Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

16 maio 2013


[mirtilos?? amoras?
(são? nem sei...sou muito ignorante)
doce delas... é preciso esmagá-las para o ter,
para o comer.]
Bom Dia

15 maio 2013

... o mundo, o mundo, o mundo!!
Estou farta do mundo!!
Quero lá saber do mundo!?!
O que sei é que tu não me precisas louca por ti, e isso - isso e só isso -  é que é o mundo em que tenho de viver, e é uma seca! 
Estou farta deste, desse,  mundo!
Farta!
E hoje já chega, pronto!!


[que olhos!!! devia ser proibido...bahhhh]

Preciso que me olhes nos olhos
Que me decifres em ti
E me sintas, além do toque

Preciso que me olhes nos olhos
Que te deites desperto em mim
E me proves, além dos beijos

Preciso que me olhes nos olhos
Que te atires em meus braços
E me bebas, além dos meus cheiros

Preciso que me olhes nos olhos
Que me dedilhes com os dedos do coração
E me encantes, além dos desejos

Preciso que me olhes nos olhos
Que me dispas em teus lábios
E me conheças, além das palavras

Preciso que me olhes nos olhos
Que me arranques suspiros e tremores
E teu gosto fique em mim, depois do amor.

Fernanda Guimarães



[palavras para quê? se isto já diz tudo, e os olhos outro tanto que ninguém diz...]

14 maio 2013



"O meu nome acordou povoado pelo teu nome."


Vasco Gato

[sacana... por isso te amaldiçoo todos os dias, como quem faz a sua prece diária.
 mal acordo, acorda o teu nome na minha boca, no corpo todo parece-me. 
tenho de te exorcizar, mas só te amaldiçoo.] 
Yeps... é a minha cara!!
bate certo, bater na madeira, porradinha para aí!!
Azar é comigo mesmo!!
Bom Dia!!

Leituras de baú:
"acho que existe alguma coisa de mágico entre mim e a Eva..."

(concordo... é aquela mágica em que alguém desaparece... ou então cortam a gaja às postas - deve ser uma destas...só pode!)

13 maio 2013

..Não era mal pensado, não...


Românticos que se encontram depois de viver vidas paralelas, cansados – mas enlaçados antes que chegue a hora de partir, sem saberem se amanhã há outro sono igual, ou uma escolha para fazer. Os dois sabem que são doidos, estendem os dedos na escuridão entre as luas. Os dois sabem que mais adiante podem arder de repente no meio do Verão, consumidos pelos segredos e pela indiferença. Noites sem sexo são perfeitas, também; e raras, e condenadas e incompletas. Borboletas no estômago, batendo asas contra todas as paredes do corpo – não deixando que ele adormeça, inquieto e insatisfeito, voltado para dentro e para o passado. Românticos que se encontram quando nenhum deles esperava outra oportunidade, outro caminho. Nunca estamos preparados, diz um. Nunca estamos, repete o outro, quando a primeira borboleta sossega depois de um beijo em dívida.


Francisco José Viegas

[...nunca estamos preparados, nunca.
nem para a paixão, nem para perdê-la.
quando à paixão se mistura Amor a perda é devastadora, varre-nos a vida de ponta a ponta, parece não restar nada.] 







Há dias em que devíamos conseguir fazer isto, 
desligar a realidade do mundo e iluminarmo-nos apenas da luz dos sonhos. 
Bom dia.

12 maio 2013

Estava com dor de cabeça, cansado, e enquanto o ouvia comecei a fazer festas como se faz aos bebes entre as sobrancelhas, devagarinho, nao sei porquê, mas acho que deve ser relaxante, calmante. De repente parou e disse qualquer coisa como:"já está. Já conseguiu." não percebi e perguntei respondeu qualquer coisa como "já me rendi". Por que é que me lembro destas coisas, vindas nao sei de onde, nem sei para quê... Sei que me soube bem achar que tinha ficado melhor por umas festinhas minhas. Se calhar lembrei-me porque estou cansada, doi-me a cabeça e precisava de festinhas, deve ser isso. Agora vou tomar um café que o tempo está bom para uma boa esplanada.

11 maio 2013



É quando não se procura nada que às vezes se encontra tudo. 
Ou parece.
"foi sem querer
eu te amei do avesso
prometo que da próxima vez
te visto
do lado certo."

Lilian Aquino
in Cena de Mesa
(estou exausta, vou dormir, sem beijo de boa noite ou esperança de bom dia seguinte, 
enfim..isto há-de passar, se não passar a bem, passa a mal, que de passar mal ando eu farta.)
Boa Noite


10 maio 2013



Nada, nada, nada...
Nada!!!!
Acho que há muita gente com esta teoria, 
só não vivem é na agua...
Eu estou a ficar adepta, parece que se calhar até funciona.
Pelo menos parecem alegres e felizes.
Está bonito isto... Tudo a querer desmoronar a minha volta!!... E eu sem forças para agarrar nada, nem a mim quanto mais... Já sabia que este ano ia ser mau mas assim tão mau até a mim me surpreende... Que maravilha... Porr@ ( já é a segunda vez hoje...)
Boa Noite

08 maio 2013


"Apetece-me levar-te a um sítio bonito e foder-te aí. Eu, que te quero inteira e em toda a parte, ou já neste chão. Mas hoje apetece-me embrulhar-te em rendas e veludos e levar-te a um sítio bonito e foder-te aí. É uma questão de respeito, ou antes de apreço. Eu, que te quero inteira nos meus beijos, eu, que quero as tuas unhas cravadas nas minhas costas e as minhas nas tuas, eu, que quero lambuzar a cara toda nos fluidos viscosos da tua cona, eu que me quero enterrar em ti de todas as maneiras e em todos os lugares e fazer-te aumentar a tua tesão por me veres tão teso, respeito-te acima de tudo e de toda a gente. Não sei amar de outra maneira, e por vezes não sei dizer nem fazer as coisas que queria ou que devia nem mostrar-te o quanto és importante para mim.

Acabo às vezes por fazer coisas que não explico e que não sei se entendes, e que não sei se importam. Hoje, apetece-me simplesmente ir vestidos de coisas bonitas a um sítio bonito e fodermo-nos aí."

diz tudo, sem apelo nem agravo, directo, conciso e sempre tão certo. Sem meias palavras nem falsos pudores, há coisas que são mesmo assim, e ainda bem, é bom. Não é por precisar de variar, é para celebrar, consagrar, viver quando apetece: aqui, ali ou aí se, e enquanto, se ama.

Têm sido complicados os últimos dias, ainda que quisesse explicar, não sei se o conseguiria. Sinto-me a definhar por dentro, a apodrecer a alma, a amargar o ser, deixarei de ser quem era, não sei quem serei. Não quero saber, na verdade.
Dou por mim a ver rosas oferecidas a outras mãos e os espinhos cravados por dentro da minha pele. 
Oiço, e volto a ouvir, coisas que me disseram e sinto-me enganada - principalmente, essencialmente, por mim mesma - sinto mentiras em todas as verdades que sentia por dentro, não no que viam os olhos, não no que a razão me gritava, mas no que os olhos viam para dentro, sentiam. Relembro comentários e conversas, filmes emblemáticos, com significados próprios ocultos, que não me deram a conhecer, coisas que não eram nossas, que tinham outras memórias impressas na história, nos comentários; tanta coisa de que eu não fazia parte, percebo agora que o tocavam por razões que eu não adivinhava, eram coisas dele que nunca fui eu, eu nunca fui parte dele, nunca fui eu a tocá-lo, fui o preenchimento de um vazio entre margens do tempo, uma ponte que se foi atravessando, atravessando os dias e as noites, mais nada. E então relembro o rosto dele, a centímetros do meu, o corpo dele colado ao meu, pele com pele, numa pele só, a dizer-me que havia vezes que queria mergulhar em mim: para dentro de mim, correr-me nas veias, habitar-me por dentro, ir para onde eu fosse, cá dentro: fundirmo-nos... como doutra vez que me lembro agora, sem aviso ou previsão, me disse em que havia momentos em que as almas encaixavam tão bem, em silêncio, só encostados, que parecíamos perfeitos. Pré-feitos um para o outro digo eu, que era o que me parecia a mim. Tudo isso, tudo isso... dizia, falava a pensar em alguém que não eu, eu apenas ouvia, eu estava sempre lá para ouvir... era eu que o ouvia, e por o sentir, por sentir exactamente o que me dizia - ainda que eu o guardasse por dentro da boca nos beijos que lhe dava - acreditava que podia sentir, que era verdade, que podia ser verdade. 
Não era, não foi, não é. 
A verdade das verdades sentia eu, sinto eu, ele tinha mentira na minha única verdade, a verdade única que me mantinha, que me nutria, que me importava, mas que era, afinal, só minha. 
Como a culpa, a culpa é só minha. 
Acreditei no que sentia que sentiam.
Acreditei que sentiam o que sentia.
Vi-me ao espelho nele, e em mim viam outra pessoa.

E depois de um dia de merd@, uma noite que em nada destoou do dia, uma pessoa vem trabalhar e tem uma reunião com um cliente (antigo), que a meio dum argumento, sai-se com um "tão bonita!!"- que obviamente é golpe baixo para desarmar uma mulher (que corou logo, pois claro, e que fica, aí sim ,sem resposta), em que se sabe que não é verdade, que anda com uma cara que mete medo a qualquer um, e que o elogio é só para nos tentar levar (obviamente!!), mas ainda assim, faz corar genuínamente, e sorrir um bocadinho, antes de dizer "oh cale-se lá com isso que não é assim que vai ganhar a discussão!!"; lá continuei a argumentar e a explicar porque tinha razão, como não podia deixar de ser!!
Eheheh
... Uns a darem com os pés com toda a força outros a verem se põem as mãos...
Porque raio não trocam de lugar, bolas!!!
Eu agradecia!
Bom Dia

07 maio 2013

Estou capaz de morrer e matar alguém, mas ainda não sei bem por que ordem...
 F@&&#%$¥... que hoje não há maneira de virar a disposição do avesso.
Que bela merd@ de dia!

...para sobremesa, a acompanhar o cigarro, por favor.