Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

12 fevereiro 2013

ahahahahha
engraçadinhos...boa introdução (salvo seja...)



"deviam chover lágrimas quando o coração pesa muito e há momentos, palavra de honra, não se compreende o motivo, mas pesa, sente-se dentro o

(ia escrever o incómodo e não incómodo conforme não tristeza, não dor, como traduzir isto, não sei)

Deviam chover lágrimas quando o coração pesa muito e há momentos palavra de honra que pesa

(para já fica assim)…"


António Lobo Antunes



[deviam chover lágrimas, e às vezes choram, outras amarfanham-se por dentro, para dentro, para regar a dor do coração. chorar é fácil, chorar é deixar que se solte o que temos dentro, normalmente liberta, ajuda, cansa e depois descansa. eu choro mais para dentro que para fora, e por isso o cansaço, às vezes, pesa-me mais que o corpo. A vida, que às vezes pareço ter, afoga-se por dentro nas próprias lágrimas que me recuso a chorar.]
"Amor nunca morre de morte natural. Morre de cegueira, dos erros e das traições. Morre de exaustão, das doenças, da falta de brilho."
Anais Nin

[ou então mata-nos de exaustão, insónias e mágoas. Um de nós morre. Aí pelo menos vou conseguir dormir, duma maneira, ou doutra...]

11 fevereiro 2013

...os gestos. 
Os pequenos, minúsculos, gestos são os que me prendem, os que ninguém nota, ninguém vê, mas que mais sinto, são esses os que arrastam o peso do mundo num fio de cabelo.
O carinho e a ternura são a arma mais mortífera contra o esquecimento desejado.


"Que pena não haver uma marca branca para o amor, como agora se faz para alguns produtos de supermercado. Tão bom seria se, precisados de amor, simplesmente o adquiríssemos junto de quem estivesse disposto a dar-nos. O problema é que nós precisamos de estar prontos para recebê-lo. Senão, era muito fácil: ia-se à prateleira, tirávamos a quantidade de amor necessário para nos alimentarmos e, findo o stock, regressaríamos ao mesmo local para nos reabastecermos. Há quem faça isto com o sexo – e com o sexo dá e é muitíssimo bom – mas, com o amor, não se metam nisso. O amor não tem one night stand. Amar alguém não se pode fazer quando nos apetece, exige militância, acordar cedo para estar esticadinho na formatura.


Amar é estar nos quadros de uma empresa em lugar ministeriável, ter sexo é ser colaborador a recibo verde. Por isso é que há mais gente a ter sexo do que a amar – e reparem que não estou a adoptar nenhum dos lados –, mas quem ama pode ter sexo e quem tem sexo pode nunca conseguir amar."


Fernando Alvim
hummm?
acho que vou pensar nisto enquanto bebo um café...
Bom Dia!!

Hoje estou demasiado preguiçosa para tentar desembrulhar-me do que me enovela, para tentar fazer sentido do que não tem sentido ou direcção. Estou demasiado cansada para me obrigar a pôr palavras em linhas do que me desalinha as costuras que me fecham por dentro. Vou pegar num livro para me esquecer de mim, ou tentar. Para fechar os olhos e descansar.
Boa Noite.

09 fevereiro 2013

Eu vou acabar sozinha... Já sei. Já estou. E assim vou ficar.
Ao menos tenho onde sentar a solidão. 
A cadeira ao lado está invariavelmente verdadeiramente vazia. 
As outras mesas estão cheias de gente, de vida, de mentira, ou talvez não. 

08 fevereiro 2013

Às vezes apetecia-me isto... sentir-me ao colo e conduzida..
dá sensação de descanso, protecção, segurança e carinho.
E agora apetecia-me isto tudo.
Boa Noite

...TRUE!!!
Grrrrrrrr
...in the face, or anywhere else... 
as long as I can shoot them, or you, 
probably shooting you would solve the whole problem at once!!!...
Bahhhhh

...portas com chaves especiais...
que dão vontade de abrir e vasculhar tudo dentro...
e encontrarmo-nos por lá sem darmos conta que lá estávamos, 
no meio da bagunça, por trás de portas fechadas...
Bom Dia!
Irrita-me. Irrita-me eu preocupar-me, irrita-me eu querer saber. Irrita-me eu saber que amo alguém pelo melhor que tem, mais ainda, que esse melhor esteja fechado numa gaveta e nunca respire o ar do mundo. Irrita-me eu estar fechada com essa gaveta. Irrita-me saber que o melhor de nada serve fechado. Irrita-me saber que se ama alguém mais pelo que esse alguém deseja ser e sonha, do que pelo concretiza. Irrita-me saber que as pessoas são, verdadeiramente, muito mais os seus desejos e sonhos, do que o caminho que falta andar para que os fazer chegar à luz do mundo. Irrita-me saber que é isso que as identifica e não o que fazem com isso. Irrita-me que se escolha um fato cheio de mundo para esconder o que guardamos na nossa melhor gaveta, por medo de ser quem realmente somos, e desperdiçarmo-nos a ser quem não somos, nem queremos ser, com medo de quem nos podemos tornar sendo nós mesmos.
Irrita-me. Irrita-me que tenha de me levantar para escrever isto tudo que me aparece na cabeça com vontade própria de sair pelos dedos em letras. Irrita-me que ninguém o entenda. Irrita-me que este fato, com que visto a alma de mundo, não sirva a ninguém. Irrita-me tudo isto me irritar. Estou irritada, pronto.

(isto não deve fazer sentido nenhum, mas às escuras e a esta hora fica assim mesmo, não é para entender mesmo...)

07 fevereiro 2013

[é por estas e por outras que se calhar pareço uma doidona, 
mas o meu sentido de humor suporta muito bem estas piadas, 
não vejo mal nenhum nisso... e esta está DEMAIS!!)
ahahahahhahahah

Boa Noite

06 fevereiro 2013

...e um "c", que cá em casa não há cá desacordos ortográficos... 
(a não ser por gralha ou ignorância mesmo...)

É um trabalho duro, difícil, mas alguém tinha de o fazer...
paciência!!
Não chego para ninguém, ninguém me quer chegar, é assim, é virar-nos do avesso e aprender a estar bem sem ninguém. Ir endurecendo, ir vivendo e sabendo que não precisamos de ninguém para (sobre)viver. Irmo-nos fechando aos poucos, e agradecermos que ninguém nos incomode a tentar abrir a concha em que nos queremos fechar, precisamente para os deixar de fora, para deixar tudo o que possa doer, de fora. 
Os dias vão passando e o mundo vai-se fechando sobre nós. Uma carapaça sobre os ossos vai nascendo, argamassa de lágrimas, mágoas e desilusões. 
Um dia achamos que estamos bem sozinhos, que já nada nos chega pela concha fechada, nosso refúgio e segurança. E é assim que tem de ser, não vale a pena estar com quem não nos quer verdadeiramente. Se não chego, nem vale a pena partir.
Parto-me em retalhos para me refazer de novo, e para não voltar a tentar, para fechar o mundo para mim, e o meu mundo em mim. Esquecer-me que há uma diferença entre viver e sobreviver.
ooops!!...
qualquer dia é bom para aconchegar o sofá!!!
Bom Dia!!