Eva me chamaste

Fizeste das minhas costas o teu piano

Dos teus desenhos as minhas curvas

Da minha boca a tua maçã

Dos meus olhos o teu mar

Do meu mundo os teus braços


(...)

13 agosto 2012

"Estou na ponte"
"Eu estou no sofá"
"Um  dia trocamos"

Sim, um dia trocamos, eu estarei na ponte e tu estarás no sofá, só não neste, nem à minha espera, como eu sempre estava.
Sinto falta também destas brincadeiras, das mensagens, das gargalhadas que te conseguia provocar. 
E por estranho que pareça, a minha única terapia, e o meu único consolo, tem sido este, escrever o que me passa na cabeça como quem fala contigo, ainda que sabendo que já não estás desse lado. Ainda que escreva apenas para me tentar expurgar das coisas, porque do outro lado já não há voz, já não há nada. Mesmo que me lembre de quando me disseste que não me esquecerias nem em 20 anos. Tens uma qualquer fixação com o número 2, ou são 2 meses quando te perguntava certas coisas, sempre com a mesma resposta dos 2 meses, como chegam 2 meses para achares que tudo seria passado, como bastaram 2 semanas para isso ser verdade para ti. Passado.
Eu pergunto-me onde estarei, como estarei daqui a 2 anos, e tenho medo da resposta.
"«Não precisa dessas roupas para nada, avó», disse a Natália, e saiu zangada comigo. Como explicar-lhe que só preciso do que não serve para nada? Ela nunca compreenderia. Casou-se com um rapaz que lhe serve para tudo. Dividem a prestação da casa comum e dos automóveis individuais, ele cozinha e ela arruma a loiça na máquina de lavar, apoiam-se mutuamente em épocas de crise, gostam dos mesmo filmes, livros e discos, e sobretudo, garante ela, «cada um respeita o espaço do outro».
   Se não fosse a Natália, e se não fosse uma heresia, teria dito «Ámen» quando ela veio, eufórica, debitar-me esta lista de vantagens e convidar-me para o casamento. mas só me ocorreu perguntar-lhe se estava apaixonada por ele. Riu-se de mim. Fez-me uma festa na cara, mas riu-se de mim, e explicou-me que hoje as mulheres já não são tão tontas que se casem por paixão. Disse-me que está estatisticamente provado que os casamentos por paixão acabam ao fim de poucos anos. 
(...) Queria lembrar-lhe as noites que passei a limpar-lhe as lágrimas e a ouvi-la falar do Álvaro, por causa da condescendência com que ela me passara os dedos pelo rosto. Queria lembrar-lhe as vezes em que me confessara: «Preciso de sentimentos à antiga, Jenny, com maiúsculas, leis e provas de passagem!» Tinha saudades dessas noites em que ela me falava do amor dos homens numa linguagem que eu podia entender, sem entrosamentos nem estatísticas."

"Mudava o riso em lágrimas em menos de um segundo. Passei anos a temer que esse excesso de nascença lhe rasgasse a vida em pedaços. "

"Não tinha medo de se perder; sabia que é esse o preço da inquietação."

Inês Pedrosa, in Nas tuas mãos

12 agosto 2012

"O abandono não é um acto de vontade mas uma consequência do esquecimento, meu amor."

"O amor, Camila, consiste na divina graça de parar o tempo. E nada mais se pode dizer sobre ele".

"Contudo, nunca nos tornámos íntimas. Aliás, eu enchia a casa de amigos precisamente para afastar todas as hipóteses de intimidade. Sobretudo, para pulverizar a vossa intimidade. Ou antes, para que aquela festiva multidão de estranhos me oferecesse a ilusão de ser tua mulher." 

Inês Pedrosa, in Nas tuas mãos
E aqui ficam para vosso deleite algumas passagens, para além daquelas que já fui pondo aqui, que não me passaram ao lado  (e assim também ficam registadas para me facilitar o meu regresso a elas..):

" Vão para lá de nenhuma parte, dando o vindo por não ido, à espera do adiante."
"E me olhou fundo, com serenidade que só a tristeza pode conceber. Seus olhos tinham modos menineiros de quem não nasceu para aprender as manhas de ser feliz."
"Então, ele me confessou estranhas coisas. Disse que havia duas maneiras de partir: uma era ir embora, outra era enlouquecer. Meu pai escolhera os dois caminhos, um pé na doideira de partir, outro na loucura de ficar." 
" não inventaram ainda uma pólvora suave, maneirosa, capaz de explodir os homens sem lhes matar. Uma pólvora que, em avessos serviços, gerasse mais vida. E do homem explodido nascessem infinitos homens que lhes estão por dentro." 
"(...) Tudo o resto se passou em silêncio como se perto já não se escutassem. O amor que trocaram é assunto para duas vidas inteiras, abandonadas para sempre num barquito sem rumo." 
"Entrei, perturbabado, ardendo de intenção. Juntei-me a ela, chegadinho, fosse confiar-me um ilegítimo segredo. Ela se prumou, face a face. Nos olhámos como se reconhecêssemos, no outro, o único ser da terra. Eu para mim, me garantia: não chegava uma vida inteira para contemplar aqueles olhos. Cinzas, se nos olhos dela dormitavam, em brasas se acenderam." 
"Farida me dera um novo gosto de viver. Até ali me distraíra nesse estar contente sem nenhuma felicidade. Depois de Farida me tornei encontrável, em mim visível." 
"Minha única posse era o medo. (...) Quem vive no medo precisa um mundo pequeno, um mundo que pode controlar." 
"(...) tinha de haver guerra, tinha que haver morte. E tudo era para quê? Para autorizar o roubo. Porque hoje nenhuma riqueza podia nascer do trabalho. Só o saque dava acesso às propriedades. Era preciso haver morte para que as leis fossem esquecidas. Agora que a desordem era total, tudo estava autorizado. Os culpados seriam sempre os outros." 
"Depois, me empurrou com suavidade. Mas eu resisti, me demorando junto dela. Assim, de face em riste, ela me surgia exclusivamente única, triste como pétala depois da flor. Meu peito se encheu. Eu sei que em cada mulher a gente lembra outra, a que nem há. Mas Carolinda me entregava essa doce mentira, o impossível cálculo do amor: dois seres, um e um, somando o infinito. Se aproximou e me acariciou os braços, ali onde as cordas me doeram. A cintura de suas mãos me afagavam, em suave arrependimento. Aquele momento confirmava: o melhor da vida é o que não há-de vir."

Mia Couto, in Terra Sonâmbola

11 agosto 2012

Acabei de me lembrar duma frase que me disseste, e odeio-te agora um pouco por ma teres dito, e a mim mais por a ter ouvido, ter percebido, mas achar que eras mais tu a falar sozinho, e a diminuir-te. Não era. Eras tu a constatar um facto, e a incluir-te nele, ainda com a tua pele quente encostada à minha, ainda tu em mim. 
" Não há ninguém nesta cidade, eu pelo menos não conheço, que esteja à tua altura."  
Não vou apequenar-me para servir a ninguém, não espero que ninguém se acrescente para me chegar. 
Isso não é amar, mas tu, de amar, nada percebes. Nunca percebeste. Pelo menos do que eu entendo por amor. Nem falo do facto de não me amares a mim, mas de não amares verdadeiramente ninguém. Este episódio, de que me lembrei agora de repente, ao fechar a luz da cozinha, mostra-o, mais, comprova-o. Infelizmente. Porque a maneira como parecias amar-me fazia-me feliz. Mas o amor, a existir, não permite episódios destes.
Acabei o livro. Não gosto geralmente de livros demasiado fantasiosos, pouco reais. Este, no entanto, compensou-me largamente esse não gostar, pela escrita de Mia Couto. Uma linguagem quase infantil, uma língua doce que mostra tanta crueldade também. Porque a infância é também muitas vezes cruel, dura e triste, ainda que doce, como a vida, aliás. A história de um país, de uma guerra, que não é mais guerra, mas só um caminho sem norte. Caminho que vai mudando a partir de ruínas sempre estanques. Viagens nas várias personagens que vão aparecendo, viagens nas lendas populares, sonhos e realidade misturada. Mas o que mais vale a pena ler é o que não está escrito, e que nos passa nas frases e passagens monumentais de Mia Couto, que na simplicidade desfere os maiores golpes, numa lucidez brilhante de tantas vezes desconstruir o óbvio.
Frases que me ficaram como:

"melhor ideia é aquela contra cujos argumentos não há factos."
(a frase não é assim mas a ideia é, e o avesso da frase cliché). A ideia sai impune. Verdade.

"o destino o que é senão um embriagado conduzido por um cego?",

" nunca vi dança com tanto corpo como o daquela mulher",

ou a "festa é a tristeza a fazer o pino."
e esta é tão, mas tão, verdade, que me fez rir e reconhecer-me tantas vezes, que me fez parar de ler um bocadinho.

Tenho o livro todo marcado com passagens que quero reler, como tenho feito com os livros que tenho lido ultimamente. Gosto de no fim me despedir do livro revendo o que mais me marcou, e que deixei marcado no livro, para mais tarde reler com calma, para mastigar ideias e deixar viagens cruzarem-se, e irem-se desembrulhando em mim. Depois selecciono algumas para partilhar aqui. 
Agora tenho de escolher a próxima vítima... logo à noite, talvez.
"-Por que estás tão reduzido, filho?
-É que trago um desgosto de mulher.
-Isso não tem remédio, filho. Eu sei muito bem. Porque eu vivi num tempo em que o amor era uma coisa perigosa. Tu vives num tempo em que o amor é uma coisa estúpida. "

Mia Couto, in Terra Sonâmbola
"Mulheres é bom quando não há amor, disse. Porque o amor é esquivadiço. A gente lhe monta casa, ele nasce no quintal."

Mia Couto, in Terra Sonâmbola

09 agosto 2012

"Quem dorme no colo de outro perde a alma, dizia. Os sonhos não encontram os respectivos donos quando homem e mulher dormitam entrelaçados."

Mia Couto, in Terra Sonâmbula

Por isso eu desalmada. Está explicado.

08 agosto 2012

As mulheres têm fios desligados - António Lobo Antunes


Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem.
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
-Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim.
O que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
de
- Não quero mais
chegam com discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui livrar da chata
- Custou-me mas foi
- Amandei-lhe daquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar
(chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas,
pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarradas à gente, no ronhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é saber que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
-Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, com o Che Guevara ou eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhe caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Shubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável, a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca.
Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa-se de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor que eu
levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é so copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me.

António Lobo Antunes, in Crónicas, Visão 31//2008

Mas será tão complicado, difícil, ser honesto? sincero? Dizer não gosto de ti, não gosto mais de ti, não quero continuar contigo. Não te quero. Dizer a alguém que é isto aquilo, e mais umas botas, que é especial, vejam lá, especial!!! Que somos melhores que eles, que eles não nos merecem, que nós merecemos melhor... e bla bla bla, mas olha vou-me embora, mas o problema sou eu, não és tu!!...Não seria mais fácil dizerem: não gosto de ti, não me serves, não sou feliz contigo, e pronto? Já que acham que choramos um dia ou dois, e depois tudo é passado, ao menos que nos brindem com a verdade, porque é mais fácil de entender e digerir.
Não percebo.
A sério que não, será melhor mentir para quê? Ganham o quê com isso, é mais fácil em quê?
e onde está a dificuldade.
Post de 8/8/2012
 
[post antigo, repescado hoje quando fiz a pesquisa do Joseph Conrad aqui nos escritos do blog. Post sempre actual, intemporal.  Continuo sem entender...]

(música que calhou nos phones quando comecei hoje na passadeira... tive de me rir, o aleatório do ipod deve ter um bug...de bruxedo)

Ainda bem que não gosto de coisas fáceis... é estranho...

04 agosto 2012


Estive  a tarde toda a ouvir música deste senhor... e esta podia ser eu, ou gostava de ser assim para alguém, é mais isso.
E há pouco tempo escrevi uma coisa parecida com o que a letra da canção diz, e passei a adorá-la e a achar que sim, que era bom alguém gostar assim de mim, ouvir e identificar-me nesta letra. 


Durante o banho lembrei-me quando uma vez numa tarde numa esplanada me disseste:
"- Sua parva, sabia que eu agora até de sua casa tenho saudades?
 - Hummm pois de mim é que nada!!.. bonito!!"
( e eu não tenho jardim, nem lamparinas e só tenho um apartamento com uma varanda que só quase dá para dois jantarem nos dias de sol e noites estreladas...pode ser que um dia tenha jardim e uma casa e não tenha vontade nenhuma de jantares a dois.. talvez aí esteja melhor que hoje)

E lembro-me assim destas coisas sem jeito nenhum, como da procissão que apanhámos depois quando saíamos de lá e fomos na fila de carros a mandar mensagens igualmente parvas e a rirmo-nos. 
(eu tenho de passar a tomar banhos mais rápidos, porque deixar de tomar talvez não seja boa ideia...mas lembrar-me destas coisas também não...)

03 agosto 2012

E esta é a previsão para logo à noite... 
muito bom enquanto o pessoal anda aí todo a curtir eu fico a moê-las e a moer-me...
que bom programa...mal posso esperar!!!


Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei, p’ra lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
P’ra voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber…

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,
O meu barco vazio na madrugada
Vou-te deixar-te no frio da tua fala
Na vertigem da voz quando enfim se cala.


[Lindo...adoro esta música e estava a dar no rádio há pouco...a letra é de nos deixar sem palavras]

02 agosto 2012

E eu que não sabia que era uma Whisky girl... normalmente é mais vodka, 
ou vinho à refeição, e depois dela, à conversa... as coisas que uma pessoa fica a saber...
(já que a maria c. não me deixa fazer asneiras, e bem, tenho de me contentar com estas coisas... se eu pudesse fazer asneiras ficava melhor, ahhhh ficava.. por alguma razão não querem nada comigo...bahhh 
gajos giros é uma dor de cabeça, é o que é...)

01 agosto 2012

Tinha acabado de sair do banho há pouco, estava a pentear-se em frente ao espelho baço, pensava no que havia de fazer, não queria ficar em casa, não lhe apetecia sair, não lhe apetecia nada. Enfia uma camisola depois de se resignar a não sair. Tinha acabado de a vestir quando tocam a campaínha, estranhou, não esperava ninguém. Ultimamente nunca esperava ninguém, nunca chegava ninguém, com aviso, ou sem ele. Culpa dela também, que nunca lhe apetecia coisa nenhuma. Ainda no corredor pergunta quem é, do outro lado respondem "não sei se queres saber..." e ela em frente à porta. Estancou. O coração parou. Não sei quanto tempo passou, não sei quantas batidas o coração falhou para logo a seguir se redimir disparado a bater desenfreado. Aquela voz. Não pensou. Abriu. Ele entrou depressa e fechou a porta atrás dele, parecia ter medo que mudasse de opinião, que tivesse tempo para pensar, ou dizer, alguma coisa. Olharam-se, olhos na alma do outro. Ela fez meio encolher de ombros, como alguém que não entende, que nem sabe o que está acontecer, de quem não está a acompanhar a velocidade do tempo, e da situação. Ele, ali à frente dela?? estaria doida? Como? Porquê? Ele respondeu com meio sorriso, passou-lhe a mão pelo cabelo molhado, agarrou-a pela nuca com firmeza e carinho ao mesmo tempo, naqueles gestos que confundem uma mulher, mesmo que não esteja já confundida de todo, ela reconheceu o toque e o peso das saudades daquelas mãos nela. Beijou-a, primeiro com meiguice, com ternura carregada de saudade, para logo depois a apertar contra si pela cintura, com avidez, com a força do desejo tanto tempo trancado. Atacou-a. Literalmente. E ela a ele, até a racionalidade a atacar de rompante, o fazer afastá-lo por momentos, e perguntar 
"o que raio estás aqui a fazer? Não tinhas ido embora? Há quase um ano? Não disseste que era isso que querias?? Que não podia ser? Que não sei o quê? O que queres afinal?" 
Ele puxa-a e responde munido de sorriso de miudo traquina, a sua melhor arma,
"dantes eras mais esperta... ainda não percebeste? quero-te..." 
" a mim? ao meu corpo? as tuas saudades não são de mim... nem olá, nem perguntar por mim nem coisa nenhuma!!"
Desencosta-se dela, cai-lhe um véu no rosto que o altera radicalmente, põe os olhos no chão, o sorriso some-se, e diz 
"tens razão desculpa, fui bruto se calhar, desculpa"
Calam-se os dois, e o silêncio ali não cai bem, não encaixa neles, como a distância não cabe entre eles.
"Oh meu grande parvo, isso é que são saudades? vontade? tu não sabes calar uma mulher quando ela começa a dizer disparates?? Já não há homens como antigamente, capazes de um bom encosto, e pronto... tótó!!"

31 julho 2012


Love me, love me, love me
 love me, say you do
(...)
with your kiss my life begins
You're spring to me
All things to me
(...)


Banda sonora matinal, com o verde a entrar pela janela e o tempo como a música, melancólico, nostálgico... adoro a letra, adoro a música, e o que me recorda. Lembra-me que eu gostava de ser vento, para ser selvagem, passar sem ninguém ver, tocar sem me verem e seguir caminho.

29 julho 2012


Posso ocupar a cabeça, posso-me rodear das pessoas que gosto, que gostam de mim, posso-me rir e sorrir, posso até chegar a sorrir por dentro, que isso não te afasta. Para onde vou e como estou, tu parece que vais e estás. Mesmo que te queira deixar ficar, mesmo que te queira despejar num qualquer canto, desencanto-te em todos os cantos por onde passo, estás no fim dos meus sorrisos e na vontade de os ver em ti. Posso enganar-me, ou tentar, quanto quiser, mas nunca o suficiente para te achar longe de mim, afastada de ti, porque te acho sempre em mim, mesmo que ache que em ti não estou. Mas a verdade é que sou assim, não o dizer não o modifica, não me torna mais forte, se a verdade é essa, essa é a minha fraqueza, disfarçá-la não é força, é só mais fraqueza, mais medo não sei de quê, e talvez dizendo-o, repetindo-o, se consiga ir gastando a verdade por cansaço. A verdade é que sou assim de sentir e dizer, mesmo que o faça tantas vezes só assim, ainda que o faça tantas vezes só para mim. A verdade é que tenho saudades, mesmo que as tente afastar de mim, a verdade é que saber que não as sentes não me consegue fazer apagá-las de mim. A verdade é que ser estúpida e negá-lo até à morte não me faz menos estúpida, mas apenas melhor actriz, e as actrizes trabalham para um público. Eu não quero saber de públicos, nunca quis. A verdade, é que tudo seria simples se pudéssemos mandar naquilo que sentimos e queremos, mas não podemos. A verdade é que tenho saudades, e não chego a perceber porquê, porque levo-te a passear a todo o lado que vou.
Boa Noite.

26 julho 2012

You're an ass.
And I'm ok with my bottom...so far...
ehehhehe
Honeyyyyyy...I'm home....
Hummmmmm...
(aiiiiii... que não passas das escadas!!!... 
o que é que ainda aí estás especado a fazer???
...ou a não fazer?? Tótó!!!! - com essa cara se fosse eu nem entravas em casa, mas isso sou eu!!!)

25 julho 2012

Acho que já aqui tinha postado isto, mas nunca é demais relembrar...até porque aqui não se morre lentamente... morre-se é muitas vezes... mas arrisca-se a viver sempre!!
( e quem for dizer que eu não arrisco a comer, é verdade, eu prefiro comer o que sei que gosto e me deixa contente do que arriscar a comer o que acabo por não gostar e ainda fico com fome... manias... já sei. Não sou assim assim com tudo, mas sou assim com tudo o que é de comer, quando gosto, não mudo eheheh)
Bom Dia!!

24 julho 2012







não é hoje?
não é aquihoje?


foi ontem?
será amanhã?


quandonde foi?
quandonde será?

eu queria um jázinho que fosse
aquijá
tuoje aquijá



Alexandre O'Neil


Já?? 
hoje ,aqui, já!!
e já tarde!!
O dia está dificil??
Pois está...
...mas há que aguentar firme e hirto que nem uma......prancha de surf!!!
ahahhahaah
Bem, hoje isto está muito mau, por isso vamos espantar os espíritos... comecei o dia a entornar o iogurte no carro, enquanto tentava limpar o possível, vejo um caramelo (não era assim completamente de se deitar fora...) a olhar para mim... levanto a cabeça era um GNR... cabrão!! devia estar a ver o que eu estaria a fazer para ver se dava direito a multa... e depois riu-se!!!...eu aturo cada uma!!...
Já vos disse que isto hoje não está nada bom???
Já?? é que não está, por isso vou já já abrir as hostilidades da parvoeira... hoje não quero dizer nada de jeito, já bastou o Post do menino que me deixou à beira de um ataque de desespero... um ano e oito dias??? porra, onde é que isso já vai... e sinto aquilo assim, não como no primeiro dia, mas como no último, porque entre o primeiro e o último, só senti mais, só melhorou e aumentou o que se sente, e o que dói, dói mais... Tudo tem uma intensidade que marca, e marca há mais de um ano... e o tempo passa, e eu não vejo, e eu não sinto, a não ser quando de repente vejo, leio algumas coisas, paro para pensar, e atinge-me como um raio o tempo que trago às costas tudo isto, isto tudo que tanto tem de bom, ou teve, e tudo o que teve de péssimo e de mágoa. Mas agora chega, que não vale a pena estar triste, não vale a pena estar infeliz quando quem nos põe assim está em festa, está bom e recomenda-se, e ausente.
Assim seja, comecem as hostilidades parvas...
Bom Dia!

23 julho 2012

"Se sexo segurasse homem, as putas estariam todas casadas!!"
Dercy Gonçalves

[não sei quem é, mas tem um bom ponto de vista...eheheheh...só não sei se os homens concordam...]

TAMBÉM QU'EO!!!
Também fiz um dói-dói!!!!
Que'o beijinho... sim? sim?
Foi no pézinho... até preciso de muletas (se calhar)...
Nova etiqueta no tasco... há que animar a malta...
Não me consegui decidir por qual o nome da etiqueta, por isso, a modos que ficou assim...
Olha paciência!!! Vocês entendem de certeza a indecisão...
eheheheheh

Is it hot ,...or is it just me???
Graças a Deus
Graças a Deus
Graças a Deus
Estúpida basta ser uma vez na vida, não é preciso bis... 
aliás, recomenda-se...


22 julho 2012

Já me fiz esta pergunta vezes sem conta, em ocasiões a que já perdi o número. 
Chego sempre à conclusão que para se tentar verdadeiramente, tem de haver vontade real de se conseguir. Querer mesmo e sem dúvidas. Saber o que se quer.
Só assim se tenta, doutra maneira inventam-se apenas maneiras de dizer que se tentou sem se conseguir.
Para se tentar mesmo, tenta-se até se conseguir o que se sabe que se quer quando depende só de nós.
Se não, não se quer. Ponto.

Tive uma boa noticia!!!
Há coisas boas na vida ainda!!!
Tão boas!!
Amizade, risos, conversas, partilha de vidas, desgraças e felicidades...

21 julho 2012

Por muito que não queira, por muito que me esforce por não me lembrar, as coisas aparecem-me na cabeça à minha revelia, lembro-me de como me dizia que mal acordava a primeira coisa que se lembrava era de mim, que à noite era o mesmo. Que por isto e aquilo se lembrava de mim, que pensava muito em mim, a toda a hora. Lembro-me disto, acho que porque não entendo para onde tudo isso foi, como é que se arruma isso tudo numa gaveta, e não se pensa mais nela nem no que lá trancámos dentro? Como se faz isso? E porque é que não o consigo fazer também?
Como é que se faz? Rodeamo-nos de gente? De conversas que às vezes nem ouvimos? Fazemos como? Eu não consigo, e procuro ocupar a cabeça para que ela não funcione contra mim, mas depois olho para qualquer coisa, uns óculos, alguém a mergulhar num sítio em que já o tinha visto, uma frase, alguém que é conhecido dele, qualquer coisa o arrasta para o meu caminho, mesmo para a minha frente, de maneira a ser impossível desviar ou evitar, e tudo, mas tudo, na vida o afasta de mim. Procuro a todo custo racionalizar, dizer que será melhor assim, que se a vida sempre o afasta de mim, se ele sempre escolhe afastar-se de mim, é porque é melhor assim, e que não posso obrigar ninguém a gostar de mim, e quem gostasse, não fazia o que me fez. Ainda assim a minha cabeça trai-me a cada cinco minutos. E não percebo como faz para que isto não lhe aconteça, só pode ser mesmo as coisas serem facilmente ditas, mas dificilmente terem sido sentidas.
Só pode.

20 julho 2012

Aqui, assim com o sol a aquecer, até o mau feitio me passava....
...ou não...
yeahhhh!!!
(só válido para mulheres, para homens, não. 
Gostam de trelas ao pescoço, e fazem bem,
 estou a pensar adquirir um animal de estimação para passear...)
Tenho esta vida 
E não sei o que fazer com ela.
Tenho este momento
De paixão e cinzas,
De escuridão e ruínas.
Estas asas de anjo
Que me ofereceste
Para te abraçar nas margens de um rio.
Estou deitado sobre a tua ausência
E, por vezes, chamo o teu nome
Ainda antes da madrugada assaltar a noite.
Não sei de onde venho,
Mas esta água azul e profunda
De onde partem os navios
Pinta o meu corpo de vermelho e negro
Onde tu viajas, à deriva, silenciosamente.



Paulo Eduardo Campos

19 julho 2012

Pode ler-se aqui a partir de agora para os seres do sexo masculino com intenções, más ou boas, não me interessa. Um homem com intenções é bicho mau, já os sem intenções nunca fazem merda nenhuma. 
Se soubermos isso, que são só assim porque ninguém os mandou ser doutra maneira, porque nem intenções nem vontade têm, também podem ser letais, é preciso ter cuidado, e não nos aproximarmos. 
Podem parecer dóceis, e podem até ser, o que os torna muitíssimo perigosos de tão apetecíveis, 
mas não são realmente homens, são um cruzamento de meninos com marionetas. 
Soooooo... let's tango??
(um dia vou aprender a dançar isto, sério que vou, 
o pior é que preciso de par...porque o resto arranjo, 
tenho guardado, para quando encontrar o dito par...)
Fuck it step???



Was I asleep did you save me from disaster
Wake up and tell me I'm just imagining
Thought I would brave it cause I don't wanna live in doubt

Dreamt of escape but I'm nowhere near the feeling
Fell from a high but I never hit the ground
Can't hold the weight of your words heavy on my mind

So I'm gonna lay my head down on your shoulder and run,
Keep it away from my soul, I'm not holding it all
I'm gonna lay my head down on your shoulder and run,
All that we know will get old, and with you I'll unfold
I'm gonna lay my head down

Open your hand I know your heart line's the deepest
You will replace it a new love you will find
Say all you like but I'll make it better on my own

(...)


[hoje a caminho do trabalho... espelho da alma que trago, e gosto, gosto muito desta música. Da música, da letra, encaixa muito bem em mim. Pena que agora só encaixo em coisas tristes, mas vai chegar a raiva, que vai, e eu sei, vai chegar o desespero do ódio que nunca dura muito muito, e deixa restar apenas o desespero da tristeza e da solidão, da incredulidade, e do sentimento de que nunca valemos nada, nunca somos nada, somos facilmente descartáveis por quem nunca conseguimos descartar, por muito que toda a razão o mandasse, por muito que todas as vozes o dissessem, nunca superou a música que se ouvia no coração, e que não se cala]

18 julho 2012

NOOOO!!
Dono que o deixa vazio...
arranja-se um inquilino que habite e trate bem...
e pronto, fica resolvido!!! 
(até pode virar dono por usucapião...que o dono merece...
...e eu merecia que fosse assim tudo tão fácil, e que eu quisesse resolver assim...)

04 julho 2012


It's early in the morning
I'm laughing at the sun
My mirror disappoints me
Am I the only one?


All I need 
is you smiling at me
All I need
is life, love with you

(Grrrrrrr F*ck, F*ck, F*ck... hoje de manhã aos berros no carro)

03 julho 2012

Porque é que me continuam a apetecer estas coisas?
Porque é que ainda sonho acordada com uma ronha cheia de mimo doce, quando os sonhos trago-os todos amargamente adormecidos pela realidade que só faz ronha?

02 julho 2012

Banda sonora:


















Era o que me apetecia a conduzir a caminho da praia, num descapotável, com as ideias ao vento...

30 junho 2012

Fazer o que se tem a fazer de phones nos ouvidos traz como bónus uns sorrisos...




Em modo aleatório há as combinações mais giras, e mais estranhas às vezes... e músicas que  mexem sempre comigo ...

29 junho 2012

E para entrar no espírito,
 vim a ouvir (aos berros) este Senhor no caminho para o trabalho,
e esta em particular, pus a repetir...
Gosto disto.
O amor é (um) estúpido!

28 junho 2012

ehehheeh...
tem piada...os nomes mais giros são assim mesmo parvos.. alguns
Era isto.
Era disto que eu precisava agora ao final da tarde.
Com o tempo devemos deixar de precisar e querer estas coisas, espero eu.
Com o tempo, chega o passado que esquece.
E depois de estar à distância de um abraço, de um braço que nos toca,
a falta e a vontade dos beijos, é muito, muito pior. 
Custa mais a distância depois de estar perto. 
Depois de estar perto e não apetecer ir embora, 
depois de estar perto 
e perceber que o outro afinal quer estar longe, 
e talvez seja melhor, ou mais fácil...
Ando aqui a deambular pelo passado que não quer ser, no meio de coisas antigas, fotografias, mails, conversas, coisas que fazem rir com vontade de chorar. Não sei já a dimensão do espólio, sei que posso ver coisas de há uns meses ou de há mais de um ano, e que está lá tudo, de bom e de mau. O bom, o que eu vejo de bom, permanece enquanto testemunho de que o tempo não passa, não passava por nós, não passou. O mau também continua, cada vez mais mau, suponho, por que aí sente-se o peso do tempo que não leva a neblina e a escurece cada vez mais, torna-a cada vez mais pesada. Vejo músicas, frases, sussurros, coisas ditas, paixão que arde ainda quando se lê, e quando depois se acorda, se fecha tudo e se percebe que só arde dum lado, o outro sempre foram cinzas doutros fogos. E que eu, deste lado, cinza me torno e me desfaço.

Já acreditei em pessoas sem razão nenhuma, cega pela luz que se sente e pressente.
O que sentia-me vendava-me a razão.
Agora só atitudes me podem dar razão para acreditar.

27 junho 2012


Sou mesmo estúpida, anormalmente burra, só agora percebi, no Domingo não foste atrás de mim, não foste ver se eu estava onde tínhamos estado  a tomar um ameno café há 15 dias atrás. Não foi por isso que lá passaste, foi para controlar outras coisas. Eu não tive nada a ver com isso. Nada, nunca nada. E sim, dá-me raiva ser tão estúpida, fico com raiva, mas nunca dura muito e nunca resta rancor. Pinga dele, nada. 
Não tenho essa capacidade, vejo-o à minha frente e esvai-se tudo. Menos a estupidez e um mundo que não existe.
Raios me partam!!!
Hoje de manhã acordei a minha pequenina, como sempre, com um beijo e umas festinhas na cabeça, a dizer-lhe que tinha o pequeno almoço arranjado. Ela abre os olhitos e diz: leva-me ao colinho mamã...ao que eu respondo que já é muito grande para colinho, que eu já não aguento... e ela, sacaninha: oh mamã mas eu gosto tanto do teu miminho... é tão bom... eu quero!!! Vá láááá
E pronto lá fui eu a alombar com o meu bebé grande até à cozinha e a receber beijinhos doces o caminho todo, e a dar de troca, também... e assim se começa bem um dia!! Com beijinhos e mimo...
Talvez por isso, por ter ficado bem disposta tenha vindo o caminho todo bem depressinha, cvom vontade de deixar tudo o que não vale a pena para trás, tudo o que não me trata bem debaixo do acelerador,  de janelas abertas, tanto, que sequei o cabelo na viagem, cheguei ao escritório com cabelo meio selvagem, apesar da meia penteadela no carro, e cheguei, de certeza, bem arejada!!
Ahhhh e vim a ouvir Muse - Resistance o caminho todo - principalmente esta ouvida em repeat:


(e pus-me a pensar... quem será que vai descobrir os meus desejos outra vez??, ou se voltarei a ter o mesmo desejo a assolar-me a alma sempre, e a toda a hora, que uma presença me inunda de tal forma que só encontro descanso nesse corpo...pus-me a pensar... será? não acredito, mas a vida surpreende muitas vezes, pode ser que algumas, surpreenda pela positiva...)

Bom dia!!... hoje apetece-me dizer com muito vontade e prazer: Que sa foda, tudo!!! Não quero saber!!
Ahhhh e a música e o vento no trombil também são coisas bonitas da vida!!!

26 junho 2012

"Extraí daí esta grande máxima de moral, talvez a única de utilidade prática, que é a de evitar as situações que põem os nossos deveres em oposição com os nossos interesses, e nos revelam o nosso bem no mal dos outros, convencido de que, em tais situações, mesmo que a elas tragamos um sincero amor da virtude, fraquejamos mais cedo ou mais tarde sem dar por isso, e tornamo-nos injustos e maus nas acções sem deixarmos de ser bons e justos na alma."


Jean-Jacques Rousseau, Confissões


Lido AQUI
Para aliviar o negrume do espírito... e para tentar não amargar de vez!!

25 junho 2012

Eh pá, estragaram-me os planos... vi agora a melhor do dia, que pronto até me cai mal dada a altura, mas já se sabe que sou uma gaja sem sorte..."Com a crise instalada e a esperada evolução, estima-se que a curto prazo a miséria chegue ao ponto das pessoas começarem a casar por Amor"... ao que isto chegou!! Francamente!! E logo agora, que já tinha um plano catita de arranjar um gajo com mais uns bons anos que eu, e com mais uns valentes dígitos na conta bancária, em crise meia idade ou de idade completa, tanto faz, assim meio banana, manipulável, e com falta de tomates... a não ser para aquilo... vocês sabem... e aquilo quando eu quisesse, que isto de excesso de oferta diminui o valor do produto... há que manter a escassez na medida certa para manter o interesse... 
Agora que eu estava já mentalizada para me munir de paciência de chinês e estratégia de Maquiavel, porque burra não sou e com prática chegava lá, bastava querer... vêm-me com esta!! Não há direito!!! Não me digam que afinal vou ter de continuar a viver a vida à medida das minhas possibilidades, e com o que eu trabalho!! Não há maneira de me sustentarem o cabeleireiro, a manicure, as roupinhas de marcas menos do povo do que aquelas de que sou cliente, as massagens, os Spas, as viagens, eu sei lá!!
Lá vou eu ter que refazer planos!! 
É por estas e por outras que não gosto de planos estratégias e afins!!! bahhhh
(eu estou-me a esforçar, juro, um esforço hercúleo, porque hoje só me apetece correr tudo o que é gajo à chapada, estou cá com umas ganas... mas pode ser que passe durante a tarde, pode ser, vamos tentar, vamos ver...)

24 junho 2012

"Vou lá passar. Se ela lá estiver vou ter com ela saio do carro agarro-me a ela, digo-lhe o que nunca lhe disse, e nunca mais a largo." O que me vale é ainda me rir da minha própria estupidez. Esta nunca verei em nenhum pacote de açúcar. É demasiado amarga.

22 junho 2012

Apetecia-me ir ao cinema e não ver o filme...
mas só tenho hipótese  de ver um filme e não ir ao cinema...

19 junho 2012


O caminho de manhã faz-se agora com porquês, com comos? com como é que é possível???!! Vêm substituir os adoro-te, os amo-te, que trancava dentro da boca horas depois de teres a tua boca na minha, o meu corpo aninhado nos teus braços, o meu mundo no teu colo, que me roubavam pensamentos, surgiam-me por dentro como agora me surge tanta incredulidade, tanto desnorte, tanta incompreensão. Às vezes chego a pensar que estou doida, que não podes ser assim, que eu nunca amaria alguém tão pérfido, nunca adoraria uma alma tão cruel, e tão desumana, depois penso que doida estou agora por duvidar, que a realidade está à frente dos olhos a queimar-me a vista e o horizonte, que as pessoas são o que são, que não se conhece nunca ninguém, passem os anos que passem, as pessoas são muitas vezes indiferentes aos meios para atingir os seus fins. Ainda assim pergunto-me porque dedilhar a minha alma como fizeste tanto tempo?, porquê enganar-me? porquê? Porquê dizer tanta coisa que não perguntei? Porquê dizer que me adoravas, até que me amavas, falar de tanta coisa que não esperava ouvir, mas que saiu da tua boca sem pedido, sem perguntas, saíram livremente, e eu, tonta, achava que as coisas quando saem livremente são verdade porque não têm uma razão de existir, não são provocadas, são só o libertar daquilo que apertamos tantas vezes por dentro. Estou enganada, devo estar, vi tudo mal, entendi tudo ao contrário, era só uma maneira de alimentar uma coisa que não querias assumir mas também não querias perder. É uma versão do chamado banho-maria, e eu detesto isso. Talvez o erro seja meu, normalmente é, estava demasiado desperta para ouvir tudo o que gostava de ouvir da tua boca e que tantas vezes me surpreendeu, e deixei por ouvir o que dizias no silêncio de tantas respostas, ou apenas no silêncio sem qualquer pergunta, sem nada, como agora.

22 maio 2012

Este post é para ti

Não preciso falar muito porque sei que entendes, sempre nos entendemos nos silêncios, nas pequenas coisas, e nas grandes que suportam os pilares de quem somos. Custa-me muito tudo o que estou e vou fazer, mas é porque sempre me disseste que seria o melhor. O melhor para ti e por isso para nós. Afasto-me, recolho-me, deixo-te o espaço deserto que precisas para que o atravesses e chegues aonde queres. Estou deste lado como sempre, ao teu lado ainda, ainda que não me vejas, contigo na tua ausência para que chegues com a tua presença e possamos repetir todas as brincadeiras, sorrisos, beijos, gargalhadas, festas, mimos, olhares sem fundo e toda uma vida em que sempre encaixámos sem a ter. Fico à espera do teu calor, das tuas mãos, da tua pele colada à minha, do teu carinho e de te poder encher de mimo, de beijos e do amor que me deixares.
Enquanto na memória ficam gravados estes nossos momentos para reviver e sorrir sem saber, cá dentro aperta e desespera a vontade dum abraço assim, de reencontro, de felicidade, de vontade de chegar e ficar.
beijo

ehheheh um dia ainda vou dizer isto....
 mas depois vou-me escangalhar a rir e corta o efeito todo!!!

18 maio 2012

Um beijo fechado a sete chaves...
ternura...paixão...carinho...desejo...doçura...avidez...meiguice
Inacreditavelmente consegue-se juntar tudo, desfazer todas as fechaduras.
Deixamos de conseguir trancar o que seja, há beijos em que estamos inteiros, entregamo-nos completamente e preenchemo-nos nessa entrega que nos encontra no outro.

14 maio 2012

Apetecia-me sol na pele...
praia, areia quente, a música do mar como pano de fundo...
os lábios salgados das gotas de mar que viajam no ar...
pele bem temperada e quente...

13 maio 2012

Deixa lá Charlie Brown, eu também não entendo, deve ser por isso que sou insegura...
tenho sempre medo que fujam porque não uso correntes nem tranco portas a ninguém...
Café numa das esplanadas favoritas. açúcar:"uma noite danço para te seduzir" , mas Não hoje Não é a noite. Gosto de dançar mas nunca o fiz para seduzir ninguém, nem saberia como...