Apago todas as mensagens. Menos as tuas. Guardo a tua voz em pequenas doses e, dia sim dia não, ouço-as todas de seguida. Sinto-me demasiado incapaz para falar contigo o que quer que seja. Não sei onde estás. Não quero saber. Tenho medo de saber mais do que sei.
Uma dor de cada vez basta.
Pedro Paixão
[uma dor de cada vez, com tanta vez, há tanto tempo, já bastava, já. as tuas mensagens continuam no sítio, a tua voz ainda ecoa em vários sítios, e tenho cada vez mais medo de saber mais do que sei, ganhei medo das perguntas.]
Porque está sol, porque o espírito está sombrio, porque temos de aparvalhar...aqui vai.
Este mocinho apanhado não sei em que rede, mas não me importava nada de saber... onde andam estas coisas que nunca as vejo? bem sei que são muita areia para a minha camioneta, mas não me importo de fazer várias viagens!!!
Eu nem ando à pesca, mas um bicho destes vem sempre a calhar em qualquer rede vazia....
hum hum
oh sim!!
Bom Dia!!
06 janeiro 2013
Boa Noite
Escreve-me! Ainda que seja só Uma palavra, uma palavra apenas, Suave como o teu nome e casta Como um perfume casto d’açucenas!
Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo Que te não vejo, amor! Meu coração Morreu já, e no mundo aos pobres mortos Ninguém nega uma frase d’oração!
“Amo-te!” Cinco letras pequeninas, Folhas leves e tenras de boninas, Um poema d’amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavra apenas? Olha, manda então… brandas… serenas… Cinco pétalas roxas de saudade…
Florbela Espanca
[já não se escreve a ninguém, já ninguém escreve palavras apaixonadas, cartas de amores impossíveis, somente de palavras escritas possíveis, que a vontade tornaria em atitudes mais que possíveis, porque menos, perante tal força de amar, seria impossível. Já não há sequer amores possíveis, por isso as palavras tornaram-se impossíveis. Já ninguém escreve. Já ninguém escreve, especialmente, uma palavra apenas com tudo dentro. Já não há Amor, só amores passíveis de passar passivamente sem escavar a alma à profundidade impossível nas almas sem Amor.]
...assim era muito mais interessante fazer o almoço...lá isso era...
Bom Dia!!
05 janeiro 2013
...o que não é nada difícil, convenhamos...
tenho de ir fazer o almoço e não apetece...
o dia está de sol e o sol apetece...
Hoje, por breves fracções irracionais de segundos, pensei que eras tu que me abraçavas pela cintura, que eram os teus braços que me apertavam para ti, de surpresa, por brincadeira, por carinho...por momentos o teu nome bailou-me na boca, quase a dançar-se para fora de mim. Parei-o a tempo, não eras tu, era um doido, que ainda assim me fez rir. Um amigo. Mas não eras tu.
Um dia destes não te perdoo mais por isso. Por nunca seres tu.
Bom Dia
04 janeiro 2013
Boa Noite
(...) Se penso que te deixo já te quero Se penso que recuso já te anseio Se penso que te odeio já te espero e torno a oferecer-te o que receio Se penso que me calo já te grito Se penso que me escondo já me ofereço Se penso que não sinto é porque minto Se pensas que me olhas já estremeço. Maria Teresa Horta [é assim. eu por ti em linhas. cheia de ses e de jás, de medos e de anseios. ofereço o que receio, quero esconder-me e já me dei. já não me tenho, tens-me tu e não te tenho, perco-me de mim porque te perco, a cada dia mais longe, a cada dia mais perto.]
...hummmm...
... tenho lá um quarto vago bem bom em casa...
se te portares bem deixo-te ligar a água quando o quadro for abaixo...
...quer dizer deixo-te ligar o quadro quando a luz for abaixo... mas também podes ligar a água...
sou mulher, não percebo nada disso, entendes, não é?...
é por isso que pode dar jeito ter-te por perto, mas só para isso, porque eu sou muito independente, claro, e pela igualdade de direitos, óbvio, já de obrigações sou um bocadinho indefesa...
......
Vroooooommmmmmm Diaaaaa!!!
eheheheh
(está demais a cara dele!!! ... há focinhos bem piores!!!)
(quero um abraço destes. apertado, junto, com gargalhadas e um beijo a seguir ao outro.)
31 dezembro 2012
Boa Noite
30 dezembro 2012
Boa Noite
17 dezembro 2012
"- Eu tenho medo.
- Medo de quê?
- Medo de ti, por exemplo.
- Medo de mim? Mas como é que podes ter medo de mim se estou do teu lado?" (do teu lado, e ao teu lado se me deixares, como podes ter medo de quem gosta tanto de ti? ou o medo é que eu goste tanto de ti e tu não gostes de mim? hummmm?? não percebo...)
15 dezembro 2012
..."porque a nossa força não passa de um acaso decorrente da fraqueza de outros."
Joseph Conrad, in O coração das Trevas.
[então não há força, há os outros deixarem exercer um qualquer domínio sobre eles? Se não deixassem não seriam uns fortes e os outros fracos, todos teriam, têm, a mesma força...]
14 dezembro 2012
Vinha a ouvir um cd de vários que gravei para escolher as músicas mais minhas, que mais me tocassem e que achasse que tu mais gostarias, para te oferecer. Isto já há uns meses largos, depois desisti, entretanto chateamo-nos, ou melhor, tu deste-me outro chuto no traseiro e eu mandei-te à merd@ (ou tentei mandar e continuo a tentar), não mais pensei em fazer-te cd nenhum, nem este nem outro, e vinha a pensar que também nunca soubeste merecer o que te dava, o que te dei, nunca soubeste respeitar o nosso pequeno e restrito espaço, como só nosso, e donde no entanto nunca me deixaste sair. Confinaste-me a esse espaço sem mundo, que era o nosso mundo, e eu nem do mundo senti falta, nem sinto. Nesse espaço, apesar de tudo, era onde melhor me sentia, onde mais me sentia, onde gostava de estar, e penso que sempre respeitei esse nosso espaço. Por isso muito me magoava quando as músicas que te dava, os cds em que escolhia a dedo as músicas, a ordem, tudo, tudo tinha um significado para mim, tu partilhavas, partilhavas com quem aparecesse, sem qualquer vontade de deixar só nosso o que era só nosso, ou eu assim queria, já que nunca quiseste trazer o nós para fora do nosso canto, ao menos que respeitasses e valorizasses essas pequenas coisas só nossas, e principalmente estas que te dava com tanto carinho, com tanta dedicação. Senti isso como uma profanação, como uma desconsideração pelo que de mim estava em cada coisa que te dediquei, como não me esqueço das fotos que apagaste que com tanto amor foram tiradas para ti, e tu, sem mais, sem nada, apagaste. Apagaste-me. Mais uma vez.