Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

27 maio 2014


[..."se sei o que não tive, não sei o que perdi"...]

Há quem nunca chegue a chegar.
Nunca regressa, nunca parte, nunca está. 
Nunca chega a nada, e nem ao nada chega a chegar. 
É o meio caminho de destino nenhum.
E no entanto tudo é devagar, não se sabe para onde, para quem ou para quê. Devagar - como se a vida tivesse vagar para tão devagar-  divaga-se na vida ao sabor do não saber. Não saber nada, que depois passa a não saber a nada.

[esta foto foi tirada e guardada quando lia o Rentes de Carvalho - A amante Holandesa. Não sei se já aqui tinha sido publicada ou não, ou este excerto, mas fica aqui, mais uma vez, ou não... Mas que importa quantas vezes? importa sempre o conteúdo, o que diz, ou não diz... e a mesma coisa pode dizer-nos, a cada vez, coisas diferentes - que importa quantas vezes, que importa? ]

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