muitas dores de garganta de manhã... só pode. Mais vale dormir sem nada... isso além de arejado dá para uma pessoa se mexer à vontade sem acabar de cachecol.
Pronto, era isto.
Bom Dia!
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Bom Dia,
Tonta...
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