Decentemente (ou não...) surripiado daqui.
Eva me chamaste
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
03 janeiro 2013
02 janeiro 2013
31 dezembro 2012
30 dezembro 2012
17 dezembro 2012
"- Eu tenho medo.
- Medo de quê?
- Medo de ti, por exemplo.
- Medo de mim? Mas como é que podes ter medo de mim se estou do teu lado?"
(do teu lado, e ao teu lado se me deixares, como podes ter medo de quem gosta tanto de ti? ou o medo é que eu goste tanto de ti e tu não gostes de mim? hummmm?? não percebo...)
- Medo de quê?
- Medo de ti, por exemplo.
- Medo de mim? Mas como é que podes ter medo de mim se estou do teu lado?"
(do teu lado, e ao teu lado se me deixares, como podes ter medo de quem gosta tanto de ti? ou o medo é que eu goste tanto de ti e tu não gostes de mim? hummmm?? não percebo...)
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Flashes
15 dezembro 2012
..."porque a nossa força não passa de um acaso decorrente da fraqueza de outros."
Joseph Conrad, in O coração das Trevas.
[então não há força, há os outros deixarem exercer um qualquer domínio sobre eles? Se não deixassem não seriam uns fortes e os outros fracos, todos teriam, têm, a mesma força...]
Joseph Conrad, in O coração das Trevas.
[então não há força, há os outros deixarem exercer um qualquer domínio sobre eles? Se não deixassem não seriam uns fortes e os outros fracos, todos teriam, têm, a mesma força...]
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Livros
14 dezembro 2012
Vinha a ouvir um cd de vários que gravei para escolher as músicas mais minhas, que mais me tocassem e que achasse que tu mais gostarias, para te oferecer. Isto já há uns meses largos, depois desisti, entretanto chateamo-nos, ou melhor, tu deste-me outro chuto no traseiro e eu mandei-te à merd@ (ou tentei mandar e continuo a tentar), não mais pensei em fazer-te cd nenhum, nem este nem outro, e vinha a pensar que também nunca soubeste merecer o que te dava, o que te dei, nunca soubeste respeitar o nosso pequeno e restrito espaço, como só nosso, e donde no entanto nunca me deixaste sair. Confinaste-me a esse espaço sem mundo, que era o nosso mundo, e eu nem do mundo senti falta, nem sinto. Nesse espaço, apesar de tudo, era onde melhor me sentia, onde mais me sentia, onde gostava de estar, e penso que sempre respeitei esse nosso espaço. Por isso muito me magoava quando as músicas que te dava, os cds em que escolhia a dedo as músicas, a ordem, tudo, tudo tinha um significado para mim, tu partilhavas, partilhavas com quem aparecesse, sem qualquer vontade de deixar só nosso o que era só nosso, ou eu assim queria, já que nunca quiseste trazer o nós para fora do nosso canto, ao menos que respeitasses e valorizasses essas pequenas coisas só nossas, e principalmente estas que te dava com tanto carinho, com tanta dedicação. Senti isso como uma profanação, como uma desconsideração pelo que de mim estava em cada coisa que te dediquei, como não me esqueço das fotos que apagaste que com tanto amor foram tiradas para ti, e tu, sem mais, sem nada, apagaste. Apagaste-me. Mais uma vez.
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Música
13 dezembro 2012
"E eis-me preso à memória escura dos teus olhos, dos teus passos saltitantes, da tua alegria convicta que a partir de certa altura começou a açucarar demasiado a minha vida. Não consigo concentrar-me. Passo os dias com os olhos sobre as letras dos livros que tenho de ler e não consigo entrar neles.
Há quanto tempo não me arde o coração?"
Inês Pedrosa, in Fazes-me Falta
[gostei muito deste livro escrito a duas vozes, vale a pena ler.]
[gostei muito deste livro escrito a duas vozes, vale a pena ler.]
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Livros,
Maçãs alheias
11 dezembro 2012
Ela diz que é o contrário,
que ela não pode esquecê-lo,
que a partir do momento em que não se passa nada entre eles,
fica a memória infernal daquilo que não acontece.
marguerite duras
[o inferno do que nunca aconteceu. o inferno do que não teve lugar, nem terá. o que já aconteceu quieto no passado, a nada alterar, a nada alimentar, a nada respirar, senão a memória e a memória que traz do que nunca será. o nunca, o meu inferno pessoal do nunca, porque o nunca é para sempre. para sempre o inferno do que nunca foi. como os "ses", que ficam para sempre porque são filhos do nunca.]
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Maçãs alheias
"Separação inexiste, se há força de amor e fé.
Sentir saudades é trazer mais perto ainda,
tudo que a gente pensa perdido.
'Saudadear', dizia ele."
Guimarães Rosa
["saudadear", outra maneira de respirar longe,
de ter o coração a bater à distância,
e saber que já não é nosso.]
["saudadear", outra maneira de respirar longe,
de ter o coração a bater à distância,
e saber que já não é nosso.]
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Maçãs alheias
10 dezembro 2012
Haverá guarda-chuvas para o amor?
Não que chovam amores por aí, mas haverá alguma coisa que nos proteja se chovesse? quando chove?
E aquela chuvinha que é miudinha, que parece que não molha, e quando vemos estamos encharcados até à medula?
A molha-tolos do amor?
É uma chuva tão levezinha, que parece que nem damos conta dela, molha sem nos pesar, e molha os tolos que não percebem que chove. Se calhar o amor é só para estes, os que vão ao engano e os verdadeiramente tolos que nunca usam guarda chuva.
Dizem que gostam de chuva.
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Tonta...
09 dezembro 2012
Queria tanto ir-me embora de mim.
Foi esta frase que me ouvi, de lábios selados e olhos fechados, trancada em mim. O único sítio onde não queria estar. O único sítio donde queria fugir. Oiço-me por dentro enquanto adormeço o mundo de ruídos à minha volta, dum mundo que teima em continuar a dar voltas enquanto eu nao saio de mim.
Queria tanto ir-me embora de mim, sem me despedir, sem aviso, sem saudades. Olhar-me e já não me estar, evadir-me por entre duas respirações do mundo onde não me sinto. Saudades fazem correr lágrimas por dentro, escorrem pelas paredes da alma arranhando o caminho pelo caminho. Por fora o mundo dá voltas e sai estrada fora, enquanto as lágrimas não me saem de dentro, mesmo que as sinta como se pode sentir um rio correr até à nascente, mas não se poderá ver nunca. Eu só queria ser mar. Não quero correr para dentro das saudades.
Queria tanto sair de mim. Para não me sentir, para não te sentir.
Foi esta frase que me ouvi, de lábios selados e olhos fechados, trancada em mim. O único sítio onde não queria estar. O único sítio donde queria fugir. Oiço-me por dentro enquanto adormeço o mundo de ruídos à minha volta, dum mundo que teima em continuar a dar voltas enquanto eu nao saio de mim.
Queria tanto ir-me embora de mim, sem me despedir, sem aviso, sem saudades. Olhar-me e já não me estar, evadir-me por entre duas respirações do mundo onde não me sinto. Saudades fazem correr lágrimas por dentro, escorrem pelas paredes da alma arranhando o caminho pelo caminho. Por fora o mundo dá voltas e sai estrada fora, enquanto as lágrimas não me saem de dentro, mesmo que as sinta como se pode sentir um rio correr até à nascente, mas não se poderá ver nunca. Eu só queria ser mar. Não quero correr para dentro das saudades.
Queria tanto sair de mim. Para não me sentir, para não te sentir.
07 dezembro 2012
06 dezembro 2012
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