Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

20 dezembro 2013

19 dezembro 2013

Não ando com vontade de escrever. Estou farta. Não de escrever, que sempre gostei e é o meu sistema de purga; estou farta é do que escrevo, do que penso, do que sinto há tanto tempo, sem ter tempo de sequer respirar esse sentimento. Tempo, não, condições. Não me deixam respirar, sinto-me confinada a um espaço exíguo, onde tantas vezes só pareço caber eu e o que sinto, e é pouco, e é talvez por isso que não respire, nem cresça. Falta alguém que sinta comigo e que tenha vontade de crescer comigo. Estou farta. Farta disto, de pensar sempre isto, escrever isto e sentir sempre isto, como se o tempo não passasse. Como se o tempo tivesse parado nesse espaço exíguo onde me encaixo e sobrevivo há anos. E agora lembro-me: hoje tive um sonho estranho. Estava na praia, o dia estava cinzento e frio, de repente o mar foge, recua muito, tanto que quase deixo de ver a beira mar. Percebi que se esperava um maremoto, olhei o horizonte e vi uma espécie de neblina por cima do mar, meio desfocado. Percebi que tinha razão e tinha pouco tempo para me salvar, dei por mim a pensar: salvar-te? E tu queres? E dei por mim a ter a certeza que pelo menos é minha obrigação tentar, comecei a correr, a subir por onde pudesse, apanho um carro velho- muito velho - e arranquei, dei graças a deus por não ter a criança comigo porque não saberia se a conseguiria salvar - e a ela eu tinha de salvar, sempre e de qualquer maneira. A mim, para mim, bastava-me saber que tentei. Acelerei sempre até que cheguei ao ponto mais alto: um farol, antigo pelo aspecto. Tentei abrir a porta pesada e não consegui. Desespero. Acordo. Não sei se me salvei.

17 dezembro 2013


Tudo fora perfeito.
Belo e perfeito!
Talvez por isso,
Esta noite
Não merecesse amanhecer.

Paulo Eduardo Campos

[...e sempre amanhece. e sempre acaba.]

Boa Noite

16 dezembro 2013



"... o "sucumbir" é das melhores e mais tristes palavras que já li de ti.
Fazes-me imaginar um vulcão que se deixa arrefecer pela água do mar.
Que se deixa quase afogar num frio sem prazo...
E tu tens tanto, Eva...
Tens tanto calor... Tens tanto poder dentro de ti...
Fizeste-me querer ir para aí dar-te um abraço agora."


A quem me mandou estas frases - que me fizeram lágrimas guardadas por dentro dos olhos, teimosas em cair como tudo em mim, enquanto um sorriso se me escapava no meio da tristeza que guardo e não mostro -, um beijo grande e um abraço apertado, como se mo tivesses dado, porque o senti. E nesta vida só o que se sente importa, e só importa o que se sente. Ou eu sinto assim.

14 dezembro 2013


... Por muito que às vezes até a mim me custe a acreditar...

.... há dias em que faço esta careta à vida.
Ninguém vê, mas ultimamente tem acontecido muito.
Demais.
Quero mimo, quero que a vida me mime, e ela não me faz a vontade.
Também não me dá razões adultas e plausíveis para me queixar com verdadeira propriedade.. bem sei.
Apetece-me amuar, mas esqueci-me dos totós algures, há anos atrás. às vezes sinto-lhes a falta.
O beicinho ainda faço.
De nada me vale. Não traz, nem chama, os teus beijos.

Boa Noite

13 dezembro 2013


(...)
De ti só quero o eco do teu nome
e um gosto que não sei de mar e mel
De ti só quero o pão da minha fome
mendiga que já sou da tua pele.

Rosa Lobato Faria

[de ti só quero tudo,
mar e rio, tudo.
de ti sou mendiga, mas não te mendigarei nada.]

Boa Noite

11 dezembro 2013



Jose Tolentino Mendonça, 

revista do expresso, 16/11/2013

Esperemos as nossas nuvens passar então, 
e ir aproveitando o girassolar noutros sorrisos, de outros sóis.

Boa Noite


09 dezembro 2013

(...)
Se o amor é para os parvos, sou parvo, sim, sou parvo,
um parvo profundo, obstinado parvo
cujo coração adormeceu diante da lareira do teu corpo,
alimentando-se da maior de todas as parvoíces:
o amor feito de fundas incertezas.

E são tantas!

Joaquim Pessoa, in O POUCO É PARA ONTEM

07 dezembro 2013


O homem que me vier a amar, se vier - desconfio muito que alguém se atreva e consiga esse extraordinário feito - só poderá ser alguém extraordinário, fora de serie talvez, meio louco de certeza. Tem de ver além  da minha transparência, falta de singularidade, da minha normalidade física mediana... Nem bonita nem feia, sem nada que dê nas vistas ou salte à vista. Uma discrição sem pinta nenhuma. Tem de ver o que não se vê, tem de adivinhar o que não quero mostrar. Tem de querer descobrir o que me adivinha para além da superficie dos olhos, tem de saber navegar o olhar.
E ao descobrir as pequenas loucuras veladas pela normalidade dos dias, ser só uma surpresa esperada, como um sorriso guardado há muito tempo na sombra dos dias, esperando o dia em que descobre o sol numa gaveta fechada com um olhar aberto.
 Haverá loucos?

Bom dia!
........
(mas por causa do meu café ninguém fica sem conseguir dormir...)

06 dezembro 2013


Eu quero que ela saiba
que dormir todas as noites
a seu lado e mesmo
as discussões mais banais
eram coisas realmente
esplêndidas e as palavras
difíceis que sempre tive medo
de dizer podem agora ser ditas:
Eu te amo.

Charles Bukowski


Boa Noite

05 dezembro 2013


“Uma relação tem que servir para se sentir 100% à vontade com a outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar. Uma relação tem que servir para ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso. Uma relação tem que servir para, às vezes, estimulá-lo a produzir-se e, quase sempre, estimulá-lo a ser como é, de cara lavada e bonita à sua maneira. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem muito, mesmo em casa, principalmente em casa. Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair. Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir uma garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.”

Drazio Varella

[sim, é isto.]

Boa Noite
"Voltemos ao início: a linguagem molda o pensamento. Molda?
Haverá diferenças de actuação entre quem diz "quero foder contigo" e quem diz "quero fazer sexo contigo"? Entre quem diz "fode-me agora, quero-te enterrado em mim" e quem diz "penetra-me agora, quero sentir-te"?
Quem é melhor a fazer minetes? Quem diz "quero chupar-te a cona toda" ou quem diz "quero lamber-lhe a vulva, Constança"?
Ou nada disso tem nada a ver, desde que se evitem extremos como "sim, fornica-me com o teu pirilau"?
Pilhado (será que posso dizer pilhado?) ao Menino :))

AHAHAHAHHAHAHA...
Prooooontoooo... isto já me fez rir aqui sozinha no escritório... já vou almoçar um bocadinho mais bem disposta... muito bom!! 
Este Menino é do melhor, a sério.... aquela última frase faz desmanchar qualquer um!!!!

04 dezembro 2013

"(...) O problema disto é que fico sozinho com os problemas, e muitos deles continuo sem os resolver, como os não resolvi antes.

Conheci muita gente, e nunca me abri com ninguém. Nunca contei a ninguém todas as minhas dúvidas, nem todos os meus medos, nem todos os meus anseios. Até de com quem partilhava a cama me escondia, nuns casos porque me viam de uma maneira que eu não queria estragar, noutros casos porque não me aceitariam falível e errado. Em caso nenhum funcionou, e provavelmente ninguém me amou realmente a mim porque eu nunca fui inteiramente eu. E provavelmente eu também nunca amei, pela mesma razão.

Mais do que o passar do tempo, é o passar das pessoas que nos muda. Não sei se alguém consegue evoluir sozinho, em plano algum. Talvez consigam, pessoas diferentes de mim, melhores que eu. A mim, é preciso quem me mostre um espelho, é preciso que alguém me diga onde estou mal para eu próprio o perceber. Nem sempre, mas frequentemente. Mas isso é mostrar-me fraco, é mostrar as falhas, é mostrar aquilo que eu nunca quis que ninguém visse.

Até um dia.
Não aconteceu de repente, não encontrei quem subitamente me levasse a mostrar todo. Os hábitos morrem devagar. Mas nunca lhe menti. Nunca me pintei melhor que o que era, nem pior. E devagar fui-me mostrando, cada vez mais todo, cada vez mais cheio de imperfeições. E ela não fugiu. Ficou ali, e segurou-me o espelho, e apontou-me as rachas, e não me indagou porque as tinha, apenas as mostrou, e falámos de como as devia reparar. As devíamos reparar, disse ela.
(...)

E quando finges, enquanto finges, enquanto nem tu estás do teu próprio lado, teres alguém que está do lado em que devias estar é a coisa mais importante que alguém pode alguma vez encontrar na vida.
(...)

Porque se me faltava perceber alguma coisa do que é afinal o amor, percebi hoje.
É a tua dor doer-me mais que a minha. É abrir-se-me o ventre por te a causar.
E o único bálsamo possível seres tu."


Muito do texto está aqui reproduzido, mas não deixem de ler o post completo do Menino, que vale a pena. Aqui está o que mais me falou, mais me marcou; por muitas razões que não interessam, mas principalmente porque acho que tem muitas verdades minhas. 
As últimas três linhas são uma delicia de doces, de enternecedoras, ainda que doa, porque só dói por se gostar tanto, e por todos os males e amarguras se curarem nesse doce, que é também o que mais nos pode amargar. É o fim e o início de todas as coisas que nos tocam. 

"E o único bálsamo possivel seres tu":  mesmo da dor que provocas; e não entender isto é não saber deste Amor "início e fim", que me acaba e me recomeça a cada vez.

Boa Noite 
...este vestido é mesmo bom para fazer assim....

[coisas que nos lembramos sem querer, e que não queremos crer onde, 
depois, as vimos repetidas - na mesma forma, na mesma substância -,
 noutras vidas, mas nas mesmas mãos. 
E sem querer, essas lembranças, não nos deixarem crer em mais nada. 
Há mãos para as quais todos os decotes servem, todas as peles são iguais... para fazer assim...]

01 dezembro 2013

"... os corpos quentes
brilham juntos na escuridão,
e a mão move-se
para o centro da carne,
a pele treme de felicidade
e a alma assoma
alegre nos olhos(...)"

allen ginsberg, «uivo e outros poemas»

Boa Noite

28 novembro 2013

Precisava dum abraço, de me sentir em alguém de pele e alma.

Boa Noite



27 novembro 2013

[foto de: Kerstin Joesson]

Não vejo nadita!!
...Mas ao menos tenho os miolos quentes!!
eehhehehehhe
Que belo penteado!! Eu acordo, mais ou menos, assim de manhã... 
mas com menos cabelo... aliás estou quase careca!!! 
...mas ainda uma despenteada mental... uma tristeza!!
Bom Dia!!

22 novembro 2013

...será que dá resultado?
...pôr um anúncio? 
ehehehhehe

21 novembro 2013


Era engraçado porque,
toda vez que ela
me fazia sorrir ou rir,
eu sentia uma vontade
incontrolável de explicar
pra ela o quanto eu a amava.

Caio Fernando Abreu

[...incontrolável, não, graças a deus...
...e gostava quando ouvia a meio duma conversa parva um "adoro-te" saído de jacto na pressão da vontade, ou um beijo bem assente de repente para calar as tontices e intercalar as gargalhadas... é bom sentir isso.]

Boa Noite
ehehehheheh
Um dia .... vai haver fogo de artifício!!
Bom Dia!!

Lembro-me de me dizeres que me amaste, ao longo do tempo, de muitas maneiras diferentes. Ponho-me a pensar que então nunca me amaste da maneira certa: da maneira certa para ti, que tornasse tudo certo. Nunca me amaste escolhendo amar-me, então foram todas maneiras erradas de amar, e até de não amar. Talvez de certa maneira me tenhas amado: não da maneira certa: certo de que me amavas. 
Eu sempre estive certa: amo duma única maneira: amando, mesmo quando quero escolher não te amar.
Errado é eu estar tão certa.

Boa Noite

19 novembro 2013

É isto. Só, e tudo, isto.
Boa Noite

...pois!!
bem precisava...
mas com menos malas!!

... ontem estava frio, muito frio, e vai daí eu resolvi acender a lareira pela primeira vez este ano...
e lá fui eu, de mini-saia, botas de salto alto e lanterna na mão, à lenha... um mimo!!
Ora então, quando estou a pôr a lenha no cesto para levar para casa lembro-me duma amiga que refila como marido porque - vejam lá bem isto!! - ele traz a lenha suja para casa!!!! Por muito que eu lhe tente fazer ver que ter um mocinho que até traz a lenha para casa, e acende a lareira, é uma benção e um miminho bom... nada!!! É irredutível, aquilo só traz lixo e bicharocos para casa!!!... Inadmissível,deviam sacudir a lenha antes de entrar!!!...ehehehhe (é certo que ela reconhece que é um exagero, mas ainda assim refila...mulheres) ora vai daí, eu lembrei-me disto e comecei a rir-me sozinha, porque a lenha estava cheia de teias de aranha e afins... pega no telemóvel e mando a seguinte sms: "lembrei-me de ti, fui à lenha e está cheia de teias de aranha... achas que aspire???" ahahahhaha e por causa desta brincadeira toda, hoje a B manda-me este mocinho lenhador - com ar de quem racha lenha muito bem, e depois a transporta cheio de carinho para nos aquecer...- e diz-me que já resolveu o meu problema!! Espero que sim... que não se tenha enganado e dado a morada dela em vez da minha...
ehehehhehe
Bom Dia!!

18 novembro 2013


"(...) Por isso realmente não sei se consigo dar a volta, porque cada vez que o tento ou me aproximo levo com isto ou outra treta do género pelas trombas.

Beijo para ti entregue por aqui já que parece que pelo meio normal está cada vez mais difícil de acontecer e com muita pena minha acredita."
16/12/2012

...acredito sim senhor!! Realmente acredito mais nisso que noutras coisas que gostaria de acreditar... Foi esta frase, ou a ideia desta frase, que me veio à cabeça enquanto tentava que a água me lavasse dos pesadelos da manhã... quando finalmente consegui dormir, depois de acordar sem razão aparente, e sem razão alguma não conseguir dormir... antes não tivesse conseguido. Os pesadelos que se seguiram deixaram-me exausta, sem forças, descorçoada de todo... e depois, depois, no banho isto, lembrar-me desta frase, da grande pena de ser cada vez mais difícil entregar o beijo - tão desejado, tão querido, tão cheio de vontade- pelas vias normais... e depois ver a data disto, e o tempo que passou, e o tanto que falta para tudo isto passar, para me passar... e dou por mim a prender-me naquele penúltimo parágrafo... cada vez que tento dar a volta, levo com qualquer coisa pelas trombinhas abaixo... como ir à procura precisamente desta frase, esta frase que me assaltou a alma enquanto a água me escorria pela pele, e dar-me de caras, outra vez, com isto, com mais isto:  

"(...)mas preferia um beijo bem assente e agarrares-me com força, Preferia um olhar em que te conseguisse ver a alma, preferia um olá terno, preferia poder chegar ao pé de ti e aconchegar-te em mim e beijar-te os olhos e a testa com todo o mimo e ternura que tenho por ti, mostrar-ta e sentir que era isso que tu querias. O tempo que tenho à frente já é curto e acho que se não for agora já não será mais. Não quero perder os últimos anos da minha vida enquanto vida nesta amargura que tem sido os últimos anos, sempre a perder-te(...) Adoro-te, sempre te adorei , foste e és a mulher da minha vida e, não posso viver mais assim,(...). Do não saber de ti. Não sei o que fazer."

Há coisas que conseguem ser mais pesadelos que os já pesados pesadelos que me assolam as noites seguidas de insónia... há coisas que vão para lá de tudo o que pensei, do que pensei poder sentir, há coisas que me pergunto... e continuarei a perguntar, sem ter resposta. Sem sentir a resposta. E banhos que me sujam a alma sem aviso. Como hoje.

Bom Dia... 


17 novembro 2013

... e eu que não pesco nada disto...
Boa Noite


A boca diz o lume.
A língua, a chama.

Albano Martins

[...incendeie-se o silêncio de beijos.]

Boa Noite

14 novembro 2013



"O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por isso".

Henry David Thoreau

[quanta vida se está disposto a trocar pela paz? pelo Amor? pelo respeito, pela harmonia?
tudo se pesa, mesmo que não se dê conta.
 todas as decisões, por pequenas que sejam ou pareçam, têm um custo, 
e esse custo é sempre de vida. oportunidade de vida.
 em cada sim há um não que o contrabalança. 
em cada não há um sim de que prescindimos.]

13 novembro 2013



O Homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos. 
Por isso longo é o caminho através de regras e normas,

curto e eficaz através do exemplo. 


Séneca

[há homens peludos, mas a foto não é uma provocação... 
é só porque era uma ternura, e está a tapar os olhos... a antítese do escrito... 
ou então é um céptico, não quer acreditar em nada!!.... eheheh]


eheheheh...
pois, tudo bem explicadinho!!, não há cá "nims",
 ou dizer só penso muito em ti... ou penso sempre em ti.... 
há que especificar horários!!... e os sins têm de ser directos e os nãos inteirinhos!!!
Vamos lá a ver!!!!.... hum.
Bom Dia!!


"...Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
...E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços"

Alexandre O´Neill


Boa Noite

10 novembro 2013

Boa Noite


.... Verdade!!
Bom dia!
...às vezes é saudade nem se sabe de quê. 
É uma falta que se sente e não tem nome, mas que parece ter cheiro, calor e rosto, de tão familiar e íntima. 
Uma sensação de plenitude que falta, uma saudade que arrepia a alma de inquietação.
Que nunca sei apaziguar.

Boa Noite 

09 novembro 2013


... A melhor coisa para passar um dia destes... Em frente à lareira ou no sofá enrolados numa manta... Bem me apetecia... Um programa destes e um certo e determinado mocinho destes...
Bom dia!
Boa Noite

07 novembro 2013


(...)
Tu não me pertenceste - e, se uma vez acreditei que
acontecias dentro do meu corpo, das outras vi-te abraçar a
solidão com tanto ardor que concluí ser a memória quem
te mantinha vivo. O meu coração, contudo, sempre

te pertenceu - e a mão desesperada que o procura não
sente bater longe do teu peito. E mesmo os poemas todos
que escrevi não me pertenceram, porque essa vida
que pulsava no papel levaste-a tu contigo na hora
em que te foste - e a que tenho agora é mais
branca e vazia do que a morte, não é vida nem nada

que eu queira alguma vez que me pertença.

Maria do Rosário Pedreira


[não tenho nada do que queria que me pertencesse.
 a mim pertence-me a solidão e a vida que não tenho escolha viver, é a que acorda comigo todos os dias, cada dia que nasce quando os olhos se me abrem, e pareço andar com eles fechados o dia todo, a vida toda. Abri-os uns momentos, vivi, mas depois vieram as tuas mãos e fecharam-mos. 
O que vejo hoje são meros reflexos do que se passa à minha frente. Nada parece chegar cá dentro. Por dentro os olhos fecharam-se. Por dentro já nem pareço respirar. Por dentro, parece que são apenas palavras conjugadas - por dentro de mim é um sítio que já não existe. Morreu. Morreu em ti.]
[mais um descapotável, mais uma viagem que não viajo...]

Depois de dizer que não estou virada para esse lado, depois de dizer que abracinhos e beijos de "amigo" são coisas que não me encaixam na situação... Depois de me explicar - porra, 'tou farta de me explicar!!...em tudo e de tudo, ninguém entende uma linha do meu silêncio nem um parágrafo inteiro do meu discurso...- agora vem um convite para ir a qualquer lado, um fim de semana, Sevilha talvez, eu que escolha que tanto faz, o que interessa é a companhia... 
Sevilha, porra, Sevilha: o pronunciar desta palavra na minha cabeça reme-te para um mail de há muito tempo onde me descreviam um fim de semana para passar a dois. Pegar no carro e ir. Odeceixe, Odiaxere, Tavira, Sevilha.... as noites de Sevilha, coisa muito gira, diziam-me. Eu ia gostar, de certeza. Era a minha cara... 
E eu dou comigo a gargalhar sozinha de puro desespero!!!!... de tudo, por tudo. Desespero do mais puro, por tudo me ser tão duro por dentro: os dias, os últimos dias, todas as noites, algumas em particular particularmente excruciantes, os últimos meses, o último ano. Tudo e tanta coisa que não devia ser tudo, mas que me é tudo.
Depois, por momentos, no meio da minha extrema carência, dou por mim a agradecer - talvez até roçar o gostar -, que alguém me queira, o mostre e o diga, para passar uns dias, um fim de semana, um concerto que seja: qualquer coisa. Porque lhe apetece estar comigo, porque parece-lhe que valho a pena, que está disposto a fazer kms por mim, para um jantar e uns copos, conversa, companhia... Que tenho uma energia boa, que lhe faz bem, que se sente bem ao pé de mim... 
E eu... eu dou por mim realmente, e verdadeiramente, a agradecer, mas a não conseguir deixar de dispensar... 
Por que raio está tudo ao contrário? Quando é que eu volto a aprender a gostar de quem gosta de mim?? e ganho amor próprio? Tenho de vender a alma? Se ao menos tivesse como e a quem... Acho que já me tinha livrado dela... Porque ela já se desfez de mim há muito tempo, está numas mãos que não me pertencem, e que me desfizeram em coisa nenhuma.

Have a nice day...
Vim com a cabeça cheia de coisas, tanta coisa para dizer, tantas perguntas sem resposta, tanta vida por viver, tanta tristeza por purgar... mas não me apetece, estou farta de me explicar, e explicar como vejo as coisas, como elas não deveriam ser. Estou cansada de me magoar, de tentar desfiar a mágoa para a fazer desaparecer, e de tentar explicar o que me magoa e porquê, como se isso servisse de alguma coisa, como se isso importasse a alguém, como se isso fizesse com que evitassem magoar-me. Não, nada. Mas não obrigo ninguém a nada, por princípio, e depois até por hábito. Não acho que alguém fazer o que eu gostaria que fizesse porque eu obrigo, ou porque o faço sentir-se obrigado a isso, valha de alguma coisa, tenha em si alguma valor que me acalente, não me agrada, não me satisfaz: ou se faz o que se faz por vontade, ou então sou eu que fico sem vontade alguma de trazer alguém atrás obrigado... não, obrigado, não me serve. 
Deixo que decidam, que tomem as suas opções, que tenham as atitudes que em entendem em consciência dever ter, mas depois terão de perceber que se magoam os outros - ainda para mais conscientemente-, há que assumir as consequências e a mudança eventual das atitudes dos outros. É a vida, desejo-lhes a todos um óptimo dia e melhores noites, passadas e futuras... mas francamente, às vezes só me apetece mandar tudo e todos.... para bem longe...para não dizer outra coisa...

06 novembro 2013

Boa Noite

Quero pirar-me desta vida, correr para outra, parar, gostar e ficar.
E quero ir de descapotável. Mesmo se chover. Quero o sol e quero a chuva.
E quero rir com gargalhadas genuínas, e chorar quando me doer forte. 
Quero que o meu olhar dispute com o meu falar quem mais diz do que sinto.
 Quero ser eu, quero uma vida em que eu consiga ser eu, e possa ser eu.
 Quero a minha vida. Não quero a minha vida de volta, quero a vida que encontrei em mim, novinha em folha, mas quero vivê-la à vontade e com vontade, com um sorriso nos olhos e uma mão na minha,
 feita de olhares cúmplices, beijos, ternuras, brincadeiras, conversas, paixão e um caminho todo para percorrer lado a lado.
Apetece-me ligar o carro e arrancar uma vida nova.

Bom Dia

05 novembro 2013

Boa Noite

AHAHAHAHAHHAH
Ainda está quentinho!!!...

... Mas não para ti, que não me sais da cabeça, tu veste-te que ainda te constipas!!!!
ahahahhah muito, muito boa!!



...que meninos tão prestáveis!!!
Que cavalheiros!!!
ehehhehe
há coisas que não mudam...
(e ainda bem!!)

Bom Dia!!