Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

11 maio 2015

...Quantos queres?
Quantos?
e o que te reserva a sorte, ou a falta dela?
E quantos desejos?
E o que desejar?
E depois, quando crescemos?
Quantos queremos?
Já não queremos porque desaprendemos de sonhar,
ou de acreditar??
Ou queremos ainda?
Às vezes acho que desaprendi de sonhar porque já não acredito,
outras vezes acho que já não acredito porque desaprendi de sonhar.
Se calhar tanto para sonhar como para acreditar precisamos de fé.
A minha fé enterrou-se quando me enterraram os pés no chão em terra dura, ainda que me tenham dado asas, de nada servem, só para me cansar e pensar, enganar-me, sonhar-me de que poderia voar... não fosse a terra prender-me os pés, e a fé afundar-se por baixo dos pés.

Bom Dia.

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