Fizeste das minhas costas o teu piano
Dos teus desenhos as minhas curvas
Da minha boca a tua maçã
Dos meus olhos o teu mar
Do meu mundo os teus braços
(...)
14 junho 2010
E não não sou injusta, sei que não gostas de escrever, mas sei que só quando estou ao pé de ti é que sinto qualquer coisa que não calas, só aí pressinto coisas que não dizes, mas essas a distância apaga, faz das recordações meras miragens muito, mas muito, enganadoras, mentirosas, sem palavras mentidas.
Só o estar à procura de alguma coisa que me ampute deste vazio, é já tão sintomático da distância que se impõe, da escuridão que se entranha, do silêncio que logo se instala, do frio que estala, que me estala. E isso diz muito, diz o que a balança diria, se lhe perguntassemos. Shhhhhhh
12 junho 2010
diabrete,
sereia,
malvada,
diabo,
fera,
selvagem,
miúda,
bruxinha,
beleza estonteante,
jibóia,
criatura deliciosa,
serpente demoníaca,
princesa...
Ahhh... sim, e biscoito
Alguém tem livro de instruções para seres que chamam a uma mulher estas pérolas???
É que eu fico baralhada!!! Muito.
Não sei se goste, se não goste. Mas rio-me, lá isso rio. E as respostas que arranjo também me fazem rir... às vezes só a mim. :)
10 junho 2010
Espero que faças boa viagem.
Espero que aproveites estes dias para descansar.
Espero que não te esqueças de mim, que tenhas algumas saudades, mesmo que poucas.
Espero que venhas segunda feira e não tragas muitas novidades.
Espero que, se as trouxeres, me digas.
Espero que saibas a falta que me fazes.
Espero que me leias antes de ir.
Espero por ti.
08 junho 2010
04 junho 2010
02 junho 2010
Não sei porquê,
Nem donde nasceu,
Mas aquele olhar assaltou-me
Analfabeta para o ler,
Senti-o aconchegante,
Duma doçura quente
Apeteceu-me entrar nele
Fazê-lo a nossa casa,
O meu lar.
Deitar-me nos seus sonhos,
Embalar-me nas suas músicas,
Encostar os meus medos,
Beber toda a sua ternura
Comer o seu desejo
Descansar a realidade,
Adormecendo na sua luz.
Mergulhar na escuridão
Lançando-me no abismo...
Será tudo isto este olhar?
Ou será apenas
O vazio
A reflectir o meu?
(??)
01 junho 2010
I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt
He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms
And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms
And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candle burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms,
O Lord
Into my arms
31 maio 2010
30 maio 2010
25 maio 2010
23 maio 2010
20 maio 2010
12 maio 2010
11 maio 2010
09 maio 2010
segmento de recta
Há muitas teorias para as relações, aliás o mais fácil é mesmo teorizar, porque na verdade, acho que as que correm bem devem ter tanto de aleatório e de bom, como ganhar o euromilhões. Mas dei por mim a pensar que construir uma relação não é muito diferente dum segmento de recta, sendo que os dois pontos extremos representam, cada um, o nosso eu. Assim, a relação consiste em unir estes dois extremos, estes dois individuos, e este caminho pode ser feito de muitas e variadas maneiras, pode-se começar num extremo e percorrer todo o caminho até ao outro ponto. Aqui só um é que trabalha, e o outro espera que tudo corra bem. Só. Depois temos a hipotese de os dois iniciarem o caminho em direcção ao outro e encontrarem-se algures no meio. Isto é bom. E é bonito. Os dois fazem um esforço, os dois procuram encontrar-se, e fazer a sua parte do caminho. O que me parece mesmo muito utópico é achar que se encontram no meio. Há sempre um que anda mais que o outro, há sempre um que faz mais pelos dois, há sempre um que quer mais, e há sempre um que acaba por se cansar mais. A unica grande diferença para o segmento de recta é que nunca é feito pelo caminho mais curto, nunca é uma recta. Nem perto disso.
05 maio 2010
03 maio 2010
01 maio 2010
Quantas palavras abarca?
Quantas cumplicidades o sustentam?
Quantas conversas labirinticas o fazem?
Quantos reflexos para nos vermos espelha?
Quantas tolas partilhas fazem o seu quotidiano?
Quantas saudades o fazem desesperar?
Quantas ansiedades nascem das ausências?
Quantas recordações o despertam contrariado?
Quantos olhares o definem?
Quantas gargalhadas vivem nele?
Quantos sorrisos o fazem respirar?
Quantos mimos fazem o seu calor?
Quantos rosnares quentes aquecem os silêncios?
Quantos beijos de paixão carregados de ternura o alimentam?
Quantas vontades emergem sob esta lua selvagem?
E quantas luas passarão até esgotar este luar?
Em quanto tempo este sentimento se dissolverá apenas em letras
Não havendo palavras que o digam?
Ou dicionários que o expliquem...

