Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

25 abril 2015


Acabar de almoçar a esta hora. 
Não saber as horas até esta hora. 
Haver tempo sem horas. Isto sim é liberdade das boas... Eu gosto.

E, é isto.... Só há que renegociar aquela parte de repararem  noutros cus... Essa parte no me gusta... No no, nem mesmo para dizerem que é para  concluir que gostam é daquele em que podem mexer.... (até porque só gostam provavelmente por essa razão.... Uma desgraça)
Resumindo há que manter um bom traseiro... É isso.

Bom Dia!!

24 abril 2015

... e é isto.
Até o focinho está com esta expressão... bahhhh
Oh São Pedro, ide &#%$+%$&#,... sim?
Na segunda, para trabalhar, deve vir sol, né?
Deves pensar que tens um sentido de humor retorcido, só pode...

Sentido na pele da alma, 
vivido na alma da pele.
Paixão, amor, desejo 
Alma e pele.
Um sentir.
O único sentido.

[às vezes ainda me lembro, esqueço-me que vou esquecer, e que um dia espero voltar a sentir que as coisas fazem sentido sentidas - aliás só sentidas. assim, alma e pele, a par num par que faça, um dia, um nós verdadeiro na minha vida e em duas bocas.]

Boa noite

23 abril 2015

Entro com esta minha cara que os meus paizinhos me deram e a vida tem tirado, com ar de cansaço, de calças de ganga e camisola, sem adornos nem enfeites que componham a figurinha que trago ultimamente, e peço meio frango. À minha frente uma boca meio sorriso, meio malícia, responde-me "tanto??" E eu em tom de ironia, digo "acha?"... E ele " não me diga que é só para si!?" "Pois... Parece que sim", respondo eu, e ele responde, já entretido com o frango... "Ahh... jantar sozinha, que pecado..." E eu tiro um pacote de batatas fritas enquanto calo o que me está debaixo da língua... não me diga que há tanto tempo a virar frangos e é o melhor que lhe sai... Depois fico a pensar, vai daí o problema deve ser de só virar franguinhas... 
Tssss tssss... uma pessoa ouve cada uma e em cada tom, que balhamedeus...  

"Fecho os meus olhos para os abrir dentro dos teus olhos."

[...frase que me deixa sem palavras, 
frase que resume tudo o que cabia no meu silêncio, 
onde me desocupava para te ocupar sem saberes. 
para ver pelos teus olhos, para te ver por dentro. 
para ser tu, e eu, e nós.
para ser silêncio.]

Boa Noite

22 abril 2015

...Tá!
'tou indo amô...
já, já, estou aí...
ehehehhehehe

Bom Dia!!!

(foto @ksenyeah)

(...)

Há noites que nos levam para onde
o fantasma de nós fica mais perto:
e é sempre a nossa voz que nos responde
e só o nosso nome estava certo.

Natália Correia

[fecho tudo antes de fechar os olhos, abro a escuridão, deixo-me vaguear nela, navegar a sua presença densa que me acaricia o momento. Olho para dentro e descubro que quero escrever mas não quero falar, não quero dizer do que vejo. Fecho-me em gavetas desarrumadas, abro-me em luzes que procuro. Não quero falar de dentro das gavetas; penso em tudo o que tenho de fazer, tudo o que trago por fazer, penso em toda a correria que não pára e que me apetece até acelerar. Penso numa coisa a seguir à outra à espera de ser feita, o tempo ocupado a voar - este mês, o próximo, e depois a vontade de sair daqui, de me deixar descansar sozinha onde possa respirar, respirar-me, onde sinta vida contagiar-me de fora para dentro. Parar, depois da azáfama, do cansaço que inunda o corpo e quase o afoga, mas em que se respira fundo e com vontade. Penso que nesta maré turbulenta e tão violenta, ainda assim, entre o ir e vir duma onda e outra, há aquela pausa, aquele momento vazio, entre o inspirar e o expirar, em que num instante milímetrico, cabe a eternidade do que não se viveu. E estranhamente, aparece conjugada no passado, finito e terminado, em memórias do que vivemos. Quase como projectar numa tela em branco um filme queimado.]

21 abril 2015


Aiiiiiii quero, quero, quero!!
Areia quente, sal na pele fresca de mar, sol que se respira, doçura que mata a sede.... Preciso disto, dum paraíso durante uns dias.... Deve ser do nome, volta e meia quero voltar ao paraíso...
Tenho é de trabalhar para o pagar.... O que não dá jeito nenhum, podia arranjar um banana que me bancasse, saía-me mais barato... Que mania a minha de só ir onde o que eu ganho pode pagar, e sempre foi assim, nunca deixei que fosse doutra maneira.... Raios, banana e parva, sou eu, é o que é!!.... Não há quem aprecie? Sem ser em batido, hum?

Bom Dia
Hoje foi um dia coooommmmmpridoooo, estou cansada e moída, mas não foi um dia mau, pelo contrário parece-me. Anda-me a deixar mais leve esta sensação de me parecer que finalmente começo a encaixar-me no meu papel, a assumir o papel que me deram, a não me duvidar tanto a toda a hora. Tenho medo, muito, mas sei guardá-lo, e parecer certa de que estou certíssima. Começo talvez a ver um pouco daquela mulher que alguns viam e outros ainda vêem, com qualidades que sempre duvidei, sentindo que os enganava não sei como, que viam o que não existia, como uma miragem no deserto, uma ilusão da vontade, e nada mais. E ficava triste e desconsolada porque, não sendo verdade, iria desiludi-los. O meu pior medo, o mais pesado fantasma, que me rói os calcanhares dos passos: desiludir quem vê em mim, quem me adivinha, mais e melhor daquilo que me faz, que eu sou. Que eles acham que eu sou. E agora, a olhar para trás para o dia e últimos tempos, talvez comece a antever um pouco do que me falavam - pouco e quase insignificante -, mas que  me parece que tem crescido, amadurecido, quiçá... e acho que só hoje me dei conta. Hoje acreditaram que ia ceder, que precisava ceder. Não cedi, estava certa e segura do que dizia. Até ao último momento esperaram a minha insegurança, não a viram, disseram que iam pensar... Talvez cedessem, eles.
Eu posso ser mulher, parecer que ando nisto há pouco tempo, até me podem tomar por tontinha, mas sou-o muito menos vezes do que o pensam. E isso, hoje, também me soube bem. 

20 abril 2015


Como é que não me lembrei disto antes???...
Claro, é isso!!!!....  Nem todos aguentam tanta felicidade de me ter ao lado....
Eheheheh 
(muito bem pensada, até estou um bocado chateada comigo por nunca me ter ocorrido.... Humm.)

Bom Dia!!

19 abril 2015

"Eu cá sou bom, sou muito bom, sou sempre a abrir..."

Acabei de ouvir na rádio. Os cabrões dos sorrisos deviam ser disciplinados, nem que fosse à reguada... Ouvi isto e pus-me a sorrir. Os pensamentos, em uníssono, passaram a envolver uns certos boxers e outros tantos risos e muita parvoeira... Dêem-me uma régua que eu preciso de educar esta cabeça e os cabrões dos sorrisos selvagens... Ainda me pairam nos lábios e já não há nada da música, nem sequer da indumentária... Há urgência de outros novos sorrisos, parvoeiras, músicas e de esculpir na pele e no seu avesso outras memórias. 

Café e uma réstia de sol...
Acordei durante a noite, umas duas ou três vezes, a chorar com um sonho que não me largava. Até a dormir a morte não me larga nem morre, não se enterra de vez. E era isso mesmo: enterrar a morte. Deixá-la num sítio, longe, onde se possa não ir. Caixão aberto há dias, a cor da morte, marmórea, a envelhecer, a desbotar, apodrecida. E eu só dizia que temos de fechar o caixão e enterrar, deixar a morte morrer, e não definhar-nos. E chorava, e acordava, e adormecia e tudo na mesma. Finalmente resolvi não dormir mais e fiquei a pensar no sonho. Temos de deixar a morte morrer, enterrá-la num sítio onde possamos escolher não ir; senão a morte, todas as mortes, acabam por apodrecer-nos, de dentro para fora. Fiquei a pensar que há mortes que não consigo enterrar longe, enterraram-se-me por baixo da pele, das unhas que esgravatam a vida, e mortas, definham lentamente toda a vida. A que ainda há, a que houve, e a que posso ainda vir a ter e viver. Tenho de matar estas mortes e enterrá-las longe de mim, deixar ficar a vida que tiveram, que a morte pode levar, mas assim, com cores, com vida, não definhando em agonia os dias e as noites, e tudo o que podia brilhar no olhar posto no horizonte. Há mortes que tenho de enterrar de vez e desenterrar da pele. 

Será??
Não me parece...
(até porque seria um desperdício ser só um... 
com uma desculpa tão boa para gastar a boca a beijos...)

Boa Noite 

18 abril 2015

Sim.
Às vezes é difícil voltar a ser o que se é, 
mesmo que nunca deixemos de o ser.
Bom dia.

17 abril 2015

Vê-la dormir é das únicas coisas que agora me adoça o olhar. Das únicas, não, a única.
Velo-lhe o sono e os sonhos, e tento acordar-me dos últimos tempos. 
Olho-a e sei que é poesia, a única poesia que agora consigo trincar com a alma. O resto são palavras que hoje nao passam da porta, que alma não vê nem come. Talvez a alma não seja mais que a poesia do nosso olhar, enquanto a vida não lhe fecha os olhos e arranca os dentes.
Guardo-lhe o sono e os sonhos, e tenho medo que sonhe demais, porque sonhar demais, tarde ou cedo tranca portas que tarde ou nunca nos libertam.
Neste olhar doce sobre a sua doçura encerro amarguras e medos. 
A fuga nao me cabe noutro olhar. 


beijos do paraíso...
Há os românticos disfarçados e os disfarçados de românticos.
gosto dos primeiros.
Dos beijos, gosto de todos os que sabem a vontade a par
e nos levam ao paraíso de mãos dadas.

Boa Noite

16 abril 2015

Não encontro texto ou fotografia que hoje fale por mim, que diga o que teria para dizer, talvez também não o queira dizer, não me apetece dizer nada. Às vezes agora acontece-me isto, entupo-me de coisas que não quero que saiam, que guardo, talvez para concentrar, talvez para diluir, não sei. Talvez para ver se me esqueço que as guardo, ou onde as guardo... se perco tudo, porque não perder o que dizer??, perder as perguntas e as vontades de respostas... porque não?
Perde-se tanta coisa, e não se perde o que daria jeito deixar cair em qualquer canto sem chão... porquê?
porque é que tudo tem chão menos os muros por onde escorregamos sem fim?
porque é que tudo tem chão menos a queda?
porque é que tudo tem chão,
e eu não encontro onde fincar os pés para parar de cair?
ou uns ombros que me adormeçam o sono
ou uns braços que me envolvam a alma
ou um olhar em que repousar o sorriso que não se vê
não é sempre preciso um apoio para subir?
se calhar, dos outros, fui chão vezes demais,
se calhar ao chão, às vezes, falta-lhe apoio.

(e eu não queria dizer nada, depois não dizendo nada, perco-me em disparates... é assim, agora vou, que já fiz tempo de não fazer nada )

15 abril 2015

Dia D'  "o beijo"
[foto que me foi enviada por comentário em Junho de 2011 (daqui), comentários que hoje tem alguma piada ler, mas que não me fazem rir... ou talvez sim, de facto talvez sim... 
Perceber tudo mentira, a começar pela foto, pelo que ela quer dizer, pelo que me disseram acerca dela... tudo mentira até na altura em que ma enviaram em que me disseram tanta coisa, ou o beijo não teria rasgado, e ainda que tivesse rasgado, seriam duas bocas desfeitas. Não haveria uma desfeita e outra feita de lábios de outros beijos. Mas por aí, nada desfeito. Também para ser desfeito é preciso um dia ter havido algo verdadeiro para desfazer, nem que fosse uma ideia, um ideal, algo que nos consome e aquece por dentro, e que a mentira gela - mas queima e gela, faz e desfaz. 
Não faço parte dos mortos vivos que nunca conheceram vida. Ainda que só para mim tenha sido verdade, vida - para mim foi. E os outros cada vez me interessam menos. Cada vez me são menos. ]